{"id":22671,"date":"2018-03-12T00:06:06","date_gmt":"2018-03-12T03:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=22671"},"modified":"2018-03-11T19:10:00","modified_gmt":"2018-03-11T22:10:00","slug":"maior-laboratorio-de-particulas-do-mundo-usa-sistema-atualizado-da-ufrj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/03\/12\/maior-laboratorio-de-particulas-do-mundo-usa-sistema-atualizado-da-ufrj\/","title":{"rendered":"Maior laborat\u00f3rio de part\u00edculas do mundo usa sistema atualizado da UFRJ"},"content":{"rendered":"<div id=\"content-header\">\u00a0O Atlas, maior detector de part\u00edculas da Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), vai adotar este ano um sistema atualizado de filtragem\u00a0<em>online<\/em>\u00a0de el\u00e9trons desenvolvido por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O Cern \u00e9 o maior laborat\u00f3rio de f\u00edsica de part\u00edculas do mundo e investiga a origem do universo. Vers\u00e3o anterior do sistema denominado Neuralringer, da Coppe, foi aprovado pelo Cern em 2016 e utilizado no ano seguinte.<\/div>\n<div id=\"content-area\">\n<div class=\"region region-content\">\n<div id=\"block-system-main\" class=\"block block-system block-odd clearfix\">\n<div class=\"content\">\n<article id=\"node-1111614\" class=\"node node-noticia node-odd\">\n<div class=\"content\">\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi desenvolvida por um grupo de cientistas, sob a supervis\u00e3o do professor do Programa de Engenharia El\u00e9trica da Coppe, Jos\u00e9 Manoel de Seixas, que coordena a equipe brasileira no Atlas. \u201cFoi feita uma nova atualiza\u00e7\u00e3o do sistema, e a gente vai come\u00e7ar a colidir durante 2018, antes que o Atlas pare para novos\u00a0<em>upgrades\u00a0<\/em>(avan\u00e7os) e para retomar com a m\u00e1quina colidindo mais forte do que est\u00e1 colidindo agora\u201d, disse Seixas \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>O sistema da Coppe possibilitar\u00e1 ao Cern fazer novas descobertas com menor custo financeiro. A estimativa \u00e9 que o Cern deixe de comprar at\u00e9 10 mil computadores com quatro n\u00facleos de processadores cada, o que significa economia em torno de US$ 80 mil, informou o professor da Coppe.<\/p>\n<p><strong>Choques<\/strong><\/p>\n<p>No momento, o Cern est\u00e1 aumentando o n\u00famero de choques entre pr\u00f3tons para ampliar os eventos f\u00edsicos, essenciais \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 descoberta de poss\u00edveis novas part\u00edculas, a exemplo do que ocorreu com o b\u00f3son de Higgs, a chamada &#8220;part\u00edcula de Deus&#8221;, em 2012. A comprova\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia do b\u00f3son de Higgs rendeu aos cientistas Peter Higgs e Fran\u00e7ois Englert o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica de 2013.<\/p>\n<p>O objetivo agora \u00e9 descobrir se o b\u00f3son de Higgs \u00e9 \u00fanico ou se se desdobra em outros modelos. \u201cA gente agora quer ver coisas que s\u00e3o ainda mais raras. Agora, eu fa\u00e7o uma colima\u00e7\u00e3o maior e aumento muito as chances de bater pr\u00f3ton com pr\u00f3ton\u201d, explicou Seixas. A ideia \u00e9 com menos tempo descobrir coisas mais complicadas.<\/p>\n<p>\u201cA experi\u00eancia pressup\u00f5e identificar eventos dessas colis\u00f5es que s\u00e3o muito raros\u201d, afirmou Seixas. Os pesquisadores do Cern querem aumentar o n\u00famero de eventos por colis\u00e3o de 25 para 88, este ano, elevando para 200, at\u00e9 2024. Isso aumentaria exponencialmente o volume de dados gerados de interesse cient\u00edfico.<\/p>\n<p>O Neuralringer permite encontrar eventos f\u00edsicos de interesse nesse &#8220;palheiro&#8221; que n\u00e3o para de crescer. \u201cA gente \u00e9 capaz de rejeitar mais rapidamente os eventos que n\u00e3o t\u00eam chance de interessar ao Atlas e que antes dependiam de uma an\u00e1lise de processamento de imagens que era muito pesada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Interc\u00e2mbio<\/strong><\/p>\n<p>Em dezembro do anoa passado, um projeto de pesquisa visando ao aperfei\u00e7oamento do algoritmo do Neuralringer foi aprovado pela Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) e pelo Comit\u00ea Franc\u00eas de Avalia\u00e7\u00e3o da Coopera\u00e7\u00e3o Universit\u00e1ria com o Brasil (Cofecub). O edital prev\u00ea o interc\u00e2mbio de pesquisadores da Coppe, da Universit\u00e9 Paris VI (Pierre e Marie Curie) e da Universit\u00e9 Clermont-Ferrand (Blaise Pascal), com dura\u00e7\u00e3o de quatro anos, at\u00e9 2021.<\/p>\n<p>A parceria entre a Coppe e o Cern come\u00e7ou h\u00e1 cerca de 30 anos. Em 1988, um grupo formado por professores da Coppe visitou pela primeira vez as instala\u00e7\u00f5es do Cern, na Su\u00ed\u00e7a. A partir de ent\u00e3o, ficou estabelecida parceria que \u00e9 mantida at\u00e9 hoje com v\u00e1rios projetos comuns, informou a assessoria de imprensa da Coppe\/UFRJ. (Alana Gandra)<\/p>\n<div class=\"node-info\"><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 12\/03\/2018<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0O Atlas, maior detector de part\u00edculas da Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern), vai adotar este ano um sistema atualizado de filtragem\u00a0online\u00a0de el\u00e9trons desenvolvido por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 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