{"id":27762,"date":"2018-08-09T00:14:41","date_gmt":"2018-08-09T03:14:41","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=27762"},"modified":"2018-08-08T20:42:52","modified_gmt":"2018-08-08T23:42:52","slug":"stf-restabelece-decisao-do-stj-sobre-incidencia-de-juros-em-precatorio-fixados-em-sentenca-com-transito-em-julgado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/08\/09\/stf-restabelece-decisao-do-stj-sobre-incidencia-de-juros-em-precatorio-fixados-em-sentenca-com-transito-em-julgado\/","title":{"rendered":"STF restabelece decis\u00e3o do STJ sobre incid\u00eancia de juros em precat\u00f3rio fixados em senten\u00e7a com tr\u00e2nsito em julgado"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Por maioria de votos (4 a 3), o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento a embargos de diverg\u00eancia interpostos nos Recursos Extraordin\u00e1rios (REs) 540857 e 592869, que discutem a incid\u00eancia de juros de mora entre a data da expedi\u00e7\u00e3o e o efetivo pagamento de precat\u00f3rio. Relator dos dois embargos, o ministro Edson Fachin explicou que os efeitos decorrentes da coisa julgada (status da senten\u00e7a sobre a qual n\u00e3o cabe mais recurso), entre eles a incid\u00eancia de juros de mora, \u00e9 mat\u00e9ria de natureza infraconstitucional, devendo prevalecer a decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n<p>Ao negar recurso especial da Uni\u00e3o, o STJ assentou a imutabilidade da coisa julgada, uma vez que a senten\u00e7a de origem expressamente determinou a incid\u00eancia de juros morat\u00f3rios no per\u00edodo entre a data da expedi\u00e7\u00e3o e a do efetivo pagamento do precat\u00f3rio principal. Segundo Fachin, embora a coisa julgada tenha estatuto constitucional, no caso se trata de \u201cuma ponte\u201d entre este instituto e o conjunto dos seus efeitos. \u201cO STF tem entendido que \u00e9 infraconstitucional o debate acerca dos limites objetivos da coisa julgada\u201d, destacou. \u201cAinda que a Corte tenha firmado jurisprud\u00eancia no sentido da impossibilidade de cobran\u00e7a de juros de mora nas parcelas sucessivas do precat\u00f3rio durante o per\u00edodo previsto no par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 100 da Constitui\u00e7\u00e3o (S\u00famula Vinculante 17), a impugna\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo executivo pela Uni\u00e3o, nestes autos, foi tardia, deixando de utilizar os meios processuais dispon\u00edveis, tempor\u00e2neos e adequados, como, por exemplo, a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria\u201d, ressaltou em seu voto.<\/p>\n<p>Os embargos de diverg\u00eancia foram opostos contra ac\u00f3rd\u00e3o da Segunda Turma do STF que decidiu favoravelmente \u00e0 Uni\u00e3o, afastando a incid\u00eancia dos juros de mora entre as datas da expedi\u00e7\u00e3o e do pagamento do precat\u00f3rio judicial, conforme jurisprud\u00eancia do STF. Os embargantes alegaram que a decis\u00e3o n\u00e3o observou a exist\u00eancia de coisa julgada quanto aos juros a serem aplicados ao precat\u00f3rio e sustentaram ocorr\u00eancia de diverg\u00eancia da decis\u00e3o atacada com precedente da Primeira Turma (RE 504197), em que se julgou n\u00e3o ser poss\u00edvel alterar a forma de pagamento de juros morat\u00f3rios estabelecida em senten\u00e7a transitada em julgado. O relator foi acompanhado pelos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Rosa Weber e C\u00e1rmen L\u00facia (presidente). Ficaram vencidos os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n<p><strong>STF 09\/08\/2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria de votos (4 a 3), o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento a embargos de diverg\u00eancia interpostos nos Recursos Extraordin\u00e1rios (REs) 540857 e 592869, que discutem a incid\u00eancia de juros de mora entre a data da expedi\u00e7\u00e3o e o efetivo pagamento de precat\u00f3rio. 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