{"id":24238,"date":"2018-04-30T00:10:05","date_gmt":"2018-04-30T03:10:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=24238"},"modified":"2018-04-29T15:51:34","modified_gmt":"2018-04-29T18:51:34","slug":"stj-presidente-da-terceira-secao-fixa-multa-para-que-uniao-cumpra-decisao-judicial-de-mais-de-20-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/04\/30\/stj-presidente-da-terceira-secao-fixa-multa-para-que-uniao-cumpra-decisao-judicial-de-mais-de-20-anos-atras\/","title":{"rendered":"STJ: Presidente da Terceira Se\u00e7\u00e3o fixa multa para que Uni\u00e3o cumpra decis\u00e3o judicial de mais de 20 anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<div class=\"bloco_conteudo_cabecalho\">\n<h5 class=\"titulo_texto\">O presidente da Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ministro Rogerio Schietti Cruz, estabeleceu prazo improrrog\u00e1vel de 30 dias para que a Uni\u00e3o cumpra decis\u00e3o do pr\u00f3prio STJ que, em 1993, garantiu a uma servidora o direito de prefer\u00eancia de compra do im\u00f3vel funcional que ocupa, ap\u00f3s os procedimentos de regulariza\u00e7\u00e3o e averba\u00e7\u00e3o.<\/h5>\n<\/div>\n<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<p>Para o caso de descumprimento do prazo, o ministro fixou multa di\u00e1ria de 0,5% do valor atual do im\u00f3vel em favor da moradora, sem preju\u00edzo da eventual instaura\u00e7\u00e3o de procedimentos administrativos disciplinares contra os agentes p\u00fablicos respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>Ao estabelecer o prazo e fixar a multa, o ministro considerou que a desobedi\u00eancia a uma ordem judicial que j\u00e1 transitou em julgado h\u00e1 mais de 20 anos \u2013 demora que a Prefeitura Militar de Bras\u00edlia atribuiu aos tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos para expedi\u00e7\u00e3o de documentos como a carta de habite-se \u2013 constitui ato atentat\u00f3rio ao exerc\u00edcio da jurisdi\u00e7\u00e3o e desrespeita a autoridade do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cO retrato extra\u00eddo de toda a tramita\u00e7\u00e3o desta execu\u00e7\u00e3o revela, no m\u00ednimo, um absoluto descaso ou mesmo desprezo da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com o pr\u00f3prio Poder Judici\u00e1rio e com o jurisdicionado, m\u00e1xime porque a recalcitr\u00e2ncia do ente p\u00fablico \u00e9 despida de m\u00ednima justificativa plaus\u00edvel\u201d, apontou o presidente do colegiado.<\/p>\n<p><strong>Demora injustific\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada da decis\u00e3o tomada em mandado de seguran\u00e7a, em 2009, a ent\u00e3o presidente da Terceira Se\u00e7\u00e3o, ministra Laurita Vaz, j\u00e1 alertava para o descumprimento da ordem judicial. Naquele ano, foram prestadas informa\u00e7\u00f5es pelo Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o no sentido de que a aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel s\u00f3 poderia ser realizada depois que o Comando do Ex\u00e9rcito conclu\u00edsse o processo de regulariza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel junto ao cart\u00f3rio competente.<\/p>\n<p>Depois disso, em 2013 e 2016, foram expedidos of\u00edcios pelo STJ com a finalidade de obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre o cumprimento da decis\u00e3o judicial. Em 2017, a Prefeitura Militar de Bras\u00edlia informou ao tribunal que ainda aguardava manifesta\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia sobre o pedido de concess\u00e3o da carta de habite-se.<\/p>\n<p>\u201cToda a digress\u00e3o que foi feita tem como prop\u00f3sito sobrelevar a inconceb\u00edvel in\u00e9rcia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica em cumprir a decis\u00e3o judicial proferida por este Superior Tribunal, ainda em 1993. \u00c9 absolutamente injustific\u00e1vel, independentemente de por qual prisma sejam encarados tais fatos, que uma decis\u00e3o mandamental, que imp\u00f5e uma obriga\u00e7\u00e3o de fazer \u00e0 Uni\u00e3o, encontre tamanha resist\u00eancia em seu cumprimento, mesmo passados mais de 20 anos do tr\u00e2nsito em julgado\u201d, afirmou o ministro Schietti.<\/p>\n<p><strong>Dignidade da Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o ministro, ap\u00f3s o provimento judicial, devem ser repudiados atos nitidamente procrastinat\u00f3rios que impe\u00e7am a efetividade da atua\u00e7\u00e3o judicial, sob pena de tornar o Judici\u00e1rio um poder in\u00f3cuo, sobretudo nos casos em que a resist\u00eancia ao comando judicial adv\u00e9m do pr\u00f3prio poder p\u00fablico \u2013 a quem, lembrou Schietti, incumbe zelar pelo sistema de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Schietti destacou que o processo executivo movido contra ou a favor de qualquer ente p\u00fablico deve observar, de forma harm\u00f4nica, os princ\u00edpios da celeridade e da efetividade, evitando o prolongamento desnecess\u00e1rio da atua\u00e7\u00e3o jurisdicional. O ministro tamb\u00e9m ressaltou que n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel que os particulares, sujeitos a regras diferenciadas do poder p\u00fablico por imposi\u00e7\u00e3o legal, n\u00e3o consigam obter em vida o resultado pr\u00e1tico da decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel a eles.<\/p>\n<p>\u201cPor todo o exposto, no caso, entendo que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ante a recalcitr\u00e2ncia e o desrespeito \u00e0 autoridade do Poder Judici\u00e1rio, relativamente ao cumprimento da decis\u00e3o judicial, atenta contra a dignidade da Justi\u00e7a\u201d, concluiu o ministro ao fixar o prazo de cumprimento da ordem judicial, sob pena de multa, nos termos do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art774\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>artigo 774<\/strong><\/a>\u00a0do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n<p>Desde maio de 2017, quando assumiu a presid\u00eancia da Terceira Se\u00e7\u00e3o, o ministro Schietti acumula os processos sob sua relatoria na Sexta Turma com as demandas sob responsabilidade do presidente do colegiado, entre elas a execu\u00e7\u00e3o de julgados da se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Leia a\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/static_files\/STJ\/Midias\/arquivos\/Noticias\/MS2571.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">decis\u00e3o<\/a><\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"obj_texto_label_processos\"><span class=\"texto\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0<span class=\"destaque\">processo(s):<\/span><\/span><span class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=MS%202571\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MS 2571<\/a><\/span><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div><strong>STJ 30\/04\/2018<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ministro Rogerio Schietti Cruz, estabeleceu prazo improrrog\u00e1vel de 30 dias para que a Uni\u00e3o cumpra decis\u00e3o do pr\u00f3prio STJ que, em 1993, garantiu a uma servidora o direito de prefer\u00eancia de compra do im\u00f3vel funcional que ocupa, ap\u00f3s os procedimentos de regulariza\u00e7\u00e3o e averba\u00e7\u00e3o. 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