{"id":25585,"date":"2018-06-08T00:04:22","date_gmt":"2018-06-08T03:04:22","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=25585"},"modified":"2018-06-07T21:28:28","modified_gmt":"2018-06-08T00:28:28","slug":"por-que-o-brasil-ainda-esta-na-idade-da-pedra-na-adesao-aos-veiculos-eletricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/06\/08\/por-que-o-brasil-ainda-esta-na-idade-da-pedra-na-adesao-aos-veiculos-eletricos\/","title":{"rendered":"Por que o Brasil ainda est\u00e1 na &#8216;idade da pedra&#8217; na ades\u00e3o aos ve\u00edculos el\u00e9tricos"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\">Na mesma tarde em que o Brasil tentava voltar \u00e0 rotina ap\u00f3s\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-44302137\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">dez dias de uma greve de caminhoneiros<\/a>\u00a0motivada pelo pre\u00e7o do \u00f3leo diesel, a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA, na sigla em ingl\u00eas) divulgava que 2017 foi um ano recorde na ades\u00e3o aos ve\u00edculos movidos a eletricidade no mundo.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, o n\u00famero de carros el\u00e9tricos vendidos chegou a um milh\u00e3o &#8211; incluindo os h\u00edbridos, que contam tamb\u00e9m com um motor de combust\u00e3o interna &#8211; e a frota mundial passou a somar 3 milh\u00f5es. Deste volume, 40% est\u00e3o na China e cerca de 25%, nos Estados Unidos. J\u00e1 em n\u00fameros relativos, \u00e9 a Noruega quem lidera com o maior percentual de eletrificados na frota total: 6,4%.<\/p>\n<p>Se as paralisa\u00e7\u00f5es no Brasil mostraram a depend\u00eancia do pa\u00eds do transporte pelas estradas (<a class=\"story-body__link\" href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-44247460\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">75% das mercadorias no pa\u00eds t\u00eam seu escoamento feito pela malha rodovi\u00e1ria<\/a>) e dos combust\u00edveis f\u00f3sseis (o \u00f3leo diesel e a gasolina puros compunham 73% da matriz veicular nacional em 2016, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica), os n\u00fameros retratam que a ades\u00e3o a ve\u00edculos el\u00e9tricos e h\u00edbridos como alternativas energ\u00e9ticas mais limpas &#8211; na emiss\u00e3o tanto de poluentes quanto sonora &#8211; ainda \u00e9 incipiente por aqui. Segundo dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Ve\u00edculo El\u00e9trico (ABVE), h\u00e1 no pa\u00eds pouco mais de 8 mil unidades do tipo, incluindo carros, \u00f4nibus e caminh\u00f5es. Isso significa 0,02% da frota circulante total.<\/p>\n<p>&#8220;A gente est\u00e1 na idade da pedra&#8221;, resume Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE. &#8220;A greve mostrou o quanto somos dependentes dos combust\u00edveis f\u00f3sseis&#8221;.<\/p>\n<p>Especialistas e representantes do setor apontam que o caminho da ind\u00fastria automobil\u00edstica em dire\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos movidos a eletricidade \u00e9 inexor\u00e1vel e, ainda, que o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para surfar nesta onda. Por que, ent\u00e3o, o pa\u00eds ainda d\u00e1 os primeiros e t\u00edmidos passos na tend\u00eancia?<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Est\u00edmulos pelos governos<\/h2>\n<p>Tatiana Bruce, pesquisadora da FGV Energia, destaca que os pa\u00edses que mais avan\u00e7am na eletrifica\u00e7\u00e3o da frota contam com est\u00edmulos dos governos &#8211; que passam por redu\u00e7\u00e3o de impostos na cadeia destes ve\u00edculos e restri\u00e7\u00f5es aos movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis mas, principalmente, pela ajuda de custo para o consumidor final.<\/p>\n<p>No Estado da Calif\u00f3rnia, nos EUA, por exemplo, consumidores podem receber um cr\u00e9dito de at\u00e9 US$ 7 mil (cerca de R$ 27 mil) ao comprar um autom\u00f3vel eletrificado; na China, o valor chega \u00e0 faixa dos US$ 10 mil (R$ 38 mil).<\/p>\n<p>&#8220;Hoje, os pre\u00e7os dos eletrificados ainda s\u00e3o muito altos se comparados aos convencionais, em qualquer lugar do mundo, ent\u00e3o, os subs\u00eddios de aquisi\u00e7\u00e3o servem para reduzir essa diferen\u00e7a. Espera-se que, na pr\u00f3xima d\u00e9cada chegue-se a uma paridade de custo. A bateria tamb\u00e9m vai ficar mais barata e os eletrificados se tornar\u00e3o mais atrativos tamb\u00e9m por sua melhor efici\u00eancia e performance&#8221;, diz Bruce.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/00A9\/production\/_101896100_hi047019474.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/00A9\/production\/_101896100_hi047019474.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Homem em meio a caminh\u00f5es parados em greve no Rio de Janeiro\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Homem em meio a caminh\u00f5es parados em greve no Rio de Janeiro; paralisa\u00e7\u00e3o exp\u00f4s depend\u00eancia do pa\u00eds nos combust\u00edveis f\u00f3sseis.Direito de imagem\u00a0EPA<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Por aqui, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias de planos para subs\u00eddios do tipo. O que h\u00e1 \u00e9 uma isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para carros totalmente el\u00e9tricos e algumas redu\u00e7\u00f5es para h\u00edbridos &#8211; a depender de suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m benef\u00edcios previstos em n\u00edvel local, como a isen\u00e7\u00e3o do rod\u00edzio de carros na cidade de S\u00e3o Paulo e a isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Propriedade de Ve\u00edculos Automotores (IPVA) em alguns Estados.<\/p>\n<p>Para o futuro pr\u00f3ximo, h\u00e1 a expectativa de redu\u00e7\u00e3o na al\u00edquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os eletrificados de 25% para 7% com o Rota 2030, um novo regime para o setor automotivo que deve ser estabelecido por decreto. O governo havia sinalizado que o Rota 2030 seria publicado nos primeiros meses do ano mas, segundo informou \u00e0 BBC News Brasil a Casa Civil, ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para seu an\u00fancio. O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o confirmou se a al\u00edquota do IPI seria reduzida para os eletrificados.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Pre\u00e7o e estrutura<\/h2>\n<p>No Brasil, os carros eletrificados importados chegam com pre\u00e7os variando em torno de R$ 100 mil e R$ 150 mil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, espera-se que nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas a tecnologia dos eletrificados aumente a autonomia e a capacidade de armazenamento das baterias. Estes atributos s\u00e3o especialmente importantes no caso de ve\u00edculos pesados e que s\u00e3o empregados em longas viagens como os caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>A eletrifica\u00e7\u00e3o da frota tamb\u00e9m vem acompanhada da expans\u00e3o nos pontos de recarga ligados \u00e0 rede el\u00e9trica, tanto em domic\u00edlios quanto em ambientes p\u00fablicos &#8211; os chamados eletropostos. Nos EUA, por exemplo, um programa federal de financiamento levou \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de 36,5 mil eletropostos em 2015. No Brasil, n\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros exatos sobre a quantidade de eletropostos mas, no aplicativo PlugShare, que mapeia o servi\u00e7o, ele giram em torno de 130 e 150.<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros t\u00edmidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pot\u00eancia mundial, a boa not\u00edcia \u00e9 que o Brasil tem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis aos eletrificados por conta da produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica j\u00e1 existente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil tem a melhor matriz energ\u00e9tica para ve\u00edculos el\u00e9tricos, com fontes limpas como as hidrel\u00e9tricas e a e\u00f3lica. Temos tudo para decolar&#8221;, aponta Carlos Roma, diretor de vendas da BYD no Brasil, fabricante chinesa de eletrificados.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4EC9\/production\/_101896102_gettyimages-520413327.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4EC9\/production\/_101896102_gettyimages-520413327.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Ve\u00edculo el\u00e9trico \u00e9 carregado\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Eletrifica\u00e7\u00e3o da frota deve ser acompanhada pela expans\u00e3o dos chamados &#8216;eletropostos&#8217;.Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><figcaption class=\"media-caption\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade no pa\u00eds, as hidrel\u00e9tricas foram respons\u00e1veis, em 2016, por 68% do abastecimento (em seguida, vem o g\u00e1s natural, com 9%, biomassa, com 8%; e e\u00f3lica, com 5,4%). Os dados s\u00e3o da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE).<\/p>\n<p>A parcela majorit\u00e1ria da energia vindo de fontes renov\u00e1veis coloca o Brasil em vantagem para a eletrifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m em outro ponto: as chamadas &#8220;emiss\u00f5es upstream&#8221; (&#8220;emiss\u00f5es na cadeia de cima&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre), produzidas quando a eletricidade \u00e9 gerada. Apesar de os el\u00e9tricos frequentemente serem vistos como ve\u00edculos que n\u00e3o emitem polui\u00e7\u00e3o, pesquisadores e \u00f3rg\u00e3os reguladores v\u00eam se debru\u00e7ando sobre a os impactos desta etapa anterior, mais preocupante para pa\u00edses fortemente dependentes, por exemplo, do carv\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda assim, diversos estudos j\u00e1 mostraram que, mesmo considerando as emiss\u00f5es upstream, os eletrificados s\u00e3o menos poluentes que os convencionais.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A ind\u00fastria do passado e a do futuro<\/h2>\n<p>Para Roma, outro ponto que pode ser, simultaneamente, uma vantagem e um problema para o Brasil \u00e9 sua participa\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria automobil\u00edstica mundial.<\/p>\n<p>Em 2016, o pa\u00eds era considerado o d\u00e9cimo maior produtor de ve\u00edculos e o oitavo em mercado interno. O setor automotivo responde por cerca de 22% do PIB industrial do Brasil e 4% no PIB total.<\/p>\n<p>&#8220;O pa\u00eds tem know how e uma ind\u00fastria instalada. Mas os governos brasileiros, nos \u00faltimos 15 anos, privilegiaram demais os convencionais e o mercado interno. A tecnologia pouco avan\u00e7ou aqui e a ind\u00fastria ficou defasada&#8221;, diz Roma.<\/p>\n<p>Segundo um relat\u00f3rio da FGV Energia, de 2017, a situa\u00e7\u00e3o do Brasil se assemelha \u00e0 da China e da \u00cdndia: devido a uma menor condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica de parte importante da popula\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma demanda reprimida por autom\u00f3veis. Com uma eventual aquisi\u00e7\u00e3o, busca-se o ve\u00edculo mais acess\u00edvel poss\u00edvel &#8211; posto esse que tende a ser preenchido pelos movidos \u00e0 gasolina.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C3F9\/production\/_101896105_e-delivery.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C3F9\/production\/_101896105_e-delivery.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Modelo do caminh\u00e3o el\u00e9trico e-Delivery\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Caminh\u00e3o el\u00e9trico do modelo e-Delivery deve ser produzido em s\u00e9rie a partir de 2020, em Resende (RJ).\u00a0Direito de imagem\u00a0DIVULGA\u00c7\u00c3O\/MAN<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>O mesmo relat\u00f3rio, por\u00e9m, indica que algumas pol\u00edticas p\u00fablicas mostram que a organiza\u00e7\u00e3o para um futuro de baixo carbono no setor do transportes \u00e9 real: a Noruega, por exemplo, tem a meta de vender apenas carros el\u00e9tricos depois de 2025; j\u00e1 a Alemanha e a \u00cdndia t\u00eam como objetivo banir ve\u00edculos \u00e0 combust\u00e3o interna depois de 2030.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil tem condi\u00e7\u00f5es de liderar a eletromobilidade na Am\u00e9rica Latina, a come\u00e7ar por representar mais da metade do poder de consumo do continente. Isso exige um compromisso do governo e da ind\u00fastria. Essa transi\u00e7\u00e3o \u00e9 mundial: se n\u00e3o acompanharmos isso, vamos sucatear as nossas pr\u00f3prias ind\u00fastrias&#8221;, diz Guggisberg.<\/p>\n<p>Por aqui, por\u00e9m, h\u00e1 passos sendo tomados. Em mar\u00e7o, a Toyota apresentou um prot\u00f3tipo de um carro h\u00edbrido movido a etanol e desenvolvido no Brasil; em 2017, a MAN (fabricante de \u00f4nibus e caminh\u00f5es da Volkswagen) apresentou o e-Delivery, um caminh\u00e3o el\u00e9trico tamb\u00e9m desenvolvido no pa\u00eds. Sua produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, na f\u00e1brica da montadora em Resende (RJ), est\u00e1 prevista para 2020.<\/p>\n<p>J\u00e1 a BYD, que j\u00e1 conta com duas f\u00e1bricas em Campinas (SP) que produzem pain\u00e9is solares e chassis, se prepara para abrir ainda em 2018 uma f\u00e1brica de baterias de l\u00edtio em Manaus (AM).<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Redu\u00e7\u00e3o dos poluentes<\/h2>\n<p>Enquanto isso, a decis\u00e3o recente do governo federal de reduzir o pre\u00e7o do diesel &#8211; por meio de cortes de gastos e redu\u00e7\u00e3o de impostos &#8211; para atender \u00e0s demandas dos grevistas foi, para o engenheiro florestal Tasso Azevedo, uma sinaliza\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Na pr\u00e1tica, \u00e9 um incentivo ao combust\u00edvel f\u00f3ssil&#8221;, aponta Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SEEG). &#8220;Cerca de 15% de toda a carga transportada no Brasil \u00e9 o pr\u00f3prio combust\u00edvel sendo levado para pontos de abastecimento. J\u00e1 a energia el\u00e9trica est\u00e1 em todo lugar. A infraestrutura est\u00e1 a\u00ed.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11219\/production\/_101896107_040417_byd_fotovalriaabras-50.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11219\/production\/_101896107_040417_byd_fotovalriaabras-50.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"F\u00e1brica da empresa chinesa BYD\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Empresa chinesa que produz ve\u00edculos el\u00e9tricos se prepara para abrir terceira f\u00e1brica no Brasil ainda em 2018.\u00a0Direito de imagem\u00a0DIVULGA\u00c7\u00c3O\/BYD\/VAL\u00c9RIA ABRAS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Azevedo destaca que o diesel, al\u00e9m de ser sabidamente nocivo na contribui\u00e7\u00e3o ao efeito estufa, tamb\u00e9m tem impacto na polui\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Indicador disso \u00e9 a constata\u00e7\u00e3o, na capital paulista, da queda brusca na polui\u00e7\u00e3o durante uma semana da greve dos caminhoneiros. Dados da Companhia Ambiental do Estado de S\u00e3o Paulo (Cetesb) mostram redu\u00e7\u00e3o de 50% da polui\u00e7\u00e3o na cidade. No s\u00e9timo dia da paralisa\u00e7\u00e3o, a qualidade do ar na capital era considerada boa em todas as esta\u00e7\u00f5es de medi\u00e7\u00e3o e para todos os poluentes monitorados &#8211; um quadro raro na metr\u00f3pole.<\/p>\n<p>Dados do SEEG mostram que, considerando as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa relacionadas ao consumo de energia no Brasil, os transportes (considerando diversos modais) foram respons\u00e1veis por 48% delas em 2016.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o 204 milh\u00f5es de toneladas de gases do efeito estufa por ano, mais do que emite todo o Peru. \u00c9 um desafio tamb\u00e9m porque as emiss\u00f5es nesse setor s\u00e3o crescentes ao longo dos anos&#8221;, diz Azevedo, destacando a import\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 da eletrifica\u00e7\u00e3o da frota mas tamb\u00e9m da expans\u00e3o do transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Mariana Alvim da<\/span><span class=\"byline__title\">\u00a0BBC Brasil em S\u00e3o Paulo &#8211; dispon\u00edvel na internet 08\/06\/2018<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na mesma tarde em que o Brasil tentava voltar \u00e0 rotina ap\u00f3s\u00a0dez dias de uma greve de caminhoneiros\u00a0motivada pelo pre\u00e7o do \u00f3leo diesel, a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA, na sigla em ingl\u00eas) divulgava que 2017 foi um ano recorde na ades\u00e3o aos ve\u00edculos movidos a eletricidade no mundo. 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