{"id":37266,"date":"2019-06-20T03:00:10","date_gmt":"2019-06-20T06:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=37266"},"modified":"2019-06-20T08:24:49","modified_gmt":"2019-06-20T11:24:49","slug":"bolsonaro-devolve-demarcacao-de-terras-indigenas-para-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/06\/20\/bolsonaro-devolve-demarcacao-de-terras-indigenas-para-agricultura\/","title":{"rendered":"Bolsonaro devolve demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas para Agricultura"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Presidente editou nova Medida Provis\u00f3ria sobre o tema, contrariando decis\u00e3o anterior do Congresso. Em maio, parlamentares haviam rejeitado plano semelhante e mantido atribui\u00e7\u00e3o com a Funai.&nbsp;<span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"picBox full\">&nbsp;<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>O presidente Jair Bolsonaro editou uma nova Medida Provis\u00f3ria (MP) para devolver ao Minist\u00e9rio da Agricultura a responsabilidade da demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas. A medida foi publicada nesta quarta-feira (19\/06) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o e reverte decis\u00e3o do Congresso de colocar o tema a cargo da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai), vinculada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Em janeiro, uma primeira MP que reorganizava a administra\u00e7\u00e3o federal havia transferido a fun\u00e7\u00e3o de demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas \u00e0 pasta da Agricultura, mas a proposta foi alterada no Congresso no m\u00eas passado. Assim, o tema acabou voltando para a&nbsp;Funai.<\/p>\n<p>Bolsonaro, no entanto, alterou a legisla\u00e7\u00e3o aprovada pelo Congresso por meio de uma nova Medida Provis\u00f3ria \u2013 por se tratar de uma MP, a proposta de Bolsonaro carrega a autoridade de lei e come\u00e7a a valer imediatamente. Por\u00e9m, a mat\u00e9ria precisa ser aprovada em at\u00e9 120 dias pela C\u00e2mara dos Deputados e pelo Senado \u2013 caso n\u00e3o receba o aval do Congresso, a medida se torna inv\u00e1lida.<\/p>\n<p>O novo texto do artigo que trata sobre a \u00e1rea de compet\u00eancia do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento \u2013 pasta comandada por Tereza Cristina (DEM-MS) \u2013 incluiu &#8220;reforma agr\u00e1ria, regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de \u00e1reas rurais, Amaz\u00f4nia Legal, terras ind\u00edgenas e terras quilombolas&#8221;.<\/p>\n<p>O documento assinado por Bolsonaro acrescentou que a responsabilidade &#8220;compreende a identifica\u00e7\u00e3o, o reconhecimento, a delimita\u00e7\u00e3o, a demarca\u00e7\u00e3o e a titula\u00e7\u00e3o das terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos e das terras tradicionalmente ocupadas por ind\u00edgenas&#8221;.<\/p>\n<p>A Medida Provis\u00f3ria anterior, votada e aprovada pelo Congresso no final de maio, deixou sob a al\u00e7ada do Minist\u00e9rio da Agricultura as compet\u00eancias referentes \u00e0 reforma agr\u00e1ria, \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de \u00e1reas rurais, o programa de desenvolvimento social e econ\u00f4mico Amaz\u00f4nia Legal e terras quilombolas, mas n\u00e3o citava a demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Na nova MP, Bolsonaro tamb\u00e9m transferiu os &#8220;direitos ind\u00edgenas&#8221;, como, por exemplo, servi\u00e7os m\u00e9dicos, e o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Indigenista \u2013 anteriormente vinculados ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica \u2013 \u00e0 pasta da Agricultura.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o componente jur\u00eddico na medida de Bolsonaro. A Constitui\u00e7\u00e3o brasileira veda numa &#8220;mesma sess\u00e3o legislativa&#8221; a reedi\u00e7\u00e3o de uma Medida Provis\u00f3ria que tenha sido rejeitada pelo Congresso Nacional. As chamadas &#8220;sess\u00f5es legislativas&#8221; est\u00e3o definidas de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1\u00ba de agosto a 22 de dezembro.<\/p>\n<p>Bolsonaro lan\u00e7ou a MP original da reforma administrativa do governo federal em janeiro, quando deputados e senadores ainda n\u00e3o haviam tomado posse e, consequentemente, n\u00e3o havia iniciado oficialmente uma &#8220;sess\u00e3o legislativa&#8221;. Ou seja, h\u00e1 margem para questionar a qual per\u00edodo legislativo se refere a MP enviada em janeiro.<\/p>\n<p>A batalha pol\u00edtica entre Executivo e Legislativo&nbsp;culminou com a exonera\u00e7\u00e3o do presidente&nbsp;da Funai, o general da reserva do Ex\u00e9rcito Franklimberg Ribeiro de Freitas, na semana passada. O motivo da demiss\u00e3o n\u00e3o foi explicado, embora haja a suspeita de que tenha ocorrido por press\u00e3o da bancada ruralista.<\/p>\n<p>Em seu discurso de despedida, Ribeiro de Freitas afirmou que Bolsonaro estaria sendo mal assessorado no que diz respeito \u00e0s quest\u00f5es ind\u00edgenas e apontou que a Funai est\u00e1 sob constantes ataques movidos por interesses terceiros, com or\u00e7amento limitado e d\u00e9ficit de pessoal.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 20\/06\/2019<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente editou nova Medida Provis\u00f3ria sobre o tema, contrariando decis\u00e3o anterior do Congresso. 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