{"id":24139,"date":"2018-04-27T01:41:11","date_gmt":"2018-04-27T04:41:11","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=24139"},"modified":"2018-04-27T06:48:41","modified_gmt":"2018-04-27T09:48:41","slug":"35-anos-apos-juruna-indigenas-seguem-sem-representacao-politica-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/04\/27\/35-anos-apos-juruna-indigenas-seguem-sem-representacao-politica-no-brasil\/","title":{"rendered":"35 anos ap\u00f3s Juruna, ind\u00edgenas seguem sem representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Em 19 de abril de 1983, o cacique xavante M\u00e1rio Juruna subiu ao plen\u00e1rio da C\u00e2mara Federal para um discurso hist\u00f3rico em homenagem ao Dia do \u00cdndio. \u201cEu n\u00e3o vim aqui fuxicar com ningu\u00e9m, eu vim aqui para trabalhar, para defender o povo, eu vim aqui para lutar. Eu quero que gente comece a respeitar nome de Juruna. Eu quero que gente trate \u00edndio brasileiro o mais poss\u00edvel dentro do melhor. Cada um de n\u00f3s tem consci\u00eancia e cada um de n\u00f3s tem capacidade. Ningu\u00e9m tem menos capacidade.\u201d<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/7811748\/elpais_web\/brasil\/politica\/intext_0__container__\">Combativo e questionador, ele se tornou o primeiro e \u00fanico parlamentar ind\u00edgena do pa\u00eds, eleito com 31 mil votos pelo PDT do\u00a0Rio de Janeiro, com o apoio de figuras emblem\u00e1ticas do partido, como Darcy Ribeiro e Leonel Brizola. Foi deputado at\u00e9 1987, per\u00edodo marcado por embates acalorados e ataques sofridos pela m\u00eddia e outros pol\u00edticos, na tentativa de desmoraliz\u00e1-lo.<\/div>\n<\/div>\n<p>Sua marca registrada foi um gravador port\u00e1til, que levava a tiracolo para registrar todas as conversas com autoridades, sob o argumento de que a palavra do \u201chomem branco\u201d n\u00e3o tinha valor. \u201cFaz muita promessa e depois esquece tudo\u201d, disse em entrevista ao jornal\u00a0<em>O Pasquim<\/em>.<\/p>\n<p>Quase perdeu o mandato ao bater de frente com o\u00a0governo militar. \u201cTodo ministro \u00e9 a mesma panelinha, \u00e9 a mesma cabe\u00e7a. N\u00e3o tem ministro nenhum que presta. Para mim todo ministro \u00e9 corrupto, ladr\u00e3o, sem-vergonha e mau-car\u00e1ter. N\u00e3o vou dizer que todo ministro \u00e9 bom, legal e justo. Vou dizer que todo ministro \u00e9 do mesmo saco que aproveita o suor do povo trabalhador\u201d, bradou no\u00a0Congresso Nacional, provocando a ira do presidente Jo\u00e3o Figueiredo, que pediu sua cassa\u00e7\u00e3o. O deputado acabou recebendo apenas uma censura na Casa.<\/p>\n<p>Outra pol\u00eamica em que se envolveu foi ao denunciar o empres\u00e1rio Calim Eid, que teria oferecido 370 milh\u00f5es de cruzeiros para que votasse em\u00a0Paulo Maluf, op\u00e7\u00e3o dos militares \u00e0s elei\u00e7\u00f5es indiretas para presidente da Rep\u00fablica. Juruna devolveu o dinheiro, relatou o ocorrido em uma coletiva de imprensa e acabou votando em Tancredo Neves, candidato da oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de se despedir do cargo, ele criou a Comiss\u00e3o Permanente do \u00cdndio e viu aflorar uma intensa mobiliza\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas e seus aliados durante a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), que atuou na elabora\u00e7\u00e3o da Carta Magna promulgada em 1988. A nova Constitui\u00e7\u00e3o simbolizava a transi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do pa\u00eds ap\u00f3s mais de duas d\u00e9cadas de ditadura, especialmente cru\u00e9is para os ind\u00edgenas, como registrou o\u00a0relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o da Verdade, publicado em 2014. Pelo menos 8.350 ind\u00edgenas foram mortos entre 1964 e 1985 em massacres, expuls\u00f5es de terra, remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, cont\u00e1gio por doen\u00e7as e v\u00edtimas de torturas e maus-tratos em\u00a0campos de concentra\u00e7\u00e3o\u00a0criados pelos militares.<\/p>\n<h3>Na tribuna da Constituinte<\/h3>\n<p>A intensa participa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no per\u00edodo da Constituinte revelou ao pa\u00eds uma realidade quase desconhecida pelos brasileiros. Centenas de ind\u00edgenas foram a Bras\u00edlia e ocuparam gabinetes de parlamentares e o plen\u00e1rio do Congresso. O\u00a0discurso de Ailton Krenak\u00a0\u2014 ent\u00e3o uma jovem lideran\u00e7a\u00a0\u2014 em setembro de 1987 na tribuna ressoa ainda hoje. Vestindo um impec\u00e1vel terno branco, ele tingia o rosto de preto \u00e0 medida que ensinava ao pa\u00eds: \u201cO homem ind\u00edgena tem um jeito de pensar, tem um jeito de viver, tem condi\u00e7\u00f5es fundamentais para sua exist\u00eancia e para a manifesta\u00e7\u00e3o de sua tradi\u00e7\u00e3o, da sua vida, da sua cultura que n\u00e3o colocam em risco\u00a0\u2014 e nunca colocaram\u00a0\u2014 sequer a vida dos animais que vivem ao redor das \u00e1reas ind\u00edgenas quanto mais de outros seres humanos\u201d, dizia, provocando entre os brancos um \u201cinc\u00f4modo civilizat\u00f3rio\u201d, como definiu o deputado constituinte Jos\u00e9 Carlos Saboia (PMDB-MA) em\u00a0entrevista\u00a0ao Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<p>O discurso contundente de Krenak pela aprova\u00e7\u00e3o da Emenda Popular da Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas, apoiado por uma mobiliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena sem precedentes, foi decisivo para assegurar uma identidade cultural pr\u00f3pria quanto \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o social, \u00e0s l\u00ednguas, \u00e0 religi\u00e3o e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es e estabelecer o direito inalien\u00e1vel sobre seu territ\u00f3rio\u00a0\u2014 e o Estado como respons\u00e1vel pela demarca\u00e7\u00e3o das terras\u00a0\u2014 nos artigos 231 e 232 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, criaram-se as condi\u00e7\u00f5es para que os ind\u00edgenas retomassem suas terras, preservando suas culturas e a vida de seus descendentes. A popula\u00e7\u00e3o\u00a0\u2014 que era de cerca de 140 mil ind\u00edgenas \u00e0 \u00e9poca da Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0\u2014 hoje ultrapassa 800 mil ind\u00edgenas, segundo os n\u00fameros do\u00a0IBGE. As articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas tamb\u00e9m se intensificaram e hoje eles contam com entidades fortes, como a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib), presidida por\u00a0S\u00f4nia Guajajara, pr\u00e9-candidata pelo PSOL \u00e0 vice-presid\u00eancia do Brasil nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es. Mas continuam sem representantes no Congresso.<\/p>\n<p>Juruna n\u00e3o conseguiu se eleger novamente e morreu em 2002, aos 58 anos, em um casebre no Guar\u00e1, cidade pr\u00f3xima a Bras\u00edlia, depois de um longo tempo com dificuldades financeiras e problemas de sa\u00fade que o condenaram a passar os \u00faltimos anos em uma cadeira de rodas. Foi velado no sal\u00e3o da C\u00e2mara e enterrado na aldeia Barreirinho, na Reserva Xavante S\u00e3o Marcos, hoje Terra Ind\u00edgena S\u00e3o Marcos, em Barra do Gar\u00e7as (MT)<\/p>\n<h3>O neto de Juruna<\/h3>\n<p>Embora n\u00e3o tenha tido muita conviv\u00eancia com o av\u00f4 famoso, Rafael Weree conhece bem essa hist\u00f3ria. Ele nasceu no ano em que Juruna foi eleito e, hoje, aos 35 anos, atua como presidente nacional do movimento ind\u00edgena do PDT. Come\u00e7ou a milit\u00e2ncia pol\u00edtica durante o curso de antropologia, na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), e n\u00e3o demorou para perceber que essa seria uma possibilidade de levar adiante a luta pelos direitos dos povos tradicionais, defendidos pela fam\u00edlia.<\/p>\n<section id=\"sumario_3|foto\" class=\"sumario_foto centro\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\">\n<p><figure style=\"width: 980px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/04\/27\/politica\/1524781428_325304_1524783805_sumario_normal.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep01.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2018\/04\/27\/politica\/1524781428_325304_1524783805_sumario_normal.jpg?resize=696%2C397&#038;ssl=1\" alt=\"\u201cFui com a cara e a coragem, pois a causa era maior do que qualquer coisa\u201d, diz Rafael Weree.\" width=\"696\" height=\"397\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u201cFui com a cara e a coragem, pois a causa era maior do que qualquer coisa\u201d, diz Rafael Weree.\u00a0ARQUIVO FUNDA\u00c7\u00c3O LEONEL BRIZOLA<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Disputou uma vaga a deputado distrital em 2014, ent\u00e3o pelo PCdoB, mas os percal\u00e7os para se lan\u00e7ar na vida p\u00fablica n\u00e3o foram poucos. \u201cQuando participei da elei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tive apoio nenhum como candidato. Fui com a cara e a coragem, pois a causa era maior do que qualquer coisa. Na minha opini\u00e3o, a verdadeira democracia est\u00e1 na participa\u00e7\u00e3o das minorias. Sendo assim, considero que a atual legislatura n\u00e3o representa as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De fato, quando o\u00a0Tribunal Superior Eleitoral (TSE)\u00a0realizou pela primeira vez o mapeamento dos candidatos usando o crit\u00e9rio \u201ccor ou ra\u00e7a\u201d, h\u00e1 quatro anos, a porcentagem de representantes ind\u00edgenas ficou em \u00faltimo lugar, com 0,32%. Os autodenominados amarelos correspondiam a 0,46%, e os negros foram respons\u00e1veis por 9,24%.<\/p>\n<p>Em 2016, o resultado n\u00e3o foi muito diferente. Das 475.351 pessoas que concorreram no pleito municipal, somente 0,34% eram ind\u00edgenas, etnia com o menor n\u00famero de participantes. Foram cerca de 1.600. Desse total, 28 competiam pelo posto de prefeito; 57, pelo de vice-prefeito e 1.519, pelo de vereador. Entre os que se identificaram como ind\u00edgenas, a maioria era do sexo masculino. Foram 72,38% do grupo, enquanto as mulheres ficaram com 27,62% das candidaturas.<\/p>\n<p>O escritor e ambientalista Kak\u00e1 Wer\u00e1 tamb\u00e9m apostou na carreira pol\u00edtica. De origem ind\u00edgena, ele foi criado na periferia de S\u00e3o Paulo e desde a juventude acompanhou o processo de demarca\u00e7\u00e3o territorial dos guaranis no distrito de Parelheiros e o empoderamento da comunidade local. Tentou uma vaga ao Senado pelo PV paulista, ficando em quinto lugar na vota\u00e7\u00e3o que culminou na vit\u00f3ria de Jos\u00e9 Serra (PSDB).<\/p>\n<h3>Racismo<\/h3>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o \u201cPerfil dos Candidatos \u00e0s Elei\u00e7\u00f5es 2014: sub-representa\u00e7\u00e3o de negros, ind\u00edgenas e mulheres: desafio \u00e0 democracia\u201d, lan\u00e7ada pelo Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc), constatou que o racismo da sociedade brasileira est\u00e1 entre as principais raz\u00f5es para a desigualdade no acesso a cargos eletivos. A falta de apoio financeiro e tempo de exposi\u00e7\u00e3o na m\u00eddia tamb\u00e9m est\u00e1 entre os motivos para a sub-representa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas e outras minorias no Congresso. De acordo com o estudo, esses desvios s\u00f3 ser\u00e3o superados com uma profunda reforma no sistema pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso que os brasileiros e as brasileiras se vejam nos espa\u00e7os de poder, que grupos socialmente exclu\u00eddos possam participar dos processos decis\u00f3rios, elaborando leis e tomando decis\u00f5es em prol da sociedade. Isso tamb\u00e9m contribui para a supera\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos como racismo e sexismo institucionais, rompendo com estruturas de poder tradicionais, herdadas do colonialismo\u201d, enfatiza o texto.<\/p>\n<p>Ainda que conseguissem se eleger, os representantes ind\u00edgenas dificilmente conseguiriam hoje emplacar suas pautas diante do rolo compressor dos ruralistas como mostraram as\u00a0reportagens da\u00a0<strong>P\u00fablica<\/strong>\u00a0desta semana.<\/p>\n<h3>Cotas<\/h3>\n<p>Como observa Oiara Bonilla, professora no Departamento de Antropologia do Instituto de Ci\u00eancias Humanas e Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF), \u00e9 \u201cjustamente no \u00e2mbito do Legislativo que est\u00e3o sendo travadas as disputas mais implac\u00e1veis contra seus direitos, adquiridos com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e ao longo de s\u00e9culos de luta.<\/p>\n<p>Para a professora da UFF, por\u00e9m, a elei\u00e7\u00e3o de parlamentares ind\u00edgenas ajudaria a frear os avan\u00e7os do lobby ruralista. Ela cita como alternativa a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o 320\/2013, de autoria do deputado Nilm\u00e1rio Miranda (PT-MG), que sugere a cria\u00e7\u00e3o de quatro vagas especiais para deputados federais que seriam ocupadas por ind\u00edgenas. Em alguns pa\u00edses da\u00a0Am\u00e9rica Latina, como Col\u00f4mbia e Venezuela, a reserva de cadeiras no Legislativo para esse segmento da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma realidade.<\/p>\n<p>Ela v\u00ea com bons olhos a candidatura de S\u00f4nia Guajajara na\u00a0chapa do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Segundo a professora da UFF, a presen\u00e7a da psolista nos debates pode at\u00e9 n\u00e3o mudar a situa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas de forma direta, mas deve pautar assuntos relevantes e normalmente esquecidos pela pol\u00edtica tradicional.<\/p>\n<section id=\"sumario_4|html\" class=\"sumario_html centro\"><a name=\"sumario_4\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Ma\u00edra Streit da Ag\u00eancia P\u00fablica \/El Pais Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 27\/04\/2018<\/strong><abbr title=\"Brasilia Time\"><\/abbr><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 19 de abril de 1983, o cacique xavante M\u00e1rio Juruna subiu ao plen\u00e1rio da C\u00e2mara Federal para um discurso hist\u00f3rico em homenagem ao Dia do \u00cdndio. \u201cEu n\u00e3o vim aqui fuxicar com ningu\u00e9m, eu vim aqui para trabalhar, para defender o povo, eu vim aqui para lutar. Eu quero que gente comece a respeitar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":24140,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-24139","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/juruna.jpg?fit=1960%2C1197&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24139\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}