{"id":24342,"date":"2018-05-03T00:15:03","date_gmt":"2018-05-03T03:15:03","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=24342"},"modified":"2018-05-03T04:48:49","modified_gmt":"2018-05-03T07:48:49","slug":"a-tragedia-anunciada-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/05\/03\/a-tragedia-anunciada-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"A trag\u00e9dia anunciada de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Um pr\u00e9dio abandonado da Uni\u00e3o, sem padr\u00f5es m\u00ednimos de seguran\u00e7a, ocupado por 140 fam\u00edlias pobres, que eram exploradas por uma suposta m\u00e1fia de sem-teto: o que o desastre diz sobre as mazelas da maior cidade brasileira?<\/p>\n<p>O inc\u00eandio e colapso na madrugada de ter\u00e7a-feira (01\/05) de um\u00a0pr\u00e9dio de mais de 20 andares\u00a0no centro de S\u00e3o Paulo exp\u00f4s as mazelas do problema habitacional da maior cidade da Am\u00e9rica do Sul, onde, estima-se, haja dezenas de outros edif\u00edcios ocupados por sem-teto.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico do edif\u00edcio Wilton Paes de Almeida, propriedade da Uni\u00e3o, viviam mais de 140 fam\u00edlias, que denunciam ser extorquidas por um grupo que ocupara os 11 mil metros quadrados e os repassava a pessoas de baixa renda, explorando sua fragilidade econ\u00f4mica e sua situa\u00e7\u00e3o de sem-teto.<\/p>\n<p>Isso veio \u00e0 tona\u00a0quando uma das sobreviventes, ao dizer \u00e0 TV que pagava uma taxa opcional para viver ali, gerou indigna\u00e7\u00e3o de outros moradores, que afirmavam serem obrigados a desembolsar at\u00e9 500 reais por m\u00eas para morar no pr\u00e9dio.\u00a0<span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><span dir=\"ltr\">\u00a0<\/span><\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/43630209_303.jpg\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Os sobreviventes agora agrupam-se e recebem doa\u00e7\u00f5es a cem metros do local do inc\u00eandio\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/43630209_303.jpg?resize=696%2C392\" alt=\"Os sobreviventes agora agrupam-se e recebem doa\u00e7\u00f5es a cem metros do local do inc\u00eandio\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Os sobreviventes agora agrupam-se e recebem doa\u00e7\u00f5es a cem metros do local do inc\u00eandio<\/figcaption><\/figure>\n<p>O desastre, que at\u00e9 agora tem um morto confirmado, tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para o d\u00e9ficit habitacional da cidade, a falta de investimentos p\u00fablicos no setor de moradia e a aus\u00eancia de uma fiscaliza\u00e7\u00e3o eficaz por parte dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>&#8220;Foi um epis\u00f3dio agudo de um problema cr\u00f4nico. Uma trag\u00e9dia que virou um monumento \u00e0 incapacidade vista nas \u00faltimas d\u00e9cadas de formular e implantar pol\u00edticas p\u00fablicas de habita\u00e7\u00e3o social que consigam atingir seus objetivos com velocidade&#8221;, analisa Valter Caldana, professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie.<\/p>\n<p>Sem pol\u00edticas de habita\u00e7\u00e3o eficientes, ocupa\u00e7\u00f5es como a do pr\u00e9dio que desabou teriam se intensificado diante da infla\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e da crise econ\u00f4mica. Segundo a Prefeitura, s\u00f3 na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo s\u00e3o 70 os edif\u00edcios ocupados, habitados por cerca de 4 mil fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Segundo dados da Secretaria Municipal da Habita\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, 1,118 milh\u00e3o de fam\u00edlias vivem em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria na cidade. O n\u00famero engloba o d\u00e9ficit habitacional de 358 mil moradias e 830 mil fam\u00edlias vivendo em assentamentos prec\u00e1rios e que precisam de melhorias.<\/p>\n<p>Em 2017, de acordo com um levantamento realizado tamb\u00e9m pela Prefeitura, havia 133 im\u00f3veis ocupados na capital, a maioria (75%) concentrados no centro e na zona norte. No caso dos habitantes do edif\u00edcio que caiu, algumas reportagens apontam se tratar de catadores, pessoas que realizavam pequenos servi\u00e7os, motoboys, garotas de programa.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \">\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/43630189_401.jpg\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Considerado vanguarda na \u00e9poca em que foi projetado, o edif\u00edcio que abrigou a sede da PF por 23 anos virou p\u00f3 \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/43630189_401.jpg?resize=696%2C392\" alt=\"Sao Paulo Brasilien brennendes Hochhaus\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Considerado vanguarda na \u00e9poca em que foi projetado, o edif\u00edcio que abrigou a sede da PF por 23 anos virou p\u00f3<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Habita\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>Projetado na d\u00e9cada de 1960 para sediar a Cia. Comercial Vidros do Brasil (CVB), o pr\u00e9dio tinha 24 andares, al\u00e9m de dois pisos de sobrelojas comerciais, que ocupavam 11 mil metros quadrados. Nos seus \u00faltimos momentos, estava marcado por picha\u00e7\u00f5es e revelava, atrav\u00e9s dos vidros de sua fachada caracter\u00edstica, uma ocupa\u00e7\u00e3o que abrigava 146 fam\u00edlias. Das 372 pessoas que ali viviam, 328 sa\u00edram do pr\u00e9dio em chamas com vida. Um dos moradores desapareceu quando o edif\u00edcio veio abaixo. O paradeiro dos demais ainda \u00e9 desconhecido.<\/p>\n<p>Considerado vanguarda na \u00e9poca em que foi projetado por Roger Zmekhol, o edif\u00edcio Wilton Paes de Almeida abrigou a sede da Pol\u00edcia Federal por 23 anos. At\u00e9 2009, sediava uma ag\u00eancia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). J\u00e1 abandonado,\u00a0passou para as m\u00e3os da Uni\u00e3o e, sem uso, estava h\u00e1 seis anos ocupado.<\/p>\n<p>Os amplos espa\u00e7os eram divididos precariamente por meio de tapumes de madeira. Para os bombeiros, a grande presen\u00e7a de materiais inflam\u00e1veis, associada \u00e0 estrutura do pr\u00e9dio, cuja retirada dos elevadores criou uma esp\u00e9cie de chamin\u00e9, contribuiu para que as chamas se espalhassem rapidamente.<\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<div id=\"twtr-991761228430233603\" class=\"group embeddedTweet\">\n<div class=\"SandboxRoot env-bp-350\">\n<div id=\"twitter-widget-0\" class=\"EmbeddedTweet EmbeddedTweet--edge EmbeddedTweet--mediaForward media-forward js-clickToOpenTarget js-tweetIdInfo tweet-InformationCircle-widgetParent\" lang=\"en\">\n<article class=\"MediaCard MediaCard--mediaForward customisable-border\" dir=\"ltr\">\n<div class=\"MediaCard-mediaContainer js-cspForcedStyle\">\n<div class=\"MediaCard-mediaAsset ImageGrid ImageGrid--2 ImageGrid--roundedTop\"><a class=\"ImageGrid-image ImageGrid-image-0 CroppedImage CroppedImage--fillWidth\" href=\"https:\/\/twitter.com\/jeanstruck\/status\/991761228430233603\/photo\/1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CroppedImage-image js-cspForcedStyle\" title=\"View image on Twitter\" src=\"https:\/\/pbs.twimg.com\/media\/DcNxWlnX4AEuMbE?format=jpg&amp;name=360x360\" alt=\"View image on Twitter\" width=\"810\" height=\"1200\" \/><\/a><a class=\"ImageGrid-image ImageGrid-image-1 CroppedImage CroppedImage--fillWidth\" href=\"https:\/\/twitter.com\/jeanstruck\/status\/991761228430233603\/photo\/1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"CroppedImage-image js-cspForcedStyle\" title=\"View image on Twitter\" src=\"https:\/\/pbs.twimg.com\/media\/DcNxYyDWkAAp3rw?format=jpg&amp;name=360x360\" alt=\"View image on Twitter\" width=\"960\" height=\"960\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<div class=\"EmbeddedTweet-tweet\">Outro fator cr\u00edtico, apontado pelo arquiteto paulistano Roberto Novelli Fialho, foi a mudan\u00e7a de finalidade do local. Projetado para abrigar escrit\u00f3rios, o pr\u00e9dio n\u00e3o seria preparado para suportar a densidade populacional de moradias familiares, que normalmente t\u00eam mais pessoas por andar e tamb\u00e9m estruturas diferentes para g\u00e1s e eletricidade.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Constru\u00eddo em 1961, o edif\u00edcio Wilton Paes de Almeida foi muito bem utilizado como escrit\u00f3rio por d\u00e9cadas. No entanto, o seu projeto inicial n\u00e3o previa o abandono do poder p\u00fablico e as ocupa\u00e7\u00f5es familiares. \u00c9 importante deixar claro que n\u00e3o existe pr\u00e9dio perfeito \u00e0 prova de fogo, ent\u00e3o todos devem ter um plano de emerg\u00eancia adequado em caso de inc\u00eandio. A Prefeitura de S\u00e3o Paulo cita que h\u00e1 mais de 70 pr\u00e9dios ocupados, ent\u00e3o todos devem ser vistoriados com urg\u00eancia para evitar que trag\u00e9dias como essa se repitam&#8221;, alerta o pesquisador, que estudou o edif\u00edcio em sua tese de doutorado na USP, defendida em 2007.<\/p>\n<p>As pessoas que viviam no edif\u00edcio, localizado no n\u00famero 34 da rua Ant\u00f4nio de Godoy, eram de baix\u00edssima renda. Os sobreviventes agora agrupam-se e recebem doa\u00e7\u00f5es a cem metros do local do inc\u00eandio, em frente a uma igreja. Muitos n\u00e3o querem ir para os abrigos oferecidos pela prefeitura e cobram das autoridades uma resposta definitiva para o problema.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Uma cidade doente&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Para Luiz Kohara, membro do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e especialista na quest\u00e3o de moradia, os baixos sal\u00e1rios da popula\u00e7\u00e3o em geral (insuficientes para arcar com um domic\u00edlio nas grandes cidades), o alto custo da moradia, a falta de controle sobre a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e, somada a esta, o grande n\u00famero de im\u00f3veis vazios ou desocupados, s\u00e3o as principais causas do problema de habita\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;Na regi\u00e3o central, um quarto de corti\u00e7o extremamente prec\u00e1rio, com cerca de 9 metros quadrados, est\u00e1 custando hoje entre 800 e 900 reais. Mesmo na periferia, \u00e9 imposs\u00edvel para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda acessar um im\u00f3vel, ainda que no mercado informal&#8221;, explica o doutor em Arquitetura e Urbanismo pela USP.\u00a0 Essa situa\u00e7\u00e3o, explica, somada \u00e0 falta de pol\u00edticas p\u00fablicas e \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria desenfreada, ajuda a empurrar essas pessoas para a ocupa\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios ou edif\u00edcios vazios ou abandonados.<\/p>\n<div class=\"col2\">\n<div class=\"group\">\n<div class=\"standaloneWrap\">\n<div class=\"imgTeaserM video\">\n<div class=\"mediaItem\">\n<div class=\"teaserContentWrap information\">\n<h2>Bombeiros usam drones para fazer buscas por v\u00edtimas de inc\u00eandio em S\u00e3o Paulo<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Na medida em que as fam\u00edlias trabalhadoras n\u00e3o t\u00eam renda suficiente, o estado deveria favorecer esse acesso [\u00e0 moradia]. Mas n\u00e3o temos pol\u00edticas p\u00fablicas suficientes para enfrentar esse problema&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o seria a produ\u00e7\u00e3o massiva de moradias populares pelo pr\u00f3prio estado. &#8220;Enquanto n\u00e3o se tem isso, \u00e9 importante programas como o aux\u00edlio ou bolsa-aluguel, em que o setor p\u00fablico arca por um per\u00edodo determinado com o custo do aluguel para fam\u00edlias de baixa renda. Mas programas como esse devem ser intermedi\u00e1rios e articulados com programas de produ\u00e7\u00e3o de moradia definitiva. Ela sozinha \u00e9 bastante complicada&#8221;, analisa. &#8220;O poder p\u00fablico, nos \u00faltimos anos, tem discutido esses programas e investido neles, mas sempre de forma muito lenta e insuficiente&#8221;, critica Kohara.<\/p>\n<p>Para Caldana, do Mackenzie, a pol\u00edtica de moradia \u00e9 muito discutida, mas \u00e9 prejudicada pela lentid\u00e3o. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 por falta de dinheiro, mas pela falta de objetividade tanto do poder p\u00fablico quanto da sociedade como um todo, que ainda enxerga a quest\u00e3o do acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o como um problema do outro, daquele que n\u00e3o tem, e n\u00e3o de toda a sociedade. Uma cidade onde vive uma parcela sem moradia \u00e9 uma cidade doente&#8221;, critica.<\/p>\n<p>Arquiteto, urbanista e relator do Plano Diretor Estrat\u00e9gico em S\u00e3o Paulo, o vereador Nabil Bonduki (PT-SP) creditou o epis\u00f3dio, em artigo publicado no jornal\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>, \u00e0 falta de prioridade dada \u00e0 habita\u00e7\u00e3o nas tr\u00eas esferas governamentais. Para ele, n\u00e3o se trata de um caso de trag\u00e9dia natural ou fatalidade, mas de um drama social que poderia ter sido evitado.<\/p>\n<p>&#8220;O drama desta ter\u00e7a n\u00e3o pode ser usado para culpabilizar os movimentos que lutam por moradia digna bem localizada nem para impulsionar uma pol\u00edtica de higieniza\u00e7\u00e3o do centro. Ao contr\u00e1rio, deve deflagrar iniciativas governamentais para, em conjunto com os movimentos s\u00e9rios, formular e implementar uma estrat\u00e9gia de produ\u00e7\u00e3o massiva de habita\u00e7\u00e3o social em \u00e1reas bem localizadas&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p><strong><span class=\"TweetAuthor-decoratedName\"><span class=\"TweetAuthor-name Identity-name customisable-highlight\" title=\"Jean-Philip Struck\">Cr\u00e9dito: Jean-Philip Struck\/<\/span><\/span>\u00a0Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 03\/05\/2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pr\u00e9dio abandonado da Uni\u00e3o, sem padr\u00f5es m\u00ednimos de seguran\u00e7a, ocupado por 140 fam\u00edlias pobres, que eram exploradas por uma suposta m\u00e1fia de sem-teto: o que o desastre diz sobre as mazelas da maior cidade brasileira? 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