{"id":22094,"date":"2018-02-24T06:11:29","date_gmt":"2018-02-24T09:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=22094"},"modified":"2018-02-24T06:12:13","modified_gmt":"2018-02-24T09:12:13","slug":"faltou-trabalho-para-265-milhoes-de-brasileiros-em-2017-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/02\/24\/faltou-trabalho-para-265-milhoes-de-brasileiros-em-2017-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Faltou trabalho para 26,5 milh\u00f5es de brasileiros em 2017, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>Faltou trabalho para cerca de, 26,5 milh\u00f5es de brasileiros no ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. O n\u00famero \u00e9 a soma de desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que at\u00e9 queriam uma vaga, mas n\u00e3o procuravam \u2014 que formam a chamada subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua Trimestral, que detalha as informa\u00e7\u00f5es sobre o mercado de trabalho Em janeiro, vers\u00e3o resumida do mesmo levantamento j\u00e1 havia mostrado que\u00a0<a title=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/taxa-media-de-desemprego-de-2017-fica-em-127-bate-recorde-22348188\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Brasil fechou o ano passado com desemprego m\u00e9dio de 12,7%<\/a>, recorde hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>No ano passado, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo de vagas com carteira assinada ficou negativo em 20 mil.<\/p>\n<p>O Rio de Janeiro tem a quarta maior taxa de desocupados entre os estados com 15,1% da popula\u00e7\u00e3o desempregada.<\/p>\n<p>A maior taxa foi de Amap\u00e1 com 18,8%, seguido de Pernambuco que ficou em 16,8%. E as menores eram de Santa Catarina com 6,3% e Mato Grosso do Sul e Mato Grosso ambos com 7,3%.<\/p>\n<p>Apesar de ter a taxa mais baixa de desocupa\u00e7\u00e3o ao longo da s\u00e9rie da pesquisa, Santa Catarina apresentou o maior crescimento da taxa de varia\u00e7\u00e3o entre 2014 e 2017 com 153,6%. Rio de Janeiro teve uma varia\u00e7\u00e3o de 140,3% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es Norte, Nordeste e Sudeste tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de, em m\u00e9dia, um ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre. O Nordeste ficou com a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o com 13,8%, seguido de Sudeste com 12,6% e Norte, 11,3%. As menores taxas ficaram no Sul, 7,7% e Centro-Oeste com 9,4%.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Marcelo Correa \/O Globo &#8211; dispon\u00edvel na internet 24\/0\/2018<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_22099\" aria-describedby=\"caption-attachment-22099\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/desemprego.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-22099 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/desemprego.jpg?resize=300%2C180\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/desemprego.jpg?resize=300%2C180&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/desemprego.jpg?resize=696%2C418&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/desemprego.jpg?w=699&amp;ssl=1 699w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-22099\" class=\"wp-caption-text\">Luiza Napole\u00e3o Rezende de Faria, desempregada. Foto Custodio Coimbra &#8211; Cust\u00f3dio Coimbra \/ Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure>\n<h4><em><strong>AN\u00c1LISE: Muito mais do que os 12,3 milh\u00f5es de desempregados.\u00a0N\u00fameros do IBGE mostram retrato mais completo da crise<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>A taxa de desemprego recorde de 11,8% do fim do ano passado esconde n\u00fameros muito mais perversos. Al\u00e9m do contingente de 12,3 milh\u00f5es de desempregados, h\u00e1 outros 14 milh\u00f5es que trabalham menos do que gostariam. S\u00e3o, ao todo, 26,4 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o conseguem ser aproveitados pelo mercado de trabalho.<\/p>\n<p>E, pela primeira vez, o IBGE mediu o tamanho do desalento:\u00a04,3 milh\u00f5es de brasileiros simplesmente desistiram. Nem tentam procurar emprego. Ou porque j\u00e1 estavam buscando h\u00e1 muito tempo, sem sucesso. Ou porque s\u00e3o jovens demais, idosos demais ou moram longe demais e sabem que o empregador, com tanta gente concorrendo em condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas, dificilmente lhes dar\u00e1 uma chance.<\/p>\n<p>O desemprego, todos os analistas n\u00e3o cansam de repetir, \u00e9 o \u00faltimo indicador a reagir quando a economia volta a crescer. Na semana que vem, o IBGE divulgar\u00e1 o resultado do PIB em 2017, e a estimativa \u00e9 de alta perto de 1%. E, mesmo quando o emprego volta a crescer, muitos dos que deixaram o mercado simplesmente n\u00e3o voltam. As primeiras vagas se abrem para quem \u00e9 mais \u201ccompetitivo\u201d: est\u00e1 mais instru\u00eddo, est\u00e1 disposto a receber menos, tem a idade certa, mora perto do trabalho.<\/p>\n<p>Quanto mais longa uma crise \u2014 e a recess\u00e3o brasileira durou 11 trimestres \u2014 mais dif\u00edcil fica a reinser\u00e7\u00e3o de quem perdeu o emprego.<\/p>\n<p>Outra pesquisa do IBGE, tamb\u00e9m divulgada nesta sexta-feira, reflete os efeitos dram\u00e1ticos do desemprego. A infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA-15 subiu s\u00f3 0,38% em fevereiro \u2014 no menor resultado para o m\u00eas em 18 anos. Todas as fam\u00edlias sabem: fevereiro \u00e9 o m\u00eas das mensalidades escolares pesarem, e muito, no bolso. Mas, em 2018, pela primeira vez em sete anos, o reajuste das mensalidades ficou abaixo de 6%.<\/p>\n<p>Ou seja, at\u00e9 a educa\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 entre as prioridades das fam\u00edlias, sofreu com o aperto no or\u00e7amento. Muitos trocaram a escola particular pela p\u00fablica. Ou o col\u00e9gio caro pelo barato. E as institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o tiveram outra op\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ser segurar os reajustes.<\/p>\n<p>O alento \u00e9 que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos itens centrais dos pre\u00e7os dos servi\u00e7os, que tradicionalmente sobem acima da m\u00e9dia da infla\u00e7\u00e3o. Este ano, por\u00e9m, a previs\u00e3o \u00e9 que os servi\u00e7os tenham alta menor, facilitando a manuten\u00e7\u00e3o de um patamar de juros baixos pelo Banco Central, o que trar\u00e1 al\u00edvio para o or\u00e7amento das fam\u00edlias e, consequentemente, abrir\u00e1 espa\u00e7o para o consumo \u2014 mantendo, assim, a engrenagem do crescimento econ\u00f4mico que finalmente voltou a funcionar.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Luciana Rodrigues \/O Globo &#8211; dispon\u00edvel na internet 24\/0\/2018<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faltou trabalho para cerca de, 26,5 milh\u00f5es de brasileiros no ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. O n\u00famero \u00e9 a soma de desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que at\u00e9 queriam uma vaga, mas n\u00e3o procuravam \u2014 que formam a chamada subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. 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