{"id":33970,"date":"2019-02-26T00:14:58","date_gmt":"2019-02-26T03:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=33970"},"modified":"2019-02-25T20:50:30","modified_gmt":"2019-02-25T23:50:30","slug":"acervo-resgatado-do-museu-nacional-sera-exposto-no-ccbb-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/02\/26\/acervo-resgatado-do-museu-nacional-sera-exposto-no-ccbb-do-rio\/","title":{"rendered":"Acervo resgatado do Museu Nacional ser\u00e1 exposto no CCBB do Rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"newsHeader\">Mais de 100 obras resgatadas dos escombros do Museu Nacional ser\u00e3o exibidas ao p\u00fablico no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro a partir de quarta-feira (27), na exposi\u00e7\u00e3o Museu Nacional Vive &#8211; Arqueologia da Resist\u00eancia. A exposi\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser conferida pelo p\u00fablico at\u00e9 o dia 29 de abril.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<article>O Pa\u00e7o de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, antigo pal\u00e1cio imperial, que funcionava como pr\u00e9dio principal do Museu Nacional, pegou fogo no dia 2 de setembro do ano passado. O inc\u00eandio fez com que o teto e os andares internos do pal\u00e1cio desabassem e causou grande destrui\u00e7\u00e3o no acervo de 20 milh\u00f5es de pe\u00e7as. O museu j\u00e1 completou 200 anos.O que ser\u00e1 exposto no CCBB \u00e9 uma pequena parte do que j\u00e1 foi poss\u00edvel recuperar ap\u00f3s o inc\u00eandio, informou o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner.<\/p>\n<p>&#8220;[A exposi\u00e7\u00e3o] N\u00e3o \u00e9 o fruto total do que a gente conseguiu resgatar, \u00e9 apenas uma pequena parcela do tesouro do Museu Nacional. E essa pequena parcela n\u00e3o representa nada perante o enorme potencial que ainda temos para resgatar&#8221;, disse Kellner.<\/p>\n<p>Com um total de 180 pe\u00e7as, a exposi\u00e7\u00e3o tem 103 que foram retiradas do pal\u00e1cio ap\u00f3s o inc\u00eandio pela equipe coordenada pela arque\u00f3loga e professora Claudia Carvalho, que tamb\u00e9m participou do trabalho de curadoria. As 73 pe\u00e7as restantes s\u00e3o fruto de uma sele\u00e7\u00e3o que tentou identificar objetos simb\u00f3licos para o museu e outros que dialoguem com os afetados pelo inc\u00eandio. J\u00e1 os objetos resgatados foram avaliados segundo sua estabilidade e possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Objetos desestabilizados est\u00e3o al\u00e9m da fragilidade, explica Claudia, pois podem desmanchar ao menor toque.<\/p>\n<h2>Resgate<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">\n<p><figure style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/lZn88ldNGubRe8jyBSmBLcdsB_Q%3D\/463x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/ffraz_abr_250220193280.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/lZn88ldNGubRe8jyBSmBLcdsB_Q%3D\/463x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/ffraz_abr_250220193280.jpg?resize=463%2C309\" alt=\"Cer\u00e2micas peruanas na exposi\u00e7\u00e3o Museu Nacional Vive - Arqueologia do Resgate, a primeira com pe\u00e7as retiradas do inc\u00eandio, no Centro Cultural Banco do Brasil.\" width=\"463\" height=\"309\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cer\u00e2micas peruanas na exposi\u00e7\u00e3o Museu Nacional Vive &#8211; Arqueologia do Resgate, a primeira com pe\u00e7as retiradas do inc\u00eandio, no Centro Cultural Banco do Brasil &#8211; Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">A coordenadora de resgate disse que voltar a expor para o p\u00fablico traz alegria \u00e0 equipe, que vem trabalhando sob uma sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de at\u00e9 46 graus para salvar os objetos. Entre 50 e 60 servidores participam desse trabalho, ao mesmo tempo em que realizam pesquisas e aulas no museu, que tem importantes programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;\u00c9 uma curadoria que a gente fez quest\u00e3o de compartilhar&#8221;, disse Claudia. &#8220;A gente queria que as pessoas que estavam no resgate, e eram respons\u00e1veis pelas \u00e1reas, pudessem participar. Fizemos de forma coletiva&#8221;.<\/p>\n<p>As buscas em cerca de 25% do museu j\u00e1 podem ser consideradas esgotadas. Segundo Cl\u00e1udia, com a instala\u00e7\u00e3o da cobertura, ser\u00e1 poss\u00edvel escavar os escombros e encontrar as obras que estavam nos andares inferiores e foram soterradas. At\u00e9 agora, o resgate avan\u00e7ou mais rapidamente nas \u00e1reas pr\u00f3ximas ao trabalho de escoramento, como a entrada principal.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do resgate, cerca de 2,3 mil registros de poss\u00edveis partes do acervo foram retirados do Museu Nacional. Esses registros, explicou a arque\u00f3loga, correspondem muitas vezes a massas que aglutinam mais de uma pe\u00e7a, o que eleva a expectativa em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero que ainda pode ser retirado.<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o acontecerem grandes problemas, no fim deste ano, ou at\u00e9 mar\u00e7o do ano que vem, a gente termina a escava\u00e7\u00e3o&#8221;, disse, adiantando que a partir da\u00ed ter\u00e1 in\u00edcio o detalhamento das pe\u00e7as retiradas e dos danos causados pelo desabamento.<\/p>\n<h2>Exposi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o foi organizada a partir de um convite do CCBB do Rio de Janeiro, que custeou os R$ 230 mil necess\u00e1rios para que ela fosse realizada. O gerente-geral do CCBB-RJ, Marcelo Fernandes, disse que o inc\u00eandio impactou todos os profissionais da \u00e1rea cultural do pa\u00eds, e sua equipe buscou uma forma de ajudar.<\/p>\n<p>&#8220;A gente entendeu que, entre todas as perdas que o museu teve, uma delas foi a do teto. E que a gente poderia contribuir nessa quest\u00e3o oferecendo nosso espa\u00e7o para receber o resultado desse trabalho t\u00e3o cuidadoso e t\u00e3o carinhoso. O Museu Nacional vive, e, com muita honra, nesse momento ele vive aqui no CCBB\u201d.<\/p>\n<p>Marcelo disse que pretende levar \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Banco do Brasil, em Bras\u00edlia, a ideia de realizar a exposi\u00e7\u00e3o em outros estados onde o banco p\u00fablico tem centros culturais. &#8220;\u00c9 quest\u00e3o de conversar e ver a disponibilidade tanto do material quanto de grade do CCBB&#8221;, disse, acrescentando que a fragilidade das obras contribuiria para elevar os custos de log\u00edstica e seguro, mas n\u00e3o seria um impedimento definitivo.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">\n<p><figure style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/b_jZH6mtDLcv9AZNWjpix7oXX_8%3D\/463x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/ffraz_abr_250220193267.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/b_jZH6mtDLcv9AZNWjpix7oXX_8%3D\/463x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/ffraz_abr_250220193267.jpg?resize=463%2C309\" alt=\"F\u00f3sseis na exposi\u00e7\u00e3o Museu Nacional Vive - Arqueologia do Resgate, a primeira com pe\u00e7as retiradas do inc\u00eandio, no Centro Cultural Banco do Brasil.\" width=\"463\" height=\"309\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">F\u00f3sseis na exposi\u00e7\u00e3o Museu Nacional Vive &#8211; Arqueologia do Resgate, a primeira com pe\u00e7as retiradas do inc\u00eandio, no Centro Cultural Banco do Brasil &#8211; Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h3 class=\"meta\"><strong>Meteorito<\/strong><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O p\u00fablico j\u00e1 come\u00e7a a ter contato com o Museu Nacional no t\u00e9rreo do CCBB, onde est\u00e1 o meteorito Santa Luzia, que caiu do espa\u00e7o em 1922 e pesa aproximadamente duas toneladas.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 no segundo andar do CCBB e oferece como primeiro impacto uma harpia embalsamada. Apesar de n\u00e3o ter sido afetada pelo inc\u00eandio, a ave, que \u00e9 uma das maiores do continente americano, \u00e9 considerada s\u00edmbolo do Museu Nacional.<\/p>\n<p>Outro destaque da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o cr\u00e2nio do jacar\u00e9-a\u00e7u, que foi resgatado inteiro dos escombros e \u00e9 exposto ao lado de outro cr\u00e2nio da mesma esp\u00e9cie de r\u00e9ptil. No que foi retirado do pal\u00e1cio, \u00e9 poss\u00edvel ver as marcas das chamas, que escureceram o f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>A diversidade do acervo do museu vai al\u00e9m da hist\u00f3ria natural, e isso se reflete na exposi\u00e7\u00e3o. Cer\u00e2micas marajoaras, bonecas karaj\u00e1, objetos trazidos do Benin e parte das cole\u00e7\u00f5es de Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina est\u00e3o expostas.<\/p>\n<h2>Danos<\/h2>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o faz quest\u00e3o de descrever ao p\u00fablico os danos causados nas pe\u00e7as expostas e mostrar o trabalho de resgate que vem sendo conduzido nos \u00faltimos cinco meses.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s queremos que as pessoas se lembrem da trag\u00e9dia que acometeu o Museu Nacional. N\u00e3o \u00e9 para esquecer ou modificar o passado. Ele existe e faz parte da nossa hist\u00f3ria. O que a gente precisa \u00e9 aprender com ele para que trag\u00e9dias como as que aconteceram com o museu nacional n\u00e3o se repitam jamais\u201d, disse o gerente-geral do CCBB-RJ, Marcelo Fernandes.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 26\/02\/2019<\/strong><\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 100 obras resgatadas dos escombros do Museu Nacional ser\u00e3o exibidas ao p\u00fablico no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro a partir de quarta-feira (27), na exposi\u00e7\u00e3o Museu Nacional Vive &#8211; Arqueologia da Resist\u00eancia. 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