{"id":22739,"date":"2018-03-13T00:14:25","date_gmt":"2018-03-13T03:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=22739"},"modified":"2018-03-13T05:14:08","modified_gmt":"2018-03-13T08:14:08","slug":"uniao-gasta-r-4-bi-com-acoes-trabalhistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/03\/13\/uniao-gasta-r-4-bi-com-acoes-trabalhistas\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o gasta R$ 4 bi com a\u00e7\u00f5es trabalhistas"},"content":{"rendered":"<div class=\"block\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"flex flex--gutter flex--col flex--md-row\">\n<div class=\"flex-cell\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--md-1-1 col--lg-10-15 col-offset--lg-5-18\">\n<header class=\"c-content-head\">\n<div class=\"c-content-head__wrap\">\n<div class=\"block\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"flex flex--gutter flex--col flex--md-row\">\n<div class=\"flex-cell\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--md-1-1 col--lg-10-15 col-offset--lg-5-18\">\n<div class=\"c-tools-share c-tools-share--bordered-md toolbar rs_skip\">\n<p>A Uni\u00e3o gasta cerca de R$ 4 bilh\u00f5es todo os anos para fazer frente a a\u00e7\u00f5es judiciais de servidores p\u00fablicos na ativa, mostram dados do Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"block\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"flex flex--gutter flex--col flex--md-row\">\n<div class=\"flex-cell\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col col--md-1-1 col--lg-12-18\">\n<div class=\"c-news__content\">\n<div class=\"c-news__body\">\n<p>Os n\u00fameros, pesquisados pela reportagem no Painel Estat\u00edstico de Pessoal, n\u00e3o detalham os processos por tema, mas informa\u00e7\u00f5es da AGU (Advocacia-Geral da Uni\u00e3o) ajudam a esclarecer as principais demandas recentes do funcionalismo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Entre os mais de 190 objetos de a\u00e7\u00f5es judiciais de servidores ao longo do ano passado, o maior n\u00famero diz respeito a reajustes de remunera\u00e7\u00e3o e pens\u00f5es (1,4 mil processos), seguido por gratifica\u00e7\u00f5es de atividade (1,3 mil) e f\u00e9rias (971).<\/p>\n<p>No total, foram registradas mais de 21 mil a\u00e7\u00f5es de servidores, 15,9 mil de funcion\u00e1rios p\u00fablicos na ativa e outras 5,4 mil de aposentados.<\/p>\n<p>Parte desses processos acaba se transformando em benef\u00edcios pagos regularmente pela Uni\u00e3o: ainda segundo os n\u00fameros do Painel Estat\u00edstico de Pessoal, o governo gasta cerca de R$ 20 milh\u00f5es por m\u00eas com o pagamento de vantagens fixas obtidas atrav\u00e9s da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>A base de dados do Minist\u00e9rio do Planejamento aponta que a maior parte das a\u00e7\u00f5es s\u00e3o referentes a precat\u00f3rios, ou seja, valores acima de 60 sal\u00e1rios que n\u00e3o podem mais ser contestados na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Esses t\u00edtulos somaram R$ 2 bilh\u00f5es no ano passado, e foram liberados em maio para a Justi\u00e7a Federal, que distribui os recursos aos servidores demandantes.<\/p>\n<p>Como mostrou reportagem da Folha no domingo (11), a cada R$ 100 em despesas com sal\u00e1rios, a Uni\u00e3o gasta outros R$ 77 com gratifica\u00e7\u00f5es, incentivos, vantagens e b\u00f4nus a servidores na ativa, que j\u00e1 possuem uma s\u00e9rie de benef\u00edcios, entre eles o da estabilidade no emprego.<\/p>\n<p>As despesas com pessoal e encargos sociais foram se tornando um problema fiscal. Seus custos s\u00e3o crescentes e representam, isoladamente, o segundo maior gasto da Uni\u00e3o, atr\u00e1s somente das despesas com a Previd\u00eancia.<\/p>\n<div>\n<div id=\"infographic-1\" class=\"widget-infographic js-widget-infographic\"><\/div>\n<\/div>\n<p>FRAGMENTA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p class=\"inter\">Para especialistas, a elevada judicializa\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de trabalho entre servidores e Uni\u00e3o \u00e9 explicada principalmente pelo fato de que hoje h\u00e1 centenas de carreiras no servi\u00e7o p\u00fablico federal, sujeitas a regras distintas.<\/p>\n<p>Quando uma consegue vantagem ou benef\u00edcio pela via judicial, \u00e9 natural que outras tamb\u00e9m acionem a Justi\u00e7a com o mesmo pedido.<\/p>\n<p>&#8220;As categorias que tiveram menos aumentos sempre querem equipara\u00e7\u00e3o com outras categorias&#8221;, diz Sandro Cabral, professor do Insper.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 o caso dos auditores fiscais, que frequentemente buscam na Justi\u00e7a equipara\u00e7\u00e3o com advogados da Uni\u00e3o e procuradores da Fazenda. Desde o ano passado, os auditores, que j\u00e1 recebem um b\u00f4nus fixo, de R$ 3 mil, pleiteiam a regulamenta\u00e7\u00e3o do b\u00f4nus vari\u00e1vel, ligado a metas.<\/p>\n<p>Conseguiram na Justi\u00e7a que esse est\u00edmulo, que a princ\u00edpio seria relacionado com produtividade, continue a ser pago a aposentados. &#8220;Isso [o pagamento a aposentados] est\u00e1 na lei&#8221;, defende o presidente do Sindifisco Nacional, Claudio Damasceno<\/p>\n<p>&#8220;Essas categorias s\u00e3o essenciais pra o funcionamento da administra\u00e7\u00e3o. Com essa capacidade de press\u00e3o, se distanciam de outras do ponto de vista salarial&#8221;, diz Jos\u00e9 Matias-Pereira, professor de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da UnB (Universidade de Bras\u00edlia).<\/p>\n<p>O pesquisador Claudio Hamilton dos Santos, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada), lembra que, nos anos 90, a maior parte dos servidores estava em um \u00fanico plano de cargos, o chamado &#8220;carreir\u00e3o&#8221;, que abarcava 70% dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio mudou na d\u00e9cada passada, durante negocia\u00e7\u00f5es dos servidores com o governo Lula, quando esse plano foi fragmentado em diversas carreiras distintas. &#8220;O que gera judicializa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de que hoje h\u00e1 50 ou 60 conjuntos de regras diferentes, dependendo da carreira&#8221;, avalia o economista.<\/p>\n<p><strong class=\"c-signature__author\">Cr\u00e9dito: Maeli Prado de Bras\u00edlia &#8211; Folha de S\u00e3o Paulo &#8211; dispon\u00edvel na interet 13\/03\/2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"c-signature js-continue-reading-hidden\"><\/div>\n<div class=\"c-news__stars u-no-print js-continue-reading-hidden\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Uni\u00e3o gasta cerca de R$ 4 bilh\u00f5es todo os anos para fazer frente a a\u00e7\u00f5es judiciais de servidores p\u00fablicos na ativa, mostram dados do Minist\u00e9rio do Planejamento. 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