{"id":39532,"date":"2019-08-30T04:50:19","date_gmt":"2019-08-30T07:50:19","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=39532"},"modified":"2019-08-30T07:22:30","modified_gmt":"2019-08-30T10:22:30","slug":"numero-de-servidores-aposentados-neste-ano-e-o-maior-desde-1996","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/08\/30\/numero-de-servidores-aposentados-neste-ano-e-o-maior-desde-1996\/","title":{"rendered":"N\u00famero de servidores aposentados neste ano \u00e9 o maior desde 1996"},"content":{"rendered":"<p>Mais de duas d\u00e9cadas depois, o funcionalismo p\u00fablico federal vive nova escalada de aposentadorias. O n\u00famero de pessoas que deixaram de trabalhar neste ano \u00e9 o maior desde a d\u00e9cada de 1990. At\u00e9 julho, 24.025 funcion\u00e1rios pediram o benef\u00edcio. No mesmo recorte de tempo de 1995, foram 36.873. E em 1996, 27.567.<\/p>\n<p>A grande sa\u00edda de servidores p\u00fablicos resvala mais uma vez em uma reforma da Previd\u00eancia. Entre 1995 e 1996, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tentava aprovar no Congresso mudan\u00e7as no regime de aposentadoria. O tucano queria, por exemplo,&nbsp;idade m\u00ednima de 65 anos para homens e 60 para mulheres. Por um voto, n\u00e3o teve sucesso.<\/p>\n<p>Hoje, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. As regras mais duras para a aposentadoria est\u00e3o em tramita\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada no&nbsp;Senado. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a sociedade brasileira e o servidor p\u00fablico acompanharam a costura de novas normas. O primeiro texto foi apresentado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), em 2016, mas acabou substitu\u00eddo por uma proposta da equipe econ\u00f4mica de Jair Bolsonaro (PSL).<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os com mais pedidos de aposentadoria s\u00e3o o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (4.557), o Instituto Nacional do Seguro Social (3.964), o Minist\u00e9rio da Economia (1.822) e o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (907).<\/p>\n<p>Entre os tipos de&nbsp;aposentadoria, a integral representa 98% dos casos: 16.031. As proporcionais somam 173 (1,1%). Mais de 15 mil pedidos foram volunt\u00e1rios e 332 por invalidez.<\/p>\n<p>Pelo pa\u00eds, Sudeste (33%) e Norte (28,9%) s\u00e3o as regi\u00f5es onde mais servidores deixaram \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais. Somente no DF, foram 1.340&nbsp;aposentadorias&nbsp;at\u00e9 julho. O n\u00famero \u00e9 41% maior do que em 2018, quando 948 deixaram de trabalhar. Em 1995, mais de 2 mil pessoas pediram o benef\u00edcio.<\/p>\n<h5>O secret\u00e1rio-geral da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Servi\u00e7o P\u00fablico Federal (Condsef), S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, acredita que o maior temor dos servidores no momento s\u00e3o os poss\u00edveis preju\u00edzos que poder\u00e3o ter com a proposta de reforma da Previd\u00eancia<\/h5>\n<p><strong>. <em>\u201cPor isso, a grande procura pelos&nbsp;<\/em><em>servidores<\/em><em>&nbsp;para se aposentar, no decorrer deste ano. Podem solicitar o requisito da aposentadoria cerca de 68 mil servidores. At\u00e9 2023, em torno de 50% da for\u00e7a de trabalho ativa do Executivo, no ritmo que vai, poder\u00e1 se aposentar. O servi\u00e7o p\u00fablico vai entrar em colapso com a aus\u00eancia de concursos\u201d, explica.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em tr\u00eas anos, 150.666 servidores p\u00fablicos federais se aposentar\u00e3o. O n\u00famero representa um quarto de todo o funcionalismo da&nbsp;Uni\u00e3o, que hoje tem nos quadros pouco mais de 621 mil trabalhadores. Somente neste ano, mais de 67 mil deixar\u00e3o o cargo, segundo estimativa do Minist\u00e9rio da Economia. A debandada continua em 2020. A quantidade de aposentadorias vai crescer 1,5% no pr\u00f3ximo ano e o volume chegar\u00e1 a 68,8 mil desligamentos.<\/p>\n<p>A reportagem entrou em contato com o Minist\u00e9rio da Economia, mas at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o deste texto o governo n\u00e3o havia comentado os dados. O espa\u00e7o continua aberto para manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Vac\u00e2ncias<\/strong><br \/>\nEm junho, o&nbsp;<strong>Metr\u00f3poles&nbsp;<\/strong>mostrou que o quadro de funcion\u00e1rios do&nbsp;governo federal&nbsp;tem mais de 253 mil vagas em aberto. Esse n\u00famero equivale a toda a popula\u00e7\u00e3o de uma cidade como Foz do Igua\u00e7u, no Paran\u00e1, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), tem os mesmos 253 mil habitantes.<\/p>\n<p>Levantamento do Minist\u00e9rio da Economia mostra que as maiores&nbsp;vac\u00e2ncias s\u00e3o nos minist\u00e9rios da Sa\u00fade (38,4 mil), Educa\u00e7\u00e3o (36,1 mil), Economia (35,8 mil) e no Instituto Nacional do Seguro Social (22,7 mil). A base da pesquisa refere-se a junho de 2019.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Ot\u00e1vio Augusto\/Metr\u00f3poles &#8211; dispon\u00edvel na internet 30\/08\/2019<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de duas d\u00e9cadas depois, o funcionalismo p\u00fablico federal vive nova escalada de aposentadorias. O n\u00famero de pessoas que deixaram de trabalhar neste ano \u00e9 o maior desde a d\u00e9cada de 1990. At\u00e9 julho, 24.025 funcion\u00e1rios pediram o benef\u00edcio. 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