{"id":37306,"date":"2019-06-21T03:45:47","date_gmt":"2019-06-21T06:45:47","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=37306"},"modified":"2019-06-21T09:10:53","modified_gmt":"2019-06-21T12:10:53","slug":"nao-aceito-traicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/06\/21\/nao-aceito-traicao\/","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o aceito trai\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<h4><strong><em>A faxina<\/em><em>&nbsp; &nbsp;<\/em><\/strong><\/h4>\n<h5><em>Presidente faz mudan\u00e7as em cargos estrat\u00e9gicos pensando em uma equipe mais alinhada ao discurso do capit\u00e3o: uma verdadeira limpeza na m\u00e1quina.<\/em><\/h5>\n<div class=\"content-section content\">\n<p>Em menos de seis meses, o presidente Jair Bolsonaro promoveu uma limpa no governo: demitiu seis chefes de minist\u00e9rios, empresas p\u00fablicas e \u00f3rg\u00e3os ligados \u00e0 administra\u00e7\u00e3o federal. N\u00e3o por ind\u00edcios de corrup\u00e7\u00e3o como aconteceu no in\u00edcio do governo Dilma Rousseff (PT), mas por falta de afinidade ideol\u00f3gica ou administrativa. At\u00e9 o momento, j\u00e1 foram alvo da faxina bolsonarista o ex-ministro da Secretaria de Governo Santos Cruz, o ex-presidente do BNDES Joaquim Levy, os generais Franklimberg Ribeiro de Freitas, ex-presidente da Funai, e Juarez da Paula Cunha, ex-presidente dos Correios \u2013 al\u00e9m do ex-Secret\u00e1rio-Geral da Presid\u00eancia Gustavo Bebianno e o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o Ricardo V\u00e9lez Rodrigues. A maioria deles, amigos de farda do presidente, o que mostra que o capit\u00e3o n\u00e3o tem levado em considera\u00e7\u00e3o nem mesmo \u00e0 hierarquia militar para por em a\u00e7\u00e3o sua vassoura saneadora. Em todos os casos houve um similar m\u00e9todo de fritura, atingindo inclusive pessoas indicadas pelo pr\u00f3prio presidente, como o pr\u00f3prio Santos Cruz. Na pr\u00e1tica, Bolsonaro emitiu um claro recado aos demais integrantes do governo: n\u00e3o existe ministro indemiss\u00edvel e a tal carta branca franqueada pelo presidente no in\u00edcio do mandato era, na realidade, de outra cor.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00e3o aceito trai\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Bolsonaro parece exercitar o seu lado militar, estilo \u201cpreto no branco\u201d, ao definir quem vai seguir ou n\u00e3o com ele at\u00e9 o fim do governo. De acordo com auxiliares do Planalto, o presidente tem sido bem pragm\u00e1tico ao tratar do tema: n\u00e3o vai tolerar mais qualquer tipo de flerte de seus ministros com a chamada velha pol\u00edtica, em tentativas de conchavos que ele considere pouco republicanos. N\u00e3o que estes ministros tivessem algum envolvimento com esquemas de corrup\u00e7\u00e3o, mas todos perderam os empregos quando o presidente teve conhecimento de que eles estavam articulando a\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s que ele pregou na campanha. \u201cN\u00e3o aceito trai\u00e7\u00e3o no meu governo\u201d, disse o presidente Bolsonaro em recente reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>De todas essas exonera\u00e7\u00f5es, as de Santos Cruz, Joaquim Levy e Bebianno talvez tenham sido as mais simb\u00f3licas nessa linha. Embora amigo de Bolsonaro, Santos Cruz vinha sendo cozinhado em banho-maria h\u00e1 algum tempo. Pesaram contra ele os confrontos com Olavo e seu filho Carlos. O general foi acusado de ser complacente com a esquerda, atendendo parlamentares de siglas oposicionistas e tamb\u00e9m de articular acordos com integrantes da chamada \u201cvelha pol\u00edtica\u201d, recebendo no Pal\u00e1cio do Planalto integrantes de partidos como o PL, Solidariedade, DEM e PP. Al\u00e9m disso, bateu de frente com Carlos por causa das verbas de publicidade do governo.<\/p>\n<p>Outros dois amigos que Bolsonaro precisou varrer do governo foram os generais Franklimberg de Freitas (Funai) e Juarez Cunha (Correios). O presidente dos Correios foi demitido pela imprensa. Durante caf\u00e9 da manh\u00e3 realizado na quinta-feira 13 com jornalistas, Bolsonaro disse que demitiria Cunha da presid\u00eancia dos Correios porque ele \u201cestava agindo como sindicalista\u201d. Ele foi ao Congresso e l\u00e1 defendeu que a estatal n\u00e3o fosse privatizada, como deseja o governo. Outro que foi exposto publicamente foi o ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy. H\u00e1 tempos, o presidente vinha pedindo para ele abrir a \u201ccaixa preta\u201d do banco, revelando detalhes das opera\u00e7\u00f5es ilegais que Lula e Dilma fizeram no \u00f3rg\u00e3o. Mas Levy n\u00e3o atendeu o presidente. Resultado: foi praticamente defenestrado do governo no s\u00e1bado 15, durante uma entrevista coletiva na qual Bolsonaro dizia estar \u201cpor aqui\u201d com ex-todo poderoso do BNDES. Ele apressou-se e demitiu-se no domingo, antes mesmo que a vassoura de Bolsonaro o alcan\u00e7asse.<\/p>\n<p><em>Em todos as demiss\u00f5es houve um similar m\u00e9todo de fritura, atingindo inclusive pessoas indicadas pelo pr\u00f3prio presidente.<\/em><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Wilson Lima\/Isto\u00c9 &#8211; dispon\u00edvel na internet 21\/06\/2019<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A faxina&nbsp; &nbsp; Presidente faz mudan\u00e7as em cargos estrat\u00e9gicos pensando em uma equipe mais alinhada ao discurso do capit\u00e3o: uma verdadeira limpeza na m\u00e1quina. 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