{"id":23763,"date":"2018-04-17T00:06:43","date_gmt":"2018-04-17T03:06:43","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=23763"},"modified":"2018-04-16T22:28:13","modified_gmt":"2018-04-17T01:28:13","slug":"com-faculdades-publicas-e-sem-vestibular-argentina-atrai-cada-vez-mais-universitarios-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/04\/17\/com-faculdades-publicas-e-sem-vestibular-argentina-atrai-cada-vez-mais-universitarios-brasileiros\/","title":{"rendered":"Com faculdades p\u00fablicas e sem vestibular, Argentina atrai cada vez mais universit\u00e1rios brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">A possibilidade de estudar gratuitamente no exterior sem ter que prestar vestibulares tem atra\u00eddo n\u00famero crescente de universit\u00e1rios brasileiros para as universidades argentinas &#8211; a ponto de causar inc\u00f4modo em alguns setores acad\u00eamicos do pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a presen\u00e7a de estudantes brasileiros de diferentes regi\u00f5es passou a ser cada vez mais frequente em cidades como Buenos Aires, La Plata e Rosario, onde est\u00e3o algumas das principais universidades p\u00fablicas da Argentina.<\/p>\n<p>H\u00e1 alunos brasileiros tamb\u00e9m em universidades menos conhecidas, como a do balne\u00e1rio de Mar del Plata, a 400 km de Buenos Aires.<\/p>\n<p>O curso de Medicina \u00e9 o mais procurado pelos brasileiros, segundo assessores das institui\u00e7\u00f5es de ensino argentinas.<\/p>\n<p>O sistema universit\u00e1rio argentino exige dos brasileiros apenas o diploma do ensino m\u00e9dio, reconhecido nos minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o do Brasil e da Argentina, e um documento de identidade (o DNI, emitido pelas autoridades migrat\u00f3rias). O desempenho do aluno no ensino m\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 avaliado. No caso do DNI, o processo foi simplificado nos \u00faltimos anos, mas o agendamento para o in\u00edcio da emiss\u00e3o do documento pode demorar alguns meses.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Sem vestibular<\/h2>\n<p>Diferentemente das universidades brasileiras, as universidades p\u00fablicas argentinas n\u00e3o t\u00eam limites de vagas para v\u00e1rios cursos, incluindo os de Medicina, de acordo com a assessoria de imprensa das institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Essa facilidade de ingresso tem sido um chamariz para estudantes brasileiros.<\/p>\n<p>Outro fator de peso, segundo acad\u00eamicos ouvidos pela BBC Brasil, \u00e9 a crise econ\u00f4mica brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;Nos perguntamos aqui por que tantos alunos brasileiros vieram nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos e entendemos que o per\u00edodo coincide com a crise no Brasil&#8221;, disse um assessor acad\u00eamico, pedindo para n\u00e3o ser identificado. &#8220;Sem d\u00favida, o que vem ocorrendo nos \u00faltimos tempos chama a aten\u00e7\u00e3o&#8221;, disse outro.<\/p>\n<p>A Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de La Plata (UNLP), a uma hora e meia de Buenos Aires, registrava em 2015 apenas 11 alunos brasileiros. Esse n\u00famero saltou para 311 em 2017 e, neste ano, h\u00e1 566 universit\u00e1rios brasileiros matriculados.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/122C8\/production\/_100704447_unlpgetty.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/122C8\/production\/_100704447_unlpgetty.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Universidade Nacional de La Plata\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Universidade Nacional de La Plata &#8211; Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES &#8211;\u00a0Image caption\u00a0Alguns setores acad\u00eamicos j\u00e1 manifestam preocupa\u00e7\u00e3o com a presen\u00e7a crescente de brasileiros, uma vez que as universidades s\u00e3o financiadas com dinheiro do contribuinte<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>A reitoria da Faculdade de Medicina da UNLP diz que, nesse caso espec\u00edfico, o aumento \u00e9 explicado pelo recente fim da exig\u00eancia da prova de admiss\u00e3o, colocando em pr\u00e1tica uma lei nacional de 2015.<\/p>\n<p>&#8220;As provas (de admiss\u00e3o) deixaram de ser exig\u00eancia para todas as universidades desde o retorno da democracia, nos anos 1980. Mas, por serem aut\u00f4nomas, algumas delas ainda aplicavam provas&#8221;, explica o reitor da Universidade Nacional de Ros\u00e1rio (UNR), Hector Floriani, \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Ali, dos cerca de 4 mil alunos de Medicina, 1,5 mil s\u00e3o brasileiros.<\/p>\n<p>A UNR, assim como a Universidade de Buenos Aires (UBA), j\u00e1 n\u00e3o exigia h\u00e1 anos o exame de admiss\u00e3o, nem mesmo para o curso de Medicina.<\/p>\n<p>Para facilitar a vida dos que chegam de fora, algumas universidades ainda oferecem cursos gr\u00e1tis de espanhol, antes de as aulas na faculdade come\u00e7arem.<\/p>\n<p>A brasileira Raquel Moraes, 25 anos, estudou Engenharia durante cinco anos na Universidade de Bras\u00edlia e decidiu passar para Medicina. Ela est\u00e1 no primeiro ano da Universidade de La Plata e conta que optou por Buenos Aires justamente pela gratuidade e facilidade de ingresso. &#8220;Tem muitos brasileiros estudando aqui&#8221;, agrega.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Cr\u00edticas<\/h2>\n<p>No entanto, o acesso ilimitado e gratuito &#8211; que \u00e9 igual para argentinos e estrangeiros &#8211; come\u00e7a a despertar cr\u00edticas em alguns setores acad\u00eamicos.<\/p>\n<p>Ainda de forma incipiente, h\u00e1 quem defenda que o acesso continue irrestrito, mas apenas para os estrangeiros que cursaram os ensinos fundamental e m\u00e9dio na Argentina e que provavelmente continuar\u00e3o vivendo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;A Argentina tem mais de 20% de pobres. N\u00e3o \u00e9 mais um pa\u00eds rico. Como podemos sustentar a educa\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dia brasileira?&#8221;, questiona um assessor acad\u00eamico.<\/p>\n<p>O reitor Floriani, da UNR, admite que a crescente presen\u00e7a brasileira tem causado preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/170E8\/production\/_100704449_cursomedicinagetty.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/170E8\/production\/_100704449_cursomedicinagetty.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Estudantes de Medicina\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES &#8211;\u00a0Image caption\u00a0Cursos de Medicina s\u00e3o os mais procurados pelos brasileiros &#8211; Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES &#8211;\u00a0Image caption\u00a0Cursos de Medicina s\u00e3o os mais procurados pelos brasileiros<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&#8220;\u00c9 interessante contar com alunos estrangeiros, porque a troca \u00e9 enriquecedora. Mas depende da quantidade de alunos. Mil e quinhentos (brasileiros) \u00e9 um n\u00famero elevado. Al\u00e9m disso, n\u00e3o existe um sistema de reciprocidade. N\u00e3o imagino que uma universidade federal brasileira receba 1,5 mil alunos argentinos&#8221;, diz ele, destacando ainda que 80% do sistema universit\u00e1rio argentino \u00e9 financiado por dinheiro p\u00fablico.<\/p>\n<p>Segundo o reitor, algumas fam\u00edlias brasileiras t\u00eam achado mais vantajoso economicamente enviar o filho para uma universidade argentina, mesmo pagando passagem e estadia, do que mant\u00ea-lo em uma universidade particular brasileira. Isso apesar de o custo de vida n\u00e3o estar baixo na Argentina, onde a infla\u00e7\u00e3o deve chegar a 20% neste ano.<\/p>\n<p>Procurados pela BBC Brasil, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o da Argentina e o Consulado do Brasil no pa\u00eds vizinho informaram n\u00e3o ter dados atualizados sobre estudantes brasileiros nas universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, o ex-ministro brasileiro da Educa\u00e7\u00e3o Renato Janine Ribeiro concorda que a gratuidade do ensino e a n\u00e3o exist\u00eancia do vestibular s\u00e3o os motivos que atraem os estudantes brasileiros para as universidades argentinas. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil entrar para uma universidade p\u00fablica (no Brasil), principalmente em Medicina, e as particulares s\u00e3o caras&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Mesmo no ensino particular h\u00e1 grande discrep\u00e2ncia de valores. O pre\u00e7o da mensalidade de Medicina na faculdade Barcel\u00f3, em Buenos Aires, onde a presen\u00e7a de brasileiros \u00e9 a maior entre estudantes estrangeiros, \u00e9 de 7,5 mil pesos (cerca de R$ 1.250). J\u00e1 a mensalidade de uma faculdade particular no Brasil pode variar entre R$ 3,5 mil e mais de R$ 7 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Temos estudantes brasileiros de v\u00e1rios lugares do Brasil, como Rio de Janeiro, Mato Grosso e Fortaleza&#8221;, diz o Departamento de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Admiss\u00e3o da Barcel\u00f3.<\/p>\n<p>Janine afirma ainda que a tradi\u00e7\u00e3o do ensino argentino tamb\u00e9m contribui para atrair brasileiros, lembrando que ainda \u00e9 &#8220;muito baixo&#8221; (20%) o percentual de brasileiros entre 18 e 24 anos matriculados no ensino superior.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/3C50\/production\/_100704451_ubagetty.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/3C50\/production\/_100704451_ubagetty.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Pr\u00e9dio da Universidade de Buenos Aires\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES &#8211;\u00a0Image caption\u00a0Analista diz que \u00e9 mais f\u00e1cil entrar em universidades argentinas, mas tamb\u00e9m \u00e9 mais dif\u00edcil concluir cursos &#8211; Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES &#8211;\u00a0Image caption\u00a0Analista diz que \u00e9 mais f\u00e1cil entrar em universidades argentinas, mas tamb\u00e9m \u00e9 mais dif\u00edcil concluir cursos<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">F\u00e1cil entrar, dif\u00edcil sair?<\/h2>\n<p>O especialista argentino Alieto Guadagni, membro da Academia Argentina de Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dos que tem levantado hip\u00f3teses para a maior presen\u00e7a de alunos brasileiros nas universidades argentinas.<\/p>\n<p>&#8220;Ser\u00e1 que esses alunos n\u00e3o passaram no Enem no Brasil e buscam as universidades argentinas como alternativa?&#8221;, questiona.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Guadagni afirma ainda que, embora seja mais f\u00e1cil ser admitido, &#8220;\u00e9 mais dif\u00edcil concluir a faculdade na Argentina&#8221;.<\/p>\n<p>Ele cita dados oficiais de 2015 que apontam que, a cada 10 mil habitantes na Argentina, 29 estudantes conclu\u00edram a universidade (n\u00e3o h\u00e1 dados espec\u00edficos sobre estudantes brasileiros) naquele ano. Sob os mesmos crit\u00e9rios, no Brasil foram 56 estudantes.<\/p>\n<p>&#8220;Ou o ensino aqui \u00e9 mais exigente ou os alunos est\u00e3o menos preparados quando entram na universidade e por isso t\u00eam dificuldade de chegar ao final da faculdade&#8221;, analisa Guadagni.<\/p>\n<p>Como regra pr\u00f3pria, a Universidade de Buenos Aires, a maior da Argentina, ministra o Ciclo B\u00e1sico Comum (CBC), que \u00e9 o primeiro ano de estudo na institui\u00e7\u00e3o e vale para estudantes de todas as \u00e1reas, incluindo Medicina. O curso pode ser ministrado at\u00e9 \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O CBC \u00e9 cursado durante um ano e oferece cursos espec\u00edficos paralelos, como compreens\u00e3o de texto e matem\u00e1tica, para aqueles que apresentam dificuldades para acompanhar o ritmo das mat\u00e9rias. O objetivo, informou a UBA, \u00e9 &#8220;nivelar&#8221; a educa\u00e7\u00e3o dos alunos para facilitar o ensino e aprendizagem &#8220;igualit\u00e1rios&#8221; nas aulas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Meus pais n\u00e3o poderiam pagar&#8217;<\/h2>\n<p>A brasileira Rafaela Laiz, 20 anos, come\u00e7ou a cursar \u00e0 dist\u00e2ncia o CBC neste ano e pretende se mudar de Lajinha (MG) para a Argentina em 2019, para cursar Medicina na UBA.<\/p>\n<p>&#8220;Quero ser cardiologista, mas a faculdade aqui no Brasil \u00e9 muito cara, em torno de R$ 5 mil. Meus pais n\u00e3o poderiam pagar. Por isso, me inscrevi no CBC da UBA, e no ano que vem vou para Buenos Aires&#8221;, conta. &#8220;J\u00e1 soube que a prova para revalidar meu diploma argentino aqui no Brasil \u00e9 bem dif\u00edcil, mas mesmo assim vale a pena.&#8221;<\/p>\n<p>O Revalida \u00e9 o exame anual realizado no Brasil para que brasileiros ou estrangeiros que cursaram Medicina no exterior possam exercer a carreira de m\u00e9dico no pa\u00eds. O exame, aplicado pelo INEP (ligado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o), \u00e9 considerado exigente. Em 2016, o \u00edndice de reprova\u00e7\u00e3o chegou a quase 60%.<\/p>\n<p>A UBA, escolhida por Rafaela Laiz, tem 300 mil alunos (40 mil em Medicina) &#8211; sendo 4% deles estrangeiros, liderados por brasileiros, que come\u00e7aram a chegar em maior n\u00famero a partir de 2016.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados dispon\u00edveis apontam que mais de 60% dos brasileiros que estudam na UBA escolhem a carreira de Medicina.<\/p>\n<p>O subsecret\u00e1rio de Assuntos Internacionais de UBA, Patr\u00edcio Conejero, diz \u00e0 BBC Brasil que o destaque da institui\u00e7\u00e3o nos rankings universit\u00e1rios internacionais acaba atraindo estrangeiros.<\/p>\n<p>&#8220;O acesso \u00e0 universidade \u00e9 igual para argentinos e estrangeiros. A presen\u00e7a de estudantes estrangeiros contribui para melhorar nossa performance internacional&#8221;, opina.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Marcia Carmo d<\/span><span class=\"byline__title\">e Buenos Aires para a BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 17\/04\/2018<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A possibilidade de estudar gratuitamente no exterior sem ter que prestar vestibulares tem atra\u00eddo n\u00famero crescente de universit\u00e1rios brasileiros para as universidades argentinas &#8211; a ponto de causar inc\u00f4modo em alguns setores acad\u00eamicos do pa\u00eds vizinho. 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