{"id":37258,"date":"2019-06-20T01:00:27","date_gmt":"2019-06-20T04:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=37258"},"modified":"2019-06-20T08:26:42","modified_gmt":"2019-06-20T11:26:42","slug":"de-bem-com-a-vida-cientistas-descobrem-sinais-de-parkinson-no-cerebro-ate-20-anos-antes-dos-sintomas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/06\/20\/de-bem-com-a-vida-cientistas-descobrem-sinais-de-parkinson-no-cerebro-ate-20-anos-antes-dos-sintomas\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: Cientistas descobrem sinais de Parkinson no c\u00e9rebro at\u00e9 20 anos antes dos sintomas"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">Cientistas dizem ter identificado os primeiros sinais da&nbsp;doen\u00e7a de Parkinson no c\u00e9rebro &#8211; encontrados de 15 a 20 anos antes dos sintomas aparecerem.<\/p>\n<p>Exames realizados em um pequeno n\u00famero de pacientes considerados de alto risco mostraram disfun\u00e7\u00f5es no sistema de serotonina do c\u00e9rebro, que controla o humor, o sono e o movimento.<\/p>\n<p>Os pesquisadores do King&#8217;s College London que conduziram o estudo dizem que a descoberta pode levar a novas ferramentas de monitoramento e tratamentos.<\/p>\n<p>Mas, de acordo com especialistas, \u00e9 necess\u00e1rio realizar estudos mais amplos antes e tornar os exames mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>O Parkinson \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica degenerativa progressiva que afeta cerca de 200 mil pessoas no Brasil.<\/p>\n<p>Entre os principais sintomas da doen\u00e7a, est\u00e3o tremores, movimentos involunt\u00e1rios e rigidez &#8211; depress\u00e3o, problemas de sono e mem\u00f3ria tamb\u00e9m s\u00e3o comuns.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, acredita-se que a doen\u00e7a esteja ligada a uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica chamada dopamina, em falta nos c\u00e9rebros de pacientes com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o haja cura, h\u00e1 tratamentos para controlar os sintomas &#8211; e eles se concentram em restaurar os n\u00edveis de dopamina.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/107456414_gettyimages-959523048.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-37261 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/107456414_gettyimages-959523048.jpg?resize=270%2C151\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"151\"><\/a>Mas os pesquisadores do King&#8217;s College sugerem, em artigo publicado na revista cient\u00edfica Lancet Neurology, que as mudan\u00e7as nos n\u00edveis de serotonina no c\u00e9rebro acontecem primeiro &#8211; e podem agir como um sinal de alerta precoce.<\/p>\n<p>Os pesquisadores analisaram os c\u00e9rebros de 14 pessoas de vilarejos remotos no sul da Gr\u00e9cia e na It\u00e1lia, todos com muta\u00e7\u00f5es raras no gene SNCA, o que torna quase certo que desenvolvam a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Metade desse grupo j\u00e1 havia sido diagnosticado com Parkinson, enquanto a outra metade ainda n\u00e3o apresentava nenhum sintoma, fazendo deles candidatos ideais para estudar como a doen\u00e7a se desenvolve.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16161\/production\/_107456409_parkinsons.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16161\/production\/_107456409_parkinsons.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Tomografias do cr\u00e2nio mostram uma redu\u00e7\u00e3o na serotonina (\u00e1rea azul\/preta) \u00e0 medida que o Parkinson avan\u00e7a\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Tomografias do cr\u00e2nio mostram uma redu\u00e7\u00e3o na serotonina (\u00e1rea azul\/preta) \u00e0 medida que o Parkinson avan\u00e7a (&#8216;Saud\u00e1vel&#8217;, &#8216;Parkinson antes dos sintomas&#8217; e &#8216;Doen\u00e7a de Parkinson&#8217;) .Direito de imagem KING&#8217;S COLLEGE LONDON<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Ao comparar o c\u00e9rebro deste grupo com o de outros 65 pacientes com Parkinson e 25 volunt\u00e1rios saud\u00e1veis, os pesquisadores conseguiram identificar mudan\u00e7as cerebrais precoces em pacientes na faixa de 20 e 30 anos.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es foram encontradas no sistema da serotonina, subst\u00e2ncia qu\u00edmica que tem muitas fun\u00e7\u00f5es no c\u00e9rebro, incluindo a regula\u00e7\u00e3o do humor, apetite, cogni\u00e7\u00e3o, bem-estar e movimento.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Poderia abrir portas&#8217;<\/h2>\n<p>O principal autor do estudo, Marios Politis, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neuroci\u00eancia do King&#8217;s College, afirma que as anormalidades foram identificadas muito antes dos dist\u00farbios de movimento come\u00e7arem e antes dos n\u00edveis de dopamina terem mudado.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos resultados sugerem que a detec\u00e7\u00e3o precoce de altera\u00e7\u00f5es no sistema de serotonina poderia abrir portas para o desenvolvimento de novas terapias para retardar e, finalmente, prevenir a progress\u00e3o da doen\u00e7a de Parkinson&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Derek Hill, professor de diagn\u00f3stico por imagens da University College London (UCL), no Reino Unido, diz que a pesquisa forneceu alguns conhecimentos valiosos, mas tamb\u00e9m apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Os resultados podem n\u00e3o ser escalados para estudos maiores&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>&#8220;Em segundo lugar, o m\u00e9todo de imagem usado \u00e9 altamente especializado e limitado a um n\u00famero muito pequeno de centros de pesquisa, por isso ainda n\u00e3o \u00e9 \u00fatil para ajudar a diagnosticar pacientes ou at\u00e9 mesmo para avaliar novos tratamentos em grandes estudos cl\u00ednicos.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A pesquisa encoraja, no entanto, a abordagem de tentar tratar o Parkinson o mais cedo poss\u00edvel, o que \u00e9 provavelmente a melhor oportunidade de impedir o crescente n\u00famero de pessoas cujas vidas s\u00e3o destru\u00eddas por essa doen\u00e7a hedionda.&#8221;<\/p>\n<p>Beckie Port, gerente de pesquisa da institui\u00e7\u00e3o Parkinson&#8217;s UK, no Reino Unido, ressalta que s\u00e3o necess\u00e1rios estudos complementares:<\/p>\n<p>&#8220;Mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para entender completamente a import\u00e2ncia desta descoberta &#8211; mas se for capaz de revelar uma ferramenta capaz de medir e monitorar como o Parkinson se desenvolve, isso pode mudar in\u00fameras vidas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 20\/06\/2019<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas dizem ter identificado os primeiros sinais da&nbsp;doen\u00e7a de Parkinson no c\u00e9rebro &#8211; encontrados de 15 a 20 anos antes dos sintomas aparecerem. 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