{"id":29580,"date":"2018-10-02T01:37:31","date_gmt":"2018-10-02T04:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29580"},"modified":"2018-10-02T03:50:15","modified_gmt":"2018-10-02T06:50:15","slug":"conheca-os-6-principais-pontos-da-delacao-de-antonio-palocci","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/10\/02\/conheca-os-6-principais-pontos-da-delacao-de-antonio-palocci\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os 6 principais pontos da dela\u00e7\u00e3o de Antonio Palocci"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body\">\n<p class=\"story-body__introduction\">O juiz federal S\u00e9rgio Moro, de Curitiba (PR), decidiu na tarde desta segunda-feira retirar o sigilo de parte do acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-ministro Antonio Palocci. Ele fechou o acordo com a Pol\u00edcia Federal no Paran\u00e1 em abril deste ano.<\/p>\n<p>\u00c0 PF, Palocci narrou supostas irregularidades envolvendo os ex-presidentes da Rep\u00fablica Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, e o ex-presidente da Petrobras, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli (hoje coordenador de campanha do presidenci\u00e1vel petista Fernando Haddad). Em entrevistas anteriores sobre o assunto, eles negaram irregularidades.<\/p>\n<p>Nos trechos divulgados por ordem de Moro, Palocci tamb\u00e9m acusa pol\u00edticos de outros partidos, como os ex-deputados do MDB Henrique Eduardo Alves (RN) e Eduardo Cunha (RJ). O presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer (MDB), tamb\u00e9m \u00e9 mencionado. Os tr\u00eas sempre negaram qualquer participa\u00e7\u00e3o em irregularidades envolvendo a Petrobras.<\/p>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width lead\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/3364\/production\/_103665131_palocci-agebr.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/660\/cpsprodpb\/3364\/production\/_103665131_palocci-agebr.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Antonio Palocci\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Palocci (foto) est\u00e1 preso desde setembro de 2016 na Superintend\u00eancia da Pol\u00edcia Federal em Curitiba (PR), mesmo lugar de deten\u00e7\u00e3o de Lula.\u00a0Direito de imagem\u00a0AG\u00caNCIA BRASIL<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Palocci est\u00e1 preso desde setembro de 2016 na Superintend\u00eancia da PF em Curitiba &#8211; mesmo local onde est\u00e1 detido o ex-presidente Lula. Palocci j\u00e1 foi condenado na Lava Jato a 12 anos e dois meses de pris\u00e3o por corrup\u00e7\u00e3o passiva e lavagem de dinheiro, num caso envolvendo a empreiteira Odebrecht.<\/p>\n<p>Ao longo de 2017, Palocci disse em v\u00e1rios depoimentos p\u00fablicos a Moro que estava disposto a colaborar com a Lava Jato. Em setembro passado, por exemplo, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos Lula e Dilma afirmou a Moro que as palestras do ex-presidente, contratadas pela Odebrecht, eram parte de um &#8216;pacto de sangue&#8217; entre Lula e a empreiteira.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9124\/production\/_103665173_moro-pedro_oliveira-alep.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/9124\/production\/_103665173_moro-pedro_oliveira-alep.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"O juiz federal S\u00e9rgio Moro\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">S\u00e9rgio Moro tornou p\u00fablico o acordo de dela\u00e7\u00e3o de Palocci, homologado em junho pelo TRF-4.\u00a0Direito de imagem\u00a0PEDRO OLIVEIRA \/ ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARAN\u00c1<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Palocci tentou negociar um acordo de dela\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), que recusou a oferta dele no come\u00e7o de 2018. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integrava a for\u00e7a-tarefa da Lava Jato \u00e0 \u00e9poca, chegou a dizer que a proposta de dela\u00e7\u00e3o de Palocci era mais um &#8220;acordo do fim da picada&#8221; do que uma &#8220;dela\u00e7\u00e3o do fim do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas dos procuradores, Palocci fechou a negocia\u00e7\u00e3o com a PF, e o acordo foi aceito pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4\u00aa Regi\u00e3o, sediado em Porto Alegre (RS), em junho deste ano.<\/p>\n<p>Ao aceitar o acordo de Palocci, o desembargador federal Jo\u00e3o Pedro Gebran Neto escreveu que a homologa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o momento &#8220;adequado para aferir a idoneidade dos depoimentos dos colaboradores&#8221;. Os supostos crimes narrados por Palocci &#8220;dever\u00e3o ser refor\u00e7ados por prova&#8221;, disse Gebran. Ele lembra ainda que Palocci pode, inclusive, perder os benef\u00edcios conseguidos caso suas declara\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam provadas depois.<\/p>\n<p>Os depoimentos revelados nesta segunda-feira por Moro foram concedidos por Palocci ao delegado da PF paranaense Filipe Hille Pace, em mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>Em resposta \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o da dela\u00e7\u00e3o, a defesa de Lula negou as irregularidades citadas por Palocci e acusou Moro de &#8220;agir politicamente&#8221;. Divulgar a dela\u00e7\u00e3o agora \u00e9 tentar criar uma &#8216;bala de prata&#8217; \u00e0s v\u00e9speras do pleito deste domingo, disse a defesa.<\/p>\n<p>Em nota, a ex-presidente Dilma recha\u00e7ou as acusa\u00e7\u00f5es de Palocci e disse que ele fez uma &#8220;dela\u00e7\u00e3o implorada&#8221;. &#8220;Dadas em abril deste ano, as declara\u00e7\u00f5es do senhor Palocci tentam incriminar Lula, Dilma e outros dirigentes do PT, para obter o pr\u00eamio da liberdade, da redu\u00e7\u00e3o da pena e da posse de recursos os quais \u00e9 acusado de ter acumulado ilegalmente&#8221;, diz um trecho.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a abaixo alguns dos principais pontos da dela\u00e7\u00e3o de Palocci divulga nesta segunda-feira:<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/167FC\/production\/_103665129_plenario-agcd.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">1. &#8216;90% das medidas provis\u00f3rias editadas nos governos Lula e Dilma tinham propina&#8217;<\/h2>\n<p>Em seu termo de dela\u00e7\u00e3o, Palocci enumera algumas das formas que seriam usadas pelos partidos e pol\u00edticos para receber propina. Entre elas, estaria a adi\u00e7\u00e3o de emendas a medidas provis\u00f3rias, feitas sob encomenda para atender a interesses de empresas e setores econ\u00f4micos &#8211; que depois pagam os pol\u00edticos. Segundo Palocci, 90% das emendas parlamentares editadas nos anos Lula e Dilma envolveram propina: ou foram editadas pelo governo com este objetivo, ou receberam emendas fraudulentas no Congresso.<\/p>\n<p>O delator &#8220;estima que das mil medidas provis\u00f3rias editadas nos quatro governos do PT, em pelo menos novecentas houve tradu\u00e7\u00e3o de emendas ex\u00f3ticas em propina&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>Palocci, por\u00e9m, errou o n\u00famero: durante os anos do PT no poder, foram editadas 624 medidas provis\u00f3rias, segundo relat\u00f3rio da Secretaria-Geral da Mesa da C\u00e2mara, gerado a pedido da BBC News Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. &#8216;A maior parte das doa\u00e7\u00f5es oficiais de empresas, registradas no TSE, eram na verdade propina&#8217;<\/h2>\n<p>Discorrendo sobre as doa\u00e7\u00f5es de empreiteiras, Palocci diz que uma parte das grandes obras contratadas pela Petrobras fora do per\u00edodo eleitoral eram depois pagas com propinas na hora da elei\u00e7\u00e3o. &#8220;Grandes obras contratadas fora do per\u00edodo eleitoral faziam com que os empres\u00e1rios, no per\u00edodo das elei\u00e7\u00f5es, combinassem com os diretores (da Petrobras) que o compromisso pol\u00edtico da obra firmada anteriormente seria quitado com doa\u00e7\u00f5es oficiais acertadas com os tesoureiros dos partidos, coliga\u00e7\u00f5es, etc&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo Palocci, o dinheiro dado &#8220;por dentro&#8221;, isto \u00e9, de forma oficial, pode tamb\u00e9m ser il\u00edcito, &#8220;bastando que sua origem seja il\u00edcita&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A doa\u00e7\u00e3o oficial pode ser l\u00edcita e il\u00edcita, bastante verificar sua origem, sendo criminosa quando originadas em acertos de corrup\u00e7\u00e3o&#8221;, disse. &#8220;a maior parte das doa\u00e7\u00f5es registradas no TSE \u00e9 acometida de origem il\u00edcita&#8221;, diz um trecho do depoimento.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7D9C\/production\/_103665123_temer-alan_santos-pr.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/7D9C\/production\/_103665123_temer-alan_santos-pr.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Michel Temer\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Temer e outros emedebistas pressionaram para indicar Jorge Zelada para a diretoria da Petrobras, segundo Palocci.\u00a0Direito de imagem\u00a0ALAN SANTOS \/ PRESID\u00caNCIA DA REP\u00daBLICA<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. &#8216;Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves superfaturaram um contrato de US$ 800 milh\u00f5es na Petrobras&#8217;<\/h2>\n<p>No come\u00e7o do governo Lula, em 2003, o PMDB n\u00e3o tinha qualquer cargo na Petrobras. Isto mudou a partir de 2008, quando o ex-deputado Fernando Diniz (MDB) e outros emedebistas do Congresso conseguiram emplacar Jorge Zelada como diretor da \u00e1rea Internacional da Petrobras, segundo Palocci.<\/p>\n<p>Como exemplo, Palocci diz que Zelada &#8220;tratou de promover a celebra\u00e7\u00e3o de um contrato&#8221; na \u00e1rea internacional com a Odebrecht &#8220;com larga margem para propina, a qual alcan\u00e7ava cerca de 5% do valor total de 800 milh\u00f5es de d\u00f3lares, ou seja, 40 milh\u00f5es&#8221;. &#8220;O contrato, tamanha a ilicitude revestida nele, teve logo seu valor revisado e reduzido de 800 para 300 milh\u00f5es&#8221;, diz um trecho do depoimento &#8211; Palocci afirma ainda que o tema foi tratado por delatores da Odebrecht.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CBBC\/production\/_103665125_dilma1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/CBBC\/production\/_103665125_dilma1.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Dilma Rousseff\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">A ex-presidente Dilma n\u00e3o s\u00f3 sabia como participou dos acertos de propina em 2010, diz Palocci.\u00a0Direito de imagem\u00a0ROBERTO STUCKERT FILHO \/ PR<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. &#8216;Em reuni\u00e3o de 2010, Lula, Dilma e S\u00e9rgio Gabrielli acertaram propina por meio da constru\u00e7\u00e3o de sondas&#8217;<\/h2>\n<p>Na dela\u00e7\u00e3o, Palocci narra uma reuni\u00e3o &#8220;no in\u00edcio de 2010&#8221;, da qual ele teria participado com Lula, Dilma Rousseff e o ex-presidente da Petrobras e hoje coordenador de campanha de Haddad, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Gabrielli.<\/p>\n<p>Na reuni\u00e3o, diz Palocci, Lula &#8220;foi expresso ao solicitar do ent\u00e3o presidente da Petrobras (Gabrielli) que encomendasse a constru\u00e7\u00e3o de 40 sondas para garantir o futuro pol\u00edtico do pa\u00eds e do PT, com a elei\u00e7\u00e3o de Dilma, produzindo-se os navios para explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal e recursos para a campanha que se aproximava&#8221;.<\/p>\n<p>No encontro, Lula &#8220;afirmou que caberia ao colaborador (Palocci) gerenciar os recursos il\u00edcitos que seriam gerados e o seu devido emprego na campanha de Dilma&#8221;. Aquele foi o primeiro encontro realizado por Lula no qual tratou-se da &#8220;arrecada\u00e7\u00e3o de valores a partir de grandes contratos da Petrobras&#8221;, segundo o delator.<\/p>\n<p>Em sua dela\u00e7\u00e3o, Palocci disse ainda que o PT gastou, na verdade, R$ 1,4 bilh\u00e3o nas campanhas de Dilma Rousseff \u00e0 Presid\u00eancia em 2010 e 2014. O valor \u00e9 mais que o dobro do declarado oficialmente pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e tanto o PT quanto Dilma negam ter feito estes gastos.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">5. &#8216;3% do valor dos contratos de publicidade da Petrobras iam para o caixa do PT&#8217;<\/h2>\n<p>Sobre os esquemas de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras, Palocci afirma que 3% do total das verbas de publicidade da estatal petroleira eram desviados para o caixa do PT. O esquema seria operado por Wilson Santarosa, que \u00e0 \u00e9poca chefiava a Ger\u00eancia Executiva de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional da estatal.<\/p>\n<p>Santarosa era &#8220;conhecido l\u00edder sindical dos petroleiros e do PT de Campinas (SP), era pessoa ligada a Lula, a Luiz Marinho (hoje candidato do PT ao governo de S\u00e3o Paulo) e Jacob Bittar. Em sua ger\u00eancia, foram praticadas ilicitudes em conjunto com as empresas de marketing e propaganda&#8221;. As empresas &#8220;destinavam cerca de 3% dos valores dos contratos de publicidade ao PT atrav\u00e9s dos tesoureiros&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/119DC\/production\/_103665127_lula-ebc.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/119DC\/production\/_103665127_lula-ebc.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"O ex-presidente Lula\" width=\"696\" height=\"392\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Era comum Lula fingir surpresa ao ser informado de irregularidades; era uma forma de testar o interlocutor, diz Palocci.\u00a0Direito de imagem\u00a0FABIO RODRIGUES POZZEBOM \/ AG\u00caNCIA BRASIL<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">6. &#8216;Lula fingiu surpresa ao descobrir irregularidades na Petrobras&#8217;<\/h2>\n<p>Palocci descreve um encontro reservado com Lula em fevereiro de 2007, logo depois da reelei\u00e7\u00e3o do petista para o segundo mandato presidencial. A reuni\u00e3o ocorreu &#8220;em ambiente reservado, no primeiro andar&#8221; do pal\u00e1cio da Alvorada.<\/p>\n<p>Lula estava &#8220;bastante irritado&#8221;, e disse a Palocci ter ficado sabendo que os ex-diretores da Petrobras Renato Duque (ligado ao PT) e Paulo Roberto Costa (indicado pelo PP) estavam cometendo crimes em suas diretorias. Lula, ent\u00e3o, questionou Palocci sobre a veracidade dos relatos, e o delator teria confirmado a ele que sim, havia irregularidades. Lula, ent\u00e3o, perguntou quem tinha nomeado os dois, e Palocci respondeu que foram nomeados pelo pr\u00f3prio Lula.<\/p>\n<p>O delator diz acreditar que Lula &#8220;agiu daquela forma porque as pr\u00e1ticas il\u00edcitas dos diretores da estatal tinham chegado aos seus ouvidos e ele queria saber qual era a dimens\u00e3o dos crimes, bem como sua extens\u00e3o, e tamb\u00e9m se o colaborador (Palocci) aceitaria sua vers\u00e3o de que n\u00e3o sabia das pr\u00e1ticas il\u00edcitas que eram cometidas em ambas as diretorias, uma esp\u00e9cie de teste de vers\u00e3o, de defesa&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Essa pr\u00e1tica empregada por Lula era muito comum&#8221;, diz o depoimento. &#8220;Era comum Lula, em ambientes restritos, reclamar e at\u00e9 esbravejar sobre assuntos il\u00edcitos que chegavam a ele e que tinham ocorrido por sua decis\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o de Lula era clara no sentido de testar os interlocutores sobre seu grau de conhecimento e o impacto de sua negativa&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Shalders da<\/span><span class=\"byline__title\">\u00a0BBC Brasil em S\u00e3o Paulo &#8211; dispon\u00edvel na internet 02\/10\/2018<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O juiz federal S\u00e9rgio Moro, de Curitiba (PR), decidiu na tarde desta segunda-feira retirar o sigilo de parte do acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada do ex-ministro Antonio Palocci. 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