{"id":28593,"date":"2018-09-01T03:38:06","date_gmt":"2018-09-01T06:38:06","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=28593"},"modified":"2018-09-01T07:45:46","modified_gmt":"2018-09-01T10:45:46","slug":"juizes-e-procuradores-se-opoem-a-acordo-para-fim-de-penduricalhos-em-salarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/09\/01\/juizes-e-procuradores-se-opoem-a-acordo-para-fim-de-penduricalhos-em-salarios\/","title":{"rendered":"Ju\u00edzes e procuradores se op\u00f5em a acordo para fim de &#8216;penduricalhos&#8217; em sal\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">Associa\u00e7\u00f5es de ju\u00edzes e procuradores que defendem em a\u00e7\u00f5es no Supremo Tribunal Federal (<strong>STF<\/strong>) o\u00a0<strong>pagamento de aux\u00edlio-moradia \u00e0s categorias<\/strong>\u00a0veem com ressalvas o acordo que o governo federal informa ter feito com a Corte para\u00a0<strong>a extin\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio em troca do reajuste salarial de 16,38%.<\/strong><\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 main-news\">\n<div id=\"pw-P_1.2482780\" class=\"pw-container\">\n<div id=\"sw-P_1.2482780\" class=\"pw-container\">\n<div class=\"row n--noticia__body\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-content col-center\">\n<div class=\"box area-select\">\n<div class=\"n--noticia__content content\">\n<p>Os presidentes da Associa\u00e7\u00e3o dos Ju\u00edzes Federais do Brasil (<strong>Ajufe<\/strong>) e da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores da Rep\u00fablica (ANPR) entendem que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ao governo ou mesmo a ministros isoladamente garantir o resultado da vota\u00e7\u00e3o sobre aux\u00edlio-moradia quando as a\u00e7\u00f5es sobre o tema forem julgadas.<\/p>\n<p>&#8220;O Supremo pode pautar o aux\u00edlio-moradia, mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer que o STF se comprometeu a julgar isso de forma A ou B. Juridicamente, h\u00e1 uma tese que est\u00e1 sendo debatida. Nenhum ministro vai assumir compromisso de julgar em um sentido ou no outro&#8221;, disse Fernando Mendes, presidente da Ajufe.<\/p>\n<p>&#8220;Agora, se houve reuni\u00e3o como foi noticiado e isso \u00e9 um fato j\u00e1 p\u00fablico, e est\u00e1 num contexto de que o ministro Toffoli vai assumir a presid\u00eancia, e, se ele assumiu o compromisso de levar isso a julgamento, vamos defender nosso posicionamento e n\u00e3o tem receio que essa quest\u00e3o seja analisada&#8221;, disse Mendes.<\/p>\n<p>O presidente da ANPR, Jos\u00e9 Robalinho Cavalcanti, enxerga a situa\u00e7\u00e3o de maneira semelhante. &#8220;No m\u00e1ximo, o que pode se comprometer \u00e9 a pautar, mas n\u00e3o ao resultado&#8221;, disse.\u00a0 &#8220;N\u00e3o se negocia em nome do plen\u00e1rio, dizendo que o plen\u00e1rio vai derrubar isso ou aquilo. O que pode \u00e9 o ministro Luiz Fux liberar, e o pr\u00f3ximo presidente, ministro Dias Toffoli, pautar para o plen\u00e1rio&#8221;, afirmou Robalinho.<\/p>\n<p>O pagamento do aux\u00edlio-moradia, no valor de R$ 4,3 mil, j\u00e1 tinha previs\u00e3o em algumas hip\u00f3teses, mas foi estendido a magistrados e procuradores com base em liminares do ministro Luiz Fux e resolu\u00e7\u00f5es aprovadas pelos conselhos nacionais de Justi\u00e7a (CNJ) e do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP).<\/p>\n<p>O presidente da ANPR destaca que, se as liminares do ministro Fux ca\u00edrem, isso n\u00e3o extinguir\u00e1 o pagamento como um todo. V\u00e1rios Estados t\u00eam leis que permitem pagamento a ju\u00edzes estaduais, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8220;Decidir que s\u00f3 a magistratura federal deixaria de receber, mas manter nos Estados, n\u00e3o acabaria com problema fiscal e seria injusto com magistrados federais&#8221;, disse Robalinho.<\/p>\n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong>O presidente da Ajufe, Fernando Mendes, afirmou tamb\u00e9m que \u00e9 contra a an\u00e1lise isolada da a\u00e7\u00e3o que questiona o pagamento de aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, pautada para o dia 12 de setembro. Para ele, os julgamentos sobre verbas de remunera\u00e7\u00e3o ou indeniza\u00e7\u00e3o de magistrados devem ser analisadas em conjunto para que se evitem &#8220;distor\u00e7\u00f5es&#8221;. Segundo fontes no governo, foi acordado com o STF acabar tamb\u00e9m com o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00f5es t\u00eam conversado com ministros do Supremo sobre o julgamento, defendendo a posi\u00e7\u00e3o de que o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, atualmente concedido com base em uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), deve ser mantido. O CNJ estendeu aos magistrados, pelo crit\u00e9rio da simetria, o pagamento que era previsto a procuradores de acordo com a lei espec\u00edfica sobre os vencimentos da categoria. A OAB entrou com a\u00e7\u00e3o afirmando que o pagamento de R$ 910,08 mensais deve ser extinto porque n\u00e3o tem previs\u00e3o legal.<\/p>\n<p>Embora diga que n\u00e3o quer adiar a vota\u00e7\u00e3o, o presidente da Ajufe afirmou que \u00e9 interessante haver aprecia\u00e7\u00e3o conjunta sobre diversos tipos de benef\u00edcios. &#8220;O que estamos defenderndo: se o STF entender que \u00e9 necess\u00e1rio reavaliar o modelo de remunera\u00e7\u00e3o de magistrado, que fa\u00e7a em conjunto. Estamos defendendo julgamento conjunto, agora ou depois&#8221;, disse Mendes.<\/p>\n<p>Mas, no cen\u00e1rio que se desenha, com sinaliza\u00e7\u00f5es no Supremo de que as a\u00e7\u00f5es sobre aux\u00edlio-moradia s\u00f3 devem ser julgadas depois de o Congresso votar o reajuste salarial, a hip\u00f3tese de deixar para analisar o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o em conjunto com outros benef\u00edcios demandaria o adiamento da vota\u00e7\u00e3o prevista para 12 de setembro, \u00faltimo dia em que a pauta \u00e9 controlada pela ministra C\u00e1rmen L\u00facia. A presidente do STF passar\u00e1 o comando para Dias Toffoli no dia seguinte.<\/p>\n<p>&#8220;Ou o STF vai discutir o modelo de remuner\u00e7\u00e3o da magistratura como um todo ou vai ficar mexendo pontualmente criando distor\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Fernando Mendes.<\/p>\n<p>Segundo ele, a distor\u00e7\u00e3o seria, por exemplo, permitir que o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o continue sendo feito nos Estados em que h\u00e1 previs\u00e3o na lei.<\/p>\n<p>&#8220;As magistraturas dos Estados t\u00eam lei pr\u00f3pria que regulamenta os pagamentos. Para a magistratura da Uni\u00e3o, o aux\u00edlio foi regulamentado pelo CNJ. Se o STF disser que o CNJ n\u00e3o pode regulamentar, deixa os ju\u00edzes da Uni\u00e3o de receber, mas segue havendo pagamento nos Estados&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da ANPR, Jos\u00e9 Robalinho Cavalcanti, o julgamento sobre aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o amea\u00e7a a categoria de procuradores, porque a discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se o pagamento \u00e9 constitucional ou n\u00e3o, mas se pode ou n\u00e3o ser aplicado o crit\u00e9rio da simetria \u2014 de acordo com o qual, se vale para procurador, vale para juiz.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Breno Pires, O Estado de S.Paulo &#8211; dispon\u00edvel na internet 01\/09\/2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associa\u00e7\u00f5es de ju\u00edzes e procuradores que defendem em a\u00e7\u00f5es no Supremo Tribunal Federal (STF) o\u00a0pagamento de aux\u00edlio-moradia \u00e0s categorias\u00a0veem com ressalvas o acordo que o governo federal informa ter feito com a Corte para\u00a0a extin\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio em troca do reajuste salarial de 16,38%. 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