{"id":35238,"date":"2019-04-05T02:30:11","date_gmt":"2019-04-05T05:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=35238"},"modified":"2019-04-05T06:33:08","modified_gmt":"2019-04-05T09:33:08","slug":"apesar-do-enxugamento-da-maquina-gasto-com-funcionalismo-nao-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/04\/05\/apesar-do-enxugamento-da-maquina-gasto-com-funcionalismo-nao-cai\/","title":{"rendered":"Apesar do enxugamento da m\u00e1quina, gasto com funcionalismo n\u00e3o cai"},"content":{"rendered":"<p>Despesa com folha de servidores civis da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal no primeiro bimestre deste ano atinge R$ 27,97 bilh\u00f5es, ante R$ 27,09 bilh\u00f5es do mesmo per\u00edodo de 2018. Alta nos gastos se deve a aumentos negociados em anos anteriores<\/p>\n<p>Uma das bandeiras da equipe econ\u00f4mica \u00e9 enxugar a m\u00e1quina p\u00fablica. A partir de 1\u00ba janeiro, uma s\u00e9rie de cargos foi eliminada com a jun\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rios, diminuindo o n\u00famero de servidores na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal. Mesmo assim, os dados do Minist\u00e9rio da Economia mostram que n\u00e3o houve resultado fiscal. O Poder Executivo desembolsou R$ 27,97 bilh\u00f5es com os sal\u00e1rios de funcion\u00e1rios p\u00fablicos civis no primeiro bimestre do ano. No mesmo per\u00edodo de 2018, a quantia atingiu R$ 27,09 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Ou seja, na pr\u00e1tica, o setor p\u00fablico teve mais despesas nos primeiros meses de 2019 com a folha de pagamento. A alta foi de 3,25% no per\u00edodo de compara\u00e7\u00e3o. A redu\u00e7\u00e3o de trabalhadores n\u00e3o foi suficiente nem para compensar o reajuste negociado entre 2015 e 2016 para carreiras de servidores.<\/p>\n<p>Entre as despesas do governo central, os gastos com pessoal e encargos sociais s\u00f3 ficam atr\u00e1s dos custos com benef\u00edcios previdenci\u00e1rios. Segundo levantamento do Tesouro Nacional, a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal \u2014 que inclui Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio \u2014 desembolsou R$ 50,042 bilh\u00f5es com pessoal e encargos sociais em janeiro e fevereiro deste ano. Em 2018, o valor era de R$ 50,152 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com F\u00e1bio Klein, especialista em finan\u00e7as p\u00fablicas da Tend\u00eancias Consultorias, a redu\u00e7\u00e3o pequena tem rela\u00e7\u00e3o aos ganhos salariais divididos em quatro anos, iniciado em 2016. No entanto, de acordo com Klein, os gastos do governo com servidores p\u00fablicos s\u00e3o mantidos est\u00e1veis quando comparados ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. \u201cAs despesas com pessoal se mant\u00eam na faixa de 4,5% do PIB. Ent\u00e3o, ao se analisar esse dado, sugere-se que o assunto n\u00e3o seja um problema de descontrole dos gastos, diferentemente da Previd\u00eancia, mas, sim, um problema que atinge a qualidade desses gastos\u201d, analisou.<\/p>\n<p>Em 2017, o governo desembolsou R$ 298,7 bilh\u00f5es com a folha dos servidores, ao passo que, em 2018, as despesas elevaram-se 1,2%, para R$ 302,3 bilh\u00f5es. A perspectiva da equipe econ\u00f4mica \u00e9 de que, para este ano, os montante seja de R$ 326 bilh\u00f5es, ou seja, 7,8% maior que as despesas do per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Din\u00e2mica<\/strong><\/b><\/p>\n<p>Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, a eleva\u00e7\u00e3o dos gastos com encargos e pessoais, por parte do governo central, neste ano, j\u00e1 era esperado. \u201cO governo, naturalmente, calcula uma previs\u00e3o das despesas em cima do ano anterior, colocando eventuais reajustes para algumas categorias de servidores, mas que podem mudar, ao longo do ano, por meio das reformas, caso haja sucesso\u201d, disse. \u201cEssa din\u00e2mica de gastos de pessoal&nbsp;&nbsp;\u00e9 crescente nos \u00faltimos 15 anos, colocando munic\u00edpios e estados na berlinda\u201d, completou.<\/p>\n<p>Para Bruno Lavieri, economista da 4E Consultoria, o gasto ainda elevado com a folha de pagamento refor\u00e7a o discurso do governo de que \u00e9 preciso desmontar o incha\u00e7o na m\u00e1quina p\u00fablica. \u201cAo meu ver, \u00e9 dif\u00edcil imaginar que isso ocorra de forma r\u00e1pida. Existem entraves pol\u00edticos, al\u00e9m de que o foco do governo n\u00e3o est\u00e1, no momento, nessa linha. Todos os esfor\u00e7os se voltam para a Previd\u00eancia\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Lavieri, passado o imbr\u00f3glio da Previd\u00eancia, a equipe econ\u00f4mica, comandada por Paulo Guedes, ter\u00e1 de se debru\u00e7ar sobre uma extensa agenda econ\u00f4mica e definir as prioridades de pauta. \u201cEu enxergo o enxugamento do governo como uma das frentes nas quais o governo se prop\u00f5e a mexer, mas h\u00e1 uma s\u00e9rie de medidas. Parece improv\u00e1vel, at\u00e9 pela dificuldade pol\u00edtica, de que, em quatro anos, o governo consiga avan\u00e7ar em todas\u201d, observou.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Hamilton Ferrari e Gabriel Ponte\/Correio Braziliense &#8211; dispon\u00edvel na internet 05\/04\/2019<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Despesa com folha de servidores civis da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal no primeiro bimestre deste ano atinge R$ 27,97 bilh\u00f5es, ante R$ 27,09 bilh\u00f5es do mesmo per\u00edodo de 2018. Alta nos gastos se deve a aumentos negociados em anos anteriores Uma das bandeiras da equipe econ\u00f4mica \u00e9 enxugar a m\u00e1quina p\u00fablica. 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