{"id":29384,"date":"2018-09-25T00:35:34","date_gmt":"2018-09-25T03:35:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29384"},"modified":"2018-09-25T03:50:58","modified_gmt":"2018-09-25T06:50:58","slug":"eleicoes-2018-as-estrategias-dos-presidenciaveis-para-a-reta-final-da-campanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/09\/25\/eleicoes-2018-as-estrategias-dos-presidenciaveis-para-a-reta-final-da-campanha\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es 2018: as estrat\u00e9gias dos presidenci\u00e1veis para a reta final da campanha"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body\">\n<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\">Apenas duas semanas separam os brasileiros do 1\u00ba turno das\u00a0elei\u00e7\u00f5es de 2018. Para os dias que ainda restam da disputa presidencial, os candidatos est\u00e3o terminando de calibrar suas diferentes estrat\u00e9gias para tentar uma vaga no prov\u00e1vel segundo turno.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p>Preso a uma cama de hospital at\u00e9 segunda ordem,\u00a0Jair Bolsonaro (PSL)\u00a0lidera as pesquisas e pretende surfar na popularidade j\u00e1 conquistada, enquanto tenta conter declara\u00e7\u00f5es pol\u00eamicas de pessoas em seu entorno. Em segundo lugar na disputa,\u00a0Fernando Haddad (PT)\u00a0planeja continuar viajando a Curitiba (PR) para refor\u00e7ar sua liga\u00e7\u00e3o com seu padrinho pol\u00edtico, o\u00a0ex-presidente Lula, hoje preso na carceragem da Superintend\u00eancia da Pol\u00edcia Federal no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>No pelot\u00e3o logo abaixo na inten\u00e7\u00e3o de votos, segundo as pesquisas mais recentes,\u00a0Ciro Gomes (PDT)\u00a0e\u00a0Geraldo Alckmin (PSDB)\u00a0almejam seguir a t\u00e1tica de discursar contra a polariza\u00e7\u00e3o entre o petista e o ex-capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Tucano e pedetista devem passar mais tempo em S\u00e3o Paulo nas pr\u00f3ximas semanas, mas por motivos diferentes: Alckmin precisa refor\u00e7ar sua vota\u00e7\u00e3o no Estado onde foi governador por quatro vezes; j\u00e1 Ciro Gomes quer permanecer na cidade que sediar\u00e1 os pr\u00f3ximos debates presidenciais na TV. A equipe de Ciro considera que ele tem se sa\u00eddo bem neste tipo de disputa televisiva.<\/p>\n<p>Em queda livre na prefer\u00eancia do eleitorado, Marina Silva (Rede) assumiu postura mais agressiva contra seus principais concorrentes &#8211; principalmente Bolsonaro, o PT e o PSDB. A candidata continuar\u00e1 apostando em eleitores indecisos &#8211; principalmente mulheres, e sobretudo as de baixa renda. Nos pr\u00f3ximos dias, deve concentrar suas agendas em S\u00e3o Paulo e no Rio. No fim de semana da vota\u00e7\u00e3o, vai a Rio Branco (AC), onde vota.<\/p>\n<p>Na \u00faltima pesquisa do instituto Datafolha, publicada na quinta-feira, Jair Bolsonaro aparece isolado no primeiro lugar, com 28% das inten\u00e7\u00f5es de voto. Fernando Haddad est\u00e1 em 2\u00ba, com 16%. Bolsonaro e o petista cresceram nos \u00faltimos tr\u00eas levantamentos do Datafolha: h\u00e1 um m\u00eas, em 22 de agosto, Bolsonaro tinha 22% do eleitorado, e Haddad apenas 4%. Neste per\u00edodo, Alckmin manteve os mesmos 9%, e Marina caiu de 16% para os atuais 7%. Ciro Gomes est\u00e1 parado em 13% desde o levantamento de 10 de setembro do Datafolha.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape no-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/83A9\/production\/_103550733__103046214_promo_brasil_elections-nc.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/83A9\/production\/_103550733__103046214_promo_brasil_elections-nc.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o representa pessoa votando em elei\u00e7\u00f5es brasileiras\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o representa pessoa votando em elei\u00e7\u00f5es brasileiras -Direito de imagem\u00a0BBC\/CECILIA TOMBESI<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Diante das curvas ascendentes de Haddad e Bolsonaro, e das tend\u00eancias de queda ou estagna\u00e7\u00e3o dos advers\u00e1rios, \u00e9 poss\u00edvel afirmar com certeza que apenas o ex-capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito e o ex-prefeito petista de S\u00e3o Paulo t\u00eam chances de chegar ao segundo turno?<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico e professor do Insper Carlos Melo, n\u00e3o necessariamente. \u00c9 improv\u00e1vel &#8211; mas n\u00e3o imposs\u00edvel &#8211; que candidatos como Ciro, Alckmin ou at\u00e9 Marina consigam dar a volta por cima antes de 7 de outubro.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2014, mais ou menos nesta \u00e9poca, eu estava na mesa de um evento com um colega, um analista pol\u00edtico respeitado, e ele disse que a Marina Silva estava eleita (para o 2\u00ba turno com Dilma Rousseff, do PT). Argumentava ele que, em 90% das situa\u00e7\u00f5es em que um candidato chega a esta altura da campanha com aquela inten\u00e7\u00e3o de voto, acaba eleito. E ela, como se sabe, n\u00e3o foi&#8221;, relembra o professor do Insper e colunista do site de not\u00edcias UOL.<\/p>\n<p>Em setembro de 2014, Marina Silva (ent\u00e3o candidata pelo PSB) dividia a lideran\u00e7a da disputa com Dilma Rousseff (PT). A ex-presidente petista tinha de 40 a 45% do eleitorado, dependendo do cen\u00e1rio, e Marina, de 27 a 31% (Datafolha, 26\/09). A\u00e9cio Neves (PSDB) estava em terceiro lugar (18 a 21%). Naquele ano, Marina assumiu a cabe\u00e7a de chapa num momento de como\u00e7\u00e3o pela morte precoce de Eduardo Campos (1965-2014), num acidente a\u00e9reo durante a campanha.<\/p>\n<p>Alvo de pesados ataques petistas e tucanos, Marina j\u00e1 estava em trajet\u00f3ria de queda, enquanto A\u00e9cio estava crescendo. O senador mineiro s\u00f3 ultrapassou a l\u00edder da Rede no \u00faltimo minuto: a primeira pesquisa na qual ele apareceu \u00e0 frente de Marina foi a do Ibope, em 4 de outubro de 2014.<\/p>\n<p>&#8220;As elei\u00e7\u00f5es brasileiras s\u00e3o sempre muito emocionantes, at\u00e9 o final. Pelo lado l\u00f3gico, dos n\u00fameros, podemos afirmar que Bolsonaro e Haddad t\u00eam as maiores chances de chegar ao segundo turno. Mas a experi\u00eancia nos obriga a colocar uma interroga\u00e7\u00e3o a\u00ed no meio&#8221;, diz Melo.<\/p>\n<p>Segundo o professor do Insper, candidatos menos cotados realmente acreditam que, na contram\u00e3o das pesquisas eleitorais, t\u00eam chances de ir ao segundo turno. Membros da elite pol\u00edtica costumam ser muito autossuficientes e ter uma autoestima acima da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>&#8220;Eles n\u00e3o insistem nisso (na possibilidade remota de vit\u00f3ria) s\u00f3 porque \u00e9 a \u00fanica coisa que podem fazer. S\u00f3 para cumprir tabela. Dizem isso porque realmente acreditam que podem vencer. E, em alguma medida, podem mesmo&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>Nesta reportagem, a BBC News Brasil considerou apenas os candidatos com pelo menos 1% das inten\u00e7\u00f5es de voto na \u00faltima pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira (24). S\u00e3o eles: Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), \u00c1lvaro Dias (Pode), Henrique Meirelles (MDB), Jo\u00e3o Amo\u00eado (Novo) e Guilherme Boulos (PSOL).<\/p>\n<p>Al\u00e9m destes, tamb\u00e9m est\u00e3o na disputa os candidatos Vera L\u00facia (PSTU), Eymael (DC), Jo\u00e3o Goulart Filho (PPL) e Cabo Daciolo (Patri) &#8211; mas estes candidatos tiveram 0% das inten\u00e7\u00f5es de voto na pesquisa Ibope.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a as estrat\u00e9gias de cada candidato para a reta final da campanha.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Jair Bolsonaro<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12B3D\/production\/_103550667_hi048590050.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12B3D\/production\/_103550667_hi048590050.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Jair Bolsonaro\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Aposta do PSL \u00e9 de continuar surfando na popularidade j\u00e1 conquistada por Bolsonaro e se beneficiar da falta de exposi\u00e7\u00e3o.\u00a0Direito de imagem\u00a0REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Depois de sofrer uma facada em um com\u00edcio em Juiz de Fora no dia 6 de setembro, o\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/f21d4493-e3bd-47df-b23c-1d57f0e3e818\">candidato do PSL<\/a>\u00a0segue internado e sem previs\u00e3o de alta no Hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. Na reta final da campanha, nada de debates, viagens ou com\u00edcios &#8211; situa\u00e7\u00e3o sui generis para um pol\u00edtico \u00e0 frente das pesquisas.<\/p>\n<p>A julgar pelas declara\u00e7\u00f5es de fontes ouvidas pela BBC News Brasil, a aposta \u00e9 de continuar a surfar na popularidade j\u00e1 conquistada e se beneficiar da falta de exposi\u00e7\u00e3o imposta pela convalesc\u00eancia, al\u00e9m da solidariedade do eleitor com ele ap\u00f3s o ataque de viol\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p>As apari\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo do candidato-paciente no hospital devem se tornar mais frequentes, com transmiss\u00f5es ao vivo di\u00e1rias &#8220;para conversar com a popula\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; sempre respeitando os limites estabelecidos pela equipe m\u00e9dica, afirma o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).<\/p>\n<p>&#8220;Nossa segunda linha de a\u00e7\u00e3o \u00e9 chamar os apoiadores para carreatas, bandeira\u00e7os e movimentos de rua, para ocupar o espa\u00e7o que o atentado pol\u00edtico impediu o capit\u00e3o de ocupar&#8221;, afirma Lorenzoni, que atua na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da campanha. &#8220;\u00c9 uma troca de guarda. Enquanto o capit\u00e3o se recupera no hospital, a milit\u00e2ncia vai para a rua de verde e amarelo.&#8221;<\/p>\n<p>Paralelamente, a campanha se ocupa de evitar danos \u00e0 sua imagem de Bolsonaro e apagar inc\u00eandios, como as pol\u00eamicas geradas na semana passada por declara\u00e7\u00f5es do candidato a vice, general Hamilton Mour\u00e3o (que falou que lares geridos apenas por m\u00e3es e av\u00f3s seriam &#8220;f\u00e1bricas de desajustados&#8221;), e do coordenador do programa econ\u00f4mico, Paulo Guedes. As declara\u00e7\u00f5es deste \u00faltimo sobre a cria\u00e7\u00e3o de um imposto semelhante \u00e0 CPMF repercutiram mal e foram negadas por Bolsonaro nas redes. Mais tarde, por\u00e9m, o candidato defendeu Guedes em entrevista \u00e0 Folha de S. Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;A campanha vai ser a mesma que vem sendo feita&#8221;, diz Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL. &#8220;Nosso discurso n\u00e3o \u00e9 fabricado, \u00e9 verdadeiro. N\u00e3o tem por que mudar&#8221;, afirma, dizendo-se esperan\u00e7oso em uma vit\u00f3ria &#8220;j\u00e1 no primeiro turno&#8221;.<\/p>\n<p>Desde o atentado, a inten\u00e7\u00e3o de votos em Bolsonaro pulou de 22% para 28%, segundo Ibope e Datafolha. Sua rejei\u00e7\u00e3o, entretanto, ainda \u00e9 a mais alta, chegando a 43% na pesquisa Datafolha.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo s\u00e1bado, Bolsonaro enfrentar\u00e1 uma s\u00e9rie de protestos convocados em diferentes cidades pelo movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 o que tem maior potencial de mudar a inten\u00e7\u00e3o de votos at\u00e9 as elei\u00e7\u00f5es&#8221;, considera o cientista pol\u00edtico Maur\u00edcio Santoro, da Uerj. &#8220;\u00c9 uma rara iniciativa pol\u00edtica que conseguiu ultrapassar limites entre direita e esquerda na campanha.&#8221;<\/p>\n<p>Bivar diz n\u00e3o se preocupar. &#8220;Absolutamente n\u00e3o. Isso \u00e9 um exagero. S\u00e3o meia d\u00fazia de artistas de TV (convocando os protestos). As informa\u00e7\u00f5es que temos \u00e9 que as mulheres est\u00e3o distantes disso&#8221;, afirma, apesar de o grupo ter 2,7 milh\u00f5es de participantes nas redes sociais.<\/p>\n<p>Nesta reta final, h\u00e1 ainda o desafio de manter coesa uma campanha que era centralizada em Bolsonaro, mas vem sendo marcada por desaven\u00e7as e disputas com o l\u00edder acamado.<\/p>\n<p>&#8220;Desde o atentado, fecharam o cerco e ningu\u00e9m consegue chegar perto do Bolsonaro&#8221;, diz uma fonte pr\u00f3xima ao deputado, ressentida contra o controle estabelecido por Gustavo Bebianno, presidente interino do PSL, e sua esposa, Renata. Nenhum dos dois atendeu a sucessivos pedidos de contato da reportagem.<\/p>\n<p>&#8220;Eles tomaram a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o, as agendas e n\u00e3o atendem ningu\u00e9m&#8221;, diz a fonte. &#8220;Liga gente do Brasil todo pedindo material para caminhadas, carreatas, mas ningu\u00e9m atende, n\u00e3o tem material. Est\u00e1 dif\u00edcil para fazer campanha.&#8221;<\/p>\n<p>O \u00fanico plano na agenda de Jair Bolsonaro fora do hospital, por enquanto, \u00e9 votar na Vila Militar, no Rio, no dia 7 de outubro.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Fernando Haddad<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1795D\/production\/_103550669_hi049263792.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1795D\/production\/_103550669_hi049263792.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Fernando Haddad\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Haddad deve se dedicar nas pr\u00f3ximas semanas a conquistar a transfer\u00eancia de votos do ex-presidente Lula.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Nos \u00faltimos dias, a reportagem da BBC News Brasil ouviu uma mesma avalia\u00e7\u00e3o de quatro fontes distintas no entorno de Fernando Haddad: ainda n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00eddo o processo de transfer\u00eancia de votos do ex-presidente Lula para ele. Por isso, as pr\u00f3ximas semanas ser\u00e3o dedicadas a refor\u00e7ar a liga\u00e7\u00e3o entre os dois.<\/p>\n<p>Cumprindo com um acerto pessoal com o ex-presidente, Haddad continuar\u00e1 visitando\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/142b3898-9e04-4cca-bbd2-c96b48fda3ea\">Lula<\/a>\u00a0em sua cela de Curitiba. O candidato ir\u00e1 \u00e0 capital paranaense nesta segunda-feira e na pr\u00f3xima segunda, dia 1\u00ba de outubro.<\/p>\n<p>Presidente de honra do PT, Lula est\u00e1 preso em Curitiba desde abril deste ano, ap\u00f3s ser condenado pela segunda inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a no caso do tr\u00edplex do Guaruj\u00e1. Na madrugada do dia 1\u00ba de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o registro da candidatura do ex-presidente &#8211; Haddad s\u00f3 foi oficializado como candidato pelo PT em 11 de setembro.<\/p>\n<p>Um dos petistas ouvidos pela BBC News Brasil usou o Estado de Pernambuco como exemplo da ideia de que a transfer\u00eancia ainda n\u00e3o acabou. Em 21 de agosto, pesquisa do Ibope indicou que Lula tinha 62% das inten\u00e7\u00f5es de voto no Estado onde nasceu. Na semana passada, outra pesquisa do mesmo instituto mostrou Haddad liderando no Estado, mas com apenas 26% dos votos.<\/p>\n<p>O roteiro de viagens de Haddad inclui Estados aos quais ele ainda n\u00e3o foi: esta semana, ir\u00e1 a Manaus (AM) e Bel\u00e9m (PA). Tamb\u00e9m participar\u00e1 dos debates televisivos entre candidatos no SBT (quarta-feira) e Record (domingo). Para os pr\u00f3ximos dias, h\u00e1 a previs\u00e3o de voltar ao Rio de Janeiro e ir tamb\u00e9m a Goi\u00e2nia (GO) e Porto Alegre (RS), base eleitoral da candidata a vice de Haddad, Manuela D&#8217;\u00c1vila (PCdoB).<\/p>\n<p>No discurso, Haddad deve fazer poucos ataques a outros candidatos que n\u00e3o Jair Bolsonaro: n\u00e3o faz sentido, dizem pessoas da campanha, dar palanque para advers\u00e1rios que est\u00e3o abaixo do petista nas pesquisas. &#8220;Vamos manter a linha propositiva. Sem ataques. Ele vai frisar o papel que teve como ministro da Educa\u00e7\u00e3o de Lula (2005-2012) e reiterar as promessas de gera\u00e7\u00e3o de emprego, de retomada da economia&#8221;, diz uma fonte.<\/p>\n<p>&#8220;Outra coisa que entrou no nosso radar, como um eleitor a ser buscado, \u00e9 o voto de esquerda, de classe m\u00e9dia, do sudeste e do Sul. \u00c9 um p\u00fablico que come\u00e7ou um movimento de migra\u00e7\u00e3o para o Ciro (Gomes), e que a gente quer trazer de volta&#8221;, diz a mesma pessoa ligada \u00e0 campanha.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, o PT quer tamb\u00e9m botar a m\u00e1quina partid\u00e1ria para funcionar: atos de rua e carreatas foram convocados para este fim de semana em todas as 95 cidades com mais de 200 mil habitantes do pa\u00eds, e a ideia \u00e9 que sejam realizados pelos n\u00facleos petistas nestes locais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Haddad e economistas ligados a ele t\u00eam mantido conversas regulares com investidores e profissionais do mercado financeiro: o objetivo \u00e9 desfazer a ideia de que ele \u00e9 t\u00e3o extremista quanto seu prov\u00e1vel advers\u00e1rio no segundo turno, Bolsonaro &#8211; nem sempre de forma bem sucedida.<\/p>\n<p>Neste s\u00e1bado, a campanha do petista foi representada pelo economista Guilherme Mello numa confer\u00eancia de investidores da empresa XP Investimentos, em S\u00e3o Paulo. Mello foi vaiado quando mencionou o ex-presidente Lula, que &#8220;infelizmente n\u00e3o pode ser candidato&#8221;. &#8220;Entendo que temos diferen\u00e7as de opini\u00e3o, mas devemos ouvir os projetos com calma, sem rancor&#8221;, disse Mello em resposta.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ciro Gomes<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/44C5\/production\/_103550671_hi049179216.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/44C5\/production\/_103550671_hi049179216.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Ciro Gomes\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Nas pr\u00f3ximas semanas, Ciro deve ficar mais tempo em S\u00e3o Paulo, onde ocorre a maior parte dos debates.\u00a0Direito de imagem\u00a0REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Na corrida para tentar ultrapassar Haddad e chegar ao segundo turno,\u00a0Ciro\u00a0realizou uma maratona por nove estados entre a sexta-feira e esta segunda, com foco principal no Nordeste, reduto do eleitorado lulista e tamb\u00e9m onde ele, ex-governador do Cear\u00e1 (1991-1994), tem ido melhor nas pesquisas. A agenda previa compromissos no Distrito Federal, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Piau\u00ed, Maranh\u00e3o, Pernambuco e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para as pr\u00f3ximas duas semanas, por\u00e9m, \u00e9 desacelerar e ficar mais tempo em S\u00e3o Paulo, onde ocorrer\u00e3o os pr\u00f3ximos debates presidenciais em redes de televis\u00e3o, do SBT (nesta quarta), da Record (no pr\u00f3ximo domingo). Em 4 de outubro, a Globo realiza o \u00faltimo debate presidencial, no Rio de Janeiro. Ciro deve ficar na cidade tamb\u00e9m nos dias anteriores, se preparando para os embates.<\/p>\n<p>Sua campanha entende que o candidato vai bem no enfrentamento com os concorrentes e por isso esses tr\u00eas confrontos ser\u00e3o estrat\u00e9gicos para alavancar seus votos. O candidato do PDT quer refor\u00e7ar propostas de grande apelo popular nas \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, assim como a promessa de renegociar as d\u00edvidas de brasileiros com o nome no Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC).<\/p>\n<p>Mas o debate n\u00e3o ser\u00e1 apenas propositivo: Ciro tamb\u00e9m vai mirar os l\u00edderes nas pesquisas. Segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, Ciro tentar\u00e1 se mostrar como melhor op\u00e7\u00e3o entre os &#8220;extremos&#8221;. A estrat\u00e9gia indica uma tentativa de reposicionar o candidato &#8211; bastante associado ao campo da esquerda nessa elei\u00e7\u00e3o &#8211; mais ao centro.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos continuar com essa linha de ser op\u00e7\u00e3o independente, que saia dessa polariza\u00e7\u00e3o de \u00f3dio, entre &#8216;coxinhas&#8217; e &#8216;mortadelas&#8217;. Mostrar tanto o que representa o Bolsonaro, de atraso, de retrocesso para o pa\u00eds, quanto o Haddad, de inexperi\u00eancia, de uma candidatura dependente do que o partido e seu comandante (Lula) quiserem&#8221;, disse Lupi \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>O estilo assertivo do candidato, que \u00e0s vezes gera acusa\u00e7\u00f5es de agressividade, no entanto, n\u00e3o deve ser modificado, j\u00e1 que h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o de que o eleitor nesta elei\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais propenso ao discurso menos moderado.<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico Rafael Cortez, da Tend\u00eancias Consultoria, o cen\u00e1rio est\u00e1 dif\u00edcil para Ciro porque as pesquisas t\u00eam mostrado uma r\u00e1pida transfer\u00eancia de votos de Lula para Haddad, que tende a continuar, colocando petista no segundo turno contra Bolsonaro.<\/p>\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, Ciro pode ter uma chance de atrair o voto \u00fatil e ultrapassar Haddad se continuar aparecendo nas pesquisas pr\u00f3ximo a ele no primeiro turno, e com mais chances de vencer Bolsonaro no segundo.<\/p>\n<p>&#8220;O \u00faltimo Datafolha segue indicando isso, mas o Ibope j\u00e1 mostrou Haddad bem na frente e Ciro com menos for\u00e7a no segundo turno&#8221;, diz Cortez.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Geraldo Alckmin<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/92E5\/production\/_103550673_hi048713353.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/92E5\/production\/_103550673_hi048713353.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Geraldo Alckmin\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">O foco principal da campanha de Alckmin ser\u00e1 S\u00e3o Paulo, Estado que o reelegeu governador em primeiro turno com 57% dos votos em 2014.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Contrariando as expectativas de muitos analistas pol\u00edticos, o candidato do PSDB,\u00a0Geraldo Alckmin, mesmo sendo dono do maior tempo de propaganda eleitoral de r\u00e1dio e TV, n\u00e3o conseguiu deslanchar nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto. Na \u00faltima semana, ele apareceu com 6% no levantamento do Ibope e 9% no do Datafolha, empatado com Marina Silva (Rede) em quarto lugar, atr\u00e1s de Bolsonaro (PSL), Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT).<\/p>\n<p>Segundo aliados ouvidos pela BBC News Brasil, ap\u00f3s visitas a Estados do Nordeste no \u00faltimo fim de semana, o tucano tem programado tamb\u00e9m compromissos no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O foco principal da campanha, por\u00e9m, ser\u00e1 S\u00e3o Paulo, Estado que o reelegeu governador em primeiro turno com 57% dos votos em 2014 e \u00e9 o maior col\u00e9gio eleitoral do pa\u00eds (soma 33 milh\u00f5es de eleitores, 22,5% de todos os 147 milh\u00f5es de votantes do pa\u00eds).<\/p>\n<p>Segundo recente pesquisa Ibope, Alckmin tem hoje apenas 13% de inten\u00e7\u00e3o de voto entre os paulistas, mesmo percentual de Haddad. Bolsonaro lidera a prefer\u00eancia no Estado, com 30%.<\/p>\n<p>&#8220;O foco espec\u00edfico agora \u00e9 S\u00e3o Paulo, \u00e9 onde ele tem mais potencial (para crescer). Aqui historicamente temos mais de 40% dos votos. Queremos reverter essas pesquisas e s\u00f3 se faz isso com mobiliza\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a&#8221;, afirma o deputado federal Silvio Torres (SP), tesoureiro do PSDB.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o Paulo \u00e9 onde ele pode ter resposta mais r\u00e1pida&#8221;, concorda Roberto Freire, presidente do PPS, um dos partidos que apoiam Alckmin.<\/p>\n<p>A campanha de Alckmin tamb\u00e9m adotou tom mais pesado nos ataques a Bolsonaro e Haddad na \u00faltima semana. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ar a mensagem de que &#8211; ao contr\u00e1rio dos outros dois &#8211; o ex-governador de S\u00e3o Paulo tem experi\u00eancia e apoio de partidos com peso no Congresso para aprovar suas propostas caso eleito.<\/p>\n<p>&#8220;A estrat\u00e9gia \u00e9 continuar mostrando as fragilidades do Bolsonaro e a necessidade de fazer o voto \u00fatil (em Alckmin), ressaltando que botar o Bolsonaro no segundo turno (contra o Haddad) certamente vai trazer o PT de volta pro governo&#8221;, refor\u00e7a Torres.<\/p>\n<p>Segundo analistas ouvidos pela BBC News Brasil, faz sentido o tucano focar a campanha em casa, embora os votos em Bolsonaro pare\u00e7am consolidados e de dif\u00edcil revers\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o adianta buscar outros eleitores, sem antes garantir o apoio em sua base. Se ele recuperar votos em S\u00e3o Paulo e subir um pouco nas pesquisas, pode conseguir convencer outros eleitores a fazer o voto \u00fatil&#8221;, afirma o cientista pol\u00edtico Jairo Pimentel Jr, pesquisador da FGV.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Rafael Cortez, o mau desempenho de Alckmin em S\u00e3o Paulo reflete o desgaste do PSDB devido \u00e0 Lava Jato e ao apoio ao governo de Michel Temer &#8211; isso levou parte do seu eleitorado, fortemente anti-PT, a migrar para Bolsonaro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ressalta Cortez, o cen\u00e1rio para campanha tucana no Estado \u00e9 dificultado por dois fatores: o aumento da rejei\u00e7\u00e3o a Jo\u00e3o Doria, que deixou a prefeitura paulistana para concorrer ao governo pelo PSDB, e o &#8220;palanque duplo&#8221;, j\u00e1 que M\u00e1rcio Fran\u00e7a (PSB), que vice de Alckmin e assumiu o comando de S\u00e3o Paulo em abril, est\u00e1 tentando a reelei\u00e7\u00e3o. Na quinta-feira, Alckmin fez campanha em Guarulhos, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, e nenhum dos dois apareceu.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Marina Silva<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CDE1\/production\/_103550725_hi049179217.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CDE1\/production\/_103550725_hi049179217.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Marina Silva\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Marina tem se dedicado a criticar os partidos tradicionais, batendo na tecla da renova\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica.\u00a0Direito de imagem\u00a0REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Marina disputa sua terceira elei\u00e7\u00e3o presidencial. Em sabatinas e falas p\u00fablicas, a candidata da Rede Sustentabilidade tem se dedicado a criticar os partidos tradicionais, batendo na tecla da renova\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica. &#8220;Os que j\u00e1 tiveram uma chance, como PT, MDB e PSDB, que n\u00e3o aproveitaram essa chance, que a usaram para enriquecimento il\u00edcito e para levar o Brasil ao fundo do po\u00e7o, podem tamb\u00e9m esclarecer para o povo brasileiro o porqu\u00ea deles agora quererem voltar&#8221;, disse ela no fim da semana passada, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em queda livre nas pesquisas,\u00a0Marina\u00a0enfrenta uma s\u00e9rie de dificuldades para evitar a fuga de eleitores &#8211; falta de dinheiro e os escassos 16 segundos de TV s\u00e3o os principais problemas. Dos cinco presidenci\u00e1veis mais bem colocados, Marina \u00e9 a que tem a segunda campanha mais franciscana, atr\u00e1s apenas de Bolsonaro. Ela declarou at\u00e9 agora ter recebido R$ 5,3 milh\u00f5es do Fundo Eleitoral, enquanto Alckmin j\u00e1 abocanhou R$ 49,3 milh\u00f5es da mesma rubrica. Haddad e Ciro Gomes j\u00e1 receberam, cada um, cerca de R$ 20 milh\u00f5es do Fundo.<\/p>\n<p>A restri\u00e7\u00e3o financeira diminui a capacidade da campanha de Marina de reagir a mudan\u00e7as na conjuntura &#8211; os v\u00eddeos s\u00e3o um exemplo do hor\u00e1rio eleitoral s\u00e3o um exemplo. O lote atual, com 13 filmetes, come\u00e7ou a ir ao ar depois que Haddad foi oficializado candidato do PT. Para compensar essas defici\u00eancias, Marina intensificar\u00e1 os eventos de rua, inclusive fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo-Bras\u00edlia, segundo integrantes da campanha.<\/p>\n<p>O foco da Rede continua sendo a busca do eleitor indeciso &#8211; ou seja, mulheres, principalmente de menor renda. &#8220;Tanto os nossos trackings (pesquisas internas) quanto Ibope e Datafolha mostram que a maior parte das mulheres segue indecisa. Como Marina \u00e9 a \u00fanica candidata mulher entre os primeiros colocados, ela desde sempre tem mirado esse p\u00fablico. Mas existe tamb\u00e9m um eleitor jovem, de classe m\u00e9dia (a ser buscado)&#8221;, diz um assessor. De fato, a \u00faltima pesquisa Datafolha mostra que 51% das mulheres ainda n\u00e3o decidiram em quem votar.<\/p>\n<p>Para a pr\u00f3xima semana, a agenda da candidata prev\u00ea uma viagem ao Recife (PE), e depois ao Rio de Janeiro, onde ela participa do \u00faltimo debate presidencial na TV antes do primeiro turno, na Rede Globo. No fim de semana das elei\u00e7\u00f5es, Marina deve retornar ao Acre, onde votar\u00e1.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Alvaro Dias<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11C01\/production\/_103550727_hi047943469.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/11C01\/production\/_103550727_hi047943469.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\u00c1lvaro Dias\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Alvaro Dias (Pode) refor\u00e7ar\u00e1 seu discurso contra o &#8216;voto \u00fatil&#8217;.\u00a0Direito de imagem\u00a0REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Alvaro Dias (Pode) refor\u00e7ar\u00e1 seu discurso contra o &#8220;voto \u00fatil&#8221; &#8211; e o alvo da prega\u00e7\u00e3o \u00e9 o candidato tucano, Geraldo Alckmin. &#8220;O Alckmin entrou nesta linha de que votar em Alvaro e Jo\u00e3o Amo\u00eado \u00e9 ajudar a eleger o PT. O que o senador vai enfatizar \u00e9 que este &#8216;voto \u00fatil&#8217; \u00e9, na verdade, in\u00fatil. Que as pessoas deveriam votar conforme suas convic\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o no &#8216;mal menor'&#8221;, diz uma assessora de Dias.<\/p>\n<p>Na \u00faltima pesquisa Datafolha, o candidato tinha 3% das inten\u00e7\u00f5es de voto.<\/p>\n<p>&#8220;Ele vai frisar que o verdadeiro voto \u00fatil \u00e9 aquele em quem tem experi\u00eancia administrativa e ficha limpa&#8221;, diz a colaboradora. &#8220;Alvaro vai defender o pr\u00f3prio legado, falar de seus feitos como governador do Paran\u00e1 (1987-1991) e como senador (desde 1999). E apontar o hist\u00f3rico dos advers\u00e1rios: Bolsonaro hoje fala contra a corrup\u00e7\u00e3o, mas votou junto com o PT v\u00e1rias vezes no Congresso, apoiou Lula em 2002&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Atualmente senador pelo Podemos do Paran\u00e1, Alvaro Dias confirmou presen\u00e7a nos pr\u00f3ximos tr\u00eas debates televisivos &#8211; SBT, Record e Globo. Apoiado por uma alian\u00e7a de quatro pequenos partidos, Dias focou sua campanha no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Chegou a dizer que convidaria o juiz federal S\u00e9rgio Moro, respons\u00e1vel pelos casos da Lava Jato no Paran\u00e1, para seu minist\u00e9rio. Moro n\u00e3o se manifestou sobre o convite.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Jo\u00e3o Amo\u00eado<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16A21\/production\/_103550729_hi048548608.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16A21\/production\/_103550729_hi048548608.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Jo\u00e3o Amo\u00eado\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Com 5 segundo de TV e sem participar de debates, Amo\u00eado aposta em viagens, contato cara-a-cara e inser\u00e7\u00f5es nas redes sociais.\u00a0Direito de imagem\u00a0REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Candidato da primeira disputa presidencial do Partido Novo, que ajudou a fundar em 2015,\u00a0Amo\u00eado\u00a0tem viajado o Brasil com a miss\u00e3o de tornar a legenda, suas ideias e seu nome conhecidos entre os eleitores. Atualmente conta com 3% das inten\u00e7\u00f5es de voto, segundo o Datafolha, e 2%, de acordo com o Ibope.<\/p>\n<p>A peregrina\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 nas duas semanas antes do pleito, com planos de visitar Maring\u00e1 e Londrina (PR), saudar comerciantes no com\u00e9rcio popular da rua Saara, no Rio, encontrar delegados de pol\u00edcia em S\u00e3o Paulo (SP) e almo\u00e7ar com apoiadores em Novo Hamburgo (RS).<\/p>\n<p>Com apenas cinco segundos de tempo de TV e sem direito de participar de debates &#8211; j\u00e1 que seu partido, criado ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 2014, ainda n\u00e3o tem congressistas &#8211; Amo\u00eado seguir\u00e1 apostando em viagens, contato cara-a-cara e inser\u00e7\u00f5es nas redes sociais.<\/p>\n<p>Para Lara Mesquita, pesquisadora do Centro de Pol\u00edtica e Economia do Setor P\u00fablico (Cepesp), da FGV, a exposi\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser importante para futuros pleitos, mas o mais importante para o Novo no momento \u00e9 assegurar uma vota\u00e7\u00e3o expressiva para ter uma boa bancada no Legislativo, influ\u00eancia que a campanha presidencial pode exercer nessa reta final.<\/p>\n<p>&#8220;Por mais que o Novo diga que n\u00e3o quer fazer uso de recursos p\u00fablicos, se ele n\u00e3o conseguir passar dos 1,5% de votos distribu\u00eddos por nove Estados, n\u00e3o vai ter acesso a recursos p\u00fablicos muito importantes no pr\u00f3ximo ciclo, como tempo de TV e r\u00e1dio e o fundo partid\u00e1rio&#8221;, afirma.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Henrique Meirelles<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/3589\/production\/_103550731__98618600_meirelles.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/3589\/production\/_103550731__98618600_meirelles.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Henrique Meirelles\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Estrat\u00e9gia de Meirelles \u00e9 continuar se apresentando como o homem que fez o Brasil crescer quando foi presidente do Banco Central do governo Lula e que &#8220;arrumou a economia&#8221; como ministro de Michel Temer.\u00a0Direito de imagemJ OS\u00c9 CRUZ\/AG\u00caNCIA BRASIL<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>O candidato do MDB,\u00a0Henrique Meirelles, j\u00e1 despejou, de sua fortuna pessoal, mais de R$ 44 milh\u00f5es na corrida presidencial, mas ainda assim segue com apenas 2% nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto segundo o Datafolha. A assessoria do candidato n\u00e3o soube dizer se haver\u00e1 novos aportes de dinheiro nas duas \u00faltimas semanas &#8211; sua campanha, at\u00e9 agora, \u00e9 a mais rica.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia \u00e9 continuar apresentando Meirelles como o homem que fez o Brasil crescer quando foi presidente do Banco Central do governo Lula, de 2003 a 2010, e que &#8220;arrumou a economia&#8221; ap\u00f3s o governo Dilma, como ministro da Fazenda de Michel Temer.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m tenta se colocar como a melhor alternativa entre os &#8220;extremos&#8221;, um espa\u00e7o de campanha j\u00e1 congestionado por outras candidaturas mais competitivas, como Ciro, Alckmin e Marina.<\/p>\n<p>Para o cientista pol\u00edtico Jairo Pimentel, a enorme impopularidade do governo Temer, do MDB, dificulta muito que Meirelles suba nas pesquisas apesar da rica campanha. O grande n\u00famero de candidaturas no centro \u00e9 outro empecilho, destaca.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Guilherme Boulos<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16022\/production\/_103564109_boulos_marcelo-casal-jr_agbr.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16022\/production\/_103564109_boulos_marcelo-casal-jr_agbr.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Guilherme Boulos\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">O candidato do PSOL continuar\u00e1 com as transmiss\u00f5es ao vivo em redes sociais durante o hor\u00e1rio eleitoral.\u00a0Direito de imagem\u00a0MARCELO CASAL JR \/ AG\u00caNCIA BRASIL<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>As \u00faltimas duas semanas da candidatura de Guilherme Boulos come\u00e7ar\u00e3o, como as anteriores, com Caf\u00e9 com Boulos, o programa ao vivo que o candidato do PSOL tem feito nas redes sociais todas as segundas-feiras pela manh\u00e3. O l\u00edder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) buscar\u00e1 manter ativa a interlocu\u00e7\u00e3o com potenciais eleitores, seguindo com a estrat\u00e9gia de fazer lives durante a programa\u00e7\u00e3o eleitoral gratuita sempre que poss\u00edvel para compensar pelos apenas 13 segundos que tem na TV.<\/p>\n<p>Boulos tamb\u00e9m participar\u00e1 de mais dois com\u00edcios de um total de 11 realizados durante sua campanha em diferentes cidades. Nos \u00faltimos dias, esteve em Salvador e Fortaleza, e na semana que vem saudar\u00e1 seus eleitores em Porto Alegre e no Rio de Janeiro. O candidato do PSOL estar\u00e1 nos debates televisivos da SBT, da Record e da TV Globo.<\/p>\n<p>Tanto no palanque quanto nas apari\u00e7\u00f5es televisivas, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, diz que uma das prioridades \u00e9 investir na visibilidade de pautas negligenciadas por outros partidos, mas caras \u00e0 candidatura, como a descriminaliza\u00e7\u00e3o das drogas, a defesa dos direitos das mulheres e da popula\u00e7\u00e3o LGBT, o combate a privil\u00e9gios e reformas no sistema pol\u00edtico e no Judici\u00e1rio, enumera.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos ressaltar que somos quem defende essas causas com mais for\u00e7a e que isso justifica o voto na nossa candidatura, rejeitando a tenta\u00e7\u00e3o do chamado voto \u00fatil&#8221;, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"share share--lightweight show ghost-column\">\n<div id=\"share-tools\"><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Shalders, J\u00falia Dias Carneiro e Mariana Schreiber da\u00a0<\/span><span class=\"byline__title\">BBC News Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 25\/09\/2018<\/span><\/strong><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas duas semanas separam os brasileiros do 1\u00ba turno das\u00a0elei\u00e7\u00f5es de 2018. 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