{"id":28132,"date":"2018-08-20T00:07:23","date_gmt":"2018-08-20T03:07:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=28132"},"modified":"2018-08-19T19:49:14","modified_gmt":"2018-08-19T22:49:14","slug":"importancia-do-brasil-na-biodiversidade-mundial-e-maior-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/08\/20\/importancia-do-brasil-na-biodiversidade-mundial-e-maior-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Import\u00e2ncia do Brasil na biodiversidade mundial \u00e9 maior do que se pensava."},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">Quase um quarto de todos os peixes de \u00e1gua doce do mundo &#8211; mais precisamente 23% &#8211; est\u00e3o nos rios\u00a0brasileiros. Assim como 16% das aves do planeta, 12% dos mam\u00edferos e 15% de todas as\u00a0esp\u00e9cies de animais e plantas.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros est\u00e3o sendo compilados pela primeira vez por\u00a0cientistas\u00a0brasileiros ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do\u00a0<a class=\"story-body__link-external\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-018-0301-1\">estudo<\/a><i>\u00a0O futuro dos ecossistemas tropicais hiperdiversos<\/i>, divulgado no final de julho na revista Nature.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 imagin\u00e1vamos que o Brasil tinha essa quantidade de esp\u00e9cies, mas os n\u00fameros exatos estavam espalhados em bases de dados muito diferentes pelo mundo. \u00c9 uma combina\u00e7\u00e3o de dados \u00fanica&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil a bi\u00f3loga Joice Ferreira, da Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental, que participou do estudo e lidera os esfor\u00e7os para compilar os dados brasileiros.<\/p>\n<p>&#8220;A condi\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 muito \u00fanica, mas, nas discuss\u00f5es pol\u00edticas, o papel que o pa\u00eds tem na biodiversidade mundial \u00e9 pouco consider\u00e1vel. Precisamos de um conjunto de pol\u00edticas muito mais fortes e atuantes para lidar com essa biodiversidade.&#8221;<\/p>\n<p>O estudo, realizado por um grupo de 17 cientistas, incluindo quatro brasileiros, \u00e9 a maior revis\u00e3o de dados sobre a biodiversidade nos tr\u00f3picos, segundo o bi\u00f3logo marinho, zo\u00f3logo e bot\u00e2nico brit\u00e2nico Jos Barlow, da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, que liderou a pesquisa.<\/p>\n<p>&#8220;Sempre soubemos que a regi\u00e3o era importante. Mas encontramos n\u00fameros surpreendentes. Mostramos, por exemplo, que 91% de todos os p\u00e1ssaros do mundo passam ao menos parte de suas vidas nos tr\u00f3picos. Isso \u00e9 incr\u00edvel&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tamb\u00e9m fiquei impressionado com o fato de o Brasil ser respons\u00e1vel por um quarto dos peixes de \u00e1gua doce. Geralmente, esses ecossistemas s\u00e3o ignorados.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1376B\/production\/_103032797_amazonforest2creditadamronan.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1376B\/production\/_103032797_amazonforest2creditadamronan.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Floresta amaz\u00f4nica\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Os ecossistemas tropicais \u2013 florestas, savanas, rios e lagos e recifes de coral \u2013 concentram mais de tr\u00eas quartos das esp\u00e9cies do planeta.\u00a0Direito de imagem\u00a0ADAM RONAN<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Perda acelerada de esp\u00e9cies tropicais<\/h2>\n<p>No estudo, a equipe internacional de cientistas alerta para o fato de que a falta de a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e monitoramento dos ecossistemas tropicais pode causar, em breve, uma perda sem precedentes de esp\u00e9cies &#8211; muitas das quais sequer s\u00e3o conhecidas.<\/p>\n<p>Os ecossistemas tropicais &#8211; florestas, savanas, lagos e rios e recifes de coral &#8211; cobrem 40% do planeta, mas abrigam mais de tr\u00eas quartos (78%) de todas as esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, desses ecossistemas dependem as vidas de centenas de milhares de pessoas. Os recifes de coral, por exemplo, s\u00e3o respons\u00e1veis pela subsist\u00eancia e pela prote\u00e7\u00e3o de mais de 200 milh\u00f5es, apesar de s\u00f3 cobrirem 0,1% dos oceanos.<\/p>\n<p>Em todos esses locais, dizem os pesquisadores, a flora e a fauna sofrem a &#8220;amea\u00e7a dupla&#8221; das atividades humanas, como o desmatamento e a pesca predat\u00f3ria em excesso, e de ondas cada vez mais frequentes de calor, causadas pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>&#8220;A maior parte dos cientistas foca em apenas um bioma. Mas n\u00f3s mostramos que todos os ecossistemas tropicais est\u00e3o sofrendo dos mesmos problemas&#8221;, diz Barlow.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1858B\/production\/_103032799_yellowtreefrogbrazil_credit_alexanderlees.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1858B\/production\/_103032799_yellowtreefrogbrazil_credit_alexanderlees.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Sapo amarelo brasileiro\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cies nos tr\u00f3picos podem ser perdidas em breve por causa da atividade humana e do aquecimento global, mas s\u00e3o menos &#8216;lembradas&#8217; do que as de regi\u00f5es polares, segundo pesquisadores.\u00a0Direito de imagem\u00a0ALEXANDER LEES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&#8220;Quando falamos em mudan\u00e7a clim\u00e1tica, falamos muito do seu impacto nas regi\u00f5es polares, mas isso est\u00e1 devastando os tr\u00f3picos. E o mundo parece ter dado um passo atr\u00e1s no que se refere ao compromisso com a\u00e7\u00f5es relacionadas ao meio ambiente.&#8221;<\/p>\n<p>Para Joice Ferreira, da Embrapa, tamb\u00e9m \u00e9 preciso considerar que a maior parte dos pa\u00edses tropicais s\u00e3o regi\u00f5es mais pobres, com menor capacidade de pesquisa.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa regi\u00e3o alimenta todas as outras do mundo com recursos naturais, mas a maior parte das pesquisas sobre os tr\u00f3picos \u00e9 liderada por pa\u00edses desenvolvidos&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8220;Isso nos coloca numa situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, porque temos uma capacidade menor de resposta \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Estamos colocando em risco um n\u00famero muito grande de esp\u00e9cies.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Dificuldade para catalogar dados no Brasil<\/h2>\n<p>Segundo Barlow, um dos principais problemas das regi\u00f5es tropicais \u00e9 a falta de investimento na coleta e na cataloga\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. Ou seja, sequer sabemos tudo o que est\u00e1 em perigo com o aumento das temperaturas globais.<\/p>\n<p>Atualmente, cerca de 20 mil novas esp\u00e9cies s\u00e3o descobertas no mundo a cada ano. Mas, nesse ritmo, os pesquisadores estimam que seriam necess\u00e1rios pelo menos 300 anos para catalogar toda a biodiversidade do planeta.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2A47\/production\/_103032801_gettyimages-968476550.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2A47\/production\/_103032801_gettyimages-968476550.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Coruja-buraqueira\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">O Brasil tem 16% das aves de todo o planeta; 91% das aves do mundo passa ao menos parte da vida nos tr\u00f3picos.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&#8220;Descrever novas esp\u00e9cies tem que ser um trabalho colaborativo global, com pesquisadores tendo acessos a recursos e esp\u00e9cimes em muitos museus e cole\u00e7\u00f5es. Mas tudo isso \u00e9 dificultado pela burocracia excessiva &#8211; algo que o Brasil conhece muito bem&#8221;, diz o brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Ferreira diz que ainda falta no Brasil um programa &#8220;abrangente e integrado de avalia\u00e7\u00e3o da biodiversidade&#8221;. A maior parte das pesquisas, ela afirma, s\u00e3o feitas em locais de f\u00e1cil acesso &#8211; como a beira dos rios e as margens de estradas &#8211; e na regi\u00e3o Sudeste, onde se concentra a maior parte dos pesquisadores.<\/p>\n<p>&#8220;Tentamos aos trancos e barrancos cumprir as metas internacionais, mas \u00e9 tudo muito grosseiro e gen\u00e9rico. Num pa\u00eds muito menor como o Reino Unido, se conhece a fauna e a flora de cada quil\u00f4metro do pa\u00eds&#8221;, compara.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos fazer programas de monitoramento amplo em todos os biomas brasileiros e programas de conserva\u00e7\u00e3o nos outros biomas, al\u00e9m da Amaz\u00f4nia. Mas o que vemos \u00e9 justamente o contr\u00e1rio disso, um corte massivo de financiamento para ci\u00eancia e tecnologia, especialmente nos recursos humanos.&#8221;<\/p>\n<p>Em 2014, o governo brasileiro criou o\u00a0Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), uma esp\u00e9cie de atlas das esp\u00e9cies do pa\u00eds, ligado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC). A iniciativa, no entanto, avan\u00e7a a passos lentos na tarefa de catalogar apenas o que j\u00e1 se sabe sobre a fauna e a flora nativas.<\/p>\n<p>&#8220;Nunca chegamos numa amostragem de toda a biodiversidade espacial. O territ\u00f3rio brasileiro \u00e9 grande demais, nunca tivemos investimento com regularidade suficiente e os programas de pesquisa nunca se preocuparam em tra\u00e7ar uma estrat\u00e9gia que abrangesse o territ\u00f3rio todo&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil a bi\u00f3loga Andrea Nunes, coordenadora de biomas do MCTIC e diretora geral do SiBBr.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E94B\/production\/_103032795_gettyimages-617885406.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E94B\/production\/_103032795_gettyimages-617885406.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"On\u00e7a brasileira\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Sistema de cataloga\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira tem cerca de 15 milh\u00f5es de registros, mas falta financiamento e cultura de compartilhamento de dados, diz bi\u00f3loga.\u00a0Direito de imagem\u00a0LEONARDO MER\u00c7ON | GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>O principal obst\u00e1culo encontrado pelo sistema \u00e9 justamente a dificuldade de convencer os pesquisadores a registrarem, uma por uma, todas as esp\u00e9cies que j\u00e1 pesquisaram.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil n\u00e3o tem cultura de compartilhamento de dados. Esse problema come\u00e7a pela pr\u00f3pria academia, que usa dados de biodiversidade para a publica\u00e7\u00e3o de teses de mestrado, doutorado, e quase joga esses dados fora. Muitos pesquisadores acham que faz parte desse trabalho deles compartilhar esses dados prim\u00e1rios&#8221;, afirma a diretora.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, o MCTIC apoiava as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa pagando bolsistas para estruturar os dados e alimentar o sistema. H\u00e1 cerca de um ano e meio, n\u00e3o podemos mais oferecer essa ajuda.&#8221;<\/p>\n<p>Nunes estima que, atualmente, o SiBBr tenha cerca de 15 milh\u00f5es de esp\u00e9cies em sua base de dados. Mas s\u00f3 nas seis principais cole\u00e7\u00f5es do Brasil &#8211; ou seja, nas institui\u00e7\u00f5es como a Funda\u00e7\u00e3o Osvaldo Cruz (Fiocruz), O Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa) e o Museu de Zoologia de S\u00e3o Paulo &#8211; pode haver at\u00e9 40 milh\u00f5es de registros.<\/p>\n<p>&#8220;Imagine que essas cole\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o foram completamente catalogadas no nosso sistema, e que o Brasil tem mais de 300 cole\u00e7\u00f5es do tipo. Ningu\u00e9m sabe o n\u00famero total de registros de esp\u00e9cies que temos. At\u00e9 porque pode haver muita coisa duplicada&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Camilla Costa d<\/span><span class=\"byline__title\">a BBC News Brasil em S\u00e3o Paulo &#8211; dispon\u00edvel na internet\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase um quarto de todos os peixes de \u00e1gua doce do mundo &#8211; mais precisamente 23% &#8211; est\u00e3o nos rios\u00a0brasileiros. Assim como 16% das aves do planeta, 12% dos mam\u00edferos e 15% de todas as\u00a0esp\u00e9cies de animais e plantas. 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