{"id":34654,"date":"2019-03-19T01:00:04","date_gmt":"2019-03-19T04:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=34654"},"modified":"2019-03-19T04:32:43","modified_gmt":"2019-03-19T07:32:43","slug":"falta-saneamento-basico-para-2-bilhoes-de-pessoas-no-mundo-diz-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/03\/19\/falta-saneamento-basico-para-2-bilhoes-de-pessoas-no-mundo-diz-onu\/","title":{"rendered":"Falta saneamento b\u00e1sico para 2 bilh\u00f5es de pessoas no mundo, diz ONU"},"content":{"rendered":"<div class=\"newsHeader\">Mais de 2 bilh\u00f5es de pessoas carecem de servi\u00e7os b\u00e1sicos de saneamento b\u00e1sico no mundo, diz relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento mundial da \u00e1gua,. A publica\u00e7\u00e3o <em>N\u00e3o Deixar Ningu\u00e9m Para Tr\u00e1s<\/em>ser\u00e1 lan\u00e7ada nesta ter\u00e7a-feira (19) durante a 40\u00aa Sess\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<article>De acordo com o relat\u00f3rio, apesar do progresso nos \u00faltimos 15 anos, o direito \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel segura e limpa e ao saneamento \u00e9 inacess\u00edvel para grande parte da popula\u00e7\u00e3o mundial. Em 2015, tr\u00eas em cada 10 pessoas (2,1 bilh\u00f5es) n\u00e3o tinham acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e 4,5 bilh\u00f5es de pessoas, ou seis em 10, n\u00e3o tinham instala\u00e7\u00f5es de saneamento com seguran\u00e7a.&nbsp;\u201cSe a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente e a press\u00e3o insustent\u00e1vel sobre os recursos h\u00eddricos globais continuarem no ritmo atual, 45% do Produto Interno Bruto global e 40% da produ\u00e7\u00e3o global de gr\u00e3os estar\u00e3o em risco at\u00e9 2050. Popula\u00e7\u00f5es pobres e marginalizadas ser\u00e3o afetadas de forma desproporcional, agravando ainda mais as desigualdades\u201d, ressalta o presidente da ONU-\u00c1gua e presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agr\u00edcola, Gilbert F.&nbsp;Houngbo.<\/p>\n<p>Segundo Houngbo, o documento aponta a necessidade de adaptar abordagens, tanto na pol\u00edtica quanto na pr\u00e1tica, para abordar as causas da exclus\u00e3o e da desigualdade.<\/p>\n<h2>Cen\u00e1rio global<\/h2>\n<figure id=\"attachment_34656\" aria-describedby=\"caption-attachment-34656\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-34656 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=696%2C464&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=1068%2C712&amp;ssl=1 1068w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?resize=630%2C420&amp;ssl=1 630w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/cgoncalves_abr_2208183863.jpg?w=1140&amp;ssl=1 1140w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-34656\" class=\"wp-caption-text\">Saneamento b\u00e1sico em Macei\u00f3. Carolina Gon\u00e7alves\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>O relat\u00f3rio informa que metade das pessoas que bebem \u00e1gua de fontes n\u00e3o seguras vivem na \u00c1frica. Na \u00c1frica Subsaariana, apenas 24% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e 28% t\u00eam instala\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico que n\u00e3o s\u00e3o compartilhadas com outras fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Quase metade das pessoas que bebem \u00e1gua de fontes desprotegidas vivem na \u00c1frica Subsaariana, onde o \u00f4nus da coleta recai principalmente sobre mulheres e meninas, muitas das quais gastam mais de 30 minutos em cada viagem para buscar \u00e1gua. Sem \u00e1gua e saneamento seguro e acess\u00edvel, essas pessoas provavelmente enfrentar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e de vida prec\u00e1rias, desnutri\u00e7\u00e3o e falta de oportunidades de educa\u00e7\u00e3o e emprego.<\/p>\n<p>As discrep\u00e2ncias s\u00e3o significativas mesmo dentro dos pa\u00edses, especialmente entre os ricos e os pobres. Nas \u00e1reas urbanas, pessoas que vivem em acomoda\u00e7\u00f5es improvisadas sem \u00e1gua corrente podem pagar de 10 a 20 vezes mais caro que moradores de bairros mais ricos por \u00e1gua de qualidade semelhante ou menor comprada de vendedores ou caminh\u00f5es-tanque.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muitas disparidades principalmente entre pa\u00edses, mas muitas vezes dentro dos pr\u00f3prios pa\u00edses. Este \u00e9 um discurso que tem a ver com os pa\u00edses menos desenvolvidos, mas, em alguns casos, tamb\u00e9m com pa\u00edses desenvolvidos. Ent\u00e3o, a mensagem central do relat\u00f3rio \u00e9 que bilh\u00f5es de pessoas ainda est\u00e3o sendo deixadas para tr\u00e1s\u201d, afirmou o oficial de Meio Ambiente da Unesco no Brasil, Massimiliano Lombardo.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m ressalta o impacto dessas condi\u00e7\u00f5es na vida dos refugiados pelo mundo. Em 2017, conflitos e persegui\u00e7\u00e3o for\u00e7aram 68,5 milh\u00f5es de pessoas a fugir de suas casas. Al\u00e9m disso, uma m\u00e9dia anual de 25,3 milh\u00f5es de pessoas foi for\u00e7ada a migrar por causa de desastres naturais, duas vezes mais do que no in\u00edcio dos anos 70 &#8211; um n\u00famero que deve aumentar ainda mais devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cExistem cada vez mais refugiados em decorr\u00eancia dos desastres ambientais e 90% dos desastres como inunda\u00e7\u00f5es ou secas s\u00e3o causados pela \u00e1gua \u2013 pelo excesso ou pela falta. Isso determina a causa de uma s\u00e9rie de imigra\u00e7\u00f5es de um pa\u00eds para outro ou de uma regi\u00e3o para outra dentro do pr\u00f3prio pa\u00eds. Ent\u00e3o, mais pessoas se acumulando em um mesmo lugar onde h\u00e1 disponibilidade de \u00e1gua acaba pondo em risco a capacidade do Estado, da autoridade daquele pa\u00eds, conseguir providenciar \u00e1gua e saneamento para todos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou Lombardo.<\/p>\n<p>Segundo Lombardo, apesar de n\u00e3o haver um recorte espec\u00edfico para o Brasil, o pa\u00eds tem avan\u00e7ado ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. Ele aponta a Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos como um avan\u00e7o na legisla\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, bem como o sistema de gest\u00e3o p\u00fablico do recurso.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cExiste a possibilidade da popula\u00e7\u00e3o, de diferentes usu\u00e1rios da \u00e1gua como produtores, usu\u00e1rios industriais e agr\u00edcolas poderem contribuir, participar da tomada de decis\u00e3o a respeito de recursos h\u00eddricos. A situa\u00e7\u00e3o atual do Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 diferente. Onde n\u00e3o existem pol\u00edticas ou leis bem desenvolvidas, n\u00e3o existe um sistema de governan\u00e7a. No Brasil, ao contr\u00e1rio, j\u00e1 foram dados bons passos adiante nesse sentido\u201d, ressaltou o representante da Unesco.<\/p>\n<h2>Perspectivas<\/h2>\n<p>Para as Na\u00e7\u00f5es Unidas, pol\u00edticas mal planejadas e implementadas de maneira inadequada, uso ineficiente e inapropriado de recursos financeiros e aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas alimentam a persist\u00eancia de desigualdades no acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e ao saneamento.<\/p>\n<p>\u201cSe a exclus\u00e3o e a desigualdade n\u00e3o forem tratadas de forma expl\u00edcita e responsiva, tanto em termos de pol\u00edticas quanto na pr\u00e1tica, as interven\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 \u00e1gua continuar\u00e3o a n\u00e3o alcan\u00e7ar os mais necessitados, que provavelmente seriam os maiores beneficiados\u201d, enfatiza o relat\u00f3rio da ONU.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o ressalta que as \u201cmetas s\u00e3o totalmente alcan\u00e7\u00e1veis, desde que exista uma vontade coletiva para proceder assim\u201d. \u201cMelhorar a gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e fornecer a todos o acesso a \u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento seguros e acess\u00edveis financeiramente s\u00e3o a\u00e7\u00f5es essenciais para erradicar a pobreza, construir sociedades pac\u00edficas e pr\u00f3speras, e garantir que \u2018ningu\u00e9m seja deixado para tr\u00e1s\u2019 no caminho rumo ao desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 19\/03\/2019<\/strong><\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 2 bilh\u00f5es de pessoas carecem de servi\u00e7os b\u00e1sicos de saneamento b\u00e1sico no mundo, diz relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento mundial da \u00e1gua,. 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