{"id":25860,"date":"2018-06-18T00:02:34","date_gmt":"2018-06-18T03:02:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=25860"},"modified":"2018-06-17T14:19:39","modified_gmt":"2018-06-17T17:19:39","slug":"o-progresso-da-ciencia-tatiana-roque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/06\/18\/o-progresso-da-ciencia-tatiana-roque\/","title":{"rendered":"O progresso da ci\u00eancia."},"content":{"rendered":"<div class=\"large-16\">\n<div class=\"head-materia\">Uma artimanha para enfraquecer as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino e ci\u00eancia, reduzindo seu or\u00e7amento, \u00e9 apresent\u00e1-las como dissociadas da sociedade, sorvedoras de recursos e descompromissadas com o desenvolvimento social e econ\u00f4mico. Para desmontar essa armadilha, a comunidade acad\u00eamica precisa iluminar as pontes que ligam o conhecimento aos avan\u00e7os do pa\u00eds. A universidade ser\u00e1 mais forte quanto mais parecer robusta, transparente e \u00fatil aos olhos da popula\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"large-16 columns\">\n<div class=\"corpo novo large-16 columns paywalled-content\">\n<p>O Brasil produz a maior parte de suas vacinas, economiza importa\u00e7\u00f5es e erradica doen\u00e7as. No auge da Zika, encontramos uma resposta r\u00e1pida para a rela\u00e7\u00e3o com a microcefalia. Ficamos fortes na ind\u00fastria de medicamentos e na inova\u00e7\u00e3o em petr\u00f3leo e g\u00e1s. Tudo surgiu de arranjos entre empresas, universidades, institutos de pesquisa e \u00f3rg\u00e3os do governo.<\/p>\n<p>Nossas institui\u00e7\u00f5es sofrem com cortes de verba quando mais precisam caminhar em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e social. O Ipea mostrou que empresas inovadoras pagam melhores sal\u00e1rios e geram empregos mais est\u00e1veis. S\u00e3o mais produtivas. O investimento em ci\u00eancia b\u00e1sica \u00e9 p\u00fablico em qualquer pa\u00eds, mas a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo interativo, com transfer\u00eancia de conhecimento ao tecido produtivo.<\/p>\n<p>Em 2016 o Brasil aprovou o Marco Legal da Ci\u00eancia,Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, regulamentado em 2018. \u00c9 uma lei que incentiva as rela\u00e7\u00f5es entre pesquisa p\u00fablica e tecido produtivo, reduzindo a burocracia. \u00d3rg\u00e3os p\u00fablicos passaram a ter o direito de compartilhar laborat\u00f3rios, equipamentos, materiais e instala\u00e7\u00f5es e a negociar direitos de explora\u00e7\u00e3o de produtos e tecnologias. Foram reduzidos entraves excessivos da Lei 8.666 e a inseguran\u00e7a jur\u00eddica dos investimentos em pesquisa.<\/p>\n<p>Mecanismos j\u00e1 aplicados com sucesso em \u00e1reas tecnol\u00f3gicas devem agora se tornar dispon\u00edveis para \u00e1reas como cultura e ci\u00eancias sociais. Entre universidade, empresa e sociedade h\u00e1 camadas que estimulam a integra\u00e7\u00e3o, como parques tecnol\u00f3gicos e centros de inova\u00e7\u00e3o. Programas em ci\u00eancia, cultura e tecnologia t\u00eam grande potencial para dinamizar a economia criativa, especialmente no Rio de Janeiro. S\u00e3o um caminho para reaquecer as cadeias produtivas do audiovisual e dos jogos eletr\u00f4nicos, por exemplo.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel encontrar solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para seguran\u00e7a alimentar e nutricional, energia, habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, saneamento, meio ambiente, agricultura familiar, gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda. A meta j\u00e1 constava do documento da Confer\u00eancia Nacional de Ci\u00eancia,Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o de 2010. Ele prop\u00f5e tornar mais eficiente e \u00e1gil a m\u00e1quina p\u00fablica \u2014 diminuindo a burocracia, um instrumento de exclus\u00e3o social \u2014 e a apropria\u00e7\u00e3o da C&amp;T pelas comunidades locais. Temos bons planos e infraestrutura de pesquisa para o Brasil encontrar um modelo de desenvolvimento mais justo, sustent\u00e1vel e menos dependente de bens prim\u00e1rios. Basta vontade pol\u00edtica para implement\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>Artigo publicado no Jornal O Globo &#8211; <\/strong><strong>dispon\u00edvel na internet 18\/06\/2018<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000080\"><strong>Nota: O presente artigo n\u00e3o traduz a opini\u00e3o do ASMETRO-SN. Sua publica\u00e7\u00e3o tem o prop\u00f3sito de estimular o debate dos problemas brasileiros e de refletir as diversas tend\u00eancias do pensamento contempor\u00e2neo.<\/strong>\u00a0<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma artimanha para enfraquecer as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino e ci\u00eancia, reduzindo seu or\u00e7amento, \u00e9 apresent\u00e1-las como dissociadas da sociedade, sorvedoras de recursos e descompromissadas com o desenvolvimento social e econ\u00f4mico. Para desmontar essa armadilha, a comunidade acad\u00eamica precisa iluminar as pontes que ligam o conhecimento aos avan\u00e7os do pa\u00eds. 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