{"id":17976,"date":"2017-11-04T03:07:42","date_gmt":"2017-11-04T06:07:42","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=17976"},"modified":"2017-11-04T07:18:55","modified_gmt":"2017-11-04T10:18:55","slug":"os-segredos-por-tras-dos-milhoes-de-dolares-que-a-china-distribui-em-ajuda-pelo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2017\/11\/04\/os-segredos-por-tras-dos-milhoes-de-dolares-que-a-china-distribui-em-ajuda-pelo-mundo\/","title":{"rendered":"Os segredos por tr\u00e1s dos milh\u00f5es de d\u00f3lares que a China distribui em ajuda pelo mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">A China tem uma longa lista de segredos de Estado. Entre eles, a quantidade de pessoas condenadas \u00e0 pena de morte e a data do anivers\u00e1rio de seus l\u00edderes.<\/p>\n<p>Um deles, por\u00e9m, acaba de ser descoberto: o montante que Pequim destina \u00e0 ajuda internacional, assim como os pa\u00edses que a recebem.<\/p>\n<p>At\u00e9 pouco tempo, o gigante asi\u00e1tico era um dos pa\u00edses de destino desse tipo de recurso. Mas, hoje em dia, a China j\u00e1 est\u00e1 em p\u00e9 de igualdade com os Estados Unidos, um dos pa\u00edses que concede o maior volume de ajuda externa a na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia se materializa por meio de subs\u00eddios ou empr\u00e9stimos financeiros.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, um grupo de pesquisadores revelou os detalhes dessas transa\u00e7\u00f5es, compilando em uma base de dados informa\u00e7\u00f5es sobre o dinheiro enviado pela China a pa\u00edses de diferentes continentes, de 2000 a 2014.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/166B6\/production\/_98303819_c4d1d5ce-3aa4-4570-9f7d-c7ab3824741f.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Trabalhador chin\u00eas | Foto: Paula Bronstein\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Image caption\u00a0Ajuda chinesa se materializa por meio de subs\u00eddios ou empr\u00e9stimos financeiros | Foto: Paula Bronstein<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Foram documentados, ao todo, 5 mil projetos em 140 pa\u00edses, incluindo o Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Montante<\/h2>\n<p>Os pesquisadores chegaram a uma cifra total de US$ 362 bilh\u00f5es (R$ 1,19 tri), contabilizando o total de empr\u00e9stimos, subs\u00eddios e contribui\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias da China ao mundo, disponibilizados no per\u00edodo de 2000 \u00e0 2014.<\/p>\n<p>Embora China e Estados Unidos se equiparem em rela\u00e7\u00e3o ao montante oferecido, a forma pela qual os fundos s\u00e3o concedidos pelos dois pa\u00edses difere radicalmente.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DC64\/production\/_98402465_chart_spanish_chinese_us_of_aid_ws_portuguese5.png?resize=624%2C448&#038;ssl=1\" alt=\"Dados China e EUA\" width=\"624\" height=\"448\" \/><\/span><\/figure>\n<p>&#8220;A composi\u00e7\u00e3o desses investimentos tem consequ\u00eancias de amplo alcance&#8221;, explica Brad Parks, coordenador da pesquisa.<\/p>\n<p>Parks comanda o centro de an\u00e1lise AidData, cuja sede est\u00e1 localizada no Instituto William &amp; Mary, no Estado da Virg\u00ednia, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo, sua equipe trabalhou em parceria com a Universidade de Harvard, tamb\u00e9m nos Estados Unidos, e a Universidade de Heidelberg, na Alemanha.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Segredo descoberto<\/h2>\n<p>Os especialistas tiveram que desenvolver uma metodologia pr\u00f3pria para encontrar respostas para perguntas que o governo chin\u00eas n\u00e3o responde. Neste sentido, seguiram o rastro do dinheiro que saiu de Pequim baseando-se em publica\u00e7\u00f5es de diversos meios, documentos oficiais de embaixadas e informa\u00e7\u00f5es sobre os empr\u00e9stimos recebidos pelos pa\u00edses destinat\u00e1rios dos fundos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13FA6\/production\/_98303818_22d78f62-1863-46d4-ae90-f2ef40f255ea.jpg?resize=696%2C463&#038;ssl=1\" alt=\"Porto de Gwadar no Paquist\u00e3o\" width=\"696\" height=\"463\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES Image captionChina financiou constru\u00e7\u00e3o do porto de Gwadar no Paquist\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s reunir os dados, foi poss\u00edvel conhecer o destino final do dinheiro e o impacto que essas opera\u00e7\u00f5es v\u00eam tendo.<\/p>\n<p>Para Parks, a metodologia utilizada revela o que sempre se quis saber sobre esse universo secreto.<\/p>\n<p>&#8220;Mas se o governo chin\u00eas realmente quer esconder algo, talvez a gente n\u00e3o consiga descobrir. No entanto, vamos saber se ele realizar uma transfer\u00eancia de um montante consider\u00e1vel&#8221;, afirma.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Entrega do dinheiro<\/h2>\n<p>A maior parte da ajuda financeira concedida pelos Estados Unidos (93%) segue os par\u00e2metros acordados pelos pa\u00edses industrializados: o objetivo principal \u00e9 contribuir com o desenvolvimento econ\u00f4mico e social da na\u00e7\u00e3o que recebe os fundos.<\/p>\n<p>Pelo menos um quarto desse dinheiro \u00e9 subs\u00eddio &#8211; e n\u00e3o um empr\u00e9stimo que precisa ser pago.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15194\/production\/_98402468_datapic_spanish_china_aid_2017_ws_portuguese4-1.png?resize=624%2C446&#038;ssl=1\" alt=\"Como o dinheiro \u00e9 gasto?\" width=\"624\" height=\"446\" \/><\/span><\/figure>\n<p>J\u00e1 no caso da China, o montante de ajuda internacional \u00e9 menor. E a quantidade restante \u00e9 concedida em empr\u00e9stimos comerciais com juros que t\u00eam de ser pagos a Pequim.<\/p>\n<p>&#8220;O pa\u00eds quer que o dinheiro emprestado gere retorno financeiro&#8221;, indica Parks.<\/p>\n<p>O grupo de pesquisadores tamb\u00e9m descobriu que os subs\u00eddios se traduzem em benef\u00edcios econ\u00f4micos para os pa\u00edses que os recebem.<\/p>\n<p>Durante algum tempo, se pensava que os projetos financiados pela China eram concebidos visando unicamente o benef\u00edcio pr\u00f3prio do gigante asi\u00e1tico. Por exemplo, o investimento em infraestrutura em outros pa\u00edses do mundo contava com m\u00e3o de obra chinesa. Dessa forma, acreditava-se que n\u00e3o incentivava o desenvolvimento do pa\u00eds que recebia a doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o estudo coordenado por Parks mostrou que a China \u00e9 t\u00e3o capaz quanto qualquer outro pa\u00eds industrializado de gerenciar projetos de ajuda internacional.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Para onde vai o dinheiro?<\/h2>\n<p>Desde o ano 2000, os pa\u00edses do continente africano receberam uma boa parcela da ajuda financeira concedida pela China.<\/p>\n<p>Mas a \u00c1frica n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico destino dos recursos. De hospitais no Senegal a portos no Paquist\u00e3o e no Sri Lanka, o dinheiro chin\u00eas est\u00e1 por toda parte.<\/p>\n<p>Em 2014, \u00faltimo ano analisado pelo estudo da AidData, a R\u00fassia encabe\u00e7ou a lista de benefici\u00e1rios de recursos da China. Paquist\u00e3o e Nig\u00e9ria completam o topo da lista.<\/p>\n<p>No caso dos EUA, Iraque, Afeganist\u00e3o e Paquist\u00e3o foram os pa\u00edses que mais receberam ajuda.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica desempenha um papel muito importante na distribui\u00e7\u00e3o do dinheiro, tanto americano como chin\u00eas.<\/p>\n<p>Estudos anteriores revelam como Pequim e Washington tendem a oferecer ajuda para pa\u00edses que geralmente os apoiam nas Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Mas para a China, a economia \u00e9 fundamental. Os pesquisadores descobriram que Pequim geralmente se concentra em promover suas exporta\u00e7\u00f5es ou empr\u00e9stimos a taxas de mercado. O pa\u00eds asi\u00e1tico quer receber &#8211; com juros &#8211; o pagamento do dinheiro que emprestou.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14B40\/production\/_98300848_ce76e9c7-e0d0-4948-99a5-d42fb4313f03.jpg?resize=696%2C449&#038;ssl=1\" alt=\"Kim Jong-un e sua irm\u00e3\" width=\"696\" height=\"449\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0AFP Image captionNos \u00faltimos 14 anos, estima-se que a Coreia do Norte recebeu US$ 210 bilh\u00f5es em ajuda da China<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Coreia do Norte<\/h2>\n<p>A China \u00e9 considerada a principal aliada econ\u00f4mica da combalida Coreia do Norte. Mas os dados coletados pela AidData mostraram a exist\u00eancia de apenas 17 projetos chineses no pa\u00eds durante os 14 anos analisados.<\/p>\n<p>Parks refere-se \u00e0 Coreia do Norte como um &#8220;buraco negro da informa\u00e7\u00e3o&#8221; e admite que se trata do \u00fanico pa\u00eds que ficou fora do radar dos pesquisadores.<\/p>\n<p>No geral, a ajuda que a China oferece ao pa\u00eds liderado por Kim Jong-un n\u00e3o est\u00e1 contabilizada no sistema financeiro global.<\/p>\n<p>De 1960 a 1990, os pa\u00edses industrializados ofereceram empr\u00e9stimos a taxa de mercado para pa\u00edses em desenvolvimento. Mas esse modelo entrou em colapso porque os receptores dos recursos n\u00e3o podiam pagar juros sobre os cr\u00e9ditos que haviam adquirido.<\/p>\n<p>O sistema gerou forte indigna\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a metodologia de concess\u00e3o de ajuda internacional foi modificada.<\/p>\n<p>&#8220;O princ\u00edpio acordado foi que os pa\u00edses em desenvolvimento n\u00e3o deveriam receber empr\u00e9stimos com juros, mas a China, que n\u00e3o faz parte dessa coaliz\u00e3o, n\u00e3o age da mesma forma&#8221;, explica Parks.<\/p>\n<p>&#8220;Cada vez mais, pa\u00edses que n\u00e3o querem recorrer ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) negociam com a China quando t\u00eam problemas&#8221;, diz o pesquisador.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0B0E\/production\/_98303820_12ede8aa-0c25-4e3c-bd30-38d9737c2d7f.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Constru\u00e7\u00e3o financiada pela China\" width=\"696\" height=\"392\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES Image captionAcreditava-se que os projetos financiados pela China n\u00e3o incentivavam o desenvolvimento do pa\u00eds que recebia o aux\u00edlio | Foto: Carl de Souza\/AFP\/Getty Images<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, os pa\u00edses que receberam empr\u00e9stimos da China n\u00e3o sofreram dificuldades econ\u00f4micas, mas tamb\u00e9m n\u00e3o experimentaram um crescimento significativo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores que realizaram o estudo acreditam que essa situa\u00e7\u00e3o pode mudar nos pr\u00f3ximos 10 anos, quando os receptores dos recursos acumularem d\u00edvidas que n\u00e3o possam pagar.<\/p>\n<p>Nesse ponto, a China poderia reconsiderar sua estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Xiaojun Li, pesquisador da Universidade de British Columbia, no Canad\u00e1, verificou mudan\u00e7as na forma como Pequim concede empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Segundo ele, a China vem oferecendo, com cada vez mais frequ\u00eancia, dinheiro por meio de institui\u00e7\u00f5es multilaterais, como o Banco de Investimento em Infraestrutura Asi\u00e1tica, concorrendo com institui\u00e7\u00f5es como o Banco Mundial.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Credor global<\/h2>\n<p>H\u00e1 evid\u00eancias de que os empr\u00e9stimos subfinanciados pela China est\u00e3o prejudicando o sistema financeiro global, fazendo com que os doadores tradicionais reduzam os requisitos para conceder empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>A partir de dados coletados pela AidData, o economista Diego Hern\u00e1ndez descobriu que o papel da China nessas transa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas gerou concorr\u00eancia entre os doadores tradicionais.<\/p>\n<p>&#8220;Quando um pa\u00eds africano recebe assist\u00eancia chinesa, o Banco Mundial imp\u00f5e menos exig\u00eancias para conceder o dinheiro. Um aumento de 1% na ajuda proporcionada por Pequim faz com que a institui\u00e7\u00e3o multilateral flexibilize seus requisitos em 15%&#8221;, indica Hern\u00e1ndez.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0094\/production\/_98584100_china_aid_640_portuguese-nc.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Mapa mostra para onde a China envia ajuda\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/span><\/figure>\n<p>Algumas pessoas questionam a ajuda financeira fornecida pela China, uma vez que permitiria a alguns pa\u00edses se esquivar de reformas democr\u00e1ticas. Ao recorrer ao gigante asi\u00e1tico, eles evitam o escrut\u00ednio dos doadores ocidentais.<\/p>\n<p>Um exemplo recente \u00e9 o Camboja. V\u00e1rias ONGs e meios de comunica\u00e7\u00e3o independentes foram censurados porque os l\u00edderes chineses fortaleceram os la\u00e7os com as autoridades chinesas e ignoraram as demandas dos Estados Unidos para realizar elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Xiaojun Li tamb\u00e9m analisou as mudan\u00e7as na \u00c1frica como resultado dos empr\u00e9stimos da China.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4EB4\/production\/_98584102_usa_aid_640_portuguese-nc.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Mapa mostra para onde os EUA enviam ajuda\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/span><\/figure>\n<p>Segundo ele, as reformas democr\u00e1ticas diminu\u00edram porque esses pa\u00edses perceberam que podem recorrer \u00e0 China e evitar cumprir as exig\u00eancias pol\u00edticas impostas pelos pa\u00edses ocidentais.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos pa\u00edses africanos recebem a assist\u00eancia de Pequim, ou pelo menos est\u00e3o felizes em ter alternativas&#8221;, conclui Li.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Celia Hatton para a\u00a0<\/span><span class=\"byline__title\">BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 04\/11\/2017<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A China tem uma longa lista de segredos de Estado. Entre eles, a quantidade de pessoas condenadas \u00e0 pena de morte e a data do anivers\u00e1rio de seus l\u00edderes. Um deles, por\u00e9m, acaba de ser descoberto: o montante que Pequim destina \u00e0 ajuda internacional, assim como os pa\u00edses que a recebem. 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