{"id":17653,"date":"2017-10-26T00:02:20","date_gmt":"2017-10-26T03:02:20","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=17653"},"modified":"2017-10-25T19:57:06","modified_gmt":"2017-10-25T22:57:06","slug":"de-notas-baixas-a-depressao-na-vida-adulta-as-marcas-do-bullying-em-agredidos-e-agressores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/10\/26\/de-notas-baixas-a-depressao-na-vida-adulta-as-marcas-do-bullying-em-agredidos-e-agressores\/","title":{"rendered":"De notas baixas a depress\u00e3o na vida adulta, as marcas do bullying em agredidos e agressores"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">Taiuva, 27 de janeiro de 2003. Na pequena cidade no interior de S\u00e3o Paulo, o estudante Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, volta ao col\u00e9gio onde concluiu o ensino m\u00e9dio, Coronel Benedito Ortiz, cumprimenta a zeladora e se dirige para o p\u00e1tio. L\u00e1, bem na hora do recreio, saca um rev\u00f3lver calibre 38 e come\u00e7a a efetuar disparos. Ap\u00f3s ferir nove pessoas, entre alunos, professores e funcion\u00e1rios, se mata com um tiro na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>O caso de Taiuva, a 363 km da capital paulista, \u00e9 o primeiro que se tem not\u00edcia de bullying que termina em morte no Brasil &#8211; Edmar sofria de obesidade e, mesmo depois de perder 30 quilos, continuou a ser ridicularizado pelos colegas. De l\u00e1 para c\u00e1, pelo menos tr\u00eas outros epis\u00f3dios deixaram um saldo de 16 mortos e 16 feridos.<\/p>\n<p>A trag\u00e9dia mais recente a reacender o debate sobre bullying aconteceu em Goi\u00e2nia na semana passada, quando um estudante de 14 anos disparou contra colegas, matando dois e ferindo outros quatro. Testemunhas disseram que o aluno sofria com goza\u00e7\u00f5es dos colegas, mas os pais e a dire\u00e7\u00e3o da escola afirmaram n\u00e3o ter conhecimento disso. Ainda se investiga se foi isso o que detonou o epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, um boletim hospitalar informou que uma das adolescentes baleadas no caso teve uma les\u00e3o na medula e ficou parapl\u00e9gica.<\/p>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/2F18\/production\/_98465021_gettyimages-545462804.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Aluno sofrendo bullying\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES Image caption&#8217; Muitas das v\u00edtimas levar\u00e3o marcas profundas para a vida adulta e precisar\u00e3o de apoio para superar o problema&#8217;, diz especialista<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Casos de bullying no ambiente escolar s\u00e3o mais comuns do que se pensa. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE), 7,4% dos 2,6 milh\u00f5es de estudantes que cursaram o 9\u00ba ano do ensino fundamental em 2015 &#8211; algo em torno de 195 mil alunos &#8211; afirmaram ter sofrido bullying por parte dos colegas.<\/p>\n<p>Entre os que se sentiram humilhados, os principais motivos de chacota foram a apar\u00eancia do corpo (15,6%) e do rosto (10,9%).<\/p>\n<p>O \u00edndice de alunos que admitiram j\u00e1 ter chantageado o colega, espalhado boatos ou criado apelidos pejorativos consegue ser ainda maior: 19,8% &#8211; ou 520 mil estudantes. Desses, 24,2% s\u00e3o meninos e 15,6%, meninas.<\/p>\n<p>&#8220;As consequ\u00eancias s\u00e3o as mais variadas e dependem muito de cada indiv\u00edduo. No entanto, todas as v\u00edtimas, em maior ou menor propor\u00e7\u00e3o, sofrem com os ataques&#8221;, afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro\u00a0<i>Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas<\/i>. &#8220;Muitas delas levar\u00e3o marcas profundas para a vida adulta e precisar\u00e3o de apoio para superar o problema.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7D38\/production\/_98465023_gettyimages-481213677.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Aluno sofrendo bullying\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES Image caption\u00a0Tanto quem pratica como quem sofre bullying est\u00e1 mais sujeito a tirar notas baixas, faltar \u00e0s aulas e a largar os estudos<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>O estrago mais evidente \u00e9 no pr\u00f3prio rendimento escolar dos alunos que sofrem ou praticam esse tipo de agress\u00e3o f\u00edsica ou psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma das conclus\u00f5es a que chegou a mais recente edi\u00e7\u00e3o do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (PISA, na sigla em ingl\u00eas), de 2015. De acordo com o estudo, que avaliou o desempenho escolar de 540 mil estudantes de 72 pa\u00edses, escolas com alta incid\u00eancia de bullying tendem a apresentar notas mais baixas do que aquelas que procuram combater essa pr\u00e1tica dentro e fora de sala de aula.<\/p>\n<p>&#8220;O bullying traz s\u00e9rias consequ\u00eancias tanto para o agressor quanto para a v\u00edtima&#8221;, alerta Andreas Schleicher, diretor de Educa\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), respons\u00e1vel pela aplica\u00e7\u00e3o do PISA.<\/p>\n<p>&#8220;Tanto aqueles que praticam bullying quanto os que sofrem est\u00e3o mais sujeitos a tirar notas baixas, faltar \u00e0s aulas e a largar os estudos que aqueles que n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o conflituosa com os colegas.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Do bullying \u00e0 depress\u00e3o<\/h2>\n<p>A longo prazo, o impacto pode ser notado n\u00e3o apenas no desempenho escolar do aluno, mas tamb\u00e9m em sua sa\u00fade f\u00edsica e mental. \u00c9 o que dizem dois estudos &#8211; um americano e outro brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>O primeiro deles, do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, revela que quanto mais longo o per\u00edodo em que uma crian\u00e7a ou adolescente sofre amea\u00e7a, xingamento ou intimida\u00e7\u00e3o, mais grave e duradouro ser\u00e1 o impacto sobre a sa\u00fade da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Para chegar a essa conclus\u00e3o, a pediatra Laura Bogart e sua equipe monitoraram a sa\u00fade de 4,2 mil estudantes do quinto ao 10\u00ba ano. E descobriram que, n\u00e3o importa a idade, sofrer bullying pode causar desde baixa autoestima at\u00e9 quadros de estresse, ansiedade e depress\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0A30\/production\/_98480620_gettyimages-505065748.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Aluno sozinho\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES Image caption\u00a0Crian\u00e7as que sofrem bullying tendem a se isolar<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>O outro estudo \u00e9 da universidade King&#8217;s College London, na Inglaterra. A psic\u00f3loga Louise Arseneault investigou o hist\u00f3rico m\u00e9dico de mais de 7 mil brit\u00e2nicos desde a \u00e9poca em que tinham entre sete e 11 anos e ainda frequentavam o col\u00e9gio at\u00e9 a quinta d\u00e9cada de vida. E o resultado foi preocupante: indiv\u00edduos que sofreram maus-tratos na inf\u00e2ncia tinham mais propens\u00e3o que os demais a desenvolver doen\u00e7as psicossom\u00e1ticas na vida adulta.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma m\u00e1xima na medicina que diz: quanto mais cedo voc\u00ea diagnosticar um problema e come\u00e7ar a trat\u00e1-lo, melhor ser\u00e1 o progn\u00f3stico. Esse racioc\u00ednio se aplica tamb\u00e9m ao bullying&#8221;, alerta o psiquiatra Ricardo Krause, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profiss\u00f5es Afins (ABENEPI).<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais cedo voc\u00ea identificar um caso de bullying e come\u00e7ar a combat\u00ea-lo, menor ser\u00e1 o estrago que ele vai causar na vida tanto da v\u00edtima quanto do agressor.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O que \u00e9 bullying &#8211; e o que n\u00e3o \u00e9<\/h2>\n<p>Mas, ser\u00e1 assim t\u00e3o f\u00e1cil identificar um caso de bullying? Especialistas garantem que sim. Para tanto, a agress\u00e3o deve reunir quatro caracter\u00edsticas: a inten\u00e7\u00e3o do autor em ferir o alvo, a repeti\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o, a presen\u00e7a de um p\u00fablico espectador e a concord\u00e2ncia do alvo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ofensa. Em outras palavras: discuss\u00f5es ou brigas pontuais entre alunos n\u00e3o s\u00e3o bullying. Conflitos entre aluno e professor tamb\u00e9m n\u00e3o.<\/p>\n<p>E mais: o bullying f\u00edsico, aquele que engloba viol\u00eancia como socos, chutes e empurr\u00f5es, \u00e9 o de mais f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o. Mas existem outros sete tipos: psicol\u00f3gico, moral, verbal, sexual, social, material e virtual. Meninos praticam (e sofrem) mais bullying f\u00edsico. Meninas, moral.<\/p>\n<p>Quem sofre bullying, n\u00e3o importa o tipo, tende a apresentar um comportamento t\u00edpico: no recreio, permanece isolado do resto do grupo ou pr\u00f3ximo a adultos que podem proteg\u00ea-lo das investidas do agressor. Em sala de aula, fala pouco, falta muito e tira notas baixas. Nas atividades em grupo, \u00e9 sempre o \u00faltimo a ser escolhido. Em casa, quando est\u00e1 perto da hora de ir para a escola, costuma se queixar de dor de cabe\u00e7a, enjoo ou tontura.<\/p>\n<p>Por que ser\u00e1?<\/p>\n<p>&#8220;Em geral, as crian\u00e7as n\u00e3o relatam seu sofrimento por medo ou vergonha. Por essa raz\u00e3o, a identifica\u00e7\u00e3o precoce por pais ou professores \u00e9 de suma import\u00e2ncia&#8221;, avalia Barbosa Silva.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Como responder<\/h2>\n<p>Vigora no pa\u00eds desde o dia 9 de fevereiro de 2016 uma lei que obriga as escolas a combater o bullying.<\/p>\n<p>O Programa de Combate \u00e0 Intimida\u00e7\u00e3o Sistem\u00e1tica determina que equipes pedag\u00f3gicas sejam capacitadas para desenvolver a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o do problema, e que pais e familiares sejam orientados para identificar v\u00edtimas e agressores. Estabelece tamb\u00e9m que sejam realizadas campanhas educativas e fornecida assist\u00eancia psicol\u00f3gica, social e jur\u00eddica a todos os envolvidos.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, o combate ao bullying n\u00e3o melhorou em nada. O que as escolas fazem \u00e9 dar palestras para os alunos, passar reda\u00e7\u00e3o sobre o tema e ponto final. A capacita\u00e7\u00e3o dos educadores continua muito fraca e, sem ela, nada vai mudar&#8221;, avalia a psic\u00f3loga Val\u00e9ria Rezende da Silva, autora do livro\u00a0<i>Bullying N\u00e3o \u00c9 Brincadeira.<\/i><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o basta capacitar os professores. A maioria deles j\u00e1 sabe distinguir entre brincadeira e persegui\u00e7\u00e3o, zoeira e amea\u00e7a, trolagem e intimida\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso tamb\u00e9m engajar os pais e respons\u00e1veis na vida escolar de seus filhos, na opini\u00e3o da psicopedagoga Maria Irene Maluf, diretora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos desfazer a ideia de que o bullying \u00e9 um problema para os professores resolverem. Na maioria das vezes, ele come\u00e7a fora dos muros escolares&#8221;, ressalta Maluf.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00f5es para o problema existem, afirma a pedagoga Cl\u00e9o Fante, autora de\u00a0<i>Fen\u00f4meno Bullying: Como Prevenir a Viol\u00eancia nas Escolas e Educar para a Paz<\/i>. O mais famoso programa antibullying do mundo talvez seja o finland\u00eas KiVa &#8211; acr\u00f4nimo de &#8220;Kiusaamista Vastaan&#8221;, que significa &#8220;Contra o Bullying&#8221;, em livre tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diferentemente de outras metodologias, que focam o combate e a preven\u00e7\u00e3o na figura da v\u00edtima e do agressor, o KiVa parte da premissa que, quando n\u00e3o faz nada, o espectador endossa a a\u00e7\u00e3o do agressor. &#8220;Em vez de apoiarem os praticantes de bullying ou de se omitirem de ajudar as v\u00edtimas, as testemunhas s\u00e3o orientadas a intervir, melhorando o conv\u00edvio escolar&#8221;, explica Fante.<\/p>\n<p>O KiVa foi criado em 2009 depois que um estudante de 18 anos invadiu sua escola na cidade de Jokela, em Tuusula, e matou oito pessoas.<\/p>\n<p>Segundo levantamento com 30 mil alunos de 7 a 15 anos, o modelo pedag\u00f3gico, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Turku, chegou a erradicar o bullying em at\u00e9 80% das escolas e a reduzir sua pr\u00e1tica em outras 20%. N\u00e3o por acaso, j\u00e1 foi exportado para mais de 20 pa\u00edses da Europa e Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Bernardo d<\/span><span class=\"byline__title\">o Rio de Janeiro para a BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 26\/10\/2017<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Taiuva, 27 de janeiro de 2003. Na pequena cidade no interior de S\u00e3o Paulo, o estudante Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, volta ao col\u00e9gio onde concluiu o ensino m\u00e9dio, Coronel Benedito Ortiz, cumprimenta a zeladora e se dirige para o p\u00e1tio. L\u00e1, bem na hora do recreio, saca um rev\u00f3lver calibre 38 e come\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":17654,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17653","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/bullying.jpg?fit=800%2C524&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}