{"id":37323,"date":"2019-06-22T03:00:31","date_gmt":"2019-06-22T06:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=37323"},"modified":"2019-06-22T06:31:18","modified_gmt":"2019-06-22T09:31:18","slug":"de-bebianno-a-floriano-as-mudancas-no-1o-escalao-do-governo-bolsonaro-em-seis-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/06\/22\/de-bebianno-a-floriano-as-mudancas-no-1o-escalao-do-governo-bolsonaro-em-seis-meses\/","title":{"rendered":"De Bebianno a Floriano: as mudan\u00e7as no 1\u00ba escal\u00e3o do governo Bolsonaro em seis meses"},"content":{"rendered":"<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"share-tools--no-event-tag\">\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-twite\">\n<p><em><strong>A dan\u00e7a das cadeiras precoce no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) continua.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p>Jorge Francisco de Oliveira ser\u00e1 o novo&nbsp;ministro&nbsp;da Secretaria-Geral da Presid\u00eancia, segundo anunciou o presidente nesta sexta-feira, 21 de junho. O cargo era at\u00e9 ent\u00e3o ocupado pelo general Floriano Peixoto, que foi transferido para o comando dos Correios.<\/p>\n<p>Oliveira comandava a Subchefia de Assuntos Jur\u00eddicos da Casa Civil, \u00f3rg\u00e3o que analisa a legalidade dos atos presidenciais &#8211; \u00e1rea que passar\u00e1 a integrar a Secretaria-Geral.<\/p>\n<p>Oliveira disse que, em um primeiro momento, acumular\u00e1 a fun\u00e7\u00e3o com a de ministro.<\/p>\n<p>Advogado e policial da reserva, Oliveira \u00e9 considerado um nome de confian\u00e7a de Bolsonaro.<\/p>\n<p>Ele tem uma rela\u00e7\u00e3o de longa data com a fam\u00edlia. Seu pai foi por 20 anos assessor do presidente quando ele ainda era deputado federal. Por sua vez, Oliveira assessorava o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, na C\u00e2mara.<\/p>\n<p>&#8220;[Oliveira] me acompanha h\u00e1 mais de 10 anos, 15 anos. \u00c9 o prefeito do Planalto. Desejo a ele boa sorte, felicidades e mais do que isso, temos plena confian\u00e7a no trabalho dele, como t\u00ednhamos no do Floriano&#8221;, disse o presidente.<\/p>\n<p>Por sua vez, Peixoto entrar\u00e1 no lugar do general Juarez Cunha, que estava na presid\u00eancia dos Correios desde novembro passado. Nomeado por Michel Temer, foi mantido no cargo por Bolsonaro.<\/p>\n<p>A demiss\u00e3o de Cunha foi anunciada na semana passada pelo Planalto, sob o argumento de que o militar se comportava &#8220;como sindicalista&#8221; e \u00e9 contra a privatiza\u00e7\u00e3o dos Correios.<\/p>\n<p>A troca representa a quinta mudan\u00e7a entre os nomes fortes do governo Bolsonaro em seis meses. Confira a seguir quem j\u00e1 deixou cargos do primeiro escal\u00e3o ou maior destaque neste per\u00edodo e quem assumiu em seu lugar.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Gustavo Bebianno<\/h2>\n<p>Homem de confian\u00e7a de Bolsonaro e um dos coordenadores da campanha \u00e0 Presid\u00eancia, Gustavo Bebianno n\u00e3o durou muito tempo no governo.<\/p>\n<p>No dia 18 de fevereiro ele foi demitido da Secretaria-Geral por &#8220;incompreens\u00f5es e quest\u00f5es mal entendidas&#8221;, como definiu o presidente em nota. Essa seria a primeira das tr\u00eas mudan\u00e7as que ocorreram na pasta em menos de seis meses de governo.<\/p>\n<p>A demiss\u00e3o ocorreu em meio a uma crise ap\u00f3s o jornal Folha de S.Paulo revelar que Bebianno repassou, quando presidia o PSL, R$ 400 mil para a campanha de uma candidata a deputada federal em Pernambuco que recebeu 274 votos.<\/p>\n<p>A crise se agravou quando Bebianno se desentendeu com Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente e vereador no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s negar que fosse piv\u00f4 de uma crise no governo e dizer que falou com o presidente tr\u00eas vezes com o presidente naquele dia, Bebianno despertou a f\u00faria de Carlos.<\/p>\n<p>O filho de Bolsonaro usou as redes sociais para dizer que Bebianno mentiu e chegou a divulgar um \u00e1udio no qual, segundo eles, o presidente diz que n\u00e3o poderia falar com o ministro.<\/p>\n<p>Bebianno foi sucedido pelo general Floriano, que agora d\u00e1 lugar a Oliveira.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Ricardo V\u00e9lez Rodr\u00edguez<\/h2>\n<p>Indicado por Olavo de Carvalho para o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o colombiano Ricardo V\u00e9lez Rodr\u00edguez foi demitido em 8 de abril, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de pol\u00eamicas e desgastes nos 97 dias em que esteve \u00e0 frente da pasta.<\/p>\n<p>Enquanto era ministro, V\u00e9lez criticou turistas brasileiros ao dizer que agiam como &#8220;canibais&#8221;. &#8220;Acha que sai de casa e pode carregar tudo&#8221;, declarou. Depois, desculpou-se e afirmou amar o Brasil e seu povo &#8220;incondicionalmente&#8221;.<\/p>\n<p>Em fevereiro, foi criticado por enviar uma carta a diretores de escolas em que pedia que os alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional, sem que houvesse autoriza\u00e7\u00e3o dos pais, e encerrou o texto com o slogan de campanha do presidente &#8211; &#8220;Brasil acima de tudo, Deus acima de todos&#8221; -, o que \u00e9 ilegal.<\/p>\n<p>Depois, recuou na medida e divulgou uma vers\u00e3o do texto sem a frase e afirmando que a quest\u00e3o do hino era apenas uma sugest\u00e3o.<\/p>\n<p>Atritos e disputas internos tamb\u00e9m levaram \u00e0 sa\u00edda de alguns de seus subordinados, como o ex-assessor especial Silvio Grimaldo e o ex-secret\u00e1rio executivo Luiz Antonio Tozi.<\/p>\n<p>Dias antes de anunciar a demiss\u00e3o, em um encontro com jornalistas, Bolsonaro disse que V\u00e9lez \u00e9 &#8220;uma boa pessoa&#8221;, mas que estava &#8220;bastante claro que n\u00e3o est\u00e1 dando certo (sua gest\u00e3o)&#8221;.<\/p>\n<p>Em seu lugar, assumiu o economista Abraham Weintraub, que foi um dos integrantes da equipe do governo de transi\u00e7\u00e3o comandada pelo atual ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Carlos Alberto dos Santos Cruz<\/h2>\n<p>Durante os seis meses em que fez parte da Secretaria de Governo, o general Santos Cruz se envolveu em alguns embates com os filhos de Jair Bolsonaro e o fil\u00f3sofo Olavo de Carvalho.<\/p>\n<p>Um desses embates come\u00e7ou ap\u00f3s uma entrevista de Santos Cruz \u00e0 r\u00e1dio Jovem Pan. Na ocasi\u00e3o, ele disse aos jornalistas que a influ\u00eancia das redes sociais \u00e9 ben\u00e9fica, mas tamb\u00e9m pode &#8220;tumultuar&#8221; e que deve haver cuidado para que ela n\u00e3o vire uma &#8220;arma de disc\u00f3rdia&#8221;.<\/p>\n<p>Jair Bolsonaro publicou em suas redes sociais uma mensagem ir\u00f4nica sugerindo que defensores de qualquer controle de meios de comunica\u00e7\u00e3o ou da internet poderiam fazer um est\u00e1gio &#8220;na Coreia do Norte ou em Cuba&#8221;.<\/p>\n<p>Olavo de Carvalho tamb\u00e9m respondeu de maneira mais r\u00edspida: &#8220;Controlar a internet, Santos Cruz? Controlar a sua boca, seu merda&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse desgaste, Santos Cruz ainda teria discordado com diversas decis\u00f5es tomadas pelo pelot\u00e3o de elite do governo e foi demitido mesmo ap\u00f3s fazer uma ampla defesa do governo no Senado.<\/p>\n<p>Uma semana ap\u00f3s deixar o cargo, Santos Cruz disse em entrevista \u00e0 revista \u00c9poca que o governo Bolsonaro se perde em &#8220;um show de besteiras&#8221;. Na quinta-feira, depois de participar da Marcha para Jesus, o presidente disse que o general \u00e9 uma &#8220;p\u00e1gina virada&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Joaquim Levy<\/h2>\n<p>O economista liberal pediu demiss\u00e3o da presid\u00eancia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) em 16 de junho, ap\u00f3s Bolsonaro dizer que Levy estava com &#8220;a cabe\u00e7a a pr\u00eamio&#8221;. Foi a primeira baixa na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.<\/p>\n<p>O presidente n\u00e3o aprovou a indica\u00e7\u00e3o, feita por Levy, de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercado de Capitais do banco porque ele foi assessor na institui\u00e7\u00e3o durante o governo do PT.<\/p>\n<p>Levy tamb\u00e9m fez parte da gest\u00e3o petista, como ministro da Fazenda de Dilma Rousseff. Mas Bolsonaro disse em outra ocasi\u00e3o que havia dado um voto de confian\u00e7a a ele a pedido de Guedes, porque n\u00e3o havia nada que o desabonasse.<\/p>\n<p>O descontentamento se deveria ainda ao fato de Levy n\u00e3o ter entregado uma promessa de campanha de Bolsonaro: abrir a suposta &#8220;caixa-preta&#8221; do BNDES, investigando supostas irregularidades ou ilegalidades em opera\u00e7\u00f5es do banco durante os governos do PT, como o financiamento a empreendimentos no exterior ou empr\u00e9stimos a grandes empresas brasileiras.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Guedes tamb\u00e9m teria ficado insatisfeito com o fato de Levy n\u00e3o estar liberando um repasse maior de recursos do BNDES para a Uni\u00e3o para ajudar a fechar as contas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Para seu lugar, foi escolhido o engenheiro e economista Gustavo Henrique Moreira Montezano, ent\u00e3o secret\u00e1rio especial adjunto de Desestatiza\u00e7\u00e3o e Desinvestimento do Minist\u00e9rio da Economia, que estaria mais alinhado com os objetivos do governo.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 22\/06\/2019<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dan\u00e7a das cadeiras precoce no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) continua. 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