{"id":29478,"date":"2018-09-27T03:53:11","date_gmt":"2018-09-27T06:53:11","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29478"},"modified":"2018-09-28T07:02:35","modified_gmt":"2018-09-28T10:02:35","slug":"numero-de-universidades-brasileiras-entre-as-melhores-do-mundo-cai-pelo-segundo-ano-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/09\/27\/numero-de-universidades-brasileiras-entre-as-melhores-do-mundo-cai-pelo-segundo-ano-consecutivo\/","title":{"rendered":"N\u00famero de universidades brasileiras entre as melhores do mundo cai pelo segundo ano consecutivo"},"content":{"rendered":"<div class=\"large-16\">\n<div class=\"head-materia\">\n<p>O n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es brasileiras de ensino superior entre as mil melhores do mundo caiu de 21 para 15, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, segundo ranking divulgado nesta quarta-feira pela Times Higher Education (THE), organiza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica especializada na avalia\u00e7\u00e3o do setor. Esta foi a segunda vez consecutiva que o Brasil apresentou queda no n\u00famero de universidades entre as mil melhores \u2014 em 2016, eram 27. O levantamento avalia 1.250 institui\u00e7\u00f5es de 86 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Entre os motivos para o decl\u00ednio, especialistas apontam os cortes de financiamento e o fato de o Brasil ainda precisar focar no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior em detrimento da promo\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia. As universidades de Oxford e Cambridge, ambas no Reino Unido, ocupam o primeiro e o segundo lugares, respectivamente. Em terceiro, aparece Stanford, nos Estados Unidos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"large-16 columns\">\n<div class=\"corpo novo large-16 columns paywalled-content\">\n<p>Sete institui\u00e7\u00f5es brasileiras sa\u00edram do ranking, mas a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que n\u00e3o aparecia na lista das mil em 2017, passou a integrar o quadro. Entre as institui\u00e7\u00f5es que deixaram a lista das mais renomadas est\u00e1 a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que passou por problemas de financiamento devido \u00e0 crise do estado e chegou a ter as aulas interrompidas diversas vezes em 2014.<\/p>\n<p>A brasileira mais bem colocada no ranking \u00e9 a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), que ficou entre as 251 e 300 melhores \u2014 a organiza\u00e7\u00e3o s\u00f3 divulga a posi\u00e7\u00e3o exata das primeiras 200 avaliadas. De acordo com o THE, a pontua\u00e7\u00e3o da USP melhorou em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O mesmo aconteceu com a Unicamp, que \u00e9 a segunda universidade brasileira mais bem colocada e est\u00e1 na faixa das 401 a 500 institui\u00e7\u00f5es com maior desempenho.<\/p>\n<p>O Brasil tem apresentado queda na representa\u00e7\u00e3o das mil melhores desde o ano passado, quando teve seis institui\u00e7\u00f5es a menos na lista das mil em rela\u00e7\u00e3o a 2016. Para o diretor editorial do ranking, Phil Baty, que descreve o quadro como \u201csombrio\u201d, o motivo para a sa\u00edda de universidades \u00e9 o decl\u00ednio do financiamento.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea simplesmente n\u00e3o pode alimentar institui\u00e7\u00f5es de pesquisa de n\u00edvel mundial com cortes de financiamento, e os s\u00e9rios problemas econ\u00f4micos enfrentados pelo Brasil n\u00e3o s\u00e3o um bom press\u00e1gio para o futuro \u2014 criticou Baty. \u2014 O decl\u00ednio de financiamento e a queda no ranking podem alimentar um c\u00edrculo vicioso, com os talentos saindo do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O professor titular da UFBA e coordenador de educa\u00e7\u00e3o da Capes (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior), Robert Verhine, concorda que os cortes t\u00eam prejudicado a promo\u00e7\u00e3o da excel\u00eancia no pa\u00eds:<\/p>\n<p>\u2014 Desde 2014, o Brasil est\u00e1 em uma recess\u00e3o grave e, com isso, recursos para a etapa t\u00eam sido cortados significativamente. Trabalho com a Capes e o CNPq, e o financiamento desses \u00f3rg\u00e3os hoje \u00e9 praticamente metade do que foi h\u00e1 quatro anos. A tend\u00eancia \u00e9 que a inser\u00e7\u00e3o do Brasil nesses rankings piore, uma vez que, enquanto restringimos recursos, h\u00e1 outros pa\u00edses que investem mais, como a China, o que dificulta conseguir um espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Verhine tamb\u00e9m afirma que a necessidade de corrigir uma defici\u00eancia hist\u00f3rica de baixo acesso ao ensino superior faz com que o pa\u00eds priorize a solu\u00e7\u00e3o desse problema em detrimento da promo\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia. Dados do relat\u00f3rio \u201cEducation at a Glance\u201d, divulgado anualmente pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), mostram que, enquanto no Brasil 17% da popula\u00e7\u00e3o de 24 a 34 anos atingiram o ensino superior em 2015, a taxa entre os pa\u00edses da OCDE era de mais de 40%.<\/p>\n<p>\u2014 O Brasil tem focado em atender um n\u00famero maior de pessoas que historicamente n\u00e3o tem atendido, assegurando os padr\u00f5es m\u00ednimos de qualidade para todos. Eu n\u00e3o critico a pol\u00edtica brasileira nesse sentido, porque considero que seja importante expandir o acesso com qualidade. A taxa de matr\u00edcula no Brasil ainda est\u00e1 muito abaixo de outras experi\u00eancias internacionais \u2014 argumenta Verhine.<\/p>\n<p>Em nota, a Uerj atribuiu a queda no ranking \u00e0 ascens\u00e3o das universidades chinesas, que t\u00eam interferido nas posi\u00e7\u00f5es das demais. A Uerj disse ainda que, a despeito da crise, no \u00e2mbito da Am\u00e9rica Latina, onde n\u00e3o existe essa influ\u00eancia, a institui\u00e7\u00e3o continua entre as 25 primeiras. Assim como em outras listas, como o Center for World University Rankings, no qual vem melhorando sua posi\u00e7\u00e3o ano a ano.<\/p>\n<p><strong>UNIVERSIDADES BRASILEIRAS ENTRE AS MILL MELHORES<\/strong><\/p>\n<p>USP &#8211; 251\u00aa a 300\u00aa<\/p>\n<div class=\"block__advertising block__advertising-retangulo \">\n<div class=\"block__advertising-header\">UNICAMP- 401 \u00aaa 500\u00aa<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p>UFMG- 601 \u00aaa 800\u00aa<\/p>\n<p>UFRJ- 601 \u00aaa 800\u00aa<\/p>\n<p>UFRGS- 601 \u00aaa 800\u00aa<\/p>\n<p>UNIFESP- 601\u00aa a 800\u00aa<\/p>\n<p>PUC-RIO- 601\u00aa a 800\u00aa<\/p>\n<p>UNB- 801\u00aa a 1000\u00aa<\/p>\n<p>UFABC- 801\u00aa a 1000\u00aa<\/p>\n<p>UFBA- 801 \u00aaa 1000\u00aa<\/p>\n<p>UFPEL- 801\u00aa a 1000\u00aa<\/p>\n<p>UFSC- 801\u00aa a 1000\u00aa<\/p>\n<p>UFSCAR- 801 \u00aaa 1000\u00aa<\/p>\n<p>PUC-RS- 801\u00aa a 1000\u00aa<\/p>\n<p>UNESP- 801\u00aa a 1000\u00aa<\/p>\n<p>* Unifei, UFC, UFPE, UFRN, PUC-PR, Uerj e UEPG sa\u00edram da lista<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: O Globo &#8211; dispon\u00edvel na internet 27\/09\/2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es brasileiras de ensino superior entre as mil melhores do mundo caiu de 21 para 15, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, segundo ranking divulgado nesta quarta-feira pela Times Higher Education (THE), organiza\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica especializada na avalia\u00e7\u00e3o do setor. 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