{"id":24320,"date":"2018-05-03T00:04:03","date_gmt":"2018-05-03T03:04:03","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=24320"},"modified":"2018-05-02T21:44:15","modified_gmt":"2018-05-03T00:44:15","slug":"como-funciona-a-ferramenta-de-seguranca-do-facebook-que-causou-polemica-apos-incendio-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/05\/03\/como-funciona-a-ferramenta-de-seguranca-do-facebook-que-causou-polemica-apos-incendio-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Como funciona a ferramenta de seguran\u00e7a do Facebook que causou pol\u00eamica ap\u00f3s inc\u00eandio em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\"><\/figure>\n<p class=\"story-body__introduction\">Seu amigo marcou-se como seguro durante &#8220;Pr\u00e9dio desmorona em S\u00e3o Paulo, Brasil&#8221;. Notifica\u00e7\u00f5es como essa pipocaram nas timelines de usu\u00e1rios brasileiros no Facebook nesta ter\u00e7a, 1\u00ba de maio, depois que um\u00a0pr\u00e9dio de 24 andares desabou\u00a0ap\u00f3s um inc\u00eandio de madrugada no centro de S\u00e3o Paulo, deixando 49 pessoas desaparecidas &#8211; entre elas, 4 prov\u00e1veis v\u00edtimas -, segundo os bombeiros.<\/p>\n<p>Enquanto os moradores do edif\u00edcio eram sem-teto, fam\u00edlias que o ocupavam de forma irregular, os usu\u00e1rios que anunciavam estar &#8220;seguros&#8221; no Facebook eram, muitas vezes, pessoas que estavam longe de terem sido afetadas pelo desastre. Voc\u00ea pode ver aqui\u00a0os amigos que se marcaram como seguros.<\/p>\n<p>&#8220;A gente sabe que voc\u00eas n\u00e3o estavam numa ocupa\u00e7\u00e3o no Centro de S\u00e3o Paulo no meio da madrugada. N\u00e3o precisa se marcar como seguro no Facebook, t\u00e1 passando vergonha&#8221;, escreveu um usu\u00e1rio no Twitter.<\/p>\n<p>Mas, afinal, por que foi criado e como funciona o &#8220;safety check&#8221; do Facebook?<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2020\/production\/_101142280_twitter.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2020\/production\/_101142280_twitter.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Captura de tela de mensagem no Twitter criticando usu\u00e1rios que se marcaram como seguros em inc\u00eandio em S\u00e3o Paulo\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">aptura de tela de mensagem no Twitter criticando usu\u00e1rios que se marcaram como seguros em inc\u00eandio em S\u00e3o Paulo &#8211; Image captionUso da ferramenta de seguran\u00e7a de Facebook foi criticada em redes sociais | Foto: Twitter\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Hist\u00f3ria e pol\u00eamicas<\/h2>\n<p>A ferramenta foi adotada pela rede social em 2014, inspirada no comportamento de usu\u00e1rios depois do tsunami e do terremoto de 2011 no Jap\u00e3o. &#8220;Nossos engenheiros do Jap\u00e3o deram o primeiro passo para criar um produto que melhorasse a experi\u00eancia de &#8216;reconex\u00e3o&#8217; entre pessoas depois de um desastre&#8221;, anunciou o Facebook. Esses desenvolvedores criaram um f\u00f3rum para usu\u00e1rios no Jap\u00e3o para melhorar a comunica\u00e7\u00e3o entre eles. O teste deu certo e o Facebook decidiu expandir a ferramenta para outros casos no mundo, com o objetivo de informar amigos e familiares, de forma r\u00e1pida, que o usu\u00e1rio passava bem ap\u00f3s um desastre.<\/p>\n<p>Nesta ter\u00e7a, representantes do Facebook anunciaram em uma confer\u00eancia para programadores que o &#8220;safety check&#8221; j\u00e1 foi acionado em mais de mil casos de desastres naturais e &#8220;humanos&#8221; no mundo inteiro desde que foi criado.<\/p>\n<p>Desastres &#8220;humanos&#8221;, ali\u00e1s, foram incorporados s\u00f3 depois, nos ataques em Paris em 2015 &#8211; quando a ferramenta j\u00e1 enfrentou sua primeira pol\u00eamica. Enquanto franceses eram instados a responder se estavam &#8220;seguros&#8221; durante os atentados que mataram 130 pessoas, libaneses reclamavam de n\u00e3o terem sido consultados da mesma maneira quando um ataque em Beirute matou mais de 40 pessoas horas antes. &#8220;Voc\u00eas tem raz\u00e3o ao lembrar que h\u00e1 muitos outros conflitos importantes no mundo. Nos preocupamos de forma igual com as pessoas e vamos trabalhar duro para ajudar a todos que est\u00e3o sofrendo e no maior n\u00famero de situa\u00e7\u00f5es em que pudermos&#8221;, escreveu o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Foi o come\u00e7o de outras pol\u00eamicas: em mar\u00e7o de 2016, usu\u00e1rios do mundo todo &#8211; em Sydney, Honolulu, Cairo, Nova York, entre outros- receberam a notifica\u00e7\u00e3o: &#8220;Voc\u00ea foi afetado pela explos\u00e3o?&#8221;. S\u00f3 que a explos\u00e3o tinha ocorrido em Lahore, no Paquist\u00e3o. Foi um bug no sistema, explicaram os administradores da rede social.<\/p>\n<p>Em julho daquele ano, usu\u00e1rios em Bagd\u00e1 reclamaram da demora do Facebook em incluir um ataque ocorrido na cidade como um dos &#8220;dignos de safety check&#8221;. O ataque matou ao menos 340 pessoas e, 30 horas depois, o Facebook perguntou aos usu\u00e1rios se estavam seguros. Nas redes sociais, outros celebraram a inclus\u00e3o do Iraque no rol dos contemplados pelos safety checks.<\/p>\n<p>J\u00e1 no fim de 2016, no entanto, usu\u00e1rios de Bangcoc, na Tail\u00e2ndia, foram instados a responder se estavam seguros ap\u00f3s uma suposta explos\u00e3o. Mas nenhuma explos\u00e3o tinha acontecido. Uma manifesta\u00e7\u00e3o acabou ativando a ferramenta, que depois usou como fonte uma reportagem da BBC sobre uma explos\u00e3o em Bangcoc &#8211; mas a reportagem era do ano anterior.<\/p>\n<figure class=\"media-portrait has-caption body-narrow-width\">\n<p><figure style=\"width: 381px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/6E40\/production\/_101142282_safetycheck1.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/6E40\/production\/_101142282_safetycheck1.png?resize=381%2C655&#038;ssl=1\" alt=\"Imagem de divulga\u00e7\u00e3o do Facebook mostra exemplo de &quot;safety check&quot;\" width=\"381\" height=\"655\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem de divulga\u00e7\u00e3o do Facebook mostra exemplo de &#8220;safety check&#8221; &#8211; Image caption&#8221;Safety check&#8221; foi inaugurado em 2014, inspirado em usu\u00e1rios durante o tsunami no Jap\u00e3o | Imagem: Facebook\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Como funciona o &#8220;safety check&#8221;? Por que uns lugares e n\u00e3o outros?<\/h2>\n<p>Quando um desastre &#8211; natural ou humano &#8211; acontece, usu\u00e1rios do Facebook podem receber uma notifica\u00e7\u00e3o perguntando se querem se marcar como seguros. Tamb\u00e9m podem dizer que o caso &#8220;n\u00e3o se aplica&#8221; a eles.<\/p>\n<p>Usu\u00e1rios tamb\u00e9m podem marcar amigos como seguros ou perguntar a eles se est\u00e3o bem por meio da rede social.<\/p>\n<p>No come\u00e7o, quem decidia para quais desastres a ferramenta seria acionada era o pr\u00f3prio Facebook. Em de novembro de 2016, no entanto, a rede social mudou esse crit\u00e9rio: colocou a iniciativa nas m\u00e3os de terceiros.<\/p>\n<p>Quando um incidente ocorre, uma organiza\u00e7\u00e3o alerta o Facebook. No caso do inc\u00eandio em S\u00e3o Paulo, um texto informa que essa organiza\u00e7\u00e3o foi a NC4, &#8220;uma empresa global independente de comunica\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia&#8221; sediada nos EUA. O desastre \u00e9 classificado de acordo com o alerta da organiza\u00e7\u00e3o e o Facebook passa a enviar notifica\u00e7\u00f5es para pessoas que estejam na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o que ativa o &#8220;safety check&#8221; \u00e9 se muitas pessoas no Facebook estiverem comentando sobre o incidente na rede, algo que o algoritmo detecta e, ent\u00e3o, coloca no rol dos desastres monitorados.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ansiedade e outras quest\u00f5es<\/h2>\n<p>O uso da ferramenta suscitou algumas quest\u00f5es entre especialistas e nas redes sociais. Se voc\u00ea n\u00e3o se marca como seguro, deve-se assumir que voc\u00ea est\u00e1 automaticamente em perigo? Isso causa mais alarme ou menos alarme nas pessoas? Por que pessoas longe de terem sido afetadas tamb\u00e9m devem responder? O mecanismo n\u00e3o contribui para desinforma\u00e7\u00e3o, ao conect\u00e1-las, mesmo que seja pela nega\u00e7\u00e3o, ao atentado ou incidente?<\/p>\n<p>Para o psicoterapeuta Aaron Black, autor do livro &#8220;The Psychodynamics of Social Networking&#8221; (A psicodin\u00e2mica das redes sociais), essa ferramenta pode provocar ansiedade.<\/p>\n<p>&#8220;Para eventos de pequena escala, como um inc\u00eandio ou um ato terrorista localizado, a \u00e1rea do &#8216;safety check&#8217; \u00e9 muito grande, o que significa que muito mais pessoas s\u00e3o questionadas se est\u00e3o seguras do que as que est\u00e3o de fato correndo risco na hora. A mensagem transmitida implicitamente \u00e9 que as pessoas n\u00e3o est\u00e3o seguras at\u00e9 que declarem publicamente o contr\u00e1rio. Isso, na minha opini\u00e3o, gera ansiedade&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ele diz que, no final das contas, a ferramenta tamb\u00e9m cria o senso de obriga\u00e7\u00e3o de marcar-se como seguro at\u00e9 entre quem est\u00e1 em perigo. &#8220;Ironicamente, aqueles que est\u00e3o em perigo provavelmente n\u00e3o recorrem ao Facebook para pedir ajuda, enquanto aqueles que est\u00e3o expostos ao perigo mas est\u00e3o seguros provavelmente j\u00e1 avisaram seus entes queridos.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Em resumo, \u00e9 melhor para assumirmos psicologicamente que algu\u00e9m est\u00e1 seguro at\u00e9 que saibamos o contr\u00e1rio e o &#8216;safety check&#8217; inverte essa l\u00f3gica.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O que o Facebook faz com esses dados?<\/h2>\n<p>Em junho de 2017, a rede social anunciou que compartilharia mapas com dados agregados do &#8220;safety check&#8221;, sem identifica\u00e7\u00e3o individual, com organiza\u00e7\u00f5es de ajuda humanit\u00e1ria. Os dados se referem ao comportamento de usu\u00e1rios depois de desastres naturais &#8211; n\u00e3o inclui os desastres &#8220;humanos&#8221;.<\/p>\n<p>O Facebook armazena e compartilha, por exemplo, os locais onde as pessoas estavam antes, durante e depois de um desastre. Tamb\u00e9m criam mapas de movimento, mostrando os fluxos de pessoas em bairros e cidades em per\u00edodos p\u00f3s-desastres. Esses padr\u00f5es, que a rede social anunciou que iria compartilhar inicialmente com as organiza\u00e7\u00f5es Unicef, Cruz Vermelha e World Food Programme, ajudam a prever onde recursos ser\u00e3o necess\u00e1rios e tamb\u00e9m onde h\u00e1 tr\u00e2nsito, al\u00e9m de mostrar padr\u00f5es de como as pessoas se retiraram de uma \u00e1rea em risco. A rede social tamb\u00e9m compartilha os mapas de pessoas que se marcaram como seguras, o que joga luz sobre os locais onde a ajuda \u00e9 mais necess\u00e1ria.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 4800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0AC2\/production\/_101145720_safetycheck2.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/0AC2\/production\/_101145720_safetycheck2.jpg?resize=696%2C373&#038;ssl=1\" alt=\"Imagem de divulga\u00e7\u00e3o do Facebook mostra exemplo de &quot;safety check&quot;\" width=\"696\" height=\"373\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem de divulga\u00e7\u00e3o do Facebook mostra exemplo de &#8220;safety check&#8221; &#8211; Image caption Facebook anunciou nesta ter\u00e7a, 1, que vai expandir ferramenta | Imagem: Facebook\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ajuda aos afetados<\/h2>\n<p>A rede social tamb\u00e9m incluiu a possibilidade de usu\u00e1rios oferecerem e pedirem ajuda na rede social &#8211; algo que aconteceu no caso do inc\u00eandio em S\u00e3o Paulo. &#8220;Voc\u00ea pode solicitar ou oferecer ajuda, como abrigo, comida e transporte. Comece escolhendo uma categoria para encontrar ou oferecer ajuda&#8221;, diz o texto da rede social. Entre as categorias est\u00e3o &#8220;trabalho volunt\u00e1rio&#8221;, &#8220;roupas&#8221;, &#8220;comida&#8221; e &#8220;suprimentos para beb\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p>No caso de S\u00e3o Paulo, um mapa mostra pessoas na cidade que est\u00e3o oferecendo ajuda e quem est\u00e1 pedindo. At\u00e9 a conclus\u00e3o deste texto, eram 50 solicita\u00e7\u00f5es de ajuda e 1.260 ofertas.<\/p>\n<p>A mensagem que pergunta ao usu\u00e1rio se ele est\u00e1 bem ap\u00f3s um desastre tamb\u00e9m informa: &#8220;Se voc\u00ea precisa de ajuda urgente, ligue para os servi\u00e7os de emerg\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Na confer\u00eancia do Facebook nesta ter\u00e7a, a empresa anunciou que vai criar uma nova ferramenta chamada &#8220;Crisis Response&#8221; (resposta \u00e0 crise), em que usu\u00e1rios poder\u00e3o, al\u00e9m de marcar-se como &#8220;seguros&#8221;, fazer um relato sobre o desastre &#8211; fornecendo informa\u00e7\u00f5es sobre sobreviventes, por exemplo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m anunciou que uma ferramenta que j\u00e1 existe na \u00cdndia, em Bangladesh e no Paquist\u00e3o ser\u00e1 expandida: o programa de doa\u00e7\u00e3o de sangue. A ideia \u00e9 que cl\u00ednicas, hospitais e bancos de sangue possam achar doadores e vice-versa por meio da rede social.<\/p>\n<ul class=\"story-body__unordered-list\">\n<li class=\"story-body__list-item\"><a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-43902098\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pr\u00e9dio que desabou em inc\u00eandio teve plano aprovado para virar centro cultural, diz arquiteto<\/a><\/li>\n<li class=\"story-body__list-item\"><a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-43963439\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">De luxo modernista a ocupa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria: a hist\u00f3ria de mais de meio s\u00e9culo do pr\u00e9dio que desabou em S\u00e3o Paulo<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Juliana Gragnani da\u00a0<\/span><span class=\"byline__title\">\u00a0BBC Brasil em Londres &#8211; dispon\u00edvel na internet 03\/04\/2018<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seu amigo marcou-se como seguro durante &#8220;Pr\u00e9dio desmorona em S\u00e3o Paulo, Brasil&#8221;. 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