{"id":25225,"date":"2018-05-28T00:04:20","date_gmt":"2018-05-28T03:04:20","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=25225"},"modified":"2018-05-26T18:09:58","modified_gmt":"2018-05-26T21:09:58","slug":"as-montadoras-recuperam-o-brilho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/05\/28\/as-montadoras-recuperam-o-brilho\/","title":{"rendered":"As montadoras recuperam o brilho"},"content":{"rendered":"<div class=\"general\">\n<div class=\"box-content\">\n<div class=\"theiaStickySidebar\">\n<section class=\"section-materia\">\n<div class=\"main-content\">\n<article>\n<div class=\"content-section\">\n<h5>Com expans\u00e3o de 40% nas vendas e na produ\u00e7\u00e3o, os fabricantes tiveram um m\u00eas de abril excepcional, o que refor\u00e7a a previs\u00e3o de um ano muito promissor. Conhe\u00e7a os planos de Volkswagen, Renault, Fiat, Nissan e GM para n\u00e3o perder essa nova onda de crescimento do setor e saiba o que os principais executivos esperam do programa rota 2030<\/h5>\n<div>\n<div class=\"addthis_sharing_toolbox\">A recente confer\u00eancia anual de resultados da Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha, teve um sabor especial para o argentino Pablo Di Si. Respons\u00e1vel pela opera\u00e7\u00e3o da montadora na Am\u00e9rica do Sul, o executivo apresentou aos chef\u00f5es da companhia resultados extremamente positivos no Brasil, o seu principal mercado na regi\u00e3o. Enquanto a Volkswagen entregou um crescimento global de 11%, em abril, o Pa\u00eds avan\u00e7ou 48,3%. \u201cEsse resultado n\u00e3o nos pegou de surpresa\u201d, afirmou Di Si \u00e0 DINHEIRO. \u201cEstamos crescendo a um ritmo de 40% no ano e temos certeza de que voltaremos a ser l\u00edderes.\u201d<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-section content\">\n<p>A Volkswagen n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica. As principais montadoras com opera\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e3o avan\u00e7ando num ritmo de dois d\u00edgitos, desempenho que encerra, em definitivo, a grave crise pela qual o setor passou nos \u00faltimos anos. De janeiro a abril, as vendas avan\u00e7aram 20,4% em rela\u00e7\u00e3o ao quadrimestre anterior, num total de 738,5 mil unidades, incluindo autom\u00f3veis e comerciais leves. Somente em abril, a alta chega a quase 40% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_979555\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras6.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-979555\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras6.jpg?resize=696%2C224&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"224\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\"><strong>Vendas em alta, ind\u00fastria animada:<\/strong>\u00a0De janeiro a abril, as vendas avan\u00e7aram 20,4% em rela\u00e7\u00e3o ao quadrimestre anterior, num total de 738,5 mil unidades, incluindo autom\u00f3veis e comerciais leves. Somente em abril, a alta chega a quase 40% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado<\/figcaption><\/figure>\n<p>No caso da Volkswagen, o resultado n\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o apenas pelos n\u00fameros, mas impressiona pela compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia do mercado. Pelos c\u00e1lculos da Anfavea, associa\u00e7\u00e3o que representa as montadoras, as vendas da marca alem\u00e3 dispararam 38,9% no acumulado de janeiro a abril deste ano, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2017, totalizando 107,8 mil unidades. Enquanto isso, o mercado automobil\u00edstico avan\u00e7ou, em m\u00e9dia, 20,4% (excluindo caminh\u00f5es e \u00f4nibus). \u00c9 verdade que a montadora alem\u00e3 foi tamb\u00e9m uma das que mais perderam fatia durante a recess\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"admateria2\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/22452847\/IEDinheiro_Internas\/economia_12__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Somente em 2016, o tombo foi de quase 40%, o dobro dos 20% do mercado. No entanto, a atual ofensiva da marca, turbinada por investimentos de<br \/>\nR$ 7 bilh\u00f5es e lan\u00e7amento de 20 novos modelos, entre 2017 e 2020, sendo treze produzidos no Pa\u00eds e sete importados, tem se apresentado como o principal trunfo dessa rea\u00e7\u00e3o. \u201cO mais importante n\u00e3o \u00e9 reassumir a lideran\u00e7a neste ano, no come\u00e7o ou na metade de 2019\u201d, afirma Di Si. \u201cO fundamental \u00e9 que o crescimento seja coerente, sustent\u00e1vel e constru\u00eddo em bases s\u00f3lidas.\u201d<\/p>\n<p>A Volkswagen aposta na manuten\u00e7\u00e3o do atual ritmo de crescimento, de quase 40%, para ultrapassar a l\u00edder GM, que vendeu 125,7 mil carros e comerciais leves neste ano, uma expans\u00e3o de 15,8%, e o segundo colocado, o Grupo FCA (dono das marcas Fiat e Jeep), que emplacou 123,4 mil, uma alta de 15%. Para o vice-presidente da GM Mercosul, Marcos Munhoz, esses n\u00fameros s\u00e3o apenas uma imagem no retrovisor, j\u00e1 que reflete um per\u00edodo pontual de ajuste. \u201cTivemos nossas linhas de produ\u00e7\u00e3o paradas por cinco semanas, per\u00edodo em que nossas f\u00e1bricas receberam profundas transforma\u00e7\u00f5es como parte importante dos investimentos de R$ 13 bilh\u00f5es que estamos realizando entre 2014 e 2020\u201d, diz o executivo. \u201cNossas f\u00e1bricas j\u00e1 retomaram a produ\u00e7\u00e3o e estamos normalizando os estoques para atender as encomendas dos clientes o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p><strong>O segredo por tr\u00e1s do avan\u00e7o da Volkswagen, da GM e das principais montadoras instaladas no Brasil \u00e9 a retomada do cr\u00e9dito, item comparado pelos executivos ao \u00f3leo que lubrifica a engrenagem de um motor.<\/strong>\u00a0Assim que os financiamentos secaram, no bi\u00eanio 2015-2016, as vendas imediatamente despencaram, tanto no segmento de carros novos quanto no mercado de usados. Na \u00e9poca, montadoras e bancos trocaram farpas sobre a culpa pela situa\u00e7\u00e3o, numa discuss\u00e3o em que os dois lados tinham raz\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"admateria3\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/22452847\/IEDinheiro_Internas\/economia_13__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras alegavam que o consumidor, com medo de perder o emprego, n\u00e3o demandava cr\u00e9dito. J\u00e1 os empres\u00e1rios ressaltavam que a cautela excessiva dos bancos bloqueava a libera\u00e7\u00e3o dos financiamentos. \u201cO fato \u00e9 que, no per\u00edodo pr\u00e9-crise, cerca de 60% das vendas eram financiadas\u201d, diz Il\u00eddio dos Santos, presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es dos Revendedores de Ve\u00edculos Automotores (Fenauto), que representa as concession\u00e1rias multimarcas de ve\u00edculos seminovos e usados. \u201cEsse \u00edndice caiu para 25% na crise e agora vai se recuperando aos poucos, chegando a 45%.\u201d No segmento de carros novos, o \u00edndice j\u00e1 est\u00e1 em 57%.<\/p>\n<p>No auge da crise, a inadimpl\u00eancia disparou por conta do boom irrespons\u00e1vel de cr\u00e9dito ocorrido no come\u00e7o da d\u00e9cada. Naquele per\u00edodo, entre o fim do governo Lula e o come\u00e7o do governo Dilma, era poss\u00edvel comprar um carro zero, sem entrada, parcelado em at\u00e9 cem vezes. No bi\u00eanio 2010-2011, foram emprestados R$ 209 bilh\u00f5es, dos quais 11% (R$ 22,8 bilh\u00f5es) j\u00e1 foram contabilizados como preju\u00edzo pelos bancos, segundo o Banco Central. Isso porque, com o passar do tempo, muitos consumidores perceberam, na ponta do l\u00e1pis, que o valor do carro depreciado era menor que a d\u00edvida, e simplesmente pararam de pagar.<\/p>\n<p>Traumatizadas, as institui\u00e7\u00f5es financeiras endureceram seus crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o de risco e passaram a reprovar os pedidos de financiamento de ve\u00edculos. \u201cDe cada dez consumidores que entravam em uma concession\u00e1ria dispostos a adquirir um carro, sete recebiam um \u2018n\u00e3o\u2019 dos bancos na crise\u201d, afirma Alarico Assump\u00e7\u00e3o Jr., presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional da Distribui\u00e7\u00e3o de Ve\u00edculos Automotores (Fenabrave). \u201cAgora, melhorou um pouco, com seis em cada dez ainda sendo reprovados.\u201d Um patamar considerado adequado \u00e9 de, no m\u00ednimo, 50% de aprova\u00e7\u00e3o dos pedidos de financiamentos.<\/p>\n<div id=\"admateria4\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/22452847\/IEDinheiro_Internas\/economia_14__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<p>A recente melhora no ambiente de cr\u00e9dito j\u00e1 pode ser mensurada nos balan\u00e7os. Dados da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), publicados em primeira m\u00e3o pela DINHEIRO, mostram que o volume de recursos liberados no primeiro trimestre deste ano \u00e9 o maior em cinco anos. No total, foram financiados R$ 28,6 bilh\u00f5es em linhas de Cr\u00e9dito Direto ao Consumidor (CDC) e Leasing. Embora a cultura financeira do brasileiro seja a de olhar apenas se a parcela cabe no bolso, independentemente dos juros embutidos, \u00e9 ineg\u00e1vel que a forte queda da taxa b\u00e1sica (Selic) promovida pelo Banco Central est\u00e1 contribuindo para a expans\u00e3o do cr\u00e9dito. Nos \u00faltimos 12 meses, a Selic passou de 11,25% para 6,5% ao ano.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras7.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979557\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras7.jpg?resize=696%2C254&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"254\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na quarta-feira 16, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) deve promover mais um corte de 0,25 ponto percentual, segundo os analistas do mercado financeiro. No mesmo per\u00edodo, a taxa m\u00e9dia de juros para ve\u00edculos recuou de 24,8% para 21,8%, equivalente a um juro mensal de 1,6%. \u201cJ\u00e1 come\u00e7a a ter financiamento com taxa mensal de 1%\u201d, diz Luiz Montenegro, presidente da Anef. \u201cO prazo m\u00e9dio \u00e9 de 42 meses, com 20% a 30% de entrada.\u201d Em Teresina (PI), onde possui um autoshopping, o presidente da Fenauto, Il\u00eddio dos Santos, vai promover um feir\u00e3o, em parceria com o Santander, para financiar ve\u00edculos seminovos e usados com taxa mensal de 0,97%, prazo m\u00e9dio de 36 vezes e 20% de entrada.<\/p>\n<div id=\"admateria6\"><\/div>\n<p>Diante da tend\u00eancia de cr\u00e9dito cada vez mais barato, as montadoras voltam a vislumbrar oportunidades cada vez mais alvissareiras no Pa\u00eds. O Grupo FCA tamb\u00e9m estabeleceu a meta de assumir a lideran\u00e7a no Brasil j\u00e1 no ano que vem e recolocar a marca Fiat no topo, em 2020. Atualmente, o FCA ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o no ranking de ve\u00edculos, com 16,7% de participa\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s de GM (17%) e de Volkswagen (14,6%), considerando a soma dos autom\u00f3veis com os comerciais leves. \u201cO plano \u00e9 diversificar o portf\u00f3lio, trazendo uma ou duas novas marcas\u201d, afirma o napolitano Antonio Filosa, que acaba de assumir a presid\u00eancia da companhia para a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de quais marcas ser\u00e3o introduzidas no Brasil sair\u00e1 em junho, segundo o executivo, e poder\u00e1 fortalecer a FCA em dois segmentos em expans\u00e3o no Pa\u00eds: o de picapes e o de carros de luxo. Com isso, as mais cotadas s\u00e3o a americana RAM e a italiana Alfa Romeo. \u201cEm 2022, o Brasil ser\u00e1 um mercado de tr\u00eas milh\u00f5es de unidades e, at\u00e9 l\u00e1, queremos fortalecer nossa estrat\u00e9gia de fazer da FCA uma companhia \u2018multibrands\u2019\u201d, afirma. Esse n\u00famero de tr\u00eas milh\u00f5es merece uma ressalva. Em 2012, no auge hist\u00f3rico do setor, foram vendidos 3,8 milh\u00f5es de ve\u00edculos. Portanto, uma d\u00e9cada depois, o mercado ainda n\u00e3o ter\u00e1 recuperado o seu pico.<\/p>\n<p><strong>CONFIAN\u00c7A<\/strong>\u00a0Para surfar na onda do reaquecimento do mercado, a Nissan apostou todas as suas fichas na tropicaliza\u00e7\u00e3o de sua opera\u00e7\u00e3o. A fabricante japonesa trouxe para a f\u00e1brica de Resende, no interior do Rio de Janeiro, parte da produ\u00e7\u00e3o que ainda era feita no M\u00e9xico. Com isso, abriu o segundo turno da unidade e acelerou a montagem do SUV compacto Kicks, al\u00e9m do sed\u00e3 Versa e do hacht March. Na soma de janeiro a abril, as vendas avan\u00e7aram 37,2%. \u201cV\u00e1rios fatores, como ambiente econ\u00f4mico, recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e estrat\u00e9gia em desenvolvimento de novos produtos, explicam essa rea\u00e7\u00e3o\u201d, diz Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil.<\/p>\n<div id=\"admateria7\"><\/div>\n<p><strong>De fato, o resgate da confian\u00e7a \u00e9 apontado, de forma un\u00e2nime pelas montadoras e concession\u00e1rias, como um dos pilares da explos\u00e3o das vendas.<\/strong>\u00a0Como se trata de um bem dur\u00e1vel de valor elevado, normalmente financiado, muitos consumidores s\u00f3 tomam a decis\u00e3o de adquiri-lo quanto t\u00eam a convic\u00e7\u00e3o de que o futuro econ\u00f4mico \u00e9 promissor. Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, o \u00edndice de expectativas do consumidor avan\u00e7ou cinco pontos em mar\u00e7o, totalizando 101,5 pontos, o maior n\u00edvel desde dezembro de 2013. Ao superar a barreira dos 100 pontos, o indicador constata otimismo dos entrevistados em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. \u201cO ponto central \u00e9 o emprego\u201d, afirma Antonio Megale, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea). \u201cSe o medo de perd\u00ea-lo diminui, automaticamente aumenta a disposi\u00e7\u00e3o de contrair d\u00edvidas.\u201d<\/p>\n<p>Embalada por resultados recordes no Brasil, a opera\u00e7\u00e3o brasileira da Renault, que cresceu 32,7% em vendas no acumulado de janeiro a abril, recebeu sinal verde da matriz francesa para ampliar o cat\u00e1logo em suas concession\u00e1rias. Segundo Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil, existem v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es na prancheta, desde carros el\u00e9tricos at\u00e9 h\u00edbridos e aut\u00f4nomos. \u201cAtravessamos per\u00edodos dif\u00edceis nos \u00faltimos anos, mas voltamos a ficar em condi\u00e7\u00f5es de voltar a crescer\u201d, diz Pedrucci. Mesmo antes de decidir quais novidades vai apresentar ao Brasil, a Renault est\u00e1 bem na foto.<\/p>\n<p>O pequeno Kwid, modelo de entrada da montadora, a partir de R$ 30 mil, est\u00e1 entre os cinco mais vendidos do Pa\u00eds. Al\u00e9m disso, a empresa conseguiu manter uma posi\u00e7\u00e3o s\u00f3lida no segmento de SUVs, com os modelos Duster e o rec\u00e9m-lan\u00e7ado Captur. \u201cTodos os produtos globais da companhia est\u00e3o \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, mas s\u00f3 vamos decidir que caminho seguir quando houver a defini\u00e7\u00e3o do programa Rota 2030\u201d, afirma o executivo, que inaugurou, recentemente, uma f\u00e1brica de componentes de motores de alum\u00ednio no Paran\u00e1, com investimentos de R$ 350 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras8.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979558\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras8.jpg?resize=696%2C254&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"254\" \/><\/a><\/p>\n<div id=\"admateria8\"><\/div>\n<p>\u00c9 justamente a indefini\u00e7\u00e3o em torno do Rota 2030 que est\u00e1 angustiando o setor automotivo. O programa vai substituir o Inovar-Auto, que vigorou de 2012 a 2017, com cotas de importa\u00e7\u00e3o e uma sobretaxa de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os ve\u00edculos trazidos do exterior de montadoras que n\u00e3o t\u00eam f\u00e1bricas no Brasil. O Inovar-Auto tamb\u00e9m concedia \u00e0s fabricantes incentivos do governo para investir em Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D). Por\u00e9m, com as contas p\u00fablicas no vermelho, o Minist\u00e9rio da Fazenda vem resistindo \u00e0 ideia de oferecer novamente descontos no IPI. O risco maior, segundo o presidente da Anfavea, \u00e9 de os investimentos migrarem para as matrizes. \u201cNesse caso, n\u00e3o haver\u00e1 interesse em desenvolver ainda mais a nossa tecnologia do etanol\u201d, diz.<\/p>\n<p>Enquanto aguardam o an\u00fancio oficial do governo, as montadoras seguem acelerando a produ\u00e7\u00e3o para atender o mercado interno aquecido e as exporta\u00e7\u00f5es. Em abril, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 40,4% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado \u2013 foi a 18a alta consecutiva nessa base de compara\u00e7\u00e3o. Isso explica, por exemplo, a abertura do terceiro turno das f\u00e1bricas da Toyota, em Sorocaba e Porto Feliz, no interior paulista. A decis\u00e3o de colocar as unidades em opera\u00e7\u00e3o por 24 horas por dia, a partir de novembro deste ano, \u00e9 in\u00e9dita nos 60 anos de hist\u00f3ria da montadora japonesa no Brasil e dar\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de fabricar um novo modelo, o Yaris.<\/p>\n<p>A capacidade produtiva passar\u00e1 dos atuais 108 mil carros por ano para mais de 160 mil. A retomada da Toyota \u00e9 semelhante \u00e0 da compatriota Honda. A empresa vai, enfim, ligar as m\u00e1quinas da f\u00e1brica constru\u00edda em Itirapina (SP), que ficou pronta em 2016, mas nunca fabricou um carro sequer em decorr\u00eancia da crise. A produ\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis da atual f\u00e1brica de Sumar\u00e9 (SP), que ser\u00e1 respons\u00e1vel apenas por motores e componentes, ser\u00e1 transferida para o novo endere\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>O efeito multiplicador do aquecimento da ind\u00fastria automobil\u00edstica j\u00e1 est\u00e1 sendo ben\u00e9fico no mercado de trabalho.<\/strong>\u00a0No primeiro quadrimestre, o setor criou 3,4 mil postos diretos, ampliando em 4,1% o contingente total de trabalhadores. As montadoras que exportam tamb\u00e9m est\u00e3o satisfeitas com a expans\u00e3o de 6,6% neste ano. Somente no m\u00eas passado, foram vendidos ao exterior 73,2 mil carros, comerciais leves, caminh\u00f5es e \u00f4nibus, o melhor m\u00eas de abril da hist\u00f3ria do setor. A Anfavea reconhece, no entanto, que \u00e9 preocupante a forte concentra\u00e7\u00e3o no mercado argentino, respons\u00e1vel por 75% deste volume, devido \u00e0 recente crise cambial (<a href=\"https:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/o-passado-assombra-a-argentina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">leia reportagem aqui<\/a>).<\/p>\n<p>No mercado interno, h\u00e1 um desafio importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 rentabilidade dos neg\u00f3cios. Um levantamento da Jato Consultoria mostra que as vendas diretas das montadoras para os grandes frotistas, incluindo as locadoras de ve\u00edculos, representam 36% do volume total comercializado no Brasil. Em 2012, antes da crise, essa participa\u00e7\u00e3o era de apenas 22%. \u201cO problema da venda direta \u00e9 que a margem de lucro da montadora \u00e9 bem menor\u201d, diz Milad Kalume Neto, gerente de desenvolvimento de neg\u00f3cios da Jato. \u201cAcaba sendo uma venda para desovar estoque e ganhar posi\u00e7\u00f5es no ranking.\u201d Volume, no entanto, \u00e9 algo muito prezado no setor.<\/p>\n<p>Em 2012, o Brasil chegou a ocupar o quarto lugar no ranking dos maiores mercados do mundo, atr\u00e1s de China, Estados Unidos e Jap\u00e3o. Caiu para a oitava posi\u00e7\u00e3o durante a crise, em 2016, e voltar\u00e1 a ser o quinto maior em 2022, atr\u00e1s de China, Estados Unidos, Jap\u00e3o e \u00cdndia, segundo estudo da MA8 Management Consulting. Para que isso ocorra, o crescimento m\u00e9dio anual do setor ter\u00e1 de ser de 11,5% durante cinco anos. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que as principais marcas mundiais est\u00e3o no Brasil e, mesmo no auge das turbul\u00eancias, jamais cogitaram abandonar o mercado.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Pablo Di Si, presidente da Volkswagen<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras1.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979551\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras1.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Qual a receita da VW para crescer o dobro do mercado?<\/strong><br \/>\nTemos adotado uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as. Estamos crescendo a um ritmo de 40% e isso \u00e9 apenas o come\u00e7o do processo de constru\u00e7\u00e3o da \u2018nova Volkswagen\u2019. O mais importante n\u00e3o \u00e9 o resultado de 40%, mas como chegamos at\u00e9 ele.<\/p>\n<p><strong>Como foi?<\/strong><br \/>\nAprimoramos a rela\u00e7\u00e3o da empresa com todos os \u2018stakeholders\u2019, desde funcion\u00e1rios at\u00e9 parceiros, fornecedores e concession\u00e1rios. Nosso time \u00e9 uma Champions League. Al\u00e9m disso, definimos investimentos de R$ 7 bilh\u00f5es e lan\u00e7amento de 20 modelos em tr\u00eas anos.<\/p>\n<p><strong>O bom desempenho tem sido puxado pela queda dos juros?<\/strong><br \/>\nOs juros baixos ajudam toda a ind\u00fastria, n\u00e3o apenas a Volkswagen. E o mercado est\u00e1 se expandindo a um ritmo de 21%, a metade da nossa taxa de crescimento. Ent\u00e3o, n\u00e3o podemos atribuir nosso bom desempenho apenas aos juros.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Marco Silva, presidente da Nissan<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras2.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979552\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras2.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os fatores que explicam o salto da Nissan neste ano?<\/strong><br \/>\nV\u00e1rios fatores, como ambiente econ\u00f4mico, recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e estrat\u00e9gia em desenvolvimento de novos produtos, explicam essa rea\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, passamos a produzir em nossa f\u00e1brica de Resende, no Rio de Janeiro, modelos que antes eram trazidos do M\u00e9xico. Gra\u00e7as a essa decis\u00e3o, estamos muito bem posicionados no segmento de SUVs.<\/p>\n<p><strong>O que o sr. espera do Rota 2030?<\/strong><br \/>\nDepois de tanta expectativa, se sai ou n\u00e3o sai, prefiro n\u00e3o ter nenhuma expectativa. N\u00e3o estamos olhando para o lado de fora da empresa, mas tomando as melhores decis\u00f5es internamente.<\/p>\n<p><strong>A defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o prejudica os investimentos?<\/strong><br \/>\nCom mais confian\u00e7a, os consumidores est\u00e3o voltando \u00e0s concession\u00e1rias. O crescimento est\u00e1 acontecendo de forma natural. Estamos observando o comportamento do mercado para entender quais s\u00e3o os produtos que ter\u00e3o maior aceita\u00e7\u00e3o, e definir nossos investimentos.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Luiz Pedrucci, presidente\u00a0da Renault<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras3.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979553\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras3.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>A crise do setor est\u00e1 superada?<\/strong><br \/>\nAcredito que sim. Atravessamos per\u00edodos dif\u00edceis nos \u00faltimos anos, mas fizemos a li\u00e7\u00e3o de casa para nos colocar em condi\u00e7\u00f5es de voltar a crescer quando a crise passasse. Isso est\u00e1 acontecendo. Ainda n\u00e3o voltamos aos patamares pr\u00e9-crise, mas retomamos a trajet\u00f3ria de crescimento com novos produtos e investimentos. Assim que tivermos mais clareza das regras do jogo no Brasil, vamos acelerar.<\/p>\n<p><strong>Clareza?<\/strong><br \/>\nSim, a defini\u00e7\u00e3o das regras do jogo. Temos v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos para trazer ao Brasil, mas precisamos saber qual ser\u00e1 a diretriz do programa Rota 2030, para definir qual o melhor caminho a tomar.<\/p>\n<p><strong>A Renault depende do Kwid?<\/strong><br \/>\nO Kwid \u00e9 importante em nossa estrat\u00e9gia e foi pensado para atender uma demanda do mercado brasileiro, de carros de entrada com excelente qualidade e engenharia. Mas ele n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Temos carros muito bem aceitos pelo mercado, como Duster, Master e Captur.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Antonio Filosa, presidente da FCA Am\u00e9rica Latina<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras4.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979554\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras4.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Qual ser\u00e1 seu estilo de gest\u00e3o \u00e0 frente da FCA na Am\u00e9rica Latina?<\/strong><br \/>\nConhe\u00e7o bem a import\u00e2ncia de uma companhia global ter estrat\u00e9gias regionais. Minha primeira miss\u00e3o \u00e9 regionalizar ainda mais a gest\u00e3o da companhia, desenvolvendo neg\u00f3cios e produtos ajustados \u00e0 prefer\u00eancia do consumidor. Vamos promover uma lideran\u00e7a de resultados, com gera\u00e7\u00e3o de valor. Temos de ter mercado, sim, mas sempre com rentabilidade. Estou otimista.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os fatores que alimentam o seu otimismo?<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m da melhora geral do ambiente econ\u00f4mico, algumas atividades est\u00e3o puxando os neg\u00f3cios. No agroneg\u00f3cio, o Brasil vive o alinhamento perfeito de quatro planetas. Primeiro, a safra recorde de gr\u00e3os. Segundo, o alto valor das commodities, como a soja, no mercado internacional. Terceiro, a alta do d\u00f3lar est\u00e1 ajudando a trazer dinheiro com as exporta\u00e7\u00f5es. E, por fim, a seca na Argentina. Tudo isso est\u00e1 trazendo mais riqueza e movimentando a economia.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Antonio Megale, presidente da Anfavea<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras9.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979559\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras9.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>O setor est\u00e1 cresce 20% no ano. Por que a Anfavea ainda projeta alta de 11,7%?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s vamos revisar para a cima a nossa proje\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, \u00e9 poss\u00edvel prever que o segundo semestre ter\u00e1 uma expans\u00e3o menor devido \u00e0 base de compara\u00e7\u00e3o do ano passado, que foi bem forte na segunda metade do ano. Al\u00e9m disso, temos Copa e elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 fundamental nesta retomada?<\/strong><br \/>\nO ponto central \u00e9 o emprego. Se o medo de perd\u00ea-lo diminui, automaticamente aumenta a disposi\u00e7\u00e3o de contrair d\u00edvidas. Nesse contexto, \u00e9 claro, o cr\u00e9dito \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p><strong>Qual a expectativa para o programa Rota 2030?<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao prazo, eu n\u00e3o me arrisco mais a prever nenhuma data. Ser\u00e1 divulgado em breve pelo governo. N\u00f3s temos a expectativa de que o Minist\u00e9rio da Fazenda conceda incentivos para quem investe em pesquisa e desenvolvimento no Pa\u00eds. Se isso n\u00e3o acontecer, a inova\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita nas matrizes. Nesse caso, n\u00e3o haver\u00e1 interesse em desenvolver ainda mais a nossa tecnologia do etanol.<\/p>\n<hr \/>\n<h3>Alarico Assump\u00e7\u00e3o, presidente da Fenabrave<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras10.jpg?ssl=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-979560\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2018\/05\/din1069-montadoras10.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Por que o setor est\u00e1 em franca recupera\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPorque o cr\u00e9dito est\u00e1 voltando. De cada dez consumidores que entravam em uma concession\u00e1ria dispostos a adquirir um carro, sete recebiam um \u2018n\u00e3o\u2019 dos bancos na crise. Agora, melhorou um pouco, com seis em cada dez ainda sendo reprovados. E a tend\u00eancia \u00e9 a de melhorar ainda mais esse patamar de aprova\u00e7\u00e3o, que deveria ser de, no m\u00ednimo, 50%.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito oferecidas pelo mercado?<\/strong><br \/>\nO prazo m\u00e9dio \u00e9 de 40 meses, com entrada de 20% a 30%.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel afirmar que o setor vai continuar crescendo?<\/strong><br \/>\nCreio que sim, apesar da incerteza eleitoral. Eu costumo dizer que o que vende caminh\u00e3o \u00e9 PIB. O que vende carro \u00e9 juro baixo. E o que vende moto \u00e9 emprego. Neste momento, n\u00f3s estamos melhorando o PIB, reduzindo o juro e criando empregos.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Hugo Cilo,\u00a0Lu\u00eds Artur Nogueira, mat\u00e9ria publicada dia 11\/05\/2018 na revista\u00a0Isto\u00c9 Dinheiro &#8211; dispon\u00edvel na internet 28\/05\/2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"czmb-wide\">\n<div id=\"czmb-t\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com expans\u00e3o de 40% nas vendas e na produ\u00e7\u00e3o, os fabricantes tiveram um m\u00eas de abril excepcional, o que refor\u00e7a a previs\u00e3o de um ano muito promissor. Conhe\u00e7a os planos de Volkswagen, Renault, Fiat, Nissan e GM para n\u00e3o perder essa nova onda de crescimento do setor e saiba o que os principais executivos esperam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":25226,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-25225","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/montadoras.jpg?fit=234%2C216&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25225\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}