{"id":29544,"date":"2018-10-01T00:08:08","date_gmt":"2018-10-01T03:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29544"},"modified":"2018-09-30T16:54:13","modified_gmt":"2018-09-30T19:54:13","slug":"como-monopolio-de-conversa-politica-por-minoria-amplifica-noticias-falsas-no-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/10\/01\/como-monopolio-de-conversa-politica-por-minoria-amplifica-noticias-falsas-no-whatsapp\/","title":{"rendered":"Como monop\u00f3lio de conversa pol\u00edtica por minoria amplifica not\u00edcias falsas no WhatsApp."},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">As conversas em grupos sobre pol\u00edtica de\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/c45020f5-7998-4169-9283-02298178ca0c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WhatsApp no Brasil<\/a>\u00a0funcionam assim: 10% falam e a maioria \u2013 90% \u2013 apenas l\u00ea as mensagens ou participa muito pouco.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de um estudo feito por pesquisadores da PUC Minas e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que investigou grupos p\u00fablicos de WhatsApp no Brasil.<\/p>\n<p>Eles analisaram 273,468 mensagens de quase 7 mil usu\u00e1rios em 81 grupos p\u00fablicos durante 28 dias, em outubro e novembro de 2017. Dos 81 grupos, 49 tinham temas pol\u00edticos \u2013 como apoio a Jair Bolsonaro ou ao ex-presidente Lula, por exemplo \u2013 e 32 reuniam usu\u00e1rios que discutiam sobre temas n\u00e3o ligados diretamente a pol\u00edtica, como drogas, doen\u00e7as, religi\u00e3o e outros.<\/p>\n<p>Os pesquisadores n\u00e3o estudaram o conte\u00fado das mensagens nem armazenaram dados dos telefones, s\u00f3 investigaram os padr\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, quase 90% dos participantes de grupos pol\u00edticos contribuem com menos de 2% da conversa no chat, enquanto 10% dos usu\u00e1rios enviam a maioria das mensagens.<\/p>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot\"><\/div>\n<p>&#8220;\u00c9 como se fosse um talk show, com uma pessoa, ou um grupo de pessoas, discutindo v\u00e1rios t\u00f3picos com um apresentador e um p\u00fablico composto por pessoas que fazem perguntas ou que apenas assistem o programa&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Em nossa an\u00e1lise, identificamos que algumas pessoas podem ser chamadas de &#8216;apresentadoras&#8217; porque estimulam as discuss\u00f5es publicando um grande n\u00famero de mensagens, (&#8230;) e temos a audi\u00eancia, composta por pessoas passivas ou interessadas.&#8221;<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es, segundo pesquisadores n\u00e3o ligados ao estudo consultados pela BBC News Brasil, \u00e9 preocupante em um cen\u00e1rio de elei\u00e7\u00f5es, uma vez que favorece a dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>Segundo Lucas Calil, linguista e pesquisador da FGV DAPP (Diretoria de An\u00e1lise de Pol\u00edticas P\u00fablicas), cuja equipe monitora o fluxo de informa\u00e7\u00f5es no Twitter e no Facebook, trata-se de uma din\u00e2mica se repete nessas redes sociais.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/EC53\/production\/_103599406_32304817-7603-410f-9ee2-3d9343c5294d.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/EC53\/production\/_103599406_32304817-7603-410f-9ee2-3d9343c5294d.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Tela de celular mostra WhatsApp\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Para especialistas, din\u00e2mica de conversa em que um grupo monopoliza as informa\u00e7\u00f5es e bombardeia leitores que n\u00e3o t\u00eam tempo de filtrar dados pode favorecer dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&#8220;Apesar do alto volume de participantes e por mais horizontal que seja o debate nas redes, existe uma tend\u00eancia de manuten\u00e7\u00e3o de &#8216;influenciadores&#8217; em rela\u00e7\u00e3o ao restante dos perfis&#8221;, afirma, citando as celebridades moment\u00e2neas do Twitter.<\/p>\n<p>Nos grupos p\u00fablicos de WhatsApp, um espa\u00e7o em que esses poucos usu\u00e1rios que monopolizam a discuss\u00e3o bombardeiam o restante com muitas mensagens, v\u00eddeos e \u00e1udios, &#8220;existe uma hiper-acelera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es a que cada um dos membros t\u00eam acesso e fica quase incompat\u00edvel process\u00e1-las, entend\u00ea-las e mesmo ler o que \u00e9 enviado exercendo uma atividade cotidiana qualquer&#8221;, afirma ele.<\/p>\n<p>&#8220;Muito da discuss\u00e3o fica absorvida de forma parcial ou limitada por causa do excesso e o sujeito \u00e9 incapaz de interagir com todo conte\u00fado \u00e0 que ele tem acesso.&#8221;<\/p>\n<p>Isso, para ele, acende um alerta durante as elei\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que essa hipertrofia de informa\u00e7\u00f5es dificulta a separa\u00e7\u00e3o do que \u00e9 verdadeiro e do que \u00e9 falso \u2013 e durante a campanha eleitoral aumentam as estrat\u00e9gias de desinforma\u00e7\u00e3o. Ou seja, com pouco tempo de avaliar ou filtrar o material recebido, o usu\u00e1rio que comp\u00f5e a &#8220;audi\u00eancia&#8221; desse talk-show pode acreditar mais facilmente em\u00a0<a class=\"story-body__link\" href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/topics\/e7539dc8-5cfb-413a-b4fe-0ad77bc665aa\">not\u00edcias falsas<\/a>.<\/p>\n<p>Para Calil, estudos sobre o WhatsApp como esse das universidades mineiras, s\u00e3o importantes principalmente no per\u00edodo eleitoral por causa do alcance do aplicativo na sociedade brasileira \u2013 o que acontece no WhatsApp alimenta o que vai parar nas outras redes sociais e vice-versa.<\/p>\n<p>Monitorando alguns grupos p\u00fablicos sobre pol\u00edtica no WhatsApp (n\u00e3o os mesmos do estudo da UFMG e da PUC Minas), a BBC News Brasil percebe que h\u00e1 um envio ca\u00f3tico e em grande quantidade de mensagens, com pouco di\u00e1logo entre os usu\u00e1rios do grupo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Dominadores<\/h2>\n<p>Hoje, o WhatsApp funciona para muitos brasileiros tamb\u00e9m como rede social, e n\u00e3o apenas aplicativo de mensagens instant\u00e2neas. H\u00e1 grupos &#8220;p\u00fablicos&#8221; e tem\u00e1ticos, em que qualquer pessoa pode entrar por meio de links abertos, um pouco como eram os bate-papos na internet antigamente.<\/p>\n<p>Os chats s\u00e3o formados por pessoas de diferentes cantos do Brasil e que n\u00e3o se conhecem. S\u00e3o diferentes dos grupos &#8220;privados&#8221;, como os de fam\u00edlia e amigos, com entrada restrita por meio de convites. Os pesquisadores analisaram apenas esses grupos &#8220;p\u00fablicos&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C543\/production\/_103599405_ce9b6d92-5923-4899-836e-ead475e29051.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C543\/production\/_103599405_ce9b6d92-5923-4899-836e-ead475e29051.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Pessoa manuseia celular\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">WhatsApp deixou de ser apenas aplicativo de mensagens instant\u00e2neas e funciona tamb\u00e9m como rede social, com grupos formados por pessoas que n\u00e3o se conhecem.\u00a0Direito de imagem\u00a0GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Para Virg\u00edlio Almeida, professor de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o da UFMG, professor associado de Harvard e um dos autores da pesquisa, o resultado do estudo, que mostra essa din\u00e2mica de &#8220;talk show&#8221;, &#8220;pode significar a exist\u00eancia de pelo menos dois perfis de usu\u00e1rios nos grupos p\u00fablicos sobre pol\u00edtica: os &#8216;dominadores&#8217; ou possivelmente ativistas e os outros que formam a audi\u00eancia de discuss\u00f5es do grupo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Uma hip\u00f3tese \u00e9 que existem usu\u00e1rios ativos que entendem e gostam de assuntos pol\u00edticos (nos grupos sobre pol\u00edtica), ent\u00e3o eles naturalmente v\u00e3o dominar os debates. Isso \u00e9 similar \u00e0 vida real. Por exemplo, quando um grupo de pessoas se re\u00fane, geralmente os mais extrovertidos e os que conhecem mais sobre o assunto v\u00e3o se destacar, &#8216;entreter&#8217; e dirigir as conversa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>Outra conclus\u00e3o da pesquisa: usu\u00e1rios de grupos pol\u00edticos publicam mais textos que outros tipos de m\u00eddia, como v\u00eddeos, imagens, \u00e1udios, links e emojis, em compara\u00e7\u00e3o com grupos n\u00e3o pol\u00edticos. &#8220;Esse achado pode indicar que h\u00e1 mais discuss\u00e3o entre usu\u00e1rios de grupos pol\u00edticos do que entre usu\u00e1rios de grupos n\u00e3o pol\u00edticos&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que grupos n\u00e3o pol\u00edticos s\u00e3o mais ativos \u00e0 noite e de madrugada. Embora ainda n\u00e3o tenham evid\u00eancia cient\u00edfica, apenas emp\u00edrica, os pesquisadores apostam que a din\u00e2mica da participa\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios em grupos pol\u00edticos tem mudado, com concentra\u00e7\u00e3o espalhada ao longo do dia todo de trabalho, aponta Humberto Marques-Neto, da PUC-MG.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostra que, em m\u00e9dia, mensagens em grupos pol\u00edticos t\u00eam um intervalo de 2,8 minutos entre elas, ou seja, h\u00e1 conversas mais intensas, enquanto esse intervalo em grupos n\u00e3o pol\u00edticos tem m\u00e9dia de 12,4 minutos.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13F85\/production\/_103479718_mensagens.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13F85\/production\/_103479718_mensagens.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Resultado de pesquisa mostra tipos de mensagens em grupos de WhatsApp\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Resultado de pesquisa mostra tipos de mensagens em grupos de WhatsApp. Image caption<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">WhatsApp como meio de se informar<\/h2>\n<p>Hoje, al\u00e9m de poder ser convidado por pessoas para integrar um grupo no aplicativo, usu\u00e1rios podem entrar em grupos de WhatsApp por meio de links. H\u00e1 sites, aplicativos, grupos no Facebook e outros grupos no WhatsApp onde esses links s\u00e3o divulgados \u2013 e basta clicar neles para ser adicionado a grupos, os tais grupos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Para chegar aos grupos pol\u00edticos analisados, os pesquisadores brasileiros fizeram o seguinte: procuraram pelo link &#8220;chat.whatsapp.com&#8221; associado com uma lista de palavras em portugu\u00eas relacionadas a pol\u00edtica, movimentos sociais, elei\u00e7\u00f5es, religi\u00e3o, racismo, misoginia, sexualidade, viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, descobririam links que levariam a grupos tem\u00e1ticos e p\u00fablicos. Escolheram termos como: &#8220;aborto&#8221;, &#8220;cotas&#8221;, &#8220;fascistas&#8221;, &#8220;Gilmar Mendes&#8221;, &#8220;Jean Wyllys&#8221;, &#8220;Moro&#8221;, &#8220;MST&#8221;, &#8220;Sulista&#8221;, &#8220;Alckmin&#8221;, &#8220;Bolsonaro&#8221;, &#8220;Ciro&#8221;, &#8220;Lula&#8221;, &#8220;Marina&#8221;, &#8220;bandido bom \u00e9 bandido morto&#8221;, entre outros, de um total de 219 termos. Chegaram, dessa maneira, a 13.525 grupos p\u00fablicos de WhatsApp.<\/p>\n<p>Os pesquisadores filtraram os mais de 13 mil grupos, escolhendo aqueles que tinham no nome um dos termos selecionados por eles e aqueles que tinham ao menos 64 membros, um quarto do total permitido pelo WhatsApp (256 membros). Al\u00e9m disso, adaptaram a pesquisa \u00e0 quantidade de celulares que tinham dispon\u00edveis. O total analisado pelos pesquisadores, ent\u00e3o, ficou em 81 grupos \u2013 49 pol\u00edticos e 32 n\u00e3o pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Andrea Jotta, do Laborat\u00f3rio de Estudos da Psicologia em Tecnologia, Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o da PUC-SP, diz que o WhatsApp \u00e9 usado por usu\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 para se comunicar, mas tamb\u00e9m para obter informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E compara com o consumo de informa\u00e7\u00f5es de espectadores que antes ficavam sentados em frente \u00e0 televis\u00e3o: presente em diferentes grupos, \u00e9 como se o consumidor agora estivesse &#8220;com dez televis\u00f5es ligadas em diversos canais diferentes que passam informa\u00e7\u00f5es o tempo todo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A gente leva o comportamento humano para dentro da m\u00eddia&#8221;, diz ela. Assim, faz sentido que, como na vida real, nem todos queiram fica sob os holofotes, mas ainda queiram se informar e participar \u2013 \u00e0s vezes calados, apenas consumindo.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Juliana Gragnani d<\/span><span class=\"byline__title\">a BBC News Brasil em Londres &#8211; dispon\u00edvel na internet 01\/10\/208<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As conversas em grupos sobre pol\u00edtica de\u00a0WhatsApp no Brasil\u00a0funcionam assim: 10% falam e a maioria \u2013 90% \u2013 apenas l\u00ea as mensagens ou participa muito pouco. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de um estudo feito por pesquisadores da PUC Minas e da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que investigou grupos p\u00fablicos de WhatsApp no Brasil. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":29545,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-29544","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/whatsapp.jpg?fit=660%2C371&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29544\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29545"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}