{"id":40370,"date":"2019-09-26T04:30:39","date_gmt":"2019-09-26T07:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=40370"},"modified":"2019-09-26T10:42:55","modified_gmt":"2019-09-26T13:42:55","slug":"stf-revisao-anual-de-vencimentos-nao-e-obrigatoria-mas-executivo-deve-justificar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2019\/09\/26\/stf-revisao-anual-de-vencimentos-nao-e-obrigatoria-mas-executivo-deve-justificar\/","title":{"rendered":"STF: Revis\u00e3o anual de vencimentos n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria, mas Executivo deve justificar"},"content":{"rendered":"<p>Por maioria de votos (6 a 4), o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na sess\u00e3o extraordin\u00e1ria da manh\u00e3 desta quarta-feira (25), que o&nbsp;Executivo n\u00e3o \u00e9 obrigado a conceder revis\u00f5es gerais anuais no vencimento de servidores p\u00fablicos. No entanto, o chefe do Executivo deve apresentar, nesse caso, uma justificativa ao Legislativo. A decis\u00e3o foi tomada na an\u00e1lise do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 565089, com repercuss\u00e3o geral reconhecida, ao qual foi negado provimento.&nbsp;<\/p>\n<p>O processo discutia o direito de servidores p\u00fablicos do Estado de S\u00e3o Paulo a indeniza\u00e7\u00e3o por n\u00e3o terem sido beneficiados por revis\u00f5es gerais anuais em seus vencimentos, medida prevista no artigo 37, inciso X, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>O julgamento foi retomado com o voto-vista do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que acompanhou a diverg\u00eancia, negando provimento ao RE. A seu ver, o Judici\u00e1rio deve respeitar a compet\u00eancia do chefe do Executivo de cada unidade federativa, em conjunto com o respectivo Legislativo, para tomada de decis\u00e3o mais adequada na quest\u00e3o da revis\u00e3o anual.<\/p>\n<p>O presidente do Supremo apontou que o chefe do Executivo deve levar em conta outros fatores, como a responsabilidade fiscal, que prev\u00ea limites prudenciais de gastos com pessoal. Ele lembrou que a proposta or\u00e7ament\u00e1ria do Judici\u00e1rio de 2020, enviado pelo STF ao Congresso Nacional neste ano, n\u00e3o prev\u00ea a revis\u00e3o de recomposi\u00e7\u00e3o de perdas inflacion\u00e1rias. \u201cAs quest\u00f5es fiscais e or\u00e7ament\u00e1rias nos imp\u00f5em certos limites\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, para&nbsp;o ministro&nbsp;Toffoli, o direito \u00e0 revis\u00e3o geral est\u00e1 condicionado pelas circunst\u00e2ncias concretas de cada per\u00edodo, exigindo um debate democr\u00e1tico, com participa\u00e7\u00e3o dos servidores p\u00fablicos, da sociedade e dos poderes pol\u00edticos. Ele lembrou que a decis\u00e3o tomada pelo Supremo ter\u00e1 repercuss\u00e3o para a Uni\u00e3o e todos munic\u00edpios e estados. Citou ainda a S\u00famula Vinculante 37, que veda ao Judici\u00e1rio aumentar vencimentos de servidores p\u00fablicos sob o fundamento de isonomia.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o desta quarta-feira, seguiu esse entendimento o ministro Edson Fachin, formando assim a maioria, com os votos anteriormente proferidos nesse sentido pelos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso, Teori Zavascki (falecido), Rosa Weber e Gilmar Mendes. Em seu voto, Fachin afirmou que a revis\u00e3o prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal pode significar reajuste, recomposi\u00e7\u00e3o ou, precisamente, a presta\u00e7\u00e3o de contas no sentido da impossibilidade de adotar a medida.<\/p>\n<p>Ficaram vencidos os ministros Marco Aur\u00e9lio (relator), C\u00e1rmen L\u00facia, Luiz Fux, que j\u00e1 haviam votado pelo provimento do RE, e Ricardo Lewandowski, que&nbsp;na sess\u00e3o de hoje acompanhou essa corrente. Em seu voto, o ministro&nbsp;Lewandowski afirmou que \u00e9&nbsp;preciso haver&nbsp;mecanismos para que uma ordem constitucional clara&nbsp;tenha efetividade.&nbsp;<\/p>\n<p><b>Tese<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o julgamento, foi fixada a seguinte tese de repercuss\u00e3o geral: \u201c<i>O n\u00e3o encaminhamento de projeto de lei de revis\u00e3o anual dos vencimentos dos servidores p\u00fablicos, previsto no inciso 10 do artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, n\u00e3o gera&nbsp;direito subjetivo a indeniza\u00e7\u00e3o. Deve o Poder Executivo, no entanto, se pronunciar, de forma fundamentada, acerca das raz\u00f5es pelas quais n\u00e3o prop\u00f4s a revis\u00e3o<\/i>\u201d.<\/p>\n<p><strong>Processos relacionados <\/strong><a class=\"noticia\" href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=565089&amp;classe=RE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">RE 565089<\/a><\/p>\n<p><strong>STF 26\/09\/2019<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria de votos (6 a 4), o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na sess\u00e3o extraordin\u00e1ria da manh\u00e3 desta quarta-feira (25), que o&nbsp;Executivo n\u00e3o \u00e9 obrigado a conceder revis\u00f5es gerais anuais no vencimento de servidores p\u00fablicos. No entanto, o chefe do Executivo deve apresentar, nesse caso, uma justificativa ao Legislativo. A decis\u00e3o foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":40371,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-40370","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/download-2.jpg?fit=400%2C271&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40370"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40370\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40371"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}