{"id":24267,"date":"2018-05-02T00:06:01","date_gmt":"2018-05-02T03:06:01","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=24267"},"modified":"2018-05-01T19:28:45","modified_gmt":"2018-05-01T22:28:45","slug":"uso-de-carros-oficiais-custa-r-16-bilhao-aos-cofres-publicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/05\/02\/uso-de-carros-oficiais-custa-r-16-bilhao-aos-cofres-publicos\/","title":{"rendered":"Uso de carros oficiais custa R$ 1,6 bilh\u00e3o aos cofres p\u00fablicos"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Despesa com ve\u00edculos, combust\u00edveis, manuten\u00e7\u00e3o e transporte de servidores supera o volume total de desembolsos que os minist\u00e9rios do Turismo e do Transporte realizaram em 2017. Os dados s\u00e3o da ONG Contas Abertas<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal gastou R$ 1,6 bilh\u00e3o em 2017 com carros oficiais e outros custos para viabilizar o transporte de servidores e autoridades, segundo a ONG Contas Abertas. Nesse retrato, entram os pagamentos com ve\u00edculos, combust\u00edveis, manuten\u00e7\u00e3o, ped\u00e1gios e outros. De acordo com especialistas, o volume \u00e9 considerado alto e demonstra que ainda h\u00e1 desperd\u00edcios no setor p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, o montante \u00e9 suficiente para construir mais de 21,3 mil unidades do programa Minha Casa Minha Vida e ajudar cerca de 44,7 mil pessoas sem moradia. Al\u00e9m disso, ao se considerar o custo anual m\u00e9dio de R$ 28,8 bilh\u00f5es do Bolsa Fam\u00edlia (R$ 2,4 bilh\u00f5es mensais), o valor poderia beneficiar 761 mil fam\u00edlias.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">O economista e secret\u00e1rio-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, destaca ainda que o volume \u00e9 superior a todas as despesas que o Minist\u00e9rio do Turismo e o Minist\u00e9rio do Esporte tiveram juntos em 2017. Al\u00e9m disso, em um momento de corte de gastos p\u00fablicos, o gasto ficou est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2016. As institui\u00e7\u00f5es defendem que v\u00eam adotando medidas para redu\u00e7\u00e3o desses custos.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">O Executivo federal, por exemplo, com iniciativas do Minist\u00e9rio do Planejamento, implementou a\u00e7\u00f5es para derrubar o n\u00famero de autom\u00f3veis que est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o e terceirizar o transporte de funcion\u00e1rios p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Mesmo assim, Castello Branco ressalta que outras a\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para evitar mais evas\u00e3o de dinheiro p\u00fablico. \u201cAcredito ser poss\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o ainda maior desses gastos. No momento, por exemplo, s\u00e3o necess\u00e1rias medidas de conten\u00e7\u00e3o das despesas com combust\u00edveis, tendo em vista a eleva\u00e7\u00e3o acentuada dos pre\u00e7os (por conta do aumento internacional do pre\u00e7o do petr\u00f3leo)\u201d, alega o especialista.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Apesar do n\u00famero elevado, o Minist\u00e9rio do Planejamento divulgou que houve uma queda nos gastos com combust\u00edveis e manuten\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos em 2017, saindo de R$ 792,2 milh\u00f5es para R$ 750,1 milh\u00f5es. Os economistas avaliam que a redu\u00e7\u00e3o pode ser ainda maior.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Dando continuidade \u00e0 s\u00e9rie de reportagens Pequenos grandes gastos, o Correio mostra que ainda \u00e9 poss\u00edvel cortar esses e outros desperd\u00edcios. No ano passado, apesar do governo federal ter diminu\u00eddo as despesas discricion\u00e1rias \u2014 aquelas que n\u00e3o s\u00e3o obrigat\u00f3rias e podem ser evitadas \u2014, especialistas contam que falta um empenho maior dos \u00f3rg\u00e3os para controlar as cifras consideradas pequenas, mas que s\u00e3o essenciais para outros servi\u00e7os priorit\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">No tema de hoje, Castello Branco destaca que ser\u00e1 preciso, ainda, fazer com que os funcion\u00e1rios p\u00fablicos e as autoridades tomem medidas para minimizar a quilometragem percorrida, visando um custo menor. \u201c\u00c9 preciso otimizar o uso de ve\u00edculos e restringir a circula\u00e7\u00e3o ao m\u00ednimo necess\u00e1rio\u201d, ressalta o especialista.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Roberto Piscitelli, professor de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), destaca que qualquer quantia pode ser reduzida com o controle dos desperd\u00edcios. \u201cSabemos que o custo com transporte \u00e9 inevit\u00e1vel e faz parte do conjunto da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, \u00e9 da natureza dos servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d, diz. \u201cEvidentemente, \u00e9 preciso avaliar a evolu\u00e7\u00e3o dos gastos e observar como est\u00e3o sendo feitos para analis\u00e1-los, porque o gestor precisa eliminar os desperd\u00edcios e verificar se essas despesas est\u00e3o atingindo os objetivos preestabelecidos de uma forma que n\u00e3o gere perdas\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\"><b><strong style=\"font-style: inherit\">Marcha \u00e0 r\u00e9<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Nos \u00faltimos dois anos, o governo federal tem adotado medidas para reduzir gastos com transporte. Al\u00e9m de diminuir o n\u00famero de carros oficiais em circula\u00e7\u00e3o, criou o programa T\u00e1xiGov, que permite o transporte de servidores por meio de agenciamento de t\u00e1xis (confira mais informa\u00e7\u00f5es na mat\u00e9ria abaixo). Bolivar Godinho, professor de finan\u00e7as, destaca que a medida precisa ser ampliada para toda a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, porque o vazamento de recursos diminui. \u201cManter carro oficial \u00e9 uma tarefa que exige v\u00e1rios gastos, como motorista, manuten\u00e7\u00e3o, seguro, ped\u00e1gios, multas e revis\u00f5es. \u00c9 muito mais f\u00e1cil ter um conv\u00eanio com v\u00e1rias empresas que possam oferecer o servi\u00e7o de forma muito menos custosa\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Godinho ressalta tamb\u00e9m que os contratos com t\u00e1xis e outras empresas tornam a fiscaliza\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil. Segundo ele, nesse servi\u00e7o, os funcion\u00e1rios p\u00fablicos ou autoridades precisam preencher formul\u00e1rios com o destino e finalidade do trajeto, evitando viagens desnecess\u00e1rias. \u201cHoje, o que percebemos \u00e9 que \u00e9 muito f\u00e1cil uma pessoa pedir para o motorista do carro oficial levar o filho na escolha e usar o ve\u00edculo para fins pessoais. O controle fica muito limitado\u201d, afirma. \u201cEnt\u00e3o, se houver um conv\u00eanio, essa pr\u00e1tica pode diminuir bastante\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Na \u00faltima quarta-feira, 25, o economista Gil Castello Branco registrou uma foto de um ve\u00edculo oficial da Subprocuradoria-Geral da Rep\u00fablica na frente de um restaurante na 201 da Asa Norte e questionou: \u201cN\u00e3o sei se, pela atual legisla\u00e7\u00e3o, ele pode usar o carro, inclusive, para ir almo\u00e7ar.\u201d<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\"><b><strong style=\"font-style: inherit\">Pilotos<\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">O gasto com transporte deve ser ainda mais expressivo do que o registrado, porque os levantamentos do Minist\u00e9rio do Planejamento e da ONG Contas Abertas n\u00e3o contabilizam as despesas relativas aos sal\u00e1rios de motoristas. No Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por exemplo, a folha de pagamento desses funcion\u00e1rios aumentou de R$ 5,6 milh\u00f5es em 2016 para R$ 6 milh\u00f5es no ano passado. No Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), o custo passou de R$ 3,3 milh\u00f5es para R$ 3,6 milh\u00f5es em igual per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">De acordo com a ONG, os maiores gastos s\u00e3o com a compra de ve\u00edculos, de R$ 451,9 milh\u00f5es. Mas h\u00e1 despesas menores: ped\u00e1gios (R$ 1,161 milh\u00e3o), servi\u00e7os de estacionamento (R$ 5,05 milh\u00f5es) e loca\u00e7\u00e3o de carros (R$ 216,5 mil).<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\">Na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Cidadania foi o \u00f3rg\u00e3o que mais pagou pelos custos do transporte em 2017, chegando a R$ 115,3 milh\u00f5es. Em seguida, aparecem o Minist\u00e9rio da Defesa (R$ 97,3 milh\u00f5es) e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (R$ 61,4 milh\u00f5es).<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit;font-weight: inherit\"><strong>Cr\u00e9dito: Hamilton Ferrari\/Correio Braziliense &#8211; dispon\u00edvel na internet 02\/04\/2018<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Despesa com ve\u00edculos, combust\u00edveis, manuten\u00e7\u00e3o e transporte de servidores supera o volume total de desembolsos que os minist\u00e9rios do Turismo e do Transporte realizaram em 2017. 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