{"id":29570,"date":"2018-10-01T02:15:11","date_gmt":"2018-10-01T05:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29570"},"modified":"2018-10-01T04:28:08","modified_gmt":"2018-10-01T07:28:08","slug":"as-eleicoes-mais-inusitadas-do-pais-confira-10-pontos-ineditos-no-pleito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/10\/01\/as-eleicoes-mais-inusitadas-do-pais-confira-10-pontos-ineditos-no-pleito\/","title":{"rendered":"As elei\u00e7\u00f5es mais inusitadas do pa\u00eds: confira 10 pontos in\u00e9ditos no pleito"},"content":{"rendered":"<section>\n<div class=\"container container-full-width mt-20 mb-20\">\n<div class=\"row divider-wrapper\">\n<div id=\"esquerda_8_12_1\" class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1 col-md-6 mb-35 js-tools-fixed-parent\">\n<article>\n<div class=\"txt-serif js-article-box article-box article-box-capitalize mt-15\">\n<div>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure>A campanha de primeiro turno que come\u00e7ou com um presidi\u00e1rio exibindo os melhores \u00edndices nas pesquisas e chegou \u00e0 \u00faltima semana com um convalescente na dianteira dos levantamentos de inten\u00e7\u00e3o de votos tem outras particularidades. Desde a aus\u00eancia de protagonismo dos marqueteiros aos estragos das fake news, passando pela perda de import\u00e2ncia das alian\u00e7as, a atual corrida presidencial pode ser considerada a mais inusitada da hist\u00f3ria do pa\u00eds. Ao longo dos \u00faltimos dias, o Correio conversou com pol\u00edticos, acad\u00eamicos e publicit\u00e1rios. Em comum, todos concordam com o ineditismo desta elei\u00e7\u00e3o. Um detalhe: v\u00e1rios dos pontos listados pela reportagem possivelmente ser\u00e3o alterados no segundo turno.<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"fsk_splitbox_64_onscreen\" class=\"fsk_splitbox_64_onscreen\">\n<div id=\"fsk_splitbox_64\" class=\" fsk_splitbox_64\"><\/div>\n<\/div>\n<div>Um exemplo: o r\u00e1dio, a televis\u00e3o e os acordos entre caciques pol\u00edticos \u2014 que valeram pouco na disputa pelo Pal\u00e1cio do Planalto at\u00e9 agora \u2014 devem ter relev\u00e2ncia na segunda etapa. \u201cSe, at\u00e9 agora, os programas eleitorais n\u00e3o foram completamente relevantes como nas campanhas passadas, ganhar\u00e3o mais destaque no segundo turno\u201d, diz Carlos Andr\u00e9 Machado, diretor do Instituto Opini\u00e3o Pol\u00edtica, respons\u00e1vel por fazer os levantamentos encomendados pelo Correio. \u00c9 importante notar que, mesmo sem interferir positivamente na campanha do tucano Geraldo Alckmin \u2014 pelo menos como os assessores esperavam \u2014, o hor\u00e1rio pol\u00edtico refor\u00e7ou algumas estrat\u00e9gias. \u201c\u00c9 poss\u00edvel afirmar que, pelo menos em parte, os ataques de Alckmin a Jair Bolsonaro (PSL) frearam o crescimento do capit\u00e3o\u201d, afirma Ivo Coser, coordenador do grupo de teoria pol\u00edtica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E, a partir daqui, pode-se criar cen\u00e1rios para o segundo turno.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Assim, uma eventual aus\u00eancia de Alckmin na segunda etapa \u00e9 preciso ser considerada pelos l\u00edderes. A campanha no r\u00e1dio e na tev\u00ea vai at\u00e9 quarta-feira, e volta 48 horas depois que o resultado for proclamado. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral dura 15 dias e ter\u00e1 dois blocos di\u00e1rios de 10 minutos. \u201cCaso se conforme a ida de Bolsonaro ao segundo turno, a campanha que hoje \u00e9 voltada toda para as redes sociais voltar\u00e1 a ser \u2018anal\u00f3gica\u2019. Por isso, estamos nos \u00faltimos acertos para fechar com um marqueteiro experiente nos programas de r\u00e1dio e televis\u00e3o\u201d, afirma um integrante de um dos n\u00facleos de assessoria do capit\u00e3o reformado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cTivemos muita coisa nova. Nem eleitores, nem candidatos estavam prontos. Comunica\u00e7\u00e3o, impulsionamento, arrecada\u00e7\u00e3o de recursos, protagonismo da m\u00eddia social&#8230; N\u00e3o se entendeu muito bem como usar todas essas ferramentas. Um dos grandes desafios \u00e9 a mudan\u00e7a na cultura da doa\u00e7\u00e3o. O brasileiro n\u00e3o tem essa disposi\u00e7\u00e3o. Sem o dinheiro dos eleitores, fica tudo mais dif\u00edcil\u201d, detalha o especialista em marketing digital Marcelo Vitorino.<\/div>\n<div>\n<figure id=\"attachment_29571\" aria-describedby=\"caption-attachment-29571\" style=\"width: 820px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-29571 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?resize=696%2C694\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"694\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?w=820&amp;ssl=1 820w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?resize=768%2C766&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?resize=696%2C694&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/elei%C3%A7%C3%B5es.png?resize=421%2C420&amp;ssl=1 421w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29571\" class=\"wp-caption-text\">(foto: Editoria de Arte\/CB\/D.A Press)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<h3>Militantes de internet<\/h3>\n<div>Outro ponto observado por especialistas \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o incisiva dos militantes na internet. Eles usam as redes sociais para defender os pontos de vista e, muitas vezes, falam at\u00e9 em nome dos partidos. \u201cAs pessoas foram treinadas para agir assim. Criou-se uma animosidade em torno das celebridades, por exemplo. A t\u00e1tica de vincular o nome de um candidato a uma figura p\u00fablica \u00e9 antiga. O problema \u00e9 quando os seguidores cobram que uma pessoa famosa se posicione politicamente\u201d, explica o professor de ci\u00eancia pol\u00edtica da Universidade Estadual de Goi\u00e1s (UEG) Felippo Cerqueira.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Sem a presen\u00e7a do petista Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, preso em Curitiba, nos primeiros debates, e com Bolsonaro, internado em hospital, nos \u00faltimos encontros, os embates no r\u00e1dio e na televis\u00e3o perderam a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o no primeiro turno. \u201cOs temas acabaram entrando na campanha de qualquer forma. Veja, por exemplo, a quest\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d, afirma Amaro Grassi, soci\u00f3logo e coordenador da Diretoria de An\u00e1lise de Pol\u00edticas P\u00fablicas da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV\/DAP). \u201cAs discuss\u00f5es sobre economia, a partir da hist\u00f3ria da CPMF, do economista de Bolsonaro, Paulo Guedes, acabaram mostrando aumento de volume nas redes.\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O mais significativo nas mudan\u00e7as \u00e9 a velocidade da campanha na internet, principalmente no WhatsApp, a partir dos grupos fechados, avalia o professor da FGV. Em tal ambiente circular\u00e1 a maioria das fake news, como mostrou o Correio na semana passada. A estrutura das not\u00edcias falsas migrou dos textos que tentavam reproduzir o formato jornal\u00edstico para \u00e1udios e v\u00eddeos, principalmente depois que plataformas derrubaram p\u00e1ginas de produtores de fake news.<\/div>\n<h3>Longe dos programas<\/h3>\n<div class=\"row ads ads__with-bg mb-35 mt-35 hidden-print p-0\">\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-1700\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/brasil-politica\/internas_3__container__\">\u201cAs campanhas est\u00e3o horr\u00edveis de maneira geral\u201d, afirma o publicit\u00e1rio Chico Santa Rita, um dos maiores publicit\u00e1rios brasileiros, que hoje vive em Portugal. \u201cOs \u00faltimos lances do marketing eleitoral combinados com as a\u00e7\u00f5es dos pol\u00edticos afastaram o eleitor dos programas de televis\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 o que fazer. A situa\u00e7\u00e3o do Brasil est\u00e1 muito ruim, e as propagandas eleitorais refletem isso.\u201d Com as campanhas sem dinheiro para grandes contratados e depois dos esc\u00e2ndalos envolvendo os profissionais das campanhas, os marqueteiros se apagaram. Bolsonaro, o primeiro colocado na disputa, sequer tem um publicit\u00e1rio oficial. Pelo menos at\u00e9 agora.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong><span class=\"txt-gray author-wrapper text-nowrap d-inline-block mb-10\"><span class=\"hidden-print author-circle d-inline-block h5 mt-0 mb-0 text-center txt-serif\">Cr\u00e9dito:<\/span>\u00a0<span class=\"ml-10\">Leonardo Cavalcanti<\/span><\/span>\u00a0e\u00a0<span class=\"txt-gray author-wrapper text-nowrap d-inline-block mb-10\"><span class=\"ml-10\">Bernardo Bittar\/Correio Braziliense &#8211; dispon\u00edvel na internet 01\/10\/2018<\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A campanha de primeiro turno que come\u00e7ou com um presidi\u00e1rio exibindo os melhores \u00edndices nas pesquisas e chegou \u00e0 \u00faltima semana com um convalescente na dianteira dos levantamentos de inten\u00e7\u00e3o de votos tem outras particularidades. 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