{"id":25328,"date":"2018-05-31T00:08:36","date_gmt":"2018-05-31T03:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=25328"},"modified":"2018-05-31T00:16:39","modified_gmt":"2018-05-31T03:16:39","slug":"25328","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/05\/31\/25328\/","title":{"rendered":"Ministro do STF,Edson Fachin,  v\u00ea raz\u00f5es para restabelecer contribui\u00e7\u00e3o sindical, mas vai aguardar pleno"},"content":{"rendered":"<p>O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal afirmou, nesta quarta-feira (30), que h\u00e1 elementos que justificam decis\u00e3o monocr\u00e1tica para suspender a contribui\u00e7\u00e3o sindical facultativa, prevista pela Reforma Trabalhista. O ministro, no entanto, n\u00e3o concedeu a liminar porque\u00a0est\u00e1 previsto para o dia 28 de junho o julgamento da quest\u00e3o pelo plen\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fachin diz que, se o plen\u00e1rio n\u00e3o enfrentar o tema at\u00e9 l\u00e1, analisar\u00e1 o pedido de liminar. \u201c\u00c9, pois, relevante o fundamento arguido pela requerente, no sentido de que h\u00e1 poss\u00edvel enfraquecimento dos direitos sociais com a redu\u00e7\u00e3o da capacidade de financiamento das atividades sindicais\u201d. O ministro cita, em\u00a0despacho, que h\u00e1 motivos para conceder a liminar com efeitos retroativos.<\/p>\n<p>O ministro afirma que a Constitui\u00e7\u00e3o fez uma \u201cop\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca\u201d por manter o modelo sindicalistas brasileiro sustentado em 3 premissas: unicidade sindical, representatividade obrigat\u00f3ria e custeio das entidades sindicais por meio de um tributo. Este \u00faltimo, diz Fachin, faz refer\u00eancia justamente \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o sindical, \u201cexpressamente autorizada pelo artigo 149, e imposta pela parte final do inciso IV, do art. 8\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p>Desta forma, conclui o magistrado, \u00e9 \u201crelevante o fundamento arguido pela requerente, no sentido de que h\u00e1 poss\u00edvel enfraquecimento dos direitos sociais com a redu\u00e7\u00e3o da capacidade de financiamento das atividades sindicais\u201d. O ministro tamb\u00e9m ressalta que n\u00e3o h\u00e1 controv\u00e9rsia acerca do debate de que a contribui\u00e7\u00e3o sindical tem natureza tribut\u00e1ria. E, para comprovar essa tese, ele cita doutrina de Ives Gandra da Silva Martins, pai do ministro do TST, Ives Gandra Filho, que era presidente da Corte na \u00e9poca da aprova\u00e7\u00e3o da reforma e foi um dos principais defensores das altera\u00e7\u00f5es na CLT<\/p>\n<figure style=\"width: 704px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.diap.org.br\/images\/stories\/edson-fachin-ministro-stf.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.diap.org.br\/images\/stories\/edson-fachin-ministro-stf.jpg?resize=696%2C465\" alt=\"edson fachin ministro stf\" width=\"696\" height=\"465\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ministro Edson Fachin relator das ADI que questionam pontos da Reforma Trabalhista. Foto: Nelson Jr. | SCO | STF<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o ministro, a Reforma Trabalhista \u201cdesinstitucionaliza de forma substancial a principal fonte de custeio das institui\u00e7\u00f5es sindicais, tornando-a, como se alega, facultativa\u201d. O ministro afirma que o Congresso pode \u201cn\u00e3o ter observado, ao menos \u2018prima facie\u2019, o regime sindical estabelecido pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 em sua maior amplitude, desequilibrando as for\u00e7as de sua hist\u00f3ria e da sua atual conforma\u00e7\u00e3o constitucional, e sem oferecer um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para a implanta\u00e7\u00e3o de novas regras relativas ao custeio das entidades sindicais\u201d.<\/p>\n<p>Ao todo, o\u00a0STF tem 17 a\u00e7\u00f5es de inconstitucionalidade protocoladas no Supremo Tribunal Federal\u00a0por federa\u00e7\u00f5es sindicais contra os dispositivos da Reforma Trabalhista de 2017 que tornaram facultativa a \u201ccontribui\u00e7\u00e3o sindical\u201d. Em outra frente, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Emissoras de R\u00e1dio e Televis\u00e3o (Abert) ajuizou, nesta ter\u00e7a-feira (29),\u00a0a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de constitucionalidade\u00a0em defesa da \u201cmaior autonomia e liberdade para que empregadores e empregados possam definir os direitos e obriga\u00e7\u00f5es decorrentes das rela\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal afirmou, nesta quarta-feira (30), que h\u00e1 elementos que justificam decis\u00e3o monocr\u00e1tica para suspender a contribui\u00e7\u00e3o sindical facultativa, prevista pela Reforma Trabalhista. O ministro, no entanto, n\u00e3o concedeu a liminar porque\u00a0est\u00e1 previsto para o dia 28 de junho o julgamento da quest\u00e3o pelo plen\u00e1rio. 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