{"id":33565,"date":"2019-02-12T07:21:12","date_gmt":"2019-02-12T10:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=33565"},"modified":"2019-02-12T01:47:24","modified_gmt":"2019-02-12T04:47:24","slug":"stj-cirurgia-plastica-reparadora-para-paciente-de-bariatrica-deve-ser-paga-pelo-plano-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/02\/12\/stj-cirurgia-plastica-reparadora-para-paciente-de-bariatrica-deve-ser-paga-pelo-plano-de-saude\/","title":{"rendered":"STJ: Cirurgia pl\u00e1stica reparadora para paciente de bari\u00e1trica deve ser paga pelo plano de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\">\n<p>Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), opera\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas reparadoras para a retirada de excesso de pele em pacientes submetidos a gastroplastia (cirurgia bari\u00e1trica) devem ser custeadas pelos planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Com esse entendimento, o colegiado confirmou ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal que condenou uma operadora de plano de sa\u00fade a cobrir os custos de cirurgia reparadora e indenizar a paciente por danos morais decorrentes da recusa indevida de cobertura.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o consolida a jurisprud\u00eancia sobre o tema nos \u00f3rg\u00e3os de direito privado do STJ. Tamb\u00e9m a Quarta Turma, ao julgar um processo semelhante em 2016, entendeu que, havendo indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica sobre a necessidade de cirurgia reparadora (no&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1556285&amp;num_registro=201302749332&amp;data=20161128&amp;formato=PDF\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">caso analisado<\/a><\/strong>, mamoplastia) em paciente submetida \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago, n\u00e3o pode prevalecer a negativa de custeio da interven\u00e7\u00e3o indicada.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m da est\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>No caso julgado pela Terceira Turma, a operadora recorreu ao STJ alegando que os procedimentos solicitados pela paciente n\u00e3o estavam previstos no rol da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) e sustentou que a cirurgia teria conota\u00e7\u00e3o exclusivamente est\u00e9tica.<\/p>\n<p>No entanto, o relator, ministro Villas B\u00f4as Cueva, afastou a alega\u00e7\u00e3o de que a cirurgia teria car\u00e1ter apenas est\u00e9tico. Segundo ele, a cirurgia bari\u00e1trica \u2013 de cobertura obrigat\u00f3ria nos planos de sa\u00fade \u2013 implica consequ\u00eancias anat\u00f4micas e morfol\u00f3gicas que tamb\u00e9m devem ser atendidas pelo plano.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que a cirurgia pl\u00e1stica n\u00e3o se limita a rejuvenescer ou a aperfei\u00e7oar a beleza corporal, mas se destina primordialmente a reparar ou a reconstruir parte do organismo humano ou, ainda, prevenir males de sa\u00fade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O ministro citou precedentes da corte segundo os quais n\u00e3o \u00e9 suficiente a operadora do plano custear a cirurgia bari\u00e1trica, sendo fundamental o custeio tamb\u00e9m das cirurgias pl\u00e1sticas p\u00f3s-bari\u00e1trica.<\/p>\n<p>\u201cAs resultantes dobras de pele ocasionadas pelo r\u00e1pido emagrecimento tamb\u00e9m devem receber aten\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, j\u00e1 que podem provocar diversas complica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, a exemplo da candid\u00edase de repeti\u00e7\u00e3o, infec\u00e7\u00f5es bacterianas devido \u00e0s escoria\u00e7\u00f5es pelo atrito, odores e h\u00e9rnias, n\u00e3o qualificando, na hip\u00f3tese, a retirada do excesso de tecido epitelial procedimento unicamente est\u00e9tico, ressaindo sobremaneira o seu car\u00e1ter funcional e reparador\u201d, destacou.<\/p>\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o integral<\/strong><\/p>\n<p>Villas B\u00f4as Cueva frisou que, havendo indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica para cirurgia pl\u00e1stica de car\u00e1ter reparador ou funcional p\u00f3s-cirurgia bari\u00e1trica, n\u00e3o cabe \u00e0 operadora negar a cobertura sob o argumento de que o tratamento n\u00e3o seria adequado, ou que n\u00e3o teria previs\u00e3o contratual.<\/p>\n<p>Para o ministro, a cirurgia reparadora \u00e9 fundamental para a recupera\u00e7\u00e3o integral da sa\u00fade do usu\u00e1rio acometido de obesidade m\u00f3rbida, \u201cinclusive com a diminui\u00e7\u00e3o de outras complica\u00e7\u00f5es e comorbidades, n\u00e3o se configurando simples procedimento est\u00e9tico ou rejuvenescedor\u201d.<\/p>\n<p>O ministro lembrou ainda que, apesar de a ANS ter inclu\u00eddo apenas a dermolipectomia no rol de procedimentos para o tratamento dos males p\u00f3s-cirurgia bari\u00e1trica, os planos de sa\u00fade devem custear todos os procedimentos cir\u00fargicos de natureza reparadora, \u201cpara assim ocorrer a integralidade de a\u00e7\u00f5es na recupera\u00e7\u00e3o do paciente, em obedi\u00eancia ao&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L9656.htm#art35f\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo 35-F<\/a><\/strong>&nbsp;da Lei9.656\/1998\u201d.<\/p>\n<p><strong>Danos morais<\/strong><\/p>\n<p>Ao negar o recurso da operadora, por unanimidade, a turma tamb\u00e9m confirmou o valor dos danos morais, estabelecidos em R$ 10 mil. O relator lembrou que a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 no sentido de que a recusa indevida de cobertura m\u00e9dico-assistencial gera dano moral, pois agrava o sofrimento ps\u00edquico do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>De acordo com o ministro, a paciente experimentou preju\u00edzos com o adiamento das cirurgias pl\u00e1sticas reparadoras, o que teria agravado o estado de sua sa\u00fade mental, \u201cj\u00e1 debilitada pela baixa autoestima gerada pelas altera\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas e morfol\u00f3gicas do corpo humano consequentes da cirurgia bari\u00e1trica, sendo de rigor o reconhecimento dos danos morais\u201d.<\/p>\n<div id=\"destaquesBox\" class=\"bloco_destaques_do_dia\">\n<div class=\"title_destaques_do_dia\">Destaques de hoje<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"obj_texto_autor\">&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"obj_texto_label_processos\"><span class=\"texto\">Esta not\u00edcia refere-se ao(s)&nbsp;<span class=\"destaque\">processo(s):<\/span><\/span><span class=\"obj_textos_rel_processos\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?aplicacao=processos.ea&amp;tipoPesquisa=tipoPesquisaGenerica&amp;termo=REsp%201757938\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">REsp 1757938<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>STJ 12\/02\/2019<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), opera\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas reparadoras para a retirada de excesso de pele em pacientes submetidos a gastroplastia (cirurgia bari\u00e1trica) devem ser custeadas pelos planos de sa\u00fade. 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