{"id":39747,"date":"2019-09-07T04:00:32","date_gmt":"2019-09-07T07:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=39747"},"modified":"2019-09-07T05:34:03","modified_gmt":"2019-09-07T08:34:03","slug":"stf-reafirma-jurisprudencia-sobre-impossibilidade-da-concessao-do-reajuste-de-1323-a-servidores-publicos-federais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/09\/07\/stf-reafirma-jurisprudencia-sobre-impossibilidade-da-concessao-do-reajuste-de-1323-a-servidores-publicos-federais\/","title":{"rendered":"STF reafirma jurisprud\u00eancia sobre impossibilidade da concess\u00e3o do reajuste de 13,23% a servidores p\u00fablicos federais"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou sua jurisprud\u00eancia dominante no sentido da impossibilidade da concess\u00e3o de reajuste a servidores pelo Poder Judici\u00e1rio com fundamento no princ\u00edpio da isonomia. De acordo com o entendimento da Corte, a concess\u00e3o, por decis\u00e3o judicial, de diferen\u00e7as salariais relativas a 13,23% a servidores p\u00fablicos federais sem previs\u00e3o em lei viola o teor da S\u00famula Vinculante (SV) 37*. O tema \u00e9 objeto do Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo (ARE) 1208032, que teve repercuss\u00e3o geral reconhecida e julgamento de m\u00e9rito no Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n<p>No caso dos autos, a Terceira Turma Recursal do Juizado Especial Federal do Distrito Federal negou recurso contra senten\u00e7a que havia julgado improcedente o pedido de incorpora\u00e7\u00e3o do percentual de 13,23% aos vencimentos de um servidor federal. De acordo com a decis\u00e3o, a vantagem pecuni\u00e1ria individual institu\u00edda pela Lei 10.698\/2003 n\u00e3o tem natureza de reajuste geral de vencimentos e, portanto, n\u00e3o se aplica a todos os servidores p\u00fablicos.<\/p>\n<p>No recurso ao STF, o servidor sustentava que a norma, ao instituir vantagem pecuni\u00e1ria em valor fixo para todo o funcionalismo, teria reajustado os vencimentos dos servidores p\u00fablicos federais de forma geral e diferenciada entre as categorias, na medida em que representava uma recomposi\u00e7\u00e3o maior para quem recebia remunera\u00e7\u00e3o menor. Em seu entendimento, a hip\u00f3tese teria resultado em reajustes em percentuais distintos, o que n\u00e3o seria cab\u00edvel.<\/p>\n<p><b>Manifesta\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Em manifesta\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio Virtual, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF e relator do recurso, observou que o tema tem relev\u00e2ncia constitucional e \u201csignificativo impacto sobre as finan\u00e7as p\u00fablicas, atuais e futuras, da Uni\u00e3o\u201d. Ele destacou que a quest\u00e3o examinada interessa a grande parte dos servidores da Uni\u00e3o e que os fundamentos utilizados para sua solu\u00e7\u00e3o servir\u00e3o de par\u00e2metro para os demais casos semelhantes, considerando-se que o assunto vem sendo repetidamente trazido \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Supremo por meio de reclama\u00e7\u00f5es constitucionais.<\/p>\n<p>Segundo lembrou o ministro, o Tribunal, no exame do Tema 719, entendeu pela aus\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da mesma quest\u00e3o (concess\u00e3o do reajuste geral fundado na Lei 10.628\/2003) por considerar a mat\u00e9ria infraconstitucional. Ocorre que as duas Turmas do STF passaram a enfrentar o m\u00e9rito da quest\u00e3o no julgamento de reclama\u00e7\u00f5es e fixaram a tese de que a concess\u00e3o do percentual por decis\u00e3o judicial, sem o devido amparo legal, viola o teor da SV 37. Portanto, em nome da seguran\u00e7a jur\u00eddica, o ministro considerou recomend\u00e1vel que o Supremo se manifestasse de maneira definitiva e uniforme a respeito do tema, com a fixa\u00e7\u00e3o de tese a ser observada pelos demais \u00f3rg\u00e3os julgadores.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio pelo reconhecimento da repercuss\u00e3o geral na mat\u00e9ria foi un\u00e2nime. No m\u00e9rito, a maioria dos ministros acompanhou o relator no sentido de negar seguimento ao recurso e reafirmar a jurisprud\u00eancia da Corte, vencido o ministro Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n<p>A tese fixada foi a seguinte: A concess\u00e3o, por decis\u00e3o judicial, de diferen\u00e7as salariais relativas a 13,23% a servidores p\u00fablicos federais, sem o devido amparo legal, viola o teor da S\u00famula Vinculante 37.<\/p>\n<p><i>*&#8221;N\u00e3o cabe ao Poder Judici\u00e1rio, que n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o legislativa, aumentar vencimentos de servidores p\u00fablicos sob o fundamento de isonomia&#8221;.<\/i><\/p>\n<p><strong>Processos relacionados <\/strong><a class=\"noticia\" href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=1208032&amp;classe=ARE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ARE 1208032<\/a><\/p>\n<p><strong>STF 07\/09\/2019<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou sua jurisprud\u00eancia dominante no sentido da impossibilidade da concess\u00e3o de reajuste a servidores pelo Poder Judici\u00e1rio com fundamento no princ\u00edpio da isonomia. 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