{"id":26348,"date":"2018-07-03T00:20:08","date_gmt":"2018-07-03T03:20:08","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=26348"},"modified":"2018-07-02T07:19:51","modified_gmt":"2018-07-02T10:19:51","slug":"acidentes-com-produtos-de-consumo-3-perguntas-para-paulo-coscarelli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/07\/03\/acidentes-com-produtos-de-consumo-3-perguntas-para-paulo-coscarelli\/","title":{"rendered":"Acidentes com produtos de consumo. 3 perguntas para Paulo Coscarelli"},"content":{"rendered":"<p><strong>Rede Consumo Seguro e Sa\u00fade quer aprimorar registros hospitalares de acidentes com produtos de consumo<\/strong><\/p>\n<p>Estudantes de Medicina da Liga Acad\u00eamica de Emerg\u00eancias M\u00e9dicas do Distrito Federal est\u00e3o sendo capacitados para identificar e coletar informa\u00e7\u00f5es sobre acidentes envolvendo produtos de consumo que geraram atendimentos nos nove hospitais em que atuam. Os registros ir\u00e3o alimentar o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (<a href=\"http:\/\/www.inmetro.gov.br\/consumidor\/acidente_consumo.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sinmac<\/a>), contribuindo para ampliar a compreens\u00e3o sobre produtos que podem oferecer risco \u00e0 seguran\u00e7a das pessoas, os cen\u00e1rios em que os acidentes ocorrem e as les\u00f5es provocadas.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo liderada pelo m\u00e9dico anestesiologista, Dr. Paulo S\u00e9rio Pinheiro Guimar\u00e3es, membro do N\u00facleo de Qualidade e Seguran\u00e7a do Paciente do Hospital das For\u00e7as Armadas e participante da Rede de Consumo Seguro e Sa\u00fade do Distrito Federal. A ideia \u00e9 que os 32 estudantes que comp\u00f5em a Liga fa\u00e7am busca ativa nos prontos-socorros e hospitais, conversando com os pacientes ou seus familiares, para tentar identificar os acidentes de consumo e as circunst\u00e2ncias em que ocorreram. Para o registro, o servidor da Diretoria de Avalia\u00e7\u00e3o da Conformidade (Dconf) do Inmetro, Paulo Coscarelli, adaptou o formul\u00e1rio do Sinmac, de forma que ele possa ser utilizado pelos alunos.<\/p>\n<p>Nos EUA, a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a de Produtos de Consumo (CPSC) estima que, apenas em 2017, foram mais de 14 milh\u00f5es de visitas \u00e0s salas de emerg\u00eancias de v\u00edtimas de acidentes provocados por produtos de consumo. No Brasil, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter estimativas confi\u00e1veis. \u201cA falta de compreens\u00e3o do conceito de um acidente de consumo por parte do profissional de sa\u00fade no Brasil leva \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o. Com isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter um cen\u00e1rio real dos gastos associados com o tratamento de v\u00edtimas desse tipo de acidente no pa\u00eds\u201d, explicou Paulo Coscarelli.<\/p>\n<p>A iniciativa liderada pelo Dr. Paulo Guimar\u00e3es \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o concreta para tentar mudar este cen\u00e1rio. \u201cComo m\u00e9dico, h\u00e1 mais de 20 anos eu lidava com acidentes de consumo diariamente, s\u00f3 n\u00e3o sabia o que era isso. As campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito importantes, mas, enquanto os profissionais de sa\u00fade n\u00e3o entenderem como \u00e9 o processo, as iniciativas n\u00e3o v\u00e3o \u2018andar\u2019\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico, dependendo dos resultados do trabalho piloto no Distrito Federal, a ideia \u00e9 levar \u00e0 Secretaria de Sa\u00fade uma proposta de inclus\u00e3o do conte\u00fado em cursos de gradua\u00e7\u00e3o de \u00e1reas como medicina e enfermagem e, quem sabe, em algum momento, fazer com que haja uma pol\u00edtica de sa\u00fade espec\u00edfica sobre o tema. \u201cIsso \u00e9 demorado, estamos fazendo as coisas aos poucos\u201d, alertou.<\/p>\n<p><strong>Rede Consumo Seguro e Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Junto com Anvisa, Senacon e Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o Inmetro comp\u00f5e o GT-Brasil Consumo Seguro e Sa\u00fade, que, desde meados de 2010, atua com a finalidade de refletir nacionalmente os debates promovidos pela Rede Consumo Seguro e Sa\u00fade das Am\u00e9ricas (RCSS). A RCSS \u00e9 uma iniciativa coordenada pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) em coopera\u00e7\u00e3o com a Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana de Sa\u00fade (OPAS) e integra 35 pa\u00edses, interessados em, conjuntamente, fortalecer iniciativas e estrat\u00e9gias para aumentar a seguran\u00e7a de consumo e a sa\u00fade dos consumidores.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio de sua atua\u00e7\u00e3o, o GT Brasil definiu como estrat\u00e9gia principal a instala\u00e7\u00e3o de redes estaduais de consumo seguro e sa\u00fade, promovendo a a\u00e7\u00e3o integrada de \u00f3rg\u00e3os locais com foco na defini\u00e7\u00e3o de objetivos comuns, no \u00e2mbito de suas compet\u00eancias legais, em especial das vigil\u00e2ncias sanit\u00e1rias, Procons e Ipems.<\/p>\n<p>De acordo com Paulo Coscarelli, para 2018, o Grupo de Trabalho distribuiu suas atividades em quatro eixos: sistemas de informa\u00e7\u00e3o\/coleta de dados; capacita\u00e7\u00e3o; institucionaliza\u00e7\u00e3o; e comunica\u00e7\u00e3o\/divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fonte: P\u00e1gina da internet do Inmetro\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"titulo2nivel\"><span style=\"color: #000080\"><strong style=\"font-family: Roboto, sans-serif;font-size: 22px\"><small>3 perguntas para Paulo Coscarelli<\/small><\/strong><\/span><\/p>\n<div class=\"namedida\">\n<div class=\"edicao\">\n<figure style=\"width: 438px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.inmetro.gov.br\/imprensa\/namedida\/img\/edicao-014-3perguntas_coscarelli.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"edicao-img\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.inmetro.gov.br\/imprensa\/namedida\/img\/edicao-014-3perguntas_coscarelli.jpg?resize=438%2C450\" alt=\"Petr\u00f4nio Fonseca\" width=\"438\" height=\"450\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Paulo Coscarelli. Imagem de Petr\u00f4nio Fonseca<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"conteudo\"><strong>Quais a\u00e7\u00f5es est\u00e3o previstas no Plano de Trabalho 2018 do GT-Brasil Consumo Seguro e Sa\u00fade e como fazer com que elas tenham capilaridade nacional?<\/strong><\/p>\n<p class=\"conteudo\">Dadas as dimens\u00f5es continentais do pa\u00eds, desde o in\u00edcio de sua atua\u00e7\u00e3o, o GT Brasil definiu como estrat\u00e9gia principal a instala\u00e7\u00e3o de redes estaduais de consumo seguro e sa\u00fade, promovendo a a\u00e7\u00e3o integrada de \u00f3rg\u00e3os locais com foco na defini\u00e7\u00e3o de objetivos comuns, no \u00e2mbito de suas compet\u00eancias legais, em especial das vigil\u00e2ncias sanit\u00e1rias, Procons e Ipems.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">A primeira rede foi formada ainda em 2011, no Rio Grande do Norte. Em 2012, foi a vez da Bahia. Outros Estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina tamb\u00e9m foram contemplados com a instala\u00e7\u00e3o das redes.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Em fevereiro de 2014, o Inmetro promoveu, em Salvador, na Bahia, um encontro com os dirigentes dos \u00f3rg\u00e3os delegados e superintend\u00eancias que comp\u00f5em a RBMLQ-I, voltado a estimular a forma\u00e7\u00e3o das redes locais. Nesse encontro foi produzido o documento que ficou conhecido como a \u201cCarta de Salvador\u201d. Infelizmente, naquele mesmo ano, o Governo Federal iniciou uma forte restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria que levou \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o da atividade e muitas das redes que haviam sido criadas foram descontinuadas. Delas, apenas as redes do Mato Grosso e da Bahia permaneceram ativas.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Em 2016, a Anvisa resgatou esse projeto e reiniciou a peregrina\u00e7\u00e3o do GT Brasil pelo pa\u00eds. Desde ent\u00e3o, novas 11 redes foram criadas. Em 2018, essa atividade foi colocada em stand by, com o objetivo de avaliar os resultados alcan\u00e7ados at\u00e9 o momento. Mas o fato \u00e9 que as redes estaduais de consumo seguro e sa\u00fade s\u00e3o uma realidade. Em 2017, o GT Brasil realizou uma pesquisa com as redes instaladas buscando identificar o grau de satisfa\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os que as comp\u00f5em com a proposta do trabalho integrado e complementar. Todas foram un\u00e2nimes em dizer que a proposta da rede \u00e9 positiva, por\u00e9m enfrentam problemas de continuidade com a falta de institucionaliza\u00e7\u00e3o do trabalho. A rotatividade dos servidores e dos dirigentes dos \u00f3rg\u00e3os tamb\u00e9m s\u00e3o uma dificuldade a ser enfrentada.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">As atividades definidas para 2018 foram, ent\u00e3o, distribu\u00eddas em quatro eixos de a\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li class=\"conteudo\">Sistemas de informa\u00e7\u00e3o\/Coleta de dados<\/li>\n<li class=\"conteudo\">Capacita\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li class=\"conteudo\">Institucionaliza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li class=\"conteudo\">Comunica\u00e7\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"conteudo\">Elas t\u00eam por objetivo dar mais consist\u00eancia \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do GT Brasil e, assim, promover a sua maior institucionaliza\u00e7\u00e3o e continuidade, bem como ampliar a participa\u00e7\u00e3o por meio de convite a outros \u00f3rg\u00e3os, como o Conselho Nacional de Sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Por\u00e9m, o foco principal do GT Brasil passa a ser a coleta de registros hospitalares que trazem informa\u00e7\u00f5es sobre acidentes provocados por produtos e servi\u00e7os inseguros e, com esse prop\u00f3sito, o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac) destaca-se como a principal ferramenta dispon\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"conteudo\"><strong>Quais s\u00e3o os dados dispon\u00edveis sobre registros hospitalares de acidentes de consumo? Como aprimor\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n<p class=\"conteudo\">A perspectiva do GT Brasil de coletar registros hospitalares de acidentes de consumo \u00e9 trabalhada desde 2013. Naquele ano, numa coopera\u00e7\u00e3o entre o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, foi lan\u00e7ado o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Acidentes de Consumo (SIAC), um sistema fechado, acess\u00edvel somente aos profissionais de sa\u00fade. Por\u00e9m, apesar de estar implementado e dos esfor\u00e7os empreendidos pela Senacon em capacitar esses profissionais, o n\u00famero de registros de acidentes de consumo permaneceu muito baixo.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Em 2014, com o envolvimento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, houve uma nova tentativa, por meio do Inqu\u00e9rito do VIVA (Vigil\u00e2ncia de Viol\u00eancias e Acidentes), um dos componentes do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (SINAN). Entretanto, apesar do elevado n\u00famero de entrevistas alcan\u00e7ado (cerca de 56 mil), com o objetivo de levantar informa\u00e7\u00f5es sobre as principais causas de viol\u00eancias e acidentes e partir delas promover pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, poucos (1,3%) foram os registros que identificaram um acidente de consumo. Al\u00e9m disso, n\u00e3o tivemos acesso a essas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Entre agosto de 2014 e julho de 2015, o Inmetro aprovou uma das bolsas Pronametro para um projeto que tinha como finalidade a coleta de registros hospitalares no Hospital Santa Teresa, em Petr\u00f3polis\/RJ, a partir da capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais de diferentes \u00e1reas, desde a triagem at\u00e9 os m\u00e9dicos que faziam os atendimentos. Entre janeiro de julho de 2015 foram identificados 99 registros de acidentes de consumo.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Em 2017, sete estabelecimentos de sa\u00fade que fazem parte da rede de consumo seguro e sa\u00fade da Bahia foram notificados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado da Bahia para encaminhar informa\u00e7\u00f5es sobre acidentes de consumo. Apenas o Hospital S\u00e3o Rafael identificou esses registros. Foram 26 no total, ao longo de 12 meses.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Todas essas iniciativas demonstram que h\u00e1 uma grande falta de compreens\u00e3o, por parte dos profissionais de sa\u00fade, do que \u00e9 um acidente de consumo. Nos EUA, a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a de Produtos de Consumo (CPSC) estima que, apenas em 2017, foram mais de 14 milh\u00f5es de visitas \u00e0s salas de emerg\u00eancias de v\u00edtimas de acidentes provocados por produtos de consumo. L\u00e1, os produtos que mais causam acidentes, de acordo com o Sistema Eletr\u00f4nico Nacional de Vigil\u00e2ncia de Les\u00f5es (National Electronic Injuty Surveillance System \u2013 NEISS) s\u00e3o: os brinquedos; equipamentos esportivos, como as bicicletas; o mobili\u00e1rio dom\u00e9stico, como camas, colch\u00f5es e cadeiras; e as escadas dom\u00e9sticas.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">A falta de compreens\u00e3o do conceito de um acidente de consumo por parte do profissional de sa\u00fade no Brasil leva \u00e0 subnotifica\u00e7\u00e3o. Com isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ter um cen\u00e1rio real dos gastos associados com o tratamento de v\u00edtimas desse tipo de acidente no pa\u00eds e nem dos produtos que mais causam acidentes. Podemos apenas supor quais s\u00e3o eles, mas essas s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o e \u00e9 com elas que trabalhamos.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Cabe destacar que todas essas informa\u00e7\u00f5es foram usadas para alimentar o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac) que continua sendo a principal base de dados nacional de les\u00f5es provocadas por produtos de consumo. Ou melhor, a \u00fanica em que podemos fazer os v\u00ednculos necess\u00e1rios entre o cen\u00e1rio em que o acidente ocorreu, a les\u00e3o e o produto que a provocou.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Recentemente, o Dr. Paulo Guimar\u00e3es, do Hospital das For\u00e7as Armadas, que participou da instala\u00e7\u00e3o da rede local de consumo seguro e sa\u00fade no Distrito Federal, se prop\u00f4s a capacitar os estudantes de Medicina da Liga Acad\u00eamica de Emerg\u00eancias M\u00e9dicas\/DF e iniciar a coleta dessas informa\u00e7\u00f5es. Temos boas expectativas que, de fato, pela primeira vez, desde a implanta\u00e7\u00e3o do SIAC, tenhamos uma a\u00e7\u00e3o concreta voltada para esse objetivo.<\/p>\n<p class=\"conteudo\"><strong>Como o GT-Brasil se articula internacionalmente?<\/strong><\/p>\n<p class=\"conteudo\">O GT Brasil Consumo Seguro e Sa\u00fade \u00e9 o representante do Brasil na Rede Consumo Seguro e Sa\u00fade das Am\u00e9ricas. O Brasil foi respons\u00e1vel pela concep\u00e7\u00e3o da Rede e pelas articula\u00e7\u00f5es que levaram ao seu lan\u00e7amento, em novembro de 2010, e permanece como protagonista nesse movimento dos pa\u00edses americanos na busca por estabelecer padr\u00f5es que n\u00e3o ofere\u00e7am risco \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 sa\u00fade dos consumidores do continente.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Na verdade, a forma\u00e7\u00e3o de blocos de pa\u00edses em torno de objetivos comuns \u00e9 algo que se percebe em todas as regi\u00f5es. Afinal de contas, n\u00e3o adianta um pa\u00eds se fortalecer internamente se aquele com quem faz fronteira n\u00e3o fizer o mesmo. No que diz respeito \u00e0 seguran\u00e7a de produtos de consumo, a preocupa\u00e7\u00e3o com a prote\u00e7\u00e3o do consumidor extrapola as fronteiras territoriais. A RCSS \u00e9 um exemplo disso, mas tamb\u00e9m existem outros f\u00f3runs para tratar de problemas que s\u00e3o comuns, como o Grupo de Trabalho sobre Seguran\u00e7a de Produtos de Consumo, coordenado pela Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para a Seguran\u00e7a e Sa\u00fade do Consumidor (ICPHSO) &#8211; maior f\u00f3rum internacional de seguran\u00e7a de produtos de consumo em atividade, que re\u00fane n\u00e3o s\u00f3 os reguladores, mas tamb\u00e9m representantes do setor produtivo, consumidores, laborat\u00f3rios, organismos de certifica\u00e7\u00e3o, profissionais da \u00e1rea do Direito, entre outros.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">O que se percebe, ao participarmos dos debates que ocorrem em n\u00edvel nacional, regional e internacional, \u00e9 que as preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas. \u00c9 verdade que alguns dos reguladores que participam desses f\u00f3runs demonstram possuir ferramentas de monitoramento mais evolu\u00eddas comparadas as que possu\u00edmos no Brasil. Aqui, pode-se dizer que a \u201ccultura da seguran\u00e7a de produtos\u201d ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 notado, por exemplo, pelo n\u00famero de recalls anunciados no Brasil (139 em 2017, sendo mais de 90% de ve\u00edculos automotivos) comparativamente \u00e0queles anunciados nos EUA (281, no mesmo per\u00edodo).<\/p>\n<p class=\"conteudo\">Nesses f\u00f3runs discute-se, por exemplo, a seguran\u00e7a dos produtos vendidos pela Internet. Existem a\u00e7\u00f5es concretas de comprometimento por parte dos grandes portais de vendas, como eBay e Amazon, voltadas \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de produtos seguros e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de recalls quando produtos inseguros s\u00e3o detectados. No Brasil, portais como o Mercado Livre, por exemplo, negam-se a prestar informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre os produtos que s\u00e3o expostos em suas p\u00e1ginas. Ou seja, o comportamento \u00e9 outro.<\/p>\n<p class=\"conteudo\">A \u201cInternet das Coisas\u201d (Internet of Things \u2013 IoT) \u00e9 outro tema que surgiu recentemente como mais uma preocupa\u00e7\u00e3o dos reguladores de seguran\u00e7a de produtos de consumo. Alguns produtos, como os brinquedos, por exemplo, conectam-se \u00e0 Internet. Como isso afeta a seguran\u00e7a do usu\u00e1rio? Isso, hoje, j\u00e1 \u00e9 debatido nesses f\u00f3runs. Aqui no Brasil ainda n\u00e3o se v\u00ea nenhum movimento nesse sentido. Por\u00e9m, ao fazermos parte desses f\u00f3runs, e o Inmetro possui assento em todos eles, estamos, obrigatoriamente, envolvidos e comprometidos com o rebatimento dessas preocupa\u00e7\u00f5es em n\u00edvel nacional. Ao monitorar ativamente essas tend\u00eancias e nos inserir nesses debates, podemos n\u00e3o s\u00f3 nos antecipar aos problemas, como aprender com os eventuais erros que esses pa\u00edses que est\u00e3o a nossa frente possam ter cometido. Portanto, as coopera\u00e7\u00f5es ocorrem, basicamente, por meio da troca de informa\u00e7\u00f5es e compartilhamento de experi\u00eancias.<\/p>\n<p class=\"conteudo\"><strong>Fonte:\u00a0Na Medida\u00a0Edi\u00e7\u00e3o 14 &#8211; junho de 2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rede Consumo Seguro e Sa\u00fade quer aprimorar registros hospitalares de acidentes com produtos de consumo Estudantes de Medicina da Liga Acad\u00eamica de Emerg\u00eancias M\u00e9dicas do Distrito Federal est\u00e3o sendo capacitados para identificar e coletar informa\u00e7\u00f5es sobre acidentes envolvendo produtos de consumo que geraram atendimentos nos nove hospitais em que atuam. 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