{"id":17925,"date":"2017-11-03T00:02:55","date_gmt":"2017-11-03T03:02:55","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=17925"},"modified":"2017-11-02T19:41:25","modified_gmt":"2017-11-02T22:41:25","slug":"cientistas-encontram-camara-vazia-dentro-da-maior-piramide-do-egito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/11\/03\/cientistas-encontram-camara-vazia-dentro-da-maior-piramide-do-egito\/","title":{"rendered":"Cientistas encontram c\u00e2mara vazia dentro da maior pir\u00e2mide do Egito"},"content":{"rendered":"<header id=\"articulo-encabezado\" class=\"articulo-encabezado \">\n<div id=\"articulo-titulares\" class=\"articulo-titulares\">\n<h5 id=\"articulo-titulo\" class=\"articulo-titulo \">A cada minuto, centenas de part\u00edculas elementares atravessam nosso\u00a0<span style=\"font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;font-size: 15px;color: #222222\">c\u00e9rebro<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;font-size: 15px;color: #222222\">\u00a0sem causar danos. S\u00e3o os m\u00faons, produzidos quando os raios c\u00f3smicos se chocam contra os \u00e1tomos nas camadas externas da atmosfera e que caem em milh\u00f5es sobre a\u00a0<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;font-size: 15px;color: #222222\">Terra<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;font-size: 15px;color: #222222\">. Uma equipe internacional de cientistas usou esse fluxo constante de part\u00edculas com a mesma carga que os el\u00e9trons, mas cerca de 200 vezes mais pesadas, para fazer uma esp\u00e9cie de radiografia no interior da Grande Pir\u00e2mide de Qu\u00e9ops, em Giz\u00e9 (<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;font-size: 15px;color: #222222\">Egito<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;font-size: 15px;color: #222222\">). Isso permitiu descobrir um &#8220;grande espa\u00e7o vazio&#8221; que ficou escondido atr\u00e1s das grossas paredes da edifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/h5>\n<\/div>\n<\/header>\n<div id=\"articulo_contenedor\" class=\"articulo__contenedor\">\n<div id=\"cuerpo_noticia\" class=\"articulo-cuerpo\">\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\">Constru\u00edda por ordem do fara\u00f3 Khufu \u2014 que reinou entre 2.509 e 2.483 a.C. \u2014, a pir\u00e2mide tem 139 metros de altura e, durante mais de tr\u00eas mil\u00eanios, foi a constru\u00e7\u00e3o mais alta do planeta. Mesmo hoje, n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre como foi constru\u00edda, nem se sabe se h\u00e1 c\u00e2maras a serem descobertas em seu interior. Os turistas entram na pir\u00e2mide atrav\u00e9s de um t\u00fanel escavado no n\u00edvel do solo no ano 820, na \u00e9poca do califa Almamune, que permite o acesso \u00e0s suas tr\u00eas c\u00e2maras: a subterr\u00e2nea, a da rainha e a do rei, estas duas \u00faltimas conectadas pela Grande Galeria, uma passagem de 46 metros de comprimento e quase 9 metros de altura. Desde o s\u00e9culo XIX, nenhuma nova c\u00e2mara havia sido descoberta, embora existam ind\u00edcios arquitet\u00f4nicos de que poderia haver mais, especialmente grandes blocos em forma de cunha na face norte, que poderiam ser o telhado de um corredor ou uma grande sala.<\/div>\n<\/div>\n<p>Em 2015, o Governo eg\u00edpcio lan\u00e7ou um projeto de pesquisa para explorar o interior do monumento com t\u00e9cnicas n\u00e3o invasivas. Tr\u00eas equipes de f\u00edsicos do\u00a0Jap\u00e3o\u00a0e da\u00a0Fran\u00e7a\u00a0instalaram v\u00e1rios detectores de m\u00faons na pir\u00e2mide, dois deles dentro e um fora. A pedra absorve parte dos m\u00faons que caem do c\u00e9u, por isso sua concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 maior nessa \u00e1rea, onde h\u00e1 menos densidade, especialmente em espa\u00e7os vazios. Os tr\u00eas sistemas de detec\u00e7\u00e3o identificaram corretamente as tr\u00eas c\u00e2maras e galerias conhecidas, mas tamb\u00e9m mostraram uma concentra\u00e7\u00e3o de m\u00faons a 21 metros acima do solo, concentrados em um &#8220;grande v\u00e1cuo&#8221; com mais de 30 metros de comprimento e com volume, altura e largura semelhantes \u00e0 Grande Galeria. Os resultados dos tr\u00eas detectores, instalados por f\u00edsicos da Universidade de Nagoya e do laborat\u00f3rio KEK, do Jap\u00e3o, e da Comiss\u00e3o de Energias Alternativas e Energia At\u00f4mica da Fran\u00e7a, fazem parte de um projeto conhecido como ScanPyramids e foram publicados nesta quinta-feira na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Nature<\/em>.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\"><strong>A nova estrutura descoberta ainda \u00e9 um mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A nova estrutura descoberta ainda \u00e9 um mist\u00e9rio. &#8220;\u00c9 preciso considerar muitas hip\u00f3teses arquitet\u00f4nicas. O grande v\u00e1cuo pode estar composto de uma ou v\u00e1rias c\u00e2maras cont\u00edguas e ser inclinado ou plano&#8221;, explicam os autores do estudo. Os pesquisadores seguiram o rastro deixado por Luis \u00c1lvarez, um f\u00edsico norte-americano de av\u00f4 espanhol. Em 1970, este cientista, vencedor do\u00a0Pr\u00eamio Nobel\u00a0de F\u00edsica em 1968, foi o primeiro a usar a radiografia de m\u00faons para explorar o interior de outra pir\u00e2mide eg\u00edpcia, a de Qu\u00e9fren, e demonstrar que n\u00e3o havia nenhuma c\u00e2mara a ser descoberta em seu interior. Desde ent\u00e3o, os m\u00faons vindos do espa\u00e7o tamb\u00e9m permitiram analisar o interior dos vulc\u00f5es, as entranhas da central nuclear de Fukushima, os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos em Roma e N\u00e1poles e o interior da Pir\u00e2mide do Sol, no M\u00e9xico.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|foto\" class=\"sumario_foto derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w360\">\n<p><figure style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2017\/11\/01\/ciencia\/1509537816_384789_1509616664_sumario_normal.jpg?resize=360%2C203&#038;ssl=1\" alt=\"A equipe do ScanPyramids utiliza realidade aumentada para ver o 'vazio' de Qu\u00e9ops\" width=\"360\" height=\"203\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">A equipe do ScanPyramids utiliza realidade aumentada para ver o &#8216;vazio&#8217; de Qu\u00e9opsSCANPYRAMIDS MISSION<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<div class=\"sumario-texto\"><\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Mehdi Tayoubi, codiretor do projeto, explica que seria muito dif\u00edcil &#8220;chegar at\u00e9 o grande vazio sem fazer grandes buracos nas paredes da pir\u00e2mide&#8221;, algo que n\u00e3o \u00e9 contemplado no momento. Em 2016, sua equipe encontrou outro espa\u00e7o vazio de menor tamanho na parede norte, justo do outro lado dos blocos em forma de cunha. O pr\u00f3ximo objetivo \u00e9 explorar esse corredor com pequenos rob\u00f4s e continuar fazendo radiografias da pir\u00e2mide com mais detectores de m\u00faons. Tayoubi \u00e9 muito cuidadoso ao n\u00e3o fazer suposi\u00e7\u00f5es sobre o conte\u00fado dos dois espa\u00e7os descobertos, que podem ou n\u00e3o estar conectados. Este projeto, diz, inclui cientistas de muitas disciplinas, ge\u00f3grafos, f\u00edsicos, especialistas em rob\u00f3tica e intelig\u00eancia artificial, mas exclui deliberadamente os egipt\u00f3logos. &#8220;Se queremos entender melhor esse monumento, precisamos de um novo olhar&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>&#8220;Os m\u00faons atmosf\u00e9ricos s\u00e3o part\u00edculas carregadas muito penetrantes, que se movem em linha reta&#8221;, afirma o f\u00edsico Arturo Menchaca-Rocha, da Universidade Aut\u00f4noma do M\u00e9xico. &#8220;Seu fluxo natural \u00e9 atenuado pela mat\u00e9ria, por isso tem uma rela\u00e7\u00e3o de um-para-um com a quantidade de mat\u00e9ria atravessada. Nos espa\u00e7os vazios, o que aparece \u00e9 um excesso de m\u00faons nessa dire\u00e7\u00e3o que ajudam a localizar e conhecer a forma do vazio&#8221;, destaca o f\u00edsico. Menchaca-Rocha usou essa mesma t\u00e9cnica para escanear a Pir\u00e2mide do Sol, no M\u00e9xico. Assim como \u00c1lvarez, n\u00e3o encontrou nada em seu interior, uma decep\u00e7\u00e3o que ainda assim \u00e9 um \u00eaxito cient\u00edfico para este tipo de t\u00e9cnica de imagem baseada na f\u00edsica de part\u00edculas, destaca. O pesquisador, que n\u00e3o participou do estudo, acrescenta que os tr\u00eas instrumentos utilizados s\u00e3o bem desenhados e coletaram m\u00faons por tempo suficiente, o que confirma, em sua opini\u00e3o, a exist\u00eancia da nova c\u00e2mara. O que por enquanto \u00e9 um mist\u00e9rio, \u00e9 se tem &#8220;import\u00e2ncia arqueol\u00f3gica ou \u00e9 apenas um corredor abandonado&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Nu\u00f1o Dom\u00edngues\/El Pais Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 03\/11\/2017<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada minuto, centenas de part\u00edculas elementares atravessam nosso\u00a0c\u00e9rebro\u00a0sem causar danos. 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