{"id":34552,"date":"2019-03-15T02:00:18","date_gmt":"2019-03-15T05:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=34552"},"modified":"2019-03-15T04:51:25","modified_gmt":"2019-03-15T07:51:25","slug":"por-que-a-decisao-no-stf-nesta-quinta-feira-gera-o-temor-de-fim-da-lava-jato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/03\/15\/por-que-a-decisao-no-stf-nesta-quinta-feira-gera-o-temor-de-fim-da-lava-jato\/","title":{"rendered":"Por que a decis\u00e3o no STF nesta quinta-feira gera o temor de &#8216;fim da Lava Jato&#8217;?"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na tarde desta quinta-feira (14) enviar parte das&nbsp;investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato&nbsp;para a Justi\u00e7a Eleitoral. Foram seis votos a cinco.<\/p>\n<p>Para os procuradores que participam da for\u00e7a-tarefa da Lava Jato no Paran\u00e1, a decis\u00e3o pode enfraquecer as investiga\u00e7\u00f5es e at\u00e9 provocar a anula\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00f5es j\u00e1 decididas pela Justi\u00e7a. J\u00e1 os ministros favor\u00e1veis \u00e0 medida argumentam que n\u00e3o haver\u00e1 preju\u00edzo \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es nem anula\u00e7\u00e3o de casos j\u00e1 julgados. Argumentam tamb\u00e9m que a lei brasileira determina o envio.<\/p>\n<p>Ecoando o discurso dos procuradores, a hashtag #STFVergonhaNacional chegou ao topo da lista de assuntos mais comentados por brasileiros no Twitter na noite desta quarta (13).<\/p>\n<p>Votaram a favor do envio os ministros Marco Aur\u00e9lio (relator do caso), Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli (presidente do STF, que desempatou a vota\u00e7\u00e3o). Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Rosa Weber, Lu\u00eds Roberto Barroso e C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n<p>Para os ministros que defenderam a medida, as apura\u00e7\u00f5es devem ser conduzidas pela Justi\u00e7a Eleitoral sempre que houver suspeitas de crimes eleitorais (como o Caixa 2), mesmo que existam outros crimes comuns (corrup\u00e7\u00e3o, lavagem de dinheiro, etc).<\/p>\n<p>J\u00e1 os ministros contr\u00e1rios queriam que os casos fossem separados: quando houver suspeita de crimes como o Caixa 2, somente esta parte do processo seria enviada para a Justi\u00e7a Eleitoral. O restante deveria permanecer com a Justi\u00e7a Comum &#8211; seja o STF ou a 1\u00aa Inst\u00e2ncia, como a 13\u00aa Vara Federal de Curitiba.<\/p>\n<p>O julgamento de hoje tamb\u00e9m acaba com uma diverg\u00eancia entre duas turmas do STF &#8211; na 2\u00aa Turma, a pr\u00e1tica j\u00e1 era encaminhar estes casos inteiros para a Justi\u00e7a Eleitoral. Desde 2017, isto foi feito em apura\u00e7\u00f5es envolvendo diversos pol\u00edticos, inclusive os ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), e os senadores tucanos Jos\u00e9 Serra (SP) e Antonio Anastasia (MG).<\/p>\n<p>A BBC News Brasil responde abaixo quatro perguntas para voc\u00ea entender melhor o assunto.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">1. O que argumentam os ministros favor\u00e1veis e contr\u00e1rios \u00e0 medida?<\/h2>\n<p>Duas correntes apareceram no julgamento do STF: a do relator do caso, Marco Aur\u00e9lio Mello; e a diverg\u00eancia apresentada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator dos casos da Lava Jato no STF.<\/p>\n<p>Marco Aur\u00e9lio entende que quando houver crimes eleitorais numa determinada investiga\u00e7\u00e3o, o caso como um todo deve ser enviado para a Justi\u00e7a Eleitoral. Para ele, os crimes seriam conexos, e a prefer\u00eancia, segundo o C\u00f3digo Eleitoral, \u00e9 da Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>&#8220;Havendo a concorr\u00eancia entre a compet\u00eancia de uma justi\u00e7a e a compet\u00eancia da Justi\u00e7a especializada, decide-se pela compet\u00eancia da Justi\u00e7a especializada (&#8230;)&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Marco Aur\u00e9lio tamb\u00e9m respondeu aos procuradores da Lava Jato sobre a eventual &#8220;incapacidade&#8221; da Justi\u00e7a Eleitoral. &#8220;(A decis\u00e3o) n\u00e3o esvazia em nada a Lava Jato, isso a\u00ed \u00e9 argumento extremado, que n\u00e3o cabe&#8221;, disse ele.<\/p>\n<p>Thiago Turbay, do escrit\u00f3rio Boaventura Turbay Advogados, afirma que uma das principais diverg\u00eancias se d\u00e1 em torno da interpreta\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Processo Penal &#8211; este estabelece que os casos devem tramitar em conjunto, e que a divis\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando os crimes forem praticados em &#8220;circunst\u00e2ncias de tempo ou de lugares diferentes&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 Fachin e o Minist\u00e9rio P\u00fablico defenderam a separa\u00e7\u00e3o dos casos. A an\u00e1lise do poss\u00edvel crime eleitoral ficaria com a Justi\u00e7a Eleitoral, enquanto os demais crimes, como corrup\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro, continuariam sob responsabilidade da Justi\u00e7a Comum.<\/p>\n<p>Fachin argumentou que a Constitui\u00e7\u00e3o determina que crimes n\u00e3o eleitorais (como os de corrup\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro) devem ser julgados de acordo a lei espec\u00edfica que trata deles &#8211; o que os colocaria sob compet\u00eancia da Justi\u00e7a Comum.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. Qual o caso concreto que deu origem ao julgamento?<\/h2>\n<p>O caso concreto \u00e9 um pedido da defesa do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) e do deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ). Os dois s\u00e3o investigados num inqu\u00e9rito que tramita no STF, suspeitos de receber R$ 18,3 milh\u00f5es da empreiteira Odebrecht para as campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014. Eles pediram que o caso como um todo permanecesse no STF. Ambos negam irregularidades.<\/p>\n<p>O pedido de Paes e Pedro Paulo veio depois do relator do caso, Marco Aur\u00e9lio, decidir em maio de 2018 enviar o caso \u00e0 Justi\u00e7a Estadual do Rio &#8211; o caso estava no STF por causa de Pedro Paulo, que tem foro privilegiado. Em maio passado, o Supremo mudou seu entendimento sobre o foro &#8211; crimes cometidos antes do mandato, ou sem rela\u00e7\u00e3o com este, passaram a ser julgados pela 1\u00aa Inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico defendia que a investiga\u00e7\u00e3o fosse dividida: a parte que diz respeito aos crimes comuns (corrup\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro) ficaria na Justi\u00e7a Comum, e somente os crimes eleitorais seriam apurados para a Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>O inqu\u00e9rito \u00e9 o de n\u00famero 4435 &#8211; os detalhes podem ser consultados no site do STF. O caso come\u00e7ou a ser julgado pela 1\u00aa Turma do STF, que ent\u00e3o decidiu enviar o inqu\u00e9rito ao plen\u00e1rio.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. Por que a decis\u00e3o preocupa tanto os procuradores da Lava Jato?<\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos dias, os procuradores da for\u00e7a-tarefa da Lava Jato no Paran\u00e1 criticaram publicamente a possibilidade do STF decidir pelo envio das investiga\u00e7\u00f5es \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral. Em nota publicada na segunda-feira (11), o grupo alerta para o que dizem ver como riscos \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Se agora a decis\u00e3o da Corte Suprema determinar que cabe \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral julgar todos os crimes desse contexto, as investiga\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es, em curso ou j\u00e1 conclu\u00eddas por senten\u00e7a, correr\u00e3o risco de serem anuladas por n\u00e3o mais caber \u00e0 Justi\u00e7a Comum, Estadual ou Federal, analisar esses casos&#8221;, diz um trecho.<\/p>\n<p>&#8220;Para o MPF [do Paran\u00e1], os tribunais eleitorais n\u00e3o s\u00e3o estruturados para julgar crimes complexos como os de corrup\u00e7\u00e3o e lavagem de dinheiro que v\u00eam sendo descobertos ao longo dos \u00faltimos anos. Considerando ainda que os processos no \u00e2mbito eleitoral tendem a aplicar penas mais brandas do que na esfera criminal, o cen\u00e1rio \u00e9 de grande possibilidade de prescri\u00e7\u00e3o dos crimes, e consequente impunidade&#8221;, diz a nota.<\/p>\n<p>Ex-integrante da For\u00e7a-Tarefa da Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima foi ainda mais enf\u00e1tico. Disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o envio para a Justi\u00e7a Eleitoral pode representar &#8220;a destrui\u00e7\u00e3o da Lava Jato&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se o STF mandar tudo ser enviado para a Justi\u00e7a Eleitoral, por que n\u00e3o v\u00e3o anular a condena\u00e7\u00e3o do Lula? Do Eduardo Cunha? A condena\u00e7\u00e3o do caso triplex (do Guaruj\u00e1) n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelo triplex, \u00e9 um dinheiro de corrup\u00e7\u00e3o encaminhado tamb\u00e9m para o Partido dos Trabalhadores. Ent\u00e3o, tamb\u00e9m tem uma quest\u00e3o eleitoral&#8221;, disse ele. &#8220;\u00c9 delicado. \u00c9 quase inacredit\u00e1vel que haja uma inten\u00e7\u00e3o real de se tomar essa decis\u00e3o&#8221;, disse, em entrevista publicada nesta quarta-feira (13), antes do in\u00edcio do julgamento no STF.<\/p>\n<p>Ao longo do julgamento, alguns ministros do STF mostraram irrita\u00e7\u00e3o com os coment\u00e1rios dos procuradores. O presidente do tribunal, Dias Toffoli, anunciou que vai pedir a puni\u00e7\u00e3o de um dos procuradores da Lava Jato, Diogo Castor. Ele publicou um texto contra o envio dos casos para a Justi\u00e7a Eleitoral. No fim da tarde de quarta-feira, a for\u00e7a-tarefa decidiu suspender qualquer coment\u00e1rio p\u00fablico sobre o assunto.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Carlos de Almeida Castro \u00e9 um dos principais advogados de r\u00e9us da Lava Jato no STF &#8211; e \u00e9 conhecido por suas posi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o e aos investigadores de Curitiba. &#8220;Quando os procuradores fazem essas cr\u00edticas, \u00e9 porque eles sabem que n\u00e3o t\u00eam o direito ao seu lado. S\u00e3o muito bons de marketing, mas n\u00e3o t\u00eam uma boa estrutura jur\u00eddica. A Lava Jato n\u00e3o vai acabar, isto \u00e9 um jogo de ret\u00f3rica dos procuradores&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;O argumento usado pela PGR (Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica) e pela for\u00e7a-tarefa (da Lava Jato) n\u00e3o \u00e9 um argumento jur\u00eddico. \u00c9 na verdade quase intimidat\u00f3rio e desrespeitoso com a Justi\u00e7a e o STF, na medida em que alega que a Justi\u00e7a Eleitoral n\u00e3o tem compet\u00eancia para resolver os casos&#8221;, diz ele. &#8220;Os procuradores poderiam ter usado o prest\u00edgio de que disp\u00f5e para que a Justi\u00e7a Eleitoral fosse melhor aparelhada, ent\u00e3o&#8221;, completa.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. Qual pode ser o verdadeiro impacto para a Lava Jato?<\/h2>\n<p>Todos os casos de corrup\u00e7\u00e3o que tenham rela\u00e7\u00e3o com crimes eleitorais, como o de Caixa 2, podem ser julgados pela Justi\u00e7a Eleitoral &#8211; mas a decis\u00e3o ser\u00e1 tomada caso a caso.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o pode abranger casos que est\u00e3o hoje no STF, mas que seriam enviados para a primeira inst\u00e2ncia &#8211; quando o pol\u00edtico perde o foro privilegiado ou quando o crime n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o mandato.<\/p>\n<p>E afetar\u00e1 tamb\u00e9m processos que est\u00e3o na 1\u00aa inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a Comum, tanto na 13\u00aa Vara Federal de Curitiba (PR) quanto em outros Estados.<\/p>\n<p>Uma parte relevante dos casos da Lava Jato poder\u00e1 sair da al\u00e7ada dos investigadores da for\u00e7a-tarefa de Curitiba &#8211; um grupo formado por 14 procuradores da Rep\u00fablica e apoiado por mais de 50 profissionais (assessores, t\u00e9cnicos e especialistas).<\/p>\n<p>Marilda Silveira \u00e9 especialista em direito administrativo e eleitoral e professora da Escola de Direito do Brasil (EDB). Segundo ela, os pr\u00f3prios ju\u00edzes respons\u00e1veis hoje pelas investiga\u00e7\u00f5es poder\u00e3o enviar os casos para a Justi\u00e7a Eleitoral. Se n\u00e3o o fizerem, caber\u00e1 \u00e0s defesas dos envolvidos pedirem o envio.<\/p>\n<p>Ela diz tamb\u00e9m que a anula\u00e7\u00e3o das condena\u00e7\u00f5es j\u00e1 feitas \u00e9 improv\u00e1vel. &#8220;Existem argumentos pelos dois lados, mas a doutrina mais aceita no direito brasileiro \u00e9 a de que n\u00e3o h\u00e1 essa possibilidade (de anular). O pr\u00f3prio STF, ao terminar o julgamento, deve fazer o que se chama de &#8216;modula\u00e7\u00e3o de efeitos&#8217;, determinando o que acontecer\u00e1 ou n\u00e3o com os processos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma outra quest\u00e3o envolvendo a Justi\u00e7a Eleitoral: seus integrantes s\u00e3o trocados com mais frequ\u00eancia que aqueles da Justi\u00e7a Comum. Os procuradores que atuam neste ramo do Judici\u00e1rio, por exemplo, t\u00eam mandato com dois anos de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Trocas tamb\u00e9m s\u00e3o frequentes nos tribunais eleitorais. Nos pr\u00f3ximos sessenta dias, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicar\u00e1 dois integrantes que passaram a julgar casos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por exemplo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">5. Quais casos seriam afetados?<\/h2>\n<p>A maior parte dos inqu\u00e9ritos da Lava Jato que est\u00e3o no STF t\u00eam origem nas dela\u00e7\u00f5es dos executivos da empreiteira Odebrecht (janeiro de 2017) e do frigor\u00edfico JBS (maio de 2017). E, em muitos desses casos, as suspeitas envolvem o uso de supostas doa\u00e7\u00f5es eleitorais como forma de pagar propina a pol\u00edticos.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns casos derivados destas duas dela\u00e7\u00f5es que est\u00e3o na 1\u00aa Inst\u00e2ncia da Justi\u00e7a, no Paran\u00e1 e em outros Estados.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 poss\u00edvel supor que parte relevante desses casos possa ir para a Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ainda saber exatamente quais casos ser\u00e3o enviados &#8211; pois isto depende da forma como o STF encaminhar\u00e1 a decis\u00e3o. \u00c0 BBC News Brasil, a for\u00e7a-tarefa da Lava Jato disse n\u00e3o ter levantado quantos processos seriam afetados, justamente por que esta informa\u00e7\u00e3o &#8220;depende de como seria o encaminhamento dado pelo STF&#8221;.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Shalders d<\/span><span class=\"byline__title\">a BBC News Brasil em S\u00e3o Paulo &#8211;&nbsp; dispon\u00edvel na internet 15\/03\/2019<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na tarde desta quinta-feira (14) enviar parte das&nbsp;investiga\u00e7\u00f5es da Lava Jato&nbsp;para a Justi\u00e7a Eleitoral. 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