{"id":38600,"date":"2019-08-02T02:10:02","date_gmt":"2019-08-02T05:10:02","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=38600"},"modified":"2019-08-02T04:47:16","modified_gmt":"2019-08-02T07:47:16","slug":"um-terco-do-desmatamento-de-junho-ocorreu-em-anos-anteriores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/08\/02\/um-terco-do-desmatamento-de-junho-ocorreu-em-anos-anteriores\/","title":{"rendered":"Um ter\u00e7o do desmatamento de junho ocorreu em anos anteriores"},"content":{"rendered":"<div class=\"newsHeader\">O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu ontem (1\u00b0) a informa\u00e7\u00e3o de que houve aumento de 88% no desmatamento em junho deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. O dado havia sido divulgado no in\u00edcio do m\u00eas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a partir da an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es do Sistema de Detec\u00e7\u00e3o do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que indicou perda de 920,4 quil\u00f4metros quadrados na Amaz\u00f4nia Legal no per\u00edodo.&nbsp;&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<article>Em entrevista \u00e0 imprensa, no Pal\u00e1cio do Planalto, ao lado do presidente Jair Bolsonaro e dos ministros Ernesto Ara\u00fajo (Rela\u00e7\u00f5es Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Seguran\u00e7a Institucional), Salles exibiu imagens de sat\u00e9lite para demonstrar que pelo menos 31% do total do desmatamento apurado em junho ocorreram em anos anteriores, principalmente em 2017 e 2018, mas s\u00f3 foram computados depois. Para chegar a essa conclus\u00e3o, segundo ele, foram analisadas imagens de 56% das \u00e1reas desflorestadas em junho indicadas pelo Deter.&nbsp; &nbsp;&#8220;Essa quest\u00e3o do desmatamento, para n\u00f3s, ela \u00e9 apol\u00edtica. N\u00e3o se trata de alocar os n\u00fameros de desmatamento neste governo ou em outros, mas simplesmente dizer que isso n\u00e3o aconteceu em junho de 2019 e que, portanto, o percentual do salto de 88% que foi alardeado est\u00e1 equivocado. Isso deveria ter sido computado ao longo do tempo no per\u00edodo em que foi acontecendo, e a fragilidade do sistema n\u00e3o permitiu&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O Deter \u00e9 usado desde 2004 para detectar o desmatamento em tempo real em \u00e1reas maiores do que 3 hectares (30 mil metros quadrados). Utilizando imagens dos sat\u00e9lites WFI\/CBERS 4 e AWiFS\/IRS, que cobrem a Amaz\u00f4nia a cada cinco dias, o sistema emite alertas de desmatamento que servem de apoio \u00e0s a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). S\u00f3 em junho deste ano, foram emitidos 3.250 alertas.<\/p>\n<p>De acordo com o pr\u00f3prio Inpe, o sistema n\u00e3o deve ser entendido como taxa mensal de desmatamento. &#8220;A cobertura de nuvens, intensa na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, pode impedir que uma \u00e1rea de devasta\u00e7\u00e3o seja identificada no m\u00eas que ela ocorre, e s\u00f3 apare\u00e7a quando a visibilidade melhorar&#8221;, diz o \u00f3rg\u00e3o. Al\u00e9m do lapso temporal, Ricardo Salles argumentou que houve ainda sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens de desmatamento.<\/p>\n<h2>Novo modelo de monitoramento<\/h2>\n<p>O ministro do Meio Ambiente confirmou que h\u00e1 uma tend\u00eancia de amplia\u00e7\u00e3o do desmatamento&nbsp;na regi\u00e3o, que vem sendo percebida desde 2012. Ele anunciou que um novo modelo de monitoramento de desmatamento na Amaz\u00f4nia ser\u00e1 adotado pelo governo. A ideia \u00e9 contratar novos servi\u00e7os de imagens de sat\u00e9lites, com alta resolu\u00e7\u00e3o, para complementar o trabalho do Deter. Na pr\u00e1tica, o governo deve manter a divulga\u00e7\u00e3o dos dados, mas qualificando melhor a an\u00e1lise dos comparativos mensais, a partir de imagens mais precisas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Nosso objetivo n\u00e3o foi, em nenhum momento, esconder informa\u00e7\u00e3o ou negar uma realidade, realidade essa, do desmatamento na Amaz\u00f4nia, que vem aumentando desde 2012, por diversas raz\u00f5es de press\u00e3o ilegal sobre a floresta, vem aumentando neste per\u00edodo, e n\u00f3s precisamos, a partir da real an\u00e1lise desses n\u00fameros, finalmente tratar de maneira franca, madura, direta, aberta quais s\u00e3o as raz\u00f5es para o desmatamento ilegal na Amaz\u00f4nia, de que forma dar alternativas de dinamismo econ\u00f4mico para aqueles que vivem na regi\u00e3o&#8221;, afirmou. De acordo com o ministro, ainda n\u00e3o h\u00e1 prazo para a implanta\u00e7\u00e3o do novo sistema que, segundo ele, ainda depende da contrata\u00e7\u00e3o, por meio de licita\u00e7\u00e3o, do servi\u00e7o de detec\u00e7\u00e3o de imagens mais precisas. &nbsp;<\/p>\n<p>O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o alarde que se criou em torno dos dados. Para ele, foi uma tentativa de atingir o governo. &#8220;Voc\u00ea, levando em conta o desmatado m\u00eas a m\u00eas, o desmatamento, no final, foi abaixo tamb\u00e9m, porque n\u00e3o foi levada em considera\u00e7\u00e3o a \u00e1rea sobreposta. N\u00e3o se levou em conta a \u00e1rea regenerada. Os n\u00fameros, no meu entender, eles foram espancados com o objetivo de atingir o nome do Brasil e o governo&#8221;, afirmou. O presidente tamb\u00e9m criticou a forma de divulga\u00e7\u00e3o dos dados e disse que vai apurar eventual responsabilidade.<\/p>\n<p>Bolsonaro&nbsp;prometeu demitir dirigentes de cargos de confian\u00e7a do governo que tenham atuado para prejudicar a imagem do pa\u00eds. &#8220;Se quebrar a confian\u00e7a, vai ser demitido sumariamente. N\u00e3o tem desculpa para nenhum ato, da parte de quem quer que seja. A quest\u00e3o de perder a confian\u00e7a, isso a\u00ed, no meu entender, \u00e9 uma pena capital. Temos muita responsabilidade em, realmente, identificar se houve ou n\u00e3o m\u00e1-f\u00e9&#8221;, afirmou.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 02\/08\/2019<\/strong><\/p>\n<p>Assista na&nbsp;<strong>TV Brasil<\/strong>: Minist\u00e9rio do Meio Ambiente vai mudar monitoramento da Amaz\u00f4nia<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Minist\u00e9rio do Meio Ambiente vai mudar monitoramento da Amaz\u00f4nia\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5iM1xr66x30?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu ontem (1\u00b0) a informa\u00e7\u00e3o de que houve aumento de 88% no desmatamento em junho deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. 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