{"id":29900,"date":"2018-10-13T03:42:41","date_gmt":"2018-10-13T06:42:41","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=29900"},"modified":"2018-10-13T06:50:25","modified_gmt":"2018-10-13T09:50:25","slug":"stj-segunda-turma-reitera-que-erro-da-administracao-nao-obriga-servidor-a-devolver-valores-recebidos-de-boa-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/10\/13\/stj-segunda-turma-reitera-que-erro-da-administracao-nao-obriga-servidor-a-devolver-valores-recebidos-de-boa-fe\/","title":{"rendered":"STJ: Segunda Turma reitera que erro da administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o obriga servidor a devolver valores recebidos de boa-f\u00e9"},"content":{"rendered":"<div class=\"conteudo_detalhe\">\n<div class=\"bloco_conteudo\">\n<div class=\"bloco_conteudo_noticias\">\n<div class=\"bloco_conteudo_cabecalho\">\n<h6 class=\"titulo_texto\">A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reafirmou o entendimento de que verbas de car\u00e1ter alimentar pagas a mais por erro da administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser devolvidas quando recebidas de boa-f\u00e9 pelo benefici\u00e1rio. Os ministros mantiveram verba recebida h\u00e1 20 anos por servidora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que foi contestada durante processo de aposentaria.<\/h6>\n<\/div>\n<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<p>Em of\u00edcio da universidade, a servidora foi informada de que a parcela correspondente \u00e0s horas extras incorporadas durante o regime celetista seria suprimida dos seus proventos, por determina\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), o qual exigiu ainda que os valores recebidos indevidamente fossem restitu\u00eddos.<\/p>\n<p>A servidora recorreu ao TCU alegando a ocorr\u00eancia de decad\u00eancia, viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica e a impossibilidade de reposi\u00e7\u00e3o ao er\u00e1rio dos valores recebidos de boa-f\u00e9. No entanto, o TCU negou provimento ao pedido, e o caso foi para a Justi\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Incab\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa regi\u00e3o (TRF4) considerou incab\u00edvel o desconto quando o equ\u00edvoco resulta de erro administrativo e a quantia \u00e9 recebida de boa-f\u00e9.<\/p>\n<p>A universidade interp\u00f4s recurso especial no STJ, mas o relator, ministro Herman Benjamin, afirmou que o TRF4 decidiu de acordo com a jurisprud\u00eancia, ao consignar que &#8220;n\u00e3o pode a administra\u00e7\u00e3o retirar rubrica paga h\u00e1 mais de 20 anos \u00e0 servidora, sob argumento de que a aposentadoria \u00e9 ato complexo que s\u00f3 se perfectibiliza ap\u00f3s o registro no Tribunal de Contas, quando o ato que manteve o pagamento da parcela \u00e9 estranho \u00e0 an\u00e1lise do cumprimento dos pressupostos da concess\u00e3o da aposentadoria&#8221;.<\/p>\n<p>Em seu voto, ele esclareceu que o STJ \u201cvem decidindo, de forma reiterada, que verbas de car\u00e1ter alimentar pagas a maior em face de conduta err\u00f4nea da administra\u00e7\u00e3o ou da m\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o devem ser devolvidas quando recebidas de boa-f\u00e9\u201d.<\/p>\n<p><strong>Decad\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>O ministro ressaltou que somente quando o processo de aposentadoria foi encaminhado ao TCU \u00e9 que o pagamento referente \u00e0s horas extras, reconhecidas em a\u00e7\u00e3o trabalhista, foi considerado ilegal.<\/p>\n<p>\u201cTranscorridos mais de 20 anos do primeiro pagamento da vantagem, e levando-se em conta que os prazos decadenciais, diferentemente do que ocorre com os prazos de prescri\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o suscet\u00edveis de suspens\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o, a conclus\u00e3o que se tira \u00e9 a da decad\u00eancia do direito de a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal invalidar o ato administrativo que concedeu a vantagem\u201d, considerou o relator, entendendo que est\u00e3o preenchidos os requisitos estabelecidos no\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L9784.htm#art54\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo 54<\/a><\/strong>\u00a0da Lei 9.784\/99.<\/p>\n<p>Herman Benjamin observou que o\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L8112cons.htm#art46\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo 46<\/a><\/strong>\u00a0da Lei 8.112\/90 prev\u00ea a possibilidade de reposi\u00e7\u00e3o ao er\u00e1rio de pagamento feito indevidamente ao servidor p\u00fablico, ap\u00f3s a pr\u00e9via comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, ressaltou que essa regra \u201ctem sido interpretada pela jurisprud\u00eancia desta Corte Superior com alguns temperamentos, mormente em decorr\u00eancia de princ\u00edpios gerais do direito, como a boa-f\u00e9, que acaba por impedir que valores pagos de forma indevida sejam devolvidos ao er\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"obj_texto_autor\"><\/div>\n<div>\n<div class=\"obj_texto_label_processos\"><span class=\"texto\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)\u00a0<span class=\"destaque\">processo(s):<\/span><\/span><span class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201762208\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">REsp 1762208<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"obj_texto_label_atendimento\">\n<div class=\"texto_atendimento\"><\/div>\n<div><strong>STJ 12\/10\/2018<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reafirmou o entendimento de que verbas de car\u00e1ter alimentar pagas a mais por erro da administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o devem ser devolvidas quando recebidas de boa-f\u00e9 pelo benefici\u00e1rio. 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