{"id":23833,"date":"2018-04-18T03:14:28","date_gmt":"2018-04-18T06:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=23833"},"modified":"2018-04-18T05:20:18","modified_gmt":"2018-04-18T08:20:18","slug":"servidor-e-absolvido-da-pratica-de-improbidade-administrativa-por-nao-exercer-a-funcao-de-ordenador-de-despesas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/04\/18\/servidor-e-absolvido-da-pratica-de-improbidade-administrativa-por-nao-exercer-a-funcao-de-ordenador-de-despesas\/","title":{"rendered":"Servidor \u00e9 absolvido da pr\u00e1tica de improbidade administrativa por n\u00e3o exercer a fun\u00e7\u00e3o de ordenador de despesas"},"content":{"rendered":"<p>A 4\u00aa Turma do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o reformou senten\u00e7a da 1\u00aa Vara Federal do Par\u00e1 para absolver o r\u00e9u, ora apelante, da pr\u00e1tica de improbidade administrativa. Segundo a acusa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), o r\u00e9u, na condi\u00e7\u00e3o de Diretor do Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto (SAAE) do Munic\u00edpio, era o respons\u00e1vel pelo pagamento dos recursos repassados ao Munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o de Pirabas (PA) com o objetivo de promover o saneamento b\u00e1sico e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em diversas vilas e na sede da localidade. O pagamento foi feito. Os servi\u00e7os, contudo, n\u00e3o foram realizados.<\/p>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia o r\u00e9u foi condenado \u00e0 perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos pelo prazo de oito anos, proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios pelo prazo de cinco anos e multa civil equivalente a duas vezes o valor do dano imposto pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU). Para o magistrado que julgou o caso, o ent\u00e3o Diretor seria o respons\u00e1vel pelo pagamento dos recursos repassados, assim como pela execu\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o das obras que n\u00e3o foram executadas, n\u00e3o tendo sequer sido localizados os materiais comprados para a sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na apela\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u sustenta n\u00e3o haver provas suficientes capazes de embasar a sua condena\u00e7\u00e3o ao argumento de que n\u00e3o participou da libera\u00e7\u00e3o dos recursos, tampouco foi omisso no exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es de fiscalizar os servi\u00e7os executados. Alegou que o pagamento das empresas prestadoras de servi\u00e7os n\u00e3o era de sua responsabilidade, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o lhe competia atestar o recebimento das obras.<\/p>\n<p>Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Olindo Menezes, destacou que o diretor do SAAE n\u00e3o pode ser responsabilizado por omiss\u00e3o, uma vez que n\u00e3o exercia a fun\u00e7\u00e3o de ordenador de despesas. \u201cConsiderando que o material foi entregue (premissa adotada pela senten\u00e7a), teria que haver o pagamento. A quest\u00e3o relevante se desloca para o paradeiro dos produtos, pelo qual n\u00e3o pode, sem prova inequ\u00edvoca do dom\u00ednio do fato, ser responsabilizado por omiss\u00e3o o diretor do SAAE, sen\u00e3o o seu administrador (condenado), que exercia a fun\u00e7\u00e3o de ordenador de despesas e atestou o recebimento dos produtos. Seria sua a responsabilidade pelo paradeiro dos bens\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Processo n\u00ba: 0002292-59.2002.4.01.3900\/PA<\/p>\n<p>Decis\u00e3o: 13\/3\/2018<\/p>\n<p><strong>Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o 18\/04\/2018<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 4\u00aa Turma do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o reformou senten\u00e7a da 1\u00aa Vara Federal do Par\u00e1 para absolver o r\u00e9u, ora apelante, da pr\u00e1tica de improbidade administrativa. 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