{"id":26216,"date":"2018-06-28T01:28:06","date_gmt":"2018-06-28T04:28:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=26216"},"modified":"2018-06-28T04:33:20","modified_gmt":"2018-06-28T07:33:20","slug":"alem-disso-os-numeros-apontam-que-no-fim-do-ano-passado-havia-18-milhao-de-acoes-a-espera-de-julgamento-em-todo-o-pais-em-maio-deste-ano-eram-15-milhao-de-processos-a-reducao-e-atribuida-a-re","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/06\/28\/alem-disso-os-numeros-apontam-que-no-fim-do-ano-passado-havia-18-milhao-de-acoes-a-espera-de-julgamento-em-todo-o-pais-em-maio-deste-ano-eram-15-milhao-de-processos-a-reducao-e-atribuida-a-re\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s Reforma Trabalhista, despenca n\u00famero de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a."},"content":{"rendered":"<p>Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelam uma redu\u00e7\u00e3o de 39,3% de novas a\u00e7\u00f5es trabalhistas ingressadas no pa\u00eds entre os primeiros cinco meses de 2016, antes da reforma trabalhista, e o mesmo per\u00edodo de 2018. No portal do jornal Brasil de Fato &#8211;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os n\u00fameros apontam que, no fim do ano passado, havia 1,8 milh\u00e3o de a\u00e7\u00f5es \u00e0 espera de julgamento em todo o pa\u00eds; em maio deste ano, eram 1,5 milh\u00e3o de processos.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 Reforma Trabalhista, imposta pelo grupo pol\u00edtico que apoia o governo de Michel Temer (MDB) em novembro de 2017, que retirou 1 s\u00e9rie de direitos dos trabalhadores e criou obst\u00e1culos para a judicializa\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es trabalhistas.<\/p>\n<p>Entre as mudan\u00e7as instauradas pela reforma, por exemplo, est\u00e1 exig\u00eancia de que, em caso de derrota, o trabalhador pague os honor\u00e1rios do advogado da empresa, mesmo quando reconhecido juridicamente como pobre \u2014 na pr\u00e1tica, anulando\u00a0 dispositivo legal que isenta de custos processuais a parte que declarar n\u00e3o poder arcar com as despesas da a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Para especialistas, a queda no n\u00famero de a\u00e7\u00f5es representa o medo e a falta de informa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e sindicatos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que destaca o analista pol\u00edtico e assessor parlamentar do\u00a0<strong>Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP)<\/strong>, Marcos Verlaine.<\/p>\n<p>&#8220;Quando a Reforma Trabalhista foi pensada, o objetivo dos patr\u00f5es era, efetivamente, diminuir o n\u00famero de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a do Trabalho. Ent\u00e3o, \u00e9 natural que nesse primeiro momento o trabalhador e o sindicato recorram menos \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho para garantir direitos, em fun\u00e7\u00e3o de desconhecimento da lei e de medo de perder a a\u00e7\u00e3o. A rigor, n\u00e3o h\u00e1 o que comemorar&#8221;, diz Marcos Verlaine.<\/p>\n<p><strong>Inseguran\u00e7a<\/strong><br \/>\nO presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Magistrados da Justi\u00e7a do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, destaca que nunca viveu per\u00edodo de tanta inseguran\u00e7a na Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;A reforma foi pouco discutida, teve poucos meses de tramita\u00e7\u00e3o, veio uma medida provis\u00f3ria em seguida e confundiu ainda mais as coisas. Dos 20 anos de magistratura que eu tenho, nunca houve tempo de tanta inseguran\u00e7a jur\u00eddica, porque h\u00e1 v\u00e1rias lacunas, contradi\u00e7\u00f5es no texto da nova CLT&#8221;, afirma Feliciano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da onera\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, a reforma tamb\u00e9m acabou com a obriga\u00e7\u00e3o de os sindicatos ou o Minist\u00e9rio do Trabalho revisarem a rescis\u00e3o dos trabalhadores \u2014 e isso tamb\u00e9m teve efeito na Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p>As verbas rescis\u00f3rias historicamente representam a maioria das a\u00e7\u00f5es trabalhistas. O relat\u00f3rio Justi\u00e7a em N\u00fameros, divulgado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), mostra que, em 2014, elas representaram 44% das a\u00e7\u00f5es ingressadas no Judici\u00e1rio. No relat\u00f3rio de 2017, j\u00e1 foram apenas 16,29% do total.<\/p>\n<p>&#8220;O trabalhador n\u00e3o tem dinheiro para pagar advogado e ingressar com essa a\u00e7\u00e3o na justi\u00e7a, ent\u00e3o a relev\u00e2ncia do sindicato \u00e9 que ele fazia esse trabalho gratuitamente. Al\u00e9m disso, na medida em que o sindicato n\u00e3o participa, a negocia\u00e7\u00e3o se d\u00e1 de maneira muito desigual, tende muito mais para o lado patronal, que tem assessoria jur\u00eddica&#8221;, explica Verlaine.<\/p>\n<p>Diante das pol\u00eamicas nas mudan\u00e7as trazidas pela Reforma Trabalhista, na \u00faltima quinta-feira (21), o TST aprovou Instru\u00e7\u00e3o Normativa (<a href=\"http:\/\/www.diap.org.br\/index.php\/noticias\/agencia-diap\/28226-tst-aprova-instrucao-que-define-marco-temporal-para-aplicacao-da-reforma-trabalhista\">IN TST 41\/18<\/a>) que define marco temporal para a aplica\u00e7\u00e3o das novas regras da CLT. A instru\u00e7\u00e3o define que as medidas n\u00e3o atingem situa\u00e7\u00f5es iniciadas ou consolidadas antes da vig\u00eancia da lei.<\/p>\n<p>Contatada, a assessoria de imprensa do TST informou que n\u00e3o h\u00e1 porta-voz do \u00f3rg\u00e3o para comentar o tema.<\/p>\n<p><strong>Futuro<\/strong><br \/>\nNa opini\u00e3o do analista pol\u00edtico Marcos Verlaine, o n\u00famero de a\u00e7\u00f5es trabalhistas voltar\u00e1 a crescer com o tempo.<\/p>\n<p>&#8220;Eu avalio que essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 moment\u00e2nea, assim que o movimento sindical tiver mais conhecimento do conte\u00fado da lei, com todas as suas brechas inconstitucionais, a tend\u00eancia \u00e9 o n\u00famero de a\u00e7\u00f5es aumentar, porque o objetivo dessa legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente suprimir direitos. Ent\u00e3o, com o tempo, as a\u00e7\u00f5es ter\u00e3o que compensar o \u00f4nus de uma legisla\u00e7\u00e3o que privilegia o patr\u00e3o em detrimento do trabalhador&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo presidente da Anamatra, Guilherme Feliciano.<\/p>\n<p>&#8220;Os escrit\u00f3rios de advocacia est\u00e3o em processo de espera. Quando as d\u00favidas jur\u00eddicas forem superadas, provavelmente o volume de a\u00e7\u00f5es vai voltar ao que era antes, se n\u00e3o superar esse n\u00famero, porque alguns dispositivos da reforma facilitam a multiplica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia DIAP 28\/06\/2018<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados divulgados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelam uma redu\u00e7\u00e3o de 39,3% de novas a\u00e7\u00f5es trabalhistas ingressadas no pa\u00eds entre os primeiros cinco meses de 2016, antes da reforma trabalhista, e o mesmo per\u00edodo de 2018. 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