{"id":29675,"date":"2018-10-04T00:28:15","date_gmt":"2018-10-04T03:28:15","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29675"},"modified":"2018-10-04T05:01:37","modified_gmt":"2018-10-04T08:01:37","slug":"mais-de-109-mil-trabalhadores-fizeram-acordo-de-demissao-e-perderam-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/10\/04\/mais-de-109-mil-trabalhadores-fizeram-acordo-de-demissao-e-perderam-direitos\/","title":{"rendered":"Mais de 109 mil trabalhadores fizeram acordo de demiss\u00e3o e perderam direitos."},"content":{"rendered":"<p>Apesar da perda de direitos na hora da rescis\u00e3o, a demiss\u00e3o por comum acordo entre patr\u00e3o e trabalhador, sem a presen\u00e7a do sindicato da categoria, criada pela reforma Trabalhista do ileg\u00edtimo e golpista Michel Temer (MDB-SP), tem aumentado no Pa\u00eds, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>De acordo com o Caged, desde a aprova\u00e7\u00e3o da nova legisla\u00e7\u00e3o, em novembro do ano passado, 109.508 trabalhadores e trabalhadoras assinaram acordos para rescindir os contratos de trabalho e, com isso, perderam o direito ao seguro-desemprego, receberam metade do aviso-pr\u00e9vio (em caso de indeniza\u00e7\u00e3o) e apenas 20% da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) paga pelo patr\u00e3o &#8211; e n\u00e3o mais os 40% a que tinha direito.<\/p>\n<p>Na hora de sacar os valores depositados na conta individual do FGTS, outro baque: quem assina esse tipo de acordo pode tirar 80% do total. Os 20% restantes ficam depositados e ser\u00e3o incorporados aos valores que forem depositados no futuro, se o trabalhador ou trabalhadora conseguir emprego com carteira assinada. Se n\u00e3o conseguir mais emprego com carteira assinada, poder\u00e1 sacar somente quando se aposentar ou caso utilize o valor para financiamento da casa pr\u00f3pria ou para adquirir linhas de cr\u00e9dito que utilize o FGTS como garantia.<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria de Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho da CUT, Gra\u00e7a Costa, o aumento das demiss\u00f5es por acordo mostram cada vez mais os efeitos nefastos da reforma Trabalhista. Segundo ela, a multa de 40% sobre o FGTS e demais verbas funcionavam como um mecanismo de limita\u00e7\u00e3o \u00e0 alta taxa de rotatividade e davam certa prote\u00e7\u00e3o aos trabalhadores e trabalhadoras empregados.<\/p>\n<p>\u201cCom esse recorte das verbas rescis\u00f3rias, principalmente da multa do FGTS, a tend\u00eancia \u00e9 que aumente mais ainda a rotatividade e, pior, que haja uma cont\u00ednua queda da renda salarial, pois as empresas optar\u00e3o por contratos de trabalho prec\u00e1rios e tempor\u00e1rios para preencher as vagas abertas pelos que sa\u00edram do emprego mediante acordo\u201d.<\/p>\n<h2><strong>Perfil dos trabalhadores que fazem acordo<\/strong><\/h2>\n<p>Levantamento feito pela subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT mostra que a m\u00e9dia salarial e o tempo de servi\u00e7o dos trabalhadores e trabalhadoras que assinaram esse tipo de acordo s\u00e3o maiores do que todas as outras modalidades de demiss\u00e3o. Enquanto a m\u00e9dia salarial dos demitidos sem justa causa (maioria dos casos) \u00e9 de R$ 1.740,20, a m\u00e9dia dos desligados por \u201ccomum acordo\u201d \u00e9 de R$ 2.135,66.<\/p>\n<p>Os trabalhadores que foram demitidos por acordo com patr\u00e3o tinham, em m\u00e9dia, tr\u00eas anos e nove meses de empresa. J\u00e1 os que foram demitidos sem justa causa trabalhavam, em m\u00e9dia, dois anos e sete meses na empresa.<\/p>\n<h2><strong>Caged<\/strong><\/h2>\n<p>Em novembro de 2017, o Cageg registrou 855 desligamentos por comum acordo entre patr\u00e3o e trabalhador. Em dezembro, um m\u00eas ap\u00f3s a mudan\u00e7a na lei, foram fechados 5.841 acordos. J\u00e1 em agosto deste ano, \u00faltimo dado dispon\u00edvel, o total chegou a 15.010.<\/p>\n<p>Somente em agosto, 74,5% dos casos de demiss\u00e3o por acordo foram no servi\u00e7o e com\u00e9rcio. Os estados das Regi\u00f5es Sul e Sudeste foram os que apresentaram os maiores n\u00fameros: S\u00e3o Paulo, com 3.952 acordos, seguido por Paran\u00e1 (1.445), Santa Catarina (1.259), Minas Gerais (1193), Rio Grande do Sul (1166) e Rio de Janeiro (1045).<\/p>\n<p>As ocupa\u00e7\u00f5es mais sujeitas a esse tipo de acordo, em que o negociado prevalece sobre os direitos hist\u00f3ricos garantidos pela lei, foram vendedores de com\u00e9rcio e varejistas, auxiliares de escrit\u00f3rio, assistentes administrativo, vigilantes e faxineiros.<\/p>\n<h2><strong>O que perde o trabalhador que negocia sozinho a demiss\u00e3o:<\/strong><\/h2>\n<p>&#8211; 50% do aviso-pr\u00e9vio e da multa do saldo do FGTS<\/p>\n<p>&#8211; perde o direito de receber 40% da multa das verbas rescis\u00f3rias e recebe apenas 20%<\/p>\n<p>&#8211; perde o direito de acessar o seguro-desemprego<\/p>\n<p>&#8211; n\u00e3o consegue sacar o valor total do FGTS, somente 80%<\/p>\n<p><strong>CONDSEF\/FENADSEF \/Portal CUT &#8211; 04\/10\/2018<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da perda de direitos na hora da rescis\u00e3o, a demiss\u00e3o por comum acordo entre patr\u00e3o e trabalhador, sem a presen\u00e7a do sindicato da categoria, criada pela reforma Trabalhista do ileg\u00edtimo e golpista Michel Temer (MDB-SP), tem aumentado no Pa\u00eds, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Minist\u00e9rio do Trabalho. 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