{"id":25033,"date":"2018-05-23T02:49:49","date_gmt":"2018-05-23T05:49:49","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=25033"},"modified":"2018-05-23T04:14:44","modified_gmt":"2018-05-23T07:14:44","slug":"funcionario-admitido-como-celetista-para-emprego-de-confianca-nao-tem-direito-ao-enquadramento-no-rju","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/05\/23\/funcionario-admitido-como-celetista-para-emprego-de-confianca-nao-tem-direito-ao-enquadramento-no-rju\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rio admitido como celetista, para emprego de confian\u00e7a, n\u00e3o tem direito ao enquadramento no RJU"},"content":{"rendered":"<p>A 6\u00aa Turma do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o declarou a nulidade do Ato da Comiss\u00e3o Diretora n\u00ba 22 do Senado Federal, de 12\/09\/2001, e determinou que a casa legislativa promovesse a reclassifica\u00e7\u00e3o de um funcion\u00e1rio, que exercia cargo de confian\u00e7a de Secretario Parlamentar, indevidamente enquadrado como servidor efetivo. Na decis\u00e3o, o relator, juiz federal convocado Leonardo Aguiar, destacou que o Secret\u00e1rio Parlamentar contratado no regime celetista, para emprego de confian\u00e7a, n\u00e3o tem direito ao enquadramento no Regime Jur\u00eddico \u00danico.<\/p>\n<div>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a Uni\u00e3o Federal e o Secret\u00e1rio Parlamentar, com pedido de liminar, objetivando a nulidade do citado ato do Senado Federal, bem como o retorno do requerido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de empregado celetista. O \u00f3rg\u00e3o ministerial tamb\u00e9m requereu a devolu\u00e7\u00e3o ao er\u00e1rio das eventuais diferen\u00e7as remunerat\u00f3rias recebidas em decorr\u00eancia da transforma\u00e7\u00e3o do cargo. Solicitou, por fim, a condena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais efetuar transforma\u00e7\u00f5es futuras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em primeira inst\u00e2ncia, foi decretada a extin\u00e7\u00e3o do feito sem julgamento do m\u00e9rito. No entendimento do Ju\u00edzo sentenciante, o MPF n\u00e3o \u00e9 parte leg\u00edtima para ajuizar a a\u00e7\u00e3o, uma vez que o tema em debate centra-se na seara do direito individual. O MPF, ent\u00e3o, recorreu ao TRF1 solicitando a reforma da senten\u00e7a ao argumento de que o ato administrativo do Senado Federal beneficiou irregularmente empregado de confian\u00e7a ao efetiv\u00e1-lo sem a realiza\u00e7\u00e3o de concurso p\u00fablico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O \u00f3rg\u00e3o ministerial tamb\u00e9m defendeu sua legitimidade para ajuizar a presente a\u00e7\u00e3o. \u201cTampouco poderia quaisquer dos funcion\u00e1rios daquela Casa pleitear, por si, o afastamento do agente p\u00fablico, j\u00e1 que tal direito &#8211; p\u00fablico e difuso &#8211; n\u00e3o lhes assiste individualmente, mas, sim, \u00e0 coletividade. Por isso delegou-se legitimidade ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, na qualidade de substituto processual\u201d, suscitou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Decis\u00e3o \u2013\u00a0<\/strong>O relator acatou parcialmente a tese defendida pelo MPF. \u201cPor for\u00e7a do art. 129, III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o Minist\u00e9rio P\u00fablico tem legitimidade ativa para propor a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica onde se discute a legitimidade de atos de provimento derivado de servidores p\u00fablicos, tendo em vista o interesse da sociedade em que o acesso e investidura em cargos p\u00fablicos se deem\u00a0 com observ\u00e2ncia dos ditames e princ\u00edpios constitucionais que regem a mat\u00e9ria\u201d, explicou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ainda de acordo com o magistrado, \u201csendo o Secret\u00e1rio Parlamentar contratado, no regime celetista, para emprego de confian\u00e7a, n\u00e3o tem direito ao enquadramento no Regime Jur\u00eddico \u00danico, na forma do art. 243, da Lei n\u00ba. 8.112\/90, por aplic\u00e1vel a norma excepcional do citado artigo, em seu par\u00e1grafo segundo, em conson\u00e2ncia com expressa previs\u00e3o do \u00a72\u00ba, do art. 19, do ADCT\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cAssim sendo, afasto a ilegitimidade ativa ad causam do MPF e, prosseguindo no julgamento, julgo parcialmente procedentes os pedidos para declarar a nulidade do Ato da Comiss\u00e3o Diretora e determinar ao Senado Federal que promova a reclassifica\u00e7\u00e3o do funcion\u00e1rio indevidamente efetivado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria de empregado de confian\u00e7a como Secret\u00e1rio Parlamentar, sem necessidade de devolu\u00e7\u00e3o de eventuais diferen\u00e7as pecuni\u00e1rias verificadas entre o sal\u00e1rio devido a t\u00edtulo de empregado de confian\u00e7a e a remunera\u00e7\u00e3o que indevidamente percebeu como titular de cargo efetivo a partir da edi\u00e7\u00e3o do Ato; e condenar a Uni\u00e3o a se abster de promover a transforma\u00e7\u00e3o dos empregos de Secret\u00e1rio Parlamentar em cargos efetivos\u201d, finalizou o relator.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Processo n\u00ba: 0026048-40.2005.4.01.3400\/DF<\/div>\n<div>Data do julgamento: 13\/4\/2018<\/div>\n<div>Data da publica\u00e7\u00e3o: 30\/04\/2018<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o 23\/05\/2018<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 6\u00aa Turma do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o declarou a nulidade do Ato da Comiss\u00e3o Diretora n\u00ba 22 do Senado Federal, de 12\/09\/2001, e determinou que a casa legislativa promovesse a reclassifica\u00e7\u00e3o de um funcion\u00e1rio, que exercia cargo de confian\u00e7a de Secretario Parlamentar, indevidamente enquadrado como servidor efetivo. 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