{"id":26363,"date":"2018-07-03T00:25:41","date_gmt":"2018-07-03T03:25:41","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=26363"},"modified":"2018-07-02T14:12:57","modified_gmt":"2018-07-02T17:12:57","slug":"salario-medio-nominal-do-funcionalismo-tem-aumento-de-420-em-18-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/07\/03\/salario-medio-nominal-do-funcionalismo-tem-aumento-de-420-em-18-anos\/","title":{"rendered":"Sal\u00e1rio m\u00e9dio nominal do funcionalismo tem aumento de 420% em 18 anos"},"content":{"rendered":"<section class=\"bg-gray-extra\">\n<div class=\"container container-full-width\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1\">\n<h4 class=\"txt-gray mb-0\">Vencimento m\u00e9dio dos servidores subiu bem acima da infla\u00e7\u00e3o, mas menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo, desde 2000. Mulheres t\u00eam renda menor que os homens. Participa\u00e7\u00e3o dos que t\u00eam n\u00edvel superior passa de 34% do total para 41%<small class=\"d-block mb-15 mb-xs-20\"><\/small><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section>\n<div class=\"container container-full-width mt-20 mb-20\">\n<div class=\"row divider-wrapper\">\n<div id=\"esquerda_8_12_1\" class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1 col-md-6 mb-35 js-tools-fixed-parent\">\n<article>\n<div class=\"txt-serif js-article-box article-box article-box-capitalize mt-15\">\n<div>\n<p>Em 2000, o sal\u00e1rio m\u00e9dio nominal do funcionalismo era de R$ 1.870,82. Subiu 420,5% at\u00e9 2018, para R$ 9.738,68. O percentual \u00e9 acima do \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no per\u00edodo, de 210,3%, mas inferior ao registrado no sal\u00e1rio m\u00ednimo, que era de R$ 151 e foi para R$ 954, alta de 531,7% no per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>\n<div>Os dados s\u00e3o do Informe de Pessoal, da Funda\u00e7\u00e3o Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Enap), com base no Painel Estat\u00edstico de Pessoal (PEP) do Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/div>\n<div id=\"fsk_splitbox_64_onscreen\" class=\"fsk_splitbox_64_onscreen\">\n<div id=\"fsk_splitbox_64\" class=\" fsk_splitbox_64\"><\/div>\n<\/div>\n<div>\u00a0\u201cFizemos uma compara\u00e7\u00e3o do poder de compra do sal\u00e1rio m\u00e9dio real de hoje, confrontando-o com o de 2000. No passado, os R$ 1,8 mil equivaleriam a R$ 5.659 atuais\u201d, apontou Fl\u00e1vio Cireno Fernandes, coordenador de Ci\u00eancia de Dados da Enap, respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"row ads ads__with-bg mb-35 mt-35 hidden-print p-0\">\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia salarial tem tamb\u00e9m a ver com mudan\u00e7as estruturais. Parte das fun\u00e7\u00f5es de n\u00edveis m\u00e9dio e fundamental foram gradualmente extintas no servi\u00e7o p\u00fablico federal. Com isso, houve\u00a0 aumento acelerado na escolaridade da for\u00e7a de trabalho. O quantitativo de servidores com n\u00edvel superior, ou mais, subiu cerca de 56%, de 2000 a 2018, de acordo com o Informe de Pessoal. No in\u00edcio dos anos 2000, 33,87% tinham ensino superior, agora s\u00e3o 40,62%. Com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, eram 5,85%. Passaram para 9,79%. O pessoal com mestrado representava 5,07% e, 18 anos depois, 7,62%. O maior salto foi no doutorado: em 2000, havia 2,70% com esse grau de instru\u00e7\u00e3o. Agora, 16,82% s\u00e3o doutores.<\/p>\n<figure id=\"attachment_26366\" aria-describedby=\"caption-attachment-26366\" style=\"width: 675px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/claudia.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-26366 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/claudia.jpg?resize=675%2C408\" alt=\"\" width=\"675\" height=\"408\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-26366\" class=\"wp-caption-text\">Claudia Luz avalia que, mesmo com distor\u00e7\u00f5es salariais entre homens e mulheres, falta de valoriza\u00e7\u00e3o das carreiras \u00e9 o principal problema(foto: Arthur Menescal\/Esp. CB\/D.A Press)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h3>Sal\u00e1rio m\u00e9dio<\/h3>\n<div>\n<p>O levantamento destaca que, quando se considera apenas os cargos de Dire\u00e7\u00e3o e Assessoramento Superiores (DAS) de 4 a 6 (acima de R$ 9,9 mil) e as Fun\u00e7\u00f5es Comissionadas do Poder Executivo (FCPE) 4 (R$ 5,9 mil), do total desses cargos, 18,17% est\u00e3o na Presid\u00eancia, 10,38% no Planejamento e 6,35%, na Fazenda. Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o ficaram com as fatias de 6,27% e 6,11%, respectivamente. O estudo aponta, ainda, que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia real do servidor federal, em 18 anos, avan\u00e7ou significativamente, mas os reajustes nem se comparam aos que foram dados ao sal\u00e1rio-m\u00ednimo, por exemplo.<\/p>\n<\/div>\n<div>\u00c9 na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica que est\u00e1 grande parte dos cargos de DAS de 1 a 6, com valores entre R$ 2.585,13 e R$ 16.215,22, pagos a 1.877 pessoas que exercem fun\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a. No Minist\u00e9rio da Fazenda, s\u00e3o 991 profissionais na mesma condi\u00e7\u00e3o. Logo em seguida, v\u00eam os minist\u00e9rios do Planejamento, com 949, o da Justi\u00e7a (917) e de Desenvolvimento Social (887). Al\u00e9m dessas retribui\u00e7\u00f5es pelos cargos para pessoal de dentro e de fora do servi\u00e7o p\u00fablico, os \u00f3rg\u00e3os ainda contam com as FCPE (de 1 a 4, de R$ 1,551,09 a 5.955,97), exclusivas para servidores. O Desenvolvimento Social \u00e9 o que tem mais (1.829). J\u00e1 a Fazenda conta com 1.792, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, com 1.214, o Planejamento, com 1.173, e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com 825.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para Oliomar Mendes de Souza, 58 anos, t\u00e9cnico de or\u00e7amento e planejamento h\u00e1 39, al\u00e9m dos motivos apontados pela Enap, as sucessivas crises econ\u00f4micas foram fundamentais para for\u00e7ar a demanda por trabalhadores mais bem preparados. \u201cCom os altos e baixos da economia desde os anos de 1990, que nos levou \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de quase 14 milh\u00f5es de desempregados, as pessoas se viram obrigadas a buscar especializa\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 bom. Mas, com isso, o n\u00edvel de dificuldade das provas aumentou. Mesmo nos concursos para n\u00edvel m\u00e9dio, acabam entrando os de grau superior. A concorr\u00eancia ficou desleal para quem n\u00e3o passou pela faculdade\u201d, disse. Em breve, segundo ele, os menos escolarizados perder\u00e3o espa\u00e7o no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cEm 2019, haver\u00e1 uma enxurrada de aposentadorias do pessoal do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE) que esperam apenas entrarem as gratifica\u00e7\u00f5es. Eles sair\u00e3o e n\u00e3o ser\u00e3o repostos\u201d, lembrou Oliomar Souza. Ele se referiu ao acordo assinado pelo \u201ccarreir\u00e3o\u201d com o governo, em 2016, que prev\u00ea incorpora\u00e7\u00e3o das gratifica\u00e7\u00f5es ao vencimento b\u00e1sico at\u00e9 2019, para evitar perda de cerca 50% da remunera\u00e7\u00e3o na aposentadoria.<\/div>\n<h3>Contrastes<\/h3>\n<div><\/div>\n<div>O motorista L\u00e1zaro Celeste Souza, 71, concursado desde 1981, \u00e9 um dos que recebem abono perman\u00eancia aguardando o governo cumprir o prometido. L\u00e1zaro lamentou por sua profiss\u00e3o estar praticamente extinta na Esplanada. \u201cAgora s\u00f3 tem terceirizados. Nessa idade, n\u00e3o quero ter perdas salariais. Vou esperar mais um pouquinho para sair com o que recebo na ativa\u201d, contou.<small class=\"txt-no-serif hidden-print\"><\/small><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Informe de Pessoal da Enap, por outro lado, mostra que, nem sempre, o saber representa ganhos maiores relativos. De acordo com o estudo, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o que tem mais servidores com ensino superior (20,93%) e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (67,88%). Seguido de Meio Ambiente (53,12% e 36,55%, respectivamente), Ci\u00eancia e Tecnologia (51,90% e 35,37%), Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (54,95% e 35,27%) e Defesa (43,16% e 14,95%). No entanto, os melhores sal\u00e1rios est\u00e3o no Minist\u00e9rio da Transpar\u00eancia, com 18,53% de pessoas ganhando entre R$ 6 mil e R$ 12 mil, e 79,77% delas com ganhos mensais acima de 12 mil. Esse \u00f3rg\u00e3o tem 88% com n\u00edvel superior e apenas 0,91%, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Na Fazenda, igualmente, 15,87% ganham at\u00e9 R$ 12 mil e 63,62%, acima desse valor. Mas apenas 0,29% dos servidores t\u00eam p\u00f3s e 80,35%, n\u00edvel superior. O da Educa\u00e7\u00e3o, campe\u00e3o em escolaridade, tem apenas 35,95% e 26,39%, respectivamente, entre os mais bem pagos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O levantamento ainda aponta que as mulheres continuam ganhando menos. Independentemente da escolaridade, elas t\u00eam maior presen\u00e7a nas faixas salariais menores, em compara\u00e7\u00e3o aos homens. \u201cContudo, com o aumento do n\u00edvel de escolaridade, essa diferen\u00e7a diminui, saindo de 24,25% a menos na faixa salarial de at\u00e9 R$ 6 mil at\u00e9 o ensino fundamental, para 4,8% no n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\u201d, aponta o Informe. No ensino fundamental, 16,17% das mulheres ganham entre R$ 6 mil e R$ 12 mil, contra 29,69% dos homens. Com ensino m\u00e9dio, apenas 1,54% ganham acima de R$ 12 mil, enquanto 6,95% deles est\u00e3o nessa faixa. Com escolaridade superior, s\u00e3o 28,11% das mulheres com mais de R$ 12 mil e 40,52% dos homens. Com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, s\u00e3o 34,34% e 42,22%, respectivamente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Cl\u00e1udia Luz, 51, servidora do Minist\u00e9rio da Cultura, disse que \u201cn\u00e3o \u00e9 feminista e n\u00e3o concorda com todas as pesquisas que mostram essas diferen\u00e7as\u201d. \u201cN\u00e3o enxergo essa realidade. Tenho cargo de coordena\u00e7\u00e3o, minha chefe \u00e9 mulher e tem muitas pessoas escolarizadas no minist\u00e9rio. Trabalho muito e tenho 32 anos de casa. O que acho \u00e9 que, no geral, n\u00e3o h\u00e1 valoriza\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico\u201d, destacou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Cr\u00e9dito: Vera Batista\/Blog do Servidor do Correio Braziliense &#8211; dispon\u00edvel na internet 03\/07q2018<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vencimento m\u00e9dio dos servidores subiu bem acima da infla\u00e7\u00e3o, mas menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo, desde 2000. Mulheres t\u00eam renda menor que os homens. Participa\u00e7\u00e3o dos que t\u00eam n\u00edvel superior passa de 34% do total para 41% Em 2000, o sal\u00e1rio m\u00e9dio nominal do funcionalismo era de R$ 1.870,82. 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