{"id":33123,"date":"2019-01-30T02:00:31","date_gmt":"2019-01-30T05:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=33123"},"modified":"2019-01-30T04:05:38","modified_gmt":"2019-01-30T07:05:38","slug":"carlos-alexandre-da-costa-visita-o-campus-armenio-lobo-da-cunha-filho-do-inmetro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/01\/30\/carlos-alexandre-da-costa-visita-o-campus-armenio-lobo-da-cunha-filho-do-inmetro\/","title":{"rendered":"Carlos Alexandre da Costa visita o \u201cCampus Arm\u00eanio Lobo da Cunha Filho\u201d do Inmetro."},"content":{"rendered":"<p>O Inmetro recebe, hoje (30) a visita do secret\u00e1rio Especial de Produtividade Emprego e Competitividade, do Minist\u00e9rio da Economia, Carlos Alexandre da Costa.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio cumpre uma extensa agenda no Rio de Janeiro, visitar\u00e1 o Inmetro, o Inpi e ser\u00e1 recebido pela diretoria da Firjan.<\/p>\n<p>No Inmetro far\u00e1 uma apresenta\u00e7\u00e3o ao corpo funcional do Instituto, \u00e0s 9 h, no Audit\u00f3rio do Pr\u00e9dio 6 do \u201cCampus Arm\u00eanio Lobo da Cunha Filho\u201d onde abordar\u00e1 a pauta econ\u00f4mica do Governo Federal para aumentar a produtividade e a competitividade do pa\u00eds, com \u00eanfase em lideran\u00e7a e inova\u00e7\u00e3o, e o reconhecimento da import\u00e2ncia do Inmetro para a sociedade. Est\u00e1 programada tamb\u00e9m visita aos laborat\u00f3rios do Campus de Xer\u00e9m.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 a primeira visita oficial do secret\u00e1rio Carlos da Costa \u00e0s autarquias vinculadas \u00e0 sua pasta no Minist\u00e9rio da Economia e instaladas no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O evento ser\u00e1 transmitido ao vivo pelo link <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/tvinmetro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.youtube.com\/tvinmetro<\/a> .<\/p>\n<p><strong>Fonte: Presi\/Inmetro &#8211; 30\/01\/2019<\/strong><\/p>\n<h1 class=\"txt-serif\">&#8220;Acabou a era do pires nas m\u00e3os&#8221;, afirma Carlos Alexandre da Costa<\/h1>\n<figure id=\"attachment_31340\" aria-describedby=\"caption-attachment-31340\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carlosalexandredacosta-t%C3%A2niar%C3%AAgo-agenciabrasil.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-31340 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carlosalexandredacosta-t%C3%A2niar%C3%AAgo-agenciabrasil.jpg?resize=300%2C150\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carlosalexandredacosta-t%C3%A2niar%C3%AAgo-agenciabrasil.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carlosalexandredacosta-t%C3%A2niar%C3%AAgo-agenciabrasil.jpg?resize=696%2C348&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carlosalexandredacosta-t%C3%A2niar%C3%AAgo-agenciabrasil.jpg?resize=741%2C372&amp;ssl=1 741w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/carlosalexandredacosta-t%C3%A2niar%C3%AAgo-agenciabrasil.jpg?w=745&amp;ssl=1 745w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31340\" class=\"wp-caption-text\">Carlos Alexandre da Costa &#8211; secret\u00e1rio Especial de Produtividade Emprego e Competitividade, do Minist\u00e9rio da Economia. Imagem Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/figcaption><\/figure>\n<h4 class=\"txt-gray mb-0\">Secret\u00e1rio de Produtividade, Emprego e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia defende queda de obst\u00e1culos para o empreendedor brasileiro crescer, mas avisa que privil\u00e9gios, incluindo parte dos subs\u00eddios, v\u00e3o acabar<\/h4>\n<div class=\"row ads ads__with-bg mb-35 mt-35 hidden-print p-0\">\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-1700\" data-google-query-id=\"CIqE8erilOACFXoMswAd4v4OJQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/6887\/portal-correioweb\/correiobraziliense-com-br\/economia\/internas_3__container__\">\n<div>O secret\u00e1rio especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Minist\u00e9rio da Economia, Carlos Alexandre da Costa, faz um alerta para os empres\u00e1rios acostumados a virem a Bras\u00edlia em busca de benef\u00edcios do governo. \u201cAcabou a era do pires nas m\u00e3os\u201d, afirma. Ele explica que o governo buscar\u00e1 oferecer condi\u00e7\u00f5es adequadas de competi\u00e7\u00e3o e de gera\u00e7\u00e3o de empregos. Ao mesmo tempo, os subs\u00eddios sem retorno ser\u00e3o extintos. \u201cOs subs\u00eddios n\u00e3o s\u00e3o favores, mas, sim, contrapartidas aos obst\u00e1culos para possibilitar a sobreviv\u00eancia de alguns setores. Somos contra subs\u00eddios de baixa efetividade\u201d, frisa.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Costa defende a desburocratiza\u00e7\u00e3o e a simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A complexidade do sistema atual criou paradoxos como o Simples, um dos subs\u00eddios que mais pesam na conta de ren\u00fancia fiscal e, ao mesmo tempo, impede que muitas empresas cres\u00e7am por conta da situa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. \u201cDeveria ser simples ser empres\u00e1rio e criar empregos. Enquanto a gente tem um pa\u00eds t\u00e3o dif\u00edcil e complexo, \u00e9 um benef\u00edcio o Simples\u201d, declara. \u201cO Simples n\u00e3o deveria ser um benef\u00edcio e, sim, o Brasil deveria ser simples\u201d, emenda.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A secretaria de Costa absorveu boa parte de dois minist\u00e9rios, o da Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio Exterior e Servi\u00e7os (Mdic) e o do Trabalho. Uma das metas do novo governo \u00e9 conseguir fazer a produ\u00e7\u00e3o do trabalhador brasileiro passar dos atuais 23% da produ\u00e7\u00e3o do trabalhador norte-americano para 40%, mesmo percentual da d\u00e9cada de 1980. Contudo, ele admite que, nesse processo, ser\u00e1 necess\u00e1rio tamb\u00e9m fazer as reformas e atrair investimentos em infraestrutura para garantir crescimento sustent\u00e1vel acima de 4% por longo per\u00edodo. Na avalia\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio, a prioridade do novo governo \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia e das demais necess\u00e1rias para a retomada do crescimento. Com isso, o Brasil poder\u00e1 criar 10 milh\u00f5es de empregos em quatro anos. \u201cIsso \u00e9 poss\u00edvel se n\u00f3s aprovarmos as reformas e mais todo o trabalho de desobstru\u00e7\u00e3o do setor produtivo, com melhoria no Sine (Sistema Nacional do Emprego) e qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, al\u00e9m da retomada da economia que vem naturalmente com as reformas\u201d, diz. A seguir, os principais trechos da entrevista que Costa concedeu ao&nbsp;<strong>Correio<\/strong>:<\/div>\n<h3>Qual \u00e9 o recado do novo governo aos empres\u00e1rios que est\u00e3o vindo falar com o senhor?<\/h3>\n<div>Acabou a era do pires nas m\u00e3os. Em uma sociedade democr\u00e1tica, que valoriza a produ\u00e7\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o pode ter um empresariado que fica pedindo e que \u00e9 subserviente ao governo. O governo \u00e9 quem serve e quem tem de fazer o m\u00e1ximo para que o pa\u00eds tenha condi\u00e7\u00f5es adequadas de competi\u00e7\u00e3o e de gera\u00e7\u00e3o de empregos. \u00c9 a invers\u00e3o da l\u00f3gica. N\u00f3s est\u00e1vamos virando um pa\u00eds socialista.<\/div>\n<h3>Mas a gente s\u00f3 socializava a perda, n\u00e3o o lucro, certo?<\/h3>\n<div>O lucro tamb\u00e9m estava sendo socializado com a nossa carga tribut\u00e1ria elevad\u00edssima. O governo estava ficando com partes mais importantes da produ\u00e7\u00e3o. Com a tributa\u00e7\u00e3o excessiva sobre a produ\u00e7\u00e3o e o emprego, passou a ser o maior s\u00f3cio no lucro das empresas tamb\u00e9m. E essa revers\u00e3o de esp\u00edrito est\u00e1 na ess\u00eancia do que a gente faz. O centro \u00e9 a sociedade e n\u00e3o o governo. O centro da nossa secretaria \u00e9 quem produz, quem gera emprego.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<h3>Por que se criou essa distor\u00e7\u00e3o em que o governo passou a ser o centro e n\u00e3o a sociedade? Onde ocorreu o erro<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>Houve um processo, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, de crescimento do lado monstro do governo. Toda organiza\u00e7\u00e3o, toda pessoa, tem seu lado m\u00e9dico e seu lado monstro. Tudo aquilo que atrapalha e que precisa de controle come\u00e7ou a se expandir enquanto as fun\u00e7\u00f5es adequadas, as fun\u00e7\u00f5es importantes do governo, come\u00e7aram a minguar. Isso decorreu de uma captura das pol\u00edticas p\u00fablicas por grupos que se alimentavam disso. Em vez de trazerem benef\u00edcios para a sociedade, impunham custos. E, ao mesmo tempo, para tentar equilibrar esse excesso de obst\u00e1culos para a produ\u00e7\u00e3o e para a competitividade, foram sendo criados incentivos compensat\u00f3rios. Isso foi uma l\u00f3gica que certamente beneficiou aqueles setores e aquelas pessoas que sabiam lidar com esse mecanismo, mas prejudicou de maneira desmesurada a grande maioria.<\/div>\n<h3>Vimos a\u00ed que o pa\u00eds n\u00e3o cresceu, n\u00e3o gerou o n\u00famero de empregos que se prometia. Temos um ex\u00e9rcito de 12 milh\u00f5es de desempregados e mais de 26 milh\u00f5es de desocupados, desalentados e subocupados. O que fazer?<\/h3>\n<div>S\u00e3o 26 milh\u00f5es de pessoas que sofrem diretamente pela falta de emprego. Se multiplicarmos esse n\u00famero por quatro, supondo que outras tr\u00eas pessoas vivam e\/ou dependam de parte da renda dessa pessoa, estamos falando de metade da popula\u00e7\u00e3o que sofre por falta de emprego. Isso \u00e9 inadmiss\u00edvel. Estamos vivendo uma emerg\u00eancia social hoje e o governo tem essa sensibilidade. Precisamos correr para reverter essa trag\u00e9dia. E, ao mesmo tempo, tem um n\u00famero que, para mim, \u00e9 o mais emblem\u00e1tico: o de que, hoje, o trabalhador brasileiro tem uma produtividade m\u00e9dia de 23% de um trabalhador norte-americano.<\/div>\n<h3>Ou seja, mais de quatro brasileiros s\u00e3o necess\u00e1rios para produzir o que um americano produz no h\u00e3o de f\u00e1brica.<\/h3>\n<div>Exato. E mais: em 1980, era 40%, que j\u00e1 era baixo. N\u00f3s despencamos de 40% para 23% nos \u00faltimos anos e continuamos caindo. Quando essa taxa chegou em 35%, era o fundo do po\u00e7o, mas depois foi para 30%, para 25%. Derretemos. E esse po\u00e7o n\u00e3o tem fundo. Estamos revertendo a origem e precisamos, rapidamente, voltar, pelo menos, a 40%. Agora, isso \u00e9 uma oportunidade.<\/div>\n<h3>E como ser\u00e1 feito?<\/h3>\n<div>Primeiro, temos que desfazer os obst\u00e1culos que foram sendo colocados nos \u00faltimos anos e que foram contrapartida para o pires. O pa\u00eds colocava um obst\u00e1culo e vinha algu\u00e9m com um pires e pedia um trocado para compensar a dificuldade do obst\u00e1culo. A\u00ed colocava outro obst\u00e1culo e vinha mais gente de pires aqui em Bras\u00edlia, formando uma fila para tentar sobreviver. Enquanto isso, o governo, para, inclusive, conceder esses incentivos compensat\u00f3rios, tinha que aumentar imposto, ou aumentar a d\u00edvida, ou piorar o resultado fiscal. Entramos em um c\u00edrculo vicioso de destrui\u00e7\u00e3o da competitividade brasileira e a primeira coisa \u00e9 removermos os principais obst\u00e1culos. E, para isso, estamos com equipes aqui trabalhando em cada setor. Uma das conversas foi sobre isso. Por exemplo, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que, de longe, mais tem dificuldades para liberar um ve\u00edculo. Do momento em que o carro est\u00e1 pronto na f\u00e1brica at\u00e9 o cliente final, \u00e0s vezes, demora tr\u00eas meses.<\/div>\n<h3>Por que isso?<\/h3>\n<div>Pela quantidade de carimbos, processos e burocracias que foram sendo criados sem que se imaginasse o impacto disso na produtividade. Com cada setor que conversamos, ouvimos hist\u00f3rias daquilo que atrapalha. S\u00f3 que, em vez de darmos tiro para tudo quanto \u00e9 lado, estamos priorizando, em cada setor, em cada cadeia produtiva, aquelas medidas que t\u00eam mais impacto. Vamos desobstruir e remover os obst\u00e1culos que foram criados.<\/div>\n<h3>E o que mais ser\u00e1 feito?<\/h3>\n<div>H\u00e1 falta de capital humano no pa\u00eds. Infelizmente, educa\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra n\u00e3o foram prioridades nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Durante o b\u00f4nus demogr\u00e1fico, quando um percentual da popula\u00e7\u00e3o crescente ia para o mercado de trabalho, o que se precisava era de gente para operar as m\u00e1quinas. Hoje em dia, 70% do valor criado no mundo \u00e9 intang\u00edvel. \u00c9 design, pesquisa de mercado, engenharia, modelo de neg\u00f3cio, estrat\u00e9gia de distribui\u00e7\u00e3o, que dependem muito de capital humano, de gente boa. E n\u00f3s, segundo o \u00faltimo Global Talent Competitiveness Index, divulgado em Davos (Su\u00ed\u00e7a), estamos piorando na corrida dos talentos. Vamos atacar esse problema e ter um grande Plano Nacional de Qualifica\u00e7\u00e3o para reduzir o gap, a defasagem que temos na qualifica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<h3>Mas o que \u00e9 preciso para melhorar essa qualifica\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n<div>Precisamos voltar a investir em qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra. As empresas brasileiras investem muito pouco, porque, nessa crise que n\u00f3s temos vivido, com impostos cada vez mais altos, com juros excessivos nas \u00faltimas d\u00e9cadas, n\u00e3o sobra dinheiro para isso. E o governo tamb\u00e9m investe pouco, porque n\u00e3o tem sido uma prioridade e, mesmo quando tinha dinheiro, investiu mal. Teve ano em que foram investidos R$ 7 bilh\u00f5es no Pronatec, por exemplo, mas foi muito mal investido. Pesquisas do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostram que, \u00e0s vezes, a pessoa fazia um desses programas e a chance de encontrar um emprego melhor ca\u00eda. Era melhor n\u00e3o ter feito.<\/div>\n<h3>E isso vale para o Ci\u00eancia sem Fronteiras?&nbsp;<\/h3>\n<div>Eu n\u00e3o vi os dados do Ci\u00eancia sem Fronteiras.<\/div>\n<h3>O Presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico) deu uma entrevista para o Correio dizendo que a maioria foi fazer turismo. N\u00e3o houve retorno do investimento que custou R$ 4 bilh\u00f5es por ano. Nem 2% dos bolsistas aproveitaram o interc\u00e2mbio.<\/h3>\n<div>Que vergonha! Desperdi\u00e7aram e, como n\u00e3o havia efetividade, acabaram com esse recurso. Foi correto na \u00e9poca. Aqui, por exemplo, no antigo Mdic, tinha um programa, o Pronatec Ind\u00fastria, que foi o \u00fanico que funcionou. Estudamos isso e queremos voltar a ter coisas semelhantes, n\u00e3o s\u00f3 para desempregados, porque ele trabalhava junto com as ind\u00fastrias, junto com empresas para entender exatamente quais eram as compet\u00eancias, as qualifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e, depois, na implementa\u00e7\u00e3o. Hoje, no mundo, as pessoas aprendem muito on the job, fazendo. Ent\u00e3o, fazer uma qualifica\u00e7\u00e3o longe das empresas \u00e9 um erro. Tinha uma cidade com uma \u00fanica padaria e fizeram curso para treinar 20 padeiros. Isso \u00e9 totalmente desconectado.<\/div>\n<h3>E o que mais?<\/h3>\n<div>Tem todo esse trabalho de remover os obst\u00e1culos, melhorar o capital humano, moderniza\u00e7\u00e3o e digitaliza\u00e7\u00e3o das empresas. Estamos muito atr\u00e1s dos outros pa\u00edses. Nos \u00faltimos anos, enquanto todos investiram na digitaliza\u00e7\u00e3o de processos, em ind\u00fastria 4.0 e assim por diante, n\u00f3s est\u00e1vamos em crise. Nem aprendemos o que t\u00ednhamos que fazer. Hoje, falta, em boa parte das empresas brasileiras, a capacidade de definir aquilo que precisa ser feito. Vamos ampliar muito o programa Brasil mais Produtivo (B+P), que come\u00e7ou uma coisa pequena, com 3.000 empresas, com uma pr\u00e1tica de gest\u00e3o. Estamos fazendo um c\u00e1lculo de quanto ser\u00e1 esse aumento e quais ser\u00e3o as outras pr\u00e1ticas de gest\u00e3o internacionalmente verificadas como efetivas. \u00c9 preciso saber tomar decis\u00e3o em um mundo complexo, cada vez mais com muitas oportunidades e desafios. Outro tema important\u00edssimo \u00e9 a infraestrutura. N\u00f3s destru\u00edmos nossa infraestrutura.<\/div>\n<h3>O pa\u00eds n\u00e3o investe nem para manter a estrutura atual?<\/h3>\n<div>Sim. Em 1980, nosso estoque de infraestrutura era 68% do PIB Produto Interno Bruto). O ideal \u00e9 70%, mas, hoje, \u00e9 38% do PIB. Estamos com menos infraestrutura, em termos relativos, do que em 1980, quando o mundo inteiro ampliou a infraestrutura. Precisamos inverter isso e garantir que tudo aquilo que dificulta a expans\u00e3o da infraestrutura seja tamb\u00e9m removido. Hoje, o Brasil carece (de investimento). Existem investidores querendo entrar, mas existem regula\u00e7\u00f5es ultrapassadas, falta planejamento de longo prazo que dificultam o investimento.<\/div>\n<h3>Os chineses vieram nos anos 1980 procurar linha de empr\u00e9stimo no Banco Nacional de esenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para financiar a infraestrutura deles. Hoje, s\u00e3o uma pot\u00eancia de infraestrutura e o Brasil s\u00f3 andou para tr\u00e1s, como o senhor falou. Como reverter isso?<\/h3>\n<div>Pois \u00e9. Agora, cada minist\u00e9rio tem responsabilidade t\u00e9cnica sobre a sua \u00e1rea, s\u00f3 que o planejamento de longo prazo para que a infraestrutura seja adequada para a produtividade das empresas \u00e9 nossa responsabilidade. Temos uma secretaria espec\u00edfica para isso. E, por \u00faltimo, zelar pela competi\u00e7\u00e3o dentro do mercado interno. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente saud\u00e1vel, mas o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais criaram barreiras \u00e0 competi\u00e7\u00e3o, \u00e0 entrada de concorrentes e ao movimento de novas empresas.<\/div>\n<h3>O presidente Jair Bolsonaro tem falado bastante nesse assunto, defendendo a abertura comercial. Essa prote\u00e7\u00e3o foi um dos grandes males dessa baixa produtividade, pois muitos se acomodaram com o mercado fechado. Como ser\u00e1 esse processo de abertura?<\/h3>\n<div>Temos uma \u00e1rea espec\u00edfica chefiada pelo secret\u00e1rio Marcos Troyjo (de Com\u00e9rcio Exterior), que est\u00e1 respons\u00e1vel pelo processo de inser\u00e7\u00e3o global. Do ponto de vista das empresas, o que eu posso dizer \u00e9 que elas n\u00e3o se acomodaram. As empresas de hoje no Brasil s\u00e3o as sobreviventes. Essas prote\u00e7\u00f5es foram dadas como medidas compensat\u00f3rias \u00e0s dificuldades de produzir criadas por um governo monstruoso. Agora, quando voc\u00ea fecha uma economia, perde a oxigena\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 acontecendo no mundo. N\u00e3o foi comodidade. A empresa brasileira tem que fazer corrida de obst\u00e1culo todo dia. Foi mais um problema gerado, porque, quando se fecha o mercado, n\u00e3o se sabe o que est\u00e1 acontecendo nos outros pa\u00edses. N\u00e3o se tem os novos produtos. Estamos, por exemplo, come\u00e7ando agora a exportar mais autom\u00f3veis para o Chile. Esse aumento de exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um primeiro movimento, de uma tentativa de recuperar nossa competitividade. S\u00f3 o fato de come\u00e7ar a vender para o Chile, voc\u00ea est\u00e1 em um mercado com concorrentes que t\u00eam outras inova\u00e7\u00f5es, outras caracter\u00edsticas e outras estrat\u00e9gias. Vai aprendendo com o mundo mais aberto, com um mundo inserido.<\/div>\n<h3>Mas, no caso da ind\u00fastria automobil\u00edstica, a maioria dos ve\u00edculos lan\u00e7ados aqui n\u00e3o s\u00e3o globais, salvo poucas exce\u00e7\u00f5es. Parece que o consumidor rasileiro sempre fica com aebarba, mas paga muito mais aro aqui por um modelo esatualizado, sem tantos pcionais, enquanto, l\u00e1 fora, usta muito menos e&nbsp; mais completo.<\/h3>\n<div>A quest\u00e3o \u00e9 que o Custo Brasil \u00e9 gigantesco e produzir no Brasil \u00e9 muito dif\u00edcil. Custa muito mais caro no Brasil produzir a mesma coisa.<\/div>\n<h3>E isso vale para toda a ind\u00fastria?<\/h3>\n<div>N\u00e3o s\u00f3 para a ind\u00fastria. Mesmo no com\u00e9rcio, existem muitas regula\u00e7\u00f5es que tornam o pa\u00eds menos produtivo do que em outros pa\u00edses. Por exemplo: o pa\u00eds \u00e9 um dos que mais demoram para a concess\u00e3o de alvar\u00e1 de constru\u00e7\u00e3o. Estamos atr\u00e1s da \u00c1frica Subsaariana. Produzir no Brasil se tornou cada vez mais penoso. Precisamos e vamos reverter rapidamente os maiores problemas de v\u00e1rios setores produtivos.<\/div>\n<h3>E voc\u00eas est\u00e3o conversando com todo mundo? As portas est\u00e3o abertas?<\/h3>\n<div>Sim. E estamos criando uma metodologia de fazer isso com cadeias produtivas. S\u00e3o as chamadas, um nome preliminar, mesas executivas. Teremos uma metodologia para identificar e priorizar aquilo que mais atrapalha e, assim, simplificar a vida do trabalhador. Vamos tirar o governo do cangote do empres\u00e1rio e da empresa.<\/div>\n<h3>E para o trabalhador? O que voc\u00eas est\u00e3o pensando?<\/h3>\n<div>Primeiro, uma vez recuperando a produtividade e a competitividade das empresas, mais empregos,&nbsp; melhores empregos, e mais renda v\u00e3o ser criados. S\u00f3 que, al\u00e9m disso, temos um problema emergencial. Para isso, estamos priorizando aqueles setores mais intensivos em gera\u00e7\u00e3o de emprego, como constru\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Eles criam emprego mais r\u00e1pido. Nossa tarefa \u00e9 investigar o que mais atrapalha e remover os obst\u00e1culos para que esses setores se recuperem, porque tem muito investimento parado, tem muita obra em que o investidor est\u00e1 com o dinheiro, a empresa de constru\u00e7\u00e3o quer construir, s\u00f3 que n\u00e3o consegue por exig\u00eancias burocr\u00e1ticas. Ent\u00e3o, precisamos destravar esses projetos de retomada de emprego. Outro ponto importante \u00e9 o novo Sistema Nacional de Emprego (Sine).<\/div>\n<h3>\u00c9 o Tinder do emprego?&nbsp;<\/h3>\n<div class=\"row ads ads__with-bg mb-35 mt-35 hidden-print p-0\">&nbsp;<\/div>\n<div>O nome \u00e9 Open Sine. Hoje, todo trabalhador desempregado se inscreve no Sine, sen\u00e3o n\u00e3o ganha seguro-desemprego. Isso s\u00e3o postos espalhados no pa\u00eds inteiro, conveniados com estados e munic\u00edpios para obter essa informa\u00e7\u00e3o. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es, o Sine recebe as vagas abertas das empresas, que n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a colocarem suas vagas nesse sistema, ainda bem, para n\u00e3o criar outra obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria, e fazem o matching, ou pareamento, entre quem est\u00e1 procurando e quem est\u00e1 ofertando uma vaga. S\u00f3 que tem um detalhe: as informa\u00e7\u00f5es captadas do trabalhador s\u00e3o de p\u00e9ssima qualidade. N\u00e3o tem um padr\u00e3o, n\u00e3o se pergunta o que tem que ser perguntado. As empresas acham que n\u00e3o vale a pena colocar as vagas l\u00e1, porque a chance de encontrar o trabalhador \u00e9 muito baixa. Ent\u00e3o, falta vaga e falta informa\u00e7\u00e3o. Por isso, tem estado com taxa de menos de 1% de efetividade nesse sistema. Nossa ideia \u00e9 abrir a plataforma para todas as HRtechs (startups de Recursos Humanos), que j\u00e1 trabalham nessa \u00e1rea, para que elas se conectem, ofere\u00e7am vagas e tenham acesso a essas informa\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, vamos usar a intelig\u00eancia artificial para melhorar a qualidade dessas informa\u00e7\u00f5es captadas na ponta e criar um aplicativo mais amig\u00e1vel para o usu\u00e1rio colocar as informa\u00e7\u00f5es. Isso tem um potencial para criar milh\u00f5es de empregos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<h3>A previs\u00e3o de voc\u00eas \u00e9 de criar 10 milh\u00f5es de empregos em quatro anos. \u00c9 poss\u00edvel isso?<\/h3>\n<div>Isso \u00e9 a proje\u00e7\u00e3o em um cen\u00e1rio em que n\u00f3s conseguimos fazer todas as reformas. \u00c9 poss\u00edvel, se n\u00f3s aprovarmos as reformas e mais todo o trabalho de desobstru\u00e7\u00e3o do setor produtivo, com melhoria no Sine e qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, al\u00e9m da retomada da economia que vem naturalmente com as reformas.<\/div>\n<h3>A prioridade nessas eformas \u00e9 a da Previd\u00eancia?<\/h3>\n<div>\u00c9 a primeira. E \u00e9 a segunda e a terceira prioridade, tamb\u00e9m. N\u00e3o tem jeito.<\/div>\n<h3>\u00c9 poss\u00edvel aprovar a reforma? Qual \u00e9 a import\u00e2ncia da aprova\u00e7\u00e3o?&nbsp;<\/h3>\n<div>Ela \u00e9 a prioridade na equipe econ\u00f4mica. A popula\u00e7\u00e3o clama por um Brasil diferente, moderno, em que os mercados funcionem de maneira mais livre e as empresas possam tomar as decis\u00f5es com menos peso do governo. Isso significa que vamos precisar avan\u00e7ar em reformas estruturais importantes, como a da Previd\u00eancia e a Tribut\u00e1ria.<\/div>\n<h3>Isso vai conseguir impulsionar o crescimento?&nbsp;<\/h3>\n<div>Sem d\u00favida. A reforma da Previd\u00eancia \u00e9 um dos pilares do equil\u00edbrio fiscal, que far\u00e1 com que os juros caiam, que nosso c\u00e2mbio se estabilize em patamares adequados, que nossos impostos comecem a baixar no futuro e a infla\u00e7\u00e3o fique sob controle, sem precisar deixar os juros artificialmente elevados por conta do desequil\u00edbrio fiscal. Isso tudo \u00e9 muito bem-visto pelo setor empresarial.<\/div>\n<h3>Qual \u00e9 a possibilidade de crescimento do Brasil? Fala-se muito que o PIB potencial est\u00e1 abaixo de 2%. Tendo essa revolu\u00e7\u00e3o que voc\u00eas est\u00e3o propondo, o que \u00e9 poss\u00edvel o Brasil crescer?<\/h3>\n<div>Primeiro, n\u00e3o \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o. N\u00f3s somos contra isso. Todo liberal \u00e9 a favor de evolu\u00e7\u00f5es e n\u00e3o gosta de mudan\u00e7as muito abruptas, porque elas s\u00e3o imprevis\u00edveis e podem ser equivocadas. N\u00f3s temos que ter humildade em dizer que n\u00f3s n\u00e3o somos os donos da verdade. \u00c9 aquilo que o (Friedrich) Hayek (economista austr\u00edaco) j\u00e1 chamava de \u201carrog\u00e2ncia fatal\u201d. N\u00f3s temos que fazer um trabalho evolucion\u00e1rio, sempre. Mas, como n\u00f3s estamos muito longe das possibilidades, isso vai ter um impacto muito forte. Se n\u00f3s conseguirmos fazer essas reformas, n\u00f3s conseguiremos crescer mais do que 4% num ciclo de muitos anos. O que n\u00e3o \u00e9 algo extraordin\u00e1rio, porque, com isso, n\u00f3s vamos nos aproximar dos 40% (de produtividade em rela\u00e7\u00e3o aos Estados Unidos) que n\u00f3s j\u00e1 t\u00ednhamos em 1980.<\/div>\n<h3>Em 10 anos, conseguimos recuperar isso?&nbsp;<\/h3>\n<div>Sim. \u00c9 poss\u00edvel.<\/div>\n<h3>Ou seja, em 2029 n\u00f3s ainda estaremos com o \u00edndice de produtividade da d\u00e9cada de 1980.<\/h3>\n<div>Pois \u00e9. Esse n\u00famero dos 23% \u00e9 que eu gostaria que todas as pessoas olhassem. Isso \u00e9 uma extraordin\u00e1ria oportunidade, porque, se elevarmos esse percentual para 40%, vamos crescer mais de 4% ao ano, gerar muitos empregos e um bem-estar extraordin\u00e1rio para a popula\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<h3>Mas \u00e9 poss\u00edvel crescer nesse ritmo com a nossa infraestrutura t\u00e3o defasada?&nbsp;<\/h3>\n<div>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. \u00c9 por isso que essa secretaria reuniu essas \u00e1reas. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel com a infraestrutura que est\u00e1 a\u00ed, com a falta de gente qualificada, com os entraves burocr\u00e1ticos e sem modernizar a economia. \u00c9 por isso que o crescimento da produtividade \u00e9 sempre um trabalho que envolve muitas frentes, sen\u00e3o fica capenga.<\/div>\n<h3>A Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) tem uma previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios de 10%. Isso pega bastante a sua \u00e1rea. Como ser\u00e1 esse processo? Esse pa\u00eds dos subs\u00eddios vai acabar?&nbsp;<\/h3>\n<div>Sem d\u00favida. N\u00f3s pretendemos reduzir muito (os subs\u00eddios). O pa\u00eds dos subs\u00eddios vai acabar. S\u00f3 que \u00e9 um pa\u00eds tamb\u00e9m dos obst\u00e1culos. Os subs\u00eddios n\u00e3o s\u00e3o favores, mas, sim, contrapartidas aos obst\u00e1culos para possibilitar a sobreviv\u00eancia de alguns setores. Somos contra subs\u00eddios de baixa efetividade. S\u00f3 que eles n\u00e3o foram benef\u00edcios e, sim, rem\u00e9dios para manter o paciente vivo, dados pelo pr\u00f3prio causador da enfermidade. Um governo pesado e monstruoso dando rem\u00e9dio para manter o paciente vivo enquanto, por outro lado, desnutre o paciente. Temos que acabar com o subs\u00eddio e manter o paciente saud\u00e1vel, retirando o peso do estado monstruoso. Na cerim\u00f4nia do in\u00edcio do di\u00e1logo com o setor privado, quando eu falei que acabaria com os gastos p\u00fablicos para manter as empresas vivas, o setor empresarial, que estava l\u00e1, aplaudiu. E n\u00e3o foi por falsidade. O setor privado n\u00e3o aguenta mais viver de subs\u00eddios.<\/div>\n<h3>At\u00e9 porque \u00e9 um limitador, certo?<\/h3>\n<div>Muita gente demoniza o empres\u00e1rio. Temos que demonizar os obst\u00e1culos da atividade empresarial. E n\u00e3o o empres\u00e1rio, que \u00e9 um sobrevivente, um her\u00f3i. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser empres\u00e1rio no Brasil e isso precisa ser revertido. Vontade de ser, o brasileiro tem de sobra. Somos um dos maiores pa\u00edses com n\u00famero de empresas em termos relativos. A atividade empreendedora \u00e9 mais ativa.<\/div>\n<h3>Como fica o Sistema S nessa hist\u00f3ria?&nbsp;<\/h3>\n<div>O Sistema S precisa de transpar\u00eancia, efici\u00eancia, ou seja, fazer mais com menos recursos, e de alinhamento com as pol\u00edticas p\u00fablicas. Aquilo que a popula\u00e7\u00e3o espera: que o Sistema S apresente seus n\u00fameros da mesma forma que o setor p\u00fablico apresenta, porque eles recebem recursos p\u00fablicos. Que eles consigam sobreviver e fazer o que fazem hoje para a gente desonerar a folha de pagamento. E tamb\u00e9m que tenham contrato de gest\u00e3o com o setor p\u00fablico para que o objetivo deles estejam alinhados com as pol\u00edticas de um pa\u00eds democr\u00e1tico. N\u00f3s n\u00e3o abrimos m\u00e3o de alguns princ\u00edpios.<\/div>\n<h3>Quais s\u00e3o eles?&nbsp;<\/h3>\n<div>Transpar\u00eancia, enxugamento e alinhamento com as pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/div>\n<h3>Sobre o Simples Nacional, como ele ser\u00e1 avaliado dentro do governo, porque \u00e9 um subs\u00eddio pesado e h\u00e1 a discuss\u00e3o de que ele limita o crescimento das empresas em fun\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Como ser\u00e1 isso?<\/h3>\n<div>Deveria ser simples ser empres\u00e1rio e criar empregos. Enquanto a gente tem um pa\u00eds t\u00e3o dif\u00edcil e complexo, \u00e9 um benef\u00edcio o Simples.&nbsp; O Simples n\u00e3o deveria ser um benef\u00edcio e, sim, o Brasil deveria ser simples. Estamos trabalhando com a simplifica\u00e7\u00e3o, desburocratiza\u00e7\u00e3o e desonera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos. O Simples tem v\u00e1rios problemas, como qualquer pol\u00edtica compensat\u00f3ria. S\u00e3o os efeitos colaterais dos rem\u00e9dios que s\u00e3o dados. Todas as pol\u00edticas de incentivos ser\u00e3o revistas. Agora, n\u00e3o significa acabar e diminuir. Revisto \u00e9 revisto. Ser\u00e3o mantidos os que tiverem efetividade. Agora, sempre mudan\u00e7as graduais.<\/div>\n<h3>Havia a promessa de anunciar v\u00e1rias mudan\u00e7as infraconstitucionais no in\u00edcio do governo. E isso n\u00e3o est\u00e1 contecendo. O que houve?&nbsp;<\/h3>\n<div>O Brasil tem um excesso de leis. Quase tudo que \u00e9 relevante precisa ser resolvido com medidas que envolvem mudan\u00e7as de leis. Como o Congresso est\u00e1 fechado, n\u00e3o queremos atropelar e fazer medidas provis\u00f3rias nesste primeiro momento. \u00c9 o respeito \u00e0 democracia.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<h3>Mas tem muitas a\u00e7\u00f5es na gaveta?<\/h3>\n<div>Com certeza. Ser\u00e3o v\u00e1rias medidas na volta (do Congresso).<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong><span class=\"hidden-print author-circle d-inline-block h5 mt-0 mb-0 text-center txt-serif\">Cr\u00e9dito:<\/span>&nbsp;<span class=\"ml-10\">Hamilton Ferrari<\/span>&nbsp;e&nbsp;<span class=\"txt-gray author-wrapper text-nowrap d-inline-block mb-10\"><span class=\"ml-10\">Rosana Hessel\/Correio Braziliense ( mat\u00e9ria publicada no dia 27\/01\/2019) &#8211; dispon\u00edvel na internet 30\/01\/2019<\/span><\/span><\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Inmetro recebe, hoje (30) a visita do secret\u00e1rio Especial de Produtividade Emprego e Competitividade, do Minist\u00e9rio da Economia, Carlos Alexandre da Costa. O secret\u00e1rio cumpre uma extensa agenda no Rio de Janeiro, visitar\u00e1 o Inmetro, o Inpi e ser\u00e1 recebido pela diretoria da Firjan. 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