{"id":27854,"date":"2018-08-13T00:20:06","date_gmt":"2018-08-13T03:20:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=27854"},"modified":"2018-08-11T20:15:37","modified_gmt":"2018-08-11T23:15:37","slug":"perigo-de-noticias-falsas-e-mentiras-e-maior-hoje-do-que-jamais-foi-diz-historiador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/08\/13\/perigo-de-noticias-falsas-e-mentiras-e-maior-hoje-do-que-jamais-foi-diz-historiador\/","title":{"rendered":"Perigo de not\u00edcias falsas e mentiras \u00e9 maior hoje do que jamais foi."},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body\">\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">Foi a frase de uma jornalista na televis\u00e3o, dizendo que o s\u00e9culo 20 teve &#8220;mais mudan\u00e7as do que qualquer outro&#8221;, que fez com que o\u00a0historiador\u00a0brit\u00e2nico Ian Mortimer ficasse com a pulga atr\u00e1s da orelha. Ser\u00e1 mesmo?<\/p>\n<p>Para descobrir a resposta, ele se dedicou a catalogar, quantificar e estudar o impacto das principais mudan\u00e7as dos \u00faltimos mil anos de Hist\u00f3ria ocidental e como elas podem apontar caminhos para o futuro.<\/p>\n<p>O resultado da investiga\u00e7\u00e3o foi o livro\u00a0<i>S\u00e9culos de Transforma\u00e7\u00f5es<\/i>\u00a0(Ed. Record), rec\u00e9m-lan\u00e7ado no Brasil. Mas uma das principais observa\u00e7\u00f5es de Mortimer a respeito das li\u00e7\u00f5es que as mudan\u00e7as na\u00a0sociedade\u00a0nos deixaram s\u00f3 apareceu meses depois.<\/p>\n<p>&#8220;O perigo de\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/e7539dc8-5cfb-413a-b4fe-0ad77bc665aa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">not\u00edcias falsas<\/a>\u00a0e mentiras \u00e9 maior hoje do que era no passado. Acho que a verdade vai se tornar muito mais importante \u00e0 medida que o s\u00e9culo 21 avan\u00e7a&#8221;, afirmou \u00e0 BBC News Brasil, em entrevista por telefone.<\/p>\n<p>&#8220;Na Idade M\u00e9dia, por exemplo, a capacidade de disseminar not\u00edcias falsas era relativamente limitada porque os governos s\u00f3 falavam com nobres e com outros governantes, atrav\u00e9s de seus mensageiros. Com o advento da impress\u00e3o, isso se torna um problema maior e quando aparecem as estradas de ferro e os jornais, voc\u00ea come\u00e7a a afetar as vidas de muitas pessoas. Mas, hoje em dia, not\u00edcias podem afetar o mundo inteiro muito r\u00e1pido. A chance de que elas criem guerras \u00e9 grande.&#8221;<\/p>\n<p>Mas a mesma Internet que ajuda a espalhar informa\u00e7\u00f5es incorretas tamb\u00e9m ajuda a esclarec\u00ea-las. No passado, isso era bem mais dif\u00edcil e demorado. N\u00e3o seria mais f\u00e1cil criar uma guerra na Idade M\u00e9dia por um motivo falso do que \u00e9 hoje?<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas na Idade M\u00e9dia iam \u00e0 guerra por motivos mais pessoais. A religi\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o causava guerras, como muitos dizem. Ela era usada para justificar a guerra. E essas guerras afetavam mais diretamente os nobres do que as outras pessoas&#8221;, explica Mortimer, que \u00e9 membro da Real Sociedade de Hist\u00f3ria da Gr\u00e3-Bretanha e autor de mais de 20 livros de hist\u00f3ria, incluindo &#8220;guias para viajantes do tempo&#8221; da Idade M\u00e9dia e de outros per\u00edodos na Inglaterra.<\/p>\n<p>&#8220;Mas hoje, vemos o presidente dos EUA negando o aquecimento global e o Kremlin negando o envolvimento de agentes russos no envenenamento de pessoas no Reino Unido. Essas coisas aumentam muito a tens\u00e3o e podem ter consequ\u00eancias muito s\u00e9rias para a humanidade. N\u00e3o havia nada desse tipo nem na Idade M\u00e9dia nem no in\u00edcio da Idade Moderna.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Mania de Antiguidade&#8217;<\/h2>\n<p>A escolha por examinar a hist\u00f3ria do Ocidente se justifica, segundo Mortimer, porque foi a sociedade europeia que &#8220;espalhou seu estilo de vida pelo mundo&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14222\/production\/_102866428_horner0192.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/14222\/production\/_102866428_horner0192.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Ian Mortimer\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Historiador catalogou a evolu\u00e7\u00e3o social nos \u00faltimos mil anos no Ocidente e buscou responder qual s\u00e9culo teve mais transforma\u00e7\u00f5es.\u00a0Direito de imagem\u00a0RIC HORNER | DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&#8220;Na minha cabe\u00e7a, o que \u00e9 mais not\u00e1vel no s\u00e9culo 20 n\u00e3o \u00e9 tanto o que aconteceu aqui na Europa. Por exemplo, eu uso um terno que n\u00e3o \u00e9 muito diferente do que o do meu tatarav\u00f4 h\u00e1 100 anos, vivo numa casa como a dele e fa\u00e7o coisas semelhantes \u00e0s que ele fazia. Mas o impressionante \u00e9 que pessoas na China, no Brasil, tamb\u00e9m estejam usando esses ternos e vivendo nessas casas. O estilo de vida do Ocidente se tornou um estilo de vida global&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A escolha do autor, no entanto, deixou de fora civiliza\u00e7\u00f5es como a chinesa, que inventou o papel, o papel moeda, a p\u00f3lvora e muitos conceitos e objetos que revolucionaram as sociedade.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos entender que as inven\u00e7\u00f5es pontuais, tanto as de dentro quanto as de fora da Europa, n\u00e3o foram o que realmente mudou o mundo. \u00c9 o uso que aquela inven\u00e7\u00e3o acaba tendo e suas aplica\u00e7\u00f5es&#8221;, argumenta o historiador.<\/p>\n<p>&#8220;O exemplo que eu dou sobre isso \u00e9 a b\u00fassola, que foi criada no Ocidente no s\u00e9culo 12, mas n\u00e3o foi usada para a explora\u00e7\u00e3o internacional at\u00e9 o s\u00e9culo 15. S\u00f3 quando a necessidade apareceu dentro da sociedade \u00e9 que a inven\u00e7\u00e3o se tornou realmente poderosa. O papel moeda s\u00f3 passou a ser realmente aceito como moeda de troca quase mil anos depois de sua inven\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 essa percep\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a como algo mais lento e profundo que falta ao ensino de Hist\u00f3ria nas escolas, de acordo com Mortimer.<\/p>\n<p>Para ele, h\u00e1 uma &#8220;mania de Antiguidade&#8221; nos curr\u00edculos, que faz com que os professores se concentrem mais em fatos, datas e personalidades do que em mostrar aos alunos como a humanidade chegou at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil ensinar crian\u00e7as pequenas a entender a mudan\u00e7a, ent\u00e3o gostamos de falar dos romanos, do Renascimento e do s\u00e9culo 19, mas n\u00e3o mostramos como os s\u00e9culos acabam com coisas que ach\u00e1vamos que durariam para sempre.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Quando mudamos mais?<\/h2>\n<p>O s\u00e9culo 20 viu o surgimento da bomba at\u00f4mica, do avi\u00e3o, da internet, dos celulares e outras tecnologias. Mas elas seriam compar\u00e1veis, por exemplo, com o momento em que os espelhos foram inventados, no s\u00e9culo 16, e permitiram que nossos ancestrais finalmente soubessem exatamente qual era sua pr\u00f3pria apar\u00eancia? Ou com o fim da escravid\u00e3o, no s\u00e9culo 19?<\/p>\n<p>Afinal, se uma pessoa de hoje entrasse em uma m\u00e1quina do tempo e fosse parar em algum momento nos anos 1900, ela poderia se virar bem. Os idiomas, em geral, eram parecidos com o que se fala hoje, era poss\u00edvel se locomover com trens ou bicicletas e boa parte da comida tamb\u00e9m seria familiar. Mas se essa pessoa vai parar nos anos 1800, as coisas seriam bem diferentes.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 1860px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/349A\/production\/_102866431_gettyimages-613116370.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/349A\/production\/_102866431_gettyimages-613116370.jpg?resize=696%2C603&#038;ssl=1\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de livro do s\u00e9culo 19\" width=\"696\" height=\"603\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Para brit\u00e2nico, espalhar not\u00edcias falsas j\u00e1 era um problema em s\u00e9culos anteriores, mas tem um potencial maior de causar tens\u00e3o e conflitos hoje.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Para comparar o quanto cada s\u00e9culo representou em termos de evolu\u00e7\u00e3o social, Mortimer examinou o avan\u00e7o que cada per\u00edodo conseguiu em categorias como ter as necessidades b\u00e1sicas de alimenta\u00e7\u00e3o e abrigo atendidas, ter seguran\u00e7a em per\u00edodos de guerra e de paz, ter sa\u00fade etc.<\/p>\n<p>O veredito, ap\u00f3s um ano de pesquisa, acabou confirmando a afirma\u00e7\u00e3o da jornalista na TV, e que levou o brit\u00e2nico a essa jornada pelas transforma\u00e7\u00f5es humanas. O s\u00e9culo 20 foi o que testemunhou mais mudan\u00e7as na maioria das categorias.<\/p>\n<p>Mas algumas conclus\u00f5es surpreendem: o s\u00e9culo 16 teve a maior queda em \u00edndice de assassinatos &#8211; o que fez com que as pessoas estivessem mais seguras nos locais onde viviam, em tempos de paz. Por outro lado, o mesmo s\u00e9culo teve um aumento agudo da intoler\u00e2ncia e do preconceito de ra\u00e7a, de religi\u00e3o e de g\u00eanero.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/82BA\/production\/_102866433_gettyimages-986641690.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/82BA\/production\/_102866433_gettyimages-986641690.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Cidadezinha de Mora de Rubielos, na Espanha\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Papel de pequenas comunidades na qualidade de vida das pessoas \u00e9 uma das li\u00e7\u00f5es mais importantes que o passado pode deixar para o presente e o futuro, diz Mortimer.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p><strong>A import\u00e2ncia das<\/strong><strong>\u00a0pequenas<\/strong><strong>\u00a0comunidades<\/strong><\/p>\n<p>Para Ian Mortimer, o trabalho de comparar s\u00e9culos em rela\u00e7\u00e3o a suas mudan\u00e7as \u00e9 importante para aprendermos com erros e acertos do passado. Mas a maior li\u00e7\u00e3o tirada da Hist\u00f3ria pode ser algo bem mais simples: o valor das comunidades.<\/p>\n<p>&#8220;Os transportes r\u00e1pidos como os trens, por exemplo, destru\u00edram comunidades rurais e pequenas cidades, porque tudo come\u00e7ou a acontecer ao redor da cidade grande. Mas se volt\u00e1ssemos a enfatizar as comunidades e nos interesses locais, ter\u00edamos mais pessoas ajudando-se mutuamente a crescer&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Foi assim, com a coloca\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos de pequenas cidades, que a sociedade se medicalizou no s\u00e9culo 17, e passou a ter uma atitude diferente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, que ia al\u00e9m de apenas rezar para Deus. Pode-se dizer o mesmo sobre as pol\u00edcias comunit\u00e1rias. Elas ajudam mais as pessoas a saberem como se comportar do que uma for\u00e7a policial impessoal que vem de fora interferir.&#8221;<\/p>\n<p>A humanidade, no entanto, tem a mania de s\u00f3 aprender essas li\u00e7\u00f5es quando j\u00e1 \u00e9 um pouco tarde para alterar os rumos da Hist\u00f3ria, diz o brit\u00e2nico. Por isso, olhar para a passagem do tempo tamb\u00e9m teve o efeito colateral de diminuir o seu otimismo sobre o futuro.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o acho que teremos um bom futuro, mas acho que encontraremos uma maneira de fazer o mesmo que fazemos h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. Vamos continuar brigando, espalhando doen\u00e7as, tendo um sistema de classes com pessoas muito ricas e pessoas muito pobres. Tenho certeza que a vida vai continuar se virando como faz h\u00e1 s\u00e9culos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8220;Em certo sentido, isso \u00e9 ser um pouco otimista. A natureza humana n\u00e3o vai mudar, mas tenho f\u00e9 que pelo menos os padr\u00f5es de vida que muitos de n\u00f3s tiveram pelos \u00faltimos 100 ou 200 anos ainda ser\u00e3o os mesmos para nossos tataranetos. Talvez at\u00e9 um pouco al\u00e9m deles.&#8221;<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Camilla Costa da<\/span><span class=\"byline__title\">\u00a0BBC News Brasil em S\u00e3o Paulo &#8211; dispon\u00edvel na internet 13\/08\/2018<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi a frase de uma jornalista na televis\u00e3o, dizendo que o s\u00e9culo 20 teve &#8220;mais mudan\u00e7as do que qualquer outro&#8221;, que fez com que o\u00a0historiador\u00a0brit\u00e2nico Ian Mortimer ficasse com a pulga atr\u00e1s da orelha. Ser\u00e1 mesmo? 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