{"id":36429,"date":"2019-05-16T02:57:02","date_gmt":"2019-05-16T05:57:02","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=36429"},"modified":"2019-05-16T05:12:19","modified_gmt":"2019-05-16T08:12:19","slug":"ministerio-de-bolsonaro-voltara-ao-status-da-epoca-de-temer-preve-senador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/05\/16\/ministerio-de-bolsonaro-voltara-ao-status-da-epoca-de-temer-preve-senador\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio de Bolsonaro voltar\u00e1 ao status da \u00e9poca de Temer, prev\u00ea senador"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-header post-tp-1-header\">\n<div class=\"post-meta-wrap clearfix\">\n<div class=\"post-meta single-post-meta\">O senador <strong>Randolfe Rodrigues<\/strong>&nbsp;(Rede-AP) disse ao&nbsp;Congresso em Foco&nbsp;que n\u00e3o v\u00ea mais nenhuma chance de aprova\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria que reduziu de 29 para 22 o n\u00famero de minist\u00e9rios e fez outras altera\u00e7\u00f5es significativas na estrutura administrativa federal. A&nbsp;<strong>MP 870\/2019<\/strong>&nbsp;foi assinada pelo presidente&nbsp;<strong>Jair Bolsonaro<\/strong> em seu primeiro dia de governo e perder\u00e1 a validade em 3 de junho, uma segunda-feira, se n\u00e3o for aprovada antes tanto na C\u00e2mara quanto no Senado.&nbsp;&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content clearfix single-post-content on\">\n<p>Na pr\u00e1tica, portanto, a medida provis\u00f3ria deve ser votada pelo plen\u00e1rio de ambas as casas at\u00e9 a pr\u00f3xima semana. Durante o&nbsp;<strong>lan\u00e7amento oficial da 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio Congresso em Foc<\/strong>o, Randolfe afirmou que \u201cnem por um milagre\u201d haver\u00e1 tempo para que ela seja aprovada. Em outras palavras, o parlamentar, que tem bom tr\u00e2nsito com praticamente todas as bancadas partid\u00e1rias, antev\u00ea a completa anula\u00e7\u00e3o da reforma administrativa de Bolsonaro e a volta do estrutura ministerial do ex-presidente Michel Temer.<\/p>\n<p>Randolfe resume a situa\u00e7\u00e3o: \u201cNesta semana os presidentes da C\u00e2mara e do Senado n\u00e3o est\u00e3o em Bras\u00edlia e o governo tem dificuldades de coordena\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria base, que est\u00e1 em um dilema de esfinge: se fica ou abandona o velho Centr\u00e3o. A MP 870 n\u00e3o ser\u00e1 votada nesta semana pelo Plen\u00e1rio da C\u00e2mara.&nbsp;Como h\u00e1 duas outras medidas provis\u00f3rias que precisam ser votadas na frente, mesmo que seja aprovada pela C\u00e2mara, n\u00e3o dar\u00e1 tempo de ser analisada pelos senadores e cair\u00e1\u201d.<time class=\"post-published updated\" datetime=\"2019-05-14T18:02:29+00:00\"><\/time><\/p>\n<p>Embora o discurso oficial seja outro, e os respons\u00e1veis pela articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo continuem a fazer de tudo para demonstrar confian\u00e7a na aprova\u00e7\u00e3o da MP 870, a burocracia do Executivo j\u00e1 come\u00e7a a trabalhar com o cen\u00e1rio de perda de validade da medida provis\u00f3ria. Nessa hip\u00f3tese, o governo estaria impedido de enviar uma medida provis\u00f3ria com igual conte\u00fado e deveria encaminhar um projeto de lei regulando o assunto. E, at\u00e9 que ele se transformasse em lei, prevaleceria o status administrativo anterior. Ou seja, entre outras mudan\u00e7as, os minist\u00e9rios da Cultura e do Trabalho ressuscitariam e o Minist\u00e9rio da Economia seria desmembrado, voltando a ganhar vida os minist\u00e9rios da Fazenda e do Planejamento.<\/p>\n<p>Nesse novo organograma, obviamente, haveria mais cargos para nomea\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, o que sempre soar\u00e1 tentador para a maioria fisiol\u00f3gica do Congresso e inconveniente para um presidente que desde a campanha mant\u00e9m o discurso de n\u00e3o fazer concess\u00f5es \u00e0 \u201cvelha pol\u00edtica\u201d. Essa maioria, vale lembrar, \u00e9 personificada hoje no Centr\u00e3o. Integrado por PP, DEM, PR, PRB e SD, ele costuma levar de rold\u00e3o, nas principais vota\u00e7\u00f5es, boa parte das bancadas de outros partidos, como PSD, PTB e MDB.<\/p>\n<p>Confirmado o cen\u00e1rio no qual Randolfe aposta, estar\u00edamos ainda diante de um oceano de d\u00favidas jur\u00eddicas. A maior delas: valem os atos baixados por ministros cujos minist\u00e9rios n\u00e3o tiveram a cria\u00e7\u00e3o chancelada pelo Legislativo? O bom senso indica que sim. Mas, como a sensatez n\u00e3o \u00e9 sempre companheira das decis\u00f5es nacionais, a \u00fanica resposta certeira \u00e9 que o assunto seria definido em \u00faltima an\u00e1lise pelo Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 certo que ningu\u00e9m, na base governista ou na oposi\u00e7\u00e3o, imaginava que o Pal\u00e1cio do Planalto enfrentaria tantas dificuldades para aprovar a reforma administrativa. O tema foi objeto daquela que foi, provavelmente, a mais importante delibera\u00e7\u00e3o do Congresso na atual legislatura: a sucess\u00e3o de derrotas sofridas pelo governo na comiss\u00e3o especial, composta paritariamente por deputados federais e por senadores, que examinou a MP<\/p>\n<p><strong>\u201cMe senti no 7 a 1\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Quem melhor traduziu o que se passou na comiss\u00e3o especial na \u00faltima quinta-feira (9) foi o senador governista Major Ol\u00edmpio (PSL-SP).&nbsp;<strong>\u201cEstou me sentindo o goleiro do Brasil no 7&#215;1 contra a Alemanha\u201d<\/strong>,&nbsp;disse ele.<\/p>\n<p>A derrota mais vistosa afetou menos Jair Bolsonaro do que o ministro da Justi\u00e7a, Sergio Moro. Foi a retirada do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, para integrar a estrutura do Minist\u00e9rio da Economia. Na tentativa de reduzir os danos na comiss\u00e3o especial, o Planalto j\u00e1 tinha desistido de brigar por isso, entregando os an\u00e9is para preservar os dedos.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do governo era votar a MP 870 naquela mesma quinta-feira no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara, o que n\u00e3o ocorreu porque Moro se movimentou nos bastidores para tentar reverter a decis\u00e3o da comiss\u00e3o. A ideia ganhou o apoio do Centr\u00e3o e do presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sendo avalizada pelo pr\u00f3prio ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que em sucessivas liga\u00e7\u00f5es a parlamentares pediu: &#8220;Deixa passar&#8221;.<\/p>\n<p>Irritado com a press\u00e3o pr\u00f3-Moro, Maia voltou atr\u00e1s e disse que, antes da MP 870,&nbsp;&nbsp;votaria n\u00e3o apenas as duas MPs citadas por Randolfe (a 863 e a 866), mas todas as cinco medidas provis\u00f3rias que est\u00e3o na frente da MP 870: MPs 863, 866, 867, 868 e 869. N\u00e3o h\u00e1 acordo sobre nenhuma delas. Em reuni\u00e3o de l\u00edderes realizada ontem (ter\u00e7a, 14) \u00e0 tarde na C\u00e2mara, decidiu-se que nenhuma delas ir\u00e1 ao plen\u00e1rio nesta semana em que Rodrigo Maia est\u00e1 ausente do pa\u00eds. Ele foi a Nova York participar de&nbsp;&nbsp;encontros com investidores em raz\u00e3o da&nbsp;<strong>decis\u00e3o de Bolsonaro de cancelar a viagem<\/strong>&nbsp;\u00e0quela cidade. Maia viaja junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). \u201cAlgu\u00e9m teria que dar alguma satisfa\u00e7\u00e3o a esses investidores, interessados em nosso pa\u00eds. N\u00e3o d\u00e1 para culpar o Maia e o Davi por isso\u201d, comenta Randolfe.<\/p>\n<p>Moro saiu no preju\u00edzo com outra mudan\u00e7a feita pela comiss\u00e3o: a retirada da sua al\u00e7ada do poder de registrar entidades sindicais. A comiss\u00e3o tamb\u00e9m decidiu devolver \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai) a compet\u00eancia para demarcar terras ind\u00edgenas, atribui\u00e7\u00e3o que a reforma administrativa havia transferido para o Minist\u00e9rio da Agricultura. E aprovou a volta da Funai \u2013 que estava no Minist\u00e9rio da Mulher, da Familia e dos Direitos Humanos \u2013 ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O goleiro mencionado pelo Major Ol\u00edmpio tomou outros gols: a recria\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar (Consea); a exclus\u00e3o de artigos que aumentavam o controle governamental sobre ONGs e organismos internacionais; e a inclus\u00e3o no texto de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos auditores fiscais da Receita Federal em investiga\u00e7\u00f5es criminais.<\/p>\n<p>O \u201cjabuti\u201d,&nbsp;<strong>revelado pelo Congresso em Foco<\/strong>,&nbsp;foi incorporado \u00e0 mat\u00e9ria pelo pr\u00f3prio relator, ningu\u00e9m menos do que o l\u00edder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PB).<\/p>\n<p>De quebra, mais um anel ficou no caminho. Por sugest\u00e3o da sua base de apoio no Congresso, o governo concordou em recriar os minist\u00e9rios da Integra\u00e7\u00e3o Nacional e das Cidades.<\/p>\n<p>Resta ao governo torcer por \u201cmilagres\u201d e salvar a MP 870. \u201cEst\u00e1 dif\u00edcil, mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer que \u00e9 caso perdido. Quando h\u00e1 di\u00e1logo, sempre h\u00e1 chance de aprova\u00e7\u00e3o\u201d, disse ao Congresso em Foco o deputado F\u00e1bio Ramalho (MDB-MG). Para que isso aconte\u00e7a, afirmou ele, Bolsonaro precisa montar uma bancada pr\u00f3pria na C\u00e2mara. \u201cHoje ele n\u00e3o tem\u201d.<\/p>\n<p><span class=\"post-author-name\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> <b>D\u00e9bora \u00c1lvares<\/b><\/span> <strong>e<\/strong> <span class=\"post-author-name\"><b>Sylvio Costa<\/b><\/span> <strong>\/Congresso em Foco &#8211; dispon\u00edvel na internet 16\/05\/2019<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O senador Randolfe Rodrigues&nbsp;(Rede-AP) disse ao&nbsp;Congresso em Foco&nbsp;que n\u00e3o v\u00ea mais nenhuma chance de aprova\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria que reduziu de 29 para 22 o n\u00famero de minist\u00e9rios e fez outras altera\u00e7\u00f5es significativas na estrutura administrativa federal. 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