{"id":31263,"date":"2018-11-27T00:52:14","date_gmt":"2018-11-27T03:52:14","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=31263"},"modified":"2018-11-27T04:54:44","modified_gmt":"2018-11-27T07:54:44","slug":"de-bem-com-a-vida-acordo-pretende-reduzir-144-mil-toneladas-de-acucar-de-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2018\/11\/27\/de-bem-com-a-vida-acordo-pretende-reduzir-144-mil-toneladas-de-acucar-de-alimentos\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: Acordo pretende reduzir 144 mil toneladas de a\u00e7\u00facar de alimentos"},"content":{"rendered":"<p>O governo brasileiro assinou ontem (26) acordo com a ind\u00fastria de alimentos para reduzir o consumo de 144 mil toneladas de a\u00e7\u00facar at\u00e9 2022. Isso representa, por exemplo, uma redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 62,4% do a\u00e7\u00facar presente hoje em biscoitos.<\/p>\n<p>\u201cEstamos gradativamente melhorando a sa\u00fade da nossa popula\u00e7\u00e3o\u201d, diz o ministro da Sa\u00fade, Gilberto Occhi. \u201cDentro do que a OMS [Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade] recomenda, vamos buscar sempre que o cidad\u00e3o tenha informa\u00e7\u00e3o e, gradativamente, com a redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de a\u00e7\u00facar desses alimentos, eles se tornar\u00e3o mais saud\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os brasileiros consomem, em m\u00e9dia, 80 gramas de a\u00e7\u00facar por dia, o que equivale a 18 colheres de ch\u00e1. A maior parte, 64% desse consumo, \u00e9 de a\u00e7\u00facar adicionado ao alimento. Os outros 36% tratam-se do a\u00e7\u00facar presente nos alimentos industrializados.<\/p>\n<p>A meta, seguindo a recomenda\u00e7\u00e3o da OMS, \u00e9 reduzir o consumo de a\u00e7\u00facar, por pessoa, para 50 gramas por dia, o equivalente a cerca de 12 colheres de ch\u00e1 de a\u00e7\u00facar. Se poss\u00edvel, esse consumo dever\u00e1 ser reduzido para 25 gramas, aproximadamente, 6 colheres de ch\u00e1.<\/p>\n<p>Segundo a OMS, o consumo de a\u00e7\u00facar deve ser equivalente a at\u00e9 10% do total das calorias di\u00e1rias. Se poss\u00edvel, deve chegar a 5% das calorias di\u00e1rias.<\/p>\n<p>O ministro da Sa\u00fade, Gilberto Occhi, assina o primeiro acordo para a redu\u00e7\u00e3o do teor de a\u00e7\u00facar nos alimentos industrializados.<br \/>\nO ministro da Sa\u00fade, Gilberto Occhi, assina o primeiro acordo para a redu\u00e7\u00e3o do teor de a\u00e7\u00facar nos alimentos industrializados. &#8211; Wilson Dias\/Ag\u00eancia Brasil<br \/>\nDe acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, maus h\u00e1bitos como alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, al\u00e9m de tabagismo, inatividade f\u00edsica e uso nocivo do \u00e1lcool aumentam a obesidade em mais de 60%, o diabetes em homens em 54% e em mulheres, 28%. A estimativa de casos de c\u00e2ncer aumenta em 27,6% com esses h\u00e1bitos.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, \u00e9 necess\u00e1ria tamb\u00e9m a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a respons\u00e1vel pela adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar nos alimentos. \u201c[O acordo assinado] \u00e9 uma parte, que \u00e9 papel do Estado e da ind\u00fastria, procurar oferecer ao cidad\u00e3o alimentos mais saud\u00e1veis para que possa evitar doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>Porcentagens de redu\u00e7\u00e3o<br \/>\nO acordo foi firmado com a ind\u00fastria brasileira que se compromete a reduzir o a\u00e7\u00facar em cinco categorias de alimentos: bebidas a\u00e7ucaradas, biscoitos, bolos e misturas, achocolatados e produtos l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>As metas ser\u00e3o monitoradas a cada dois anos e valer\u00e3o para os produtos em cada uma das categorias que t\u00eam a maior quantidade de a\u00e7\u00facar consumido pela popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2022, os bolos reduzir\u00e3o at\u00e9 32,4%; as misturas para bolos, 46,1%; as bebidas a\u00e7ucaradas, 33,8%; os produtos l\u00e1cteos, 53,9%; os achocolatados, 10,5%; os biscoitos, 62,4%.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias da Alimenta\u00e7\u00e3o (Abia), Wilson Mello, os termos do acordo assinado hoje foram discutidos ao longo do \u00faltimo ano. Desde 2007, v\u00e1rios acordos com a ind\u00fastria s\u00e3o firmados para tornar os alimentos mais saud\u00e1veis. Primeiro, de acordo com Mello, foi pactuada a redu\u00e7\u00e3o de gordura trans, depois, do sal.<\/p>\n<p>\u201c[Vamos] movimentar toda a ind\u00fastria para que reduza, dentro do maior n\u00edvel poss\u00edvel, os \u00edndices de a\u00e7\u00facar nos alimentos. Fizemos isso com o s\u00f3dio e vamos fazer com os a\u00e7\u00facares\u201d, diz. \u201c\u00c9 um compromisso, assinado agora, mas \u00e9 movimento que vem sendo feito nos \u00faltimos anos sob demanda do pr\u00f3prio consumidor\u201d.<\/p>\n<p>Assinaram o acordo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), que far\u00e1 o monitoramento, a Abia, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Refrigerantes e de Bebidas n\u00e3o Alc\u00f3olicas, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Biscoitos, Massas Aliment\u00edcias e P\u00e3es e Bolos Industrializados e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Latic\u00ednios.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 27\/11\/2018<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo brasileiro assinou ontem (26) acordo com a ind\u00fastria de alimentos para reduzir o consumo de 144 mil toneladas de a\u00e7\u00facar at\u00e9 2022. 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