{"id":43449,"date":"2020-01-02T02:44:58","date_gmt":"2020-01-02T05:44:58","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=43449"},"modified":"2020-01-01T10:48:34","modified_gmt":"2020-01-01T13:48:34","slug":"ghosn-diz-que-fugiu-do-japao-para-nao-ser-refem-da-justica-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/02\/ghosn-diz-que-fugiu-do-japao-para-nao-ser-refem-da-justica-do-pais\/","title":{"rendered":"Ghosn\u00a0diz que fugiu do Jap\u00e3o para n\u00e3o ser &#8220;ref\u00e9m&#8221; da Justi\u00e7a do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Ex-chefe da Renault-Nissan-Mitsubishi est\u00e1 no L\u00edbano ap\u00f3s escapar da pris\u00e3o domiciliar em T\u00f3quio, onde aguardava julgamento por fraude fiscal e m\u00e1 conduta financeira. Advogado diz que a\u00e7\u00e3o de seu cliente \u00e9 &#8220;imperdo\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>O ex-chefe&nbsp;da Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, confirmou nesta ter\u00e7a-feira (31\/12) que est\u00e1 no L\u00edbano e disse que decidiu fugir do Jap\u00e3o para n\u00e3o ser &#8220;ref\u00e9m&#8221; da Justi\u00e7a japonesa.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o fugi da Justi\u00e7a, escapei&nbsp;da injusti\u00e7a e da persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221;, disse Ghosn em comunicado recebido pela ag\u00eancia de not\u00edcias Efe horas depois de ter sido divulgado que ele havia deixado T\u00f3quio.<\/p>\n<p>A imprensa libanesa divulgara na segunda-feira&nbsp;a informa\u00e7\u00e3o de que Ghosn deixou sua pris\u00e3o domiciliar no Jap\u00e3o, embarcando em voo para o L\u00edbano.<\/p>\n<p>&#8220;Agora estou no L\u00edbano e n\u00e3o serei mais ref\u00e9m de um sistema judicial japon\u00eas parcial, onde se presume culpabilidade&#8221;, acrescentou Ghosn, 65 anos, que era at\u00e9 o ano passado uma das figuras mais poderosas do setor automotivo mundial.<\/p>\n<p>Ghosn aguardava julgamento em pris\u00e3o domiciliar por acusa\u00e7\u00f5es de fraude fiscal e m\u00e1 conduta financeira. Ele foi preso na noite de 19 de novembro de 2018, ao desembarcar de um jatinho no aeroporto de Haneda, em T\u00f3quio.<\/p>\n<p>O executivo foi libertado depois de mais de tr\u00eas meses, ap\u00f3s pagar fian\u00e7a equivalente a 8&nbsp;milh\u00f5es de d\u00f3lares, mas foi detido novamente quatro semanas depois. Ele saiu da cadeia ap\u00f3s mais de 20 dias, para cumprir pris\u00e3o domiciliar em T\u00f3quio.<\/p>\n<p>Junichiro Hironaka, um dos advogados do executivo afirmou que os tr\u00eas passaportes do ex-chefe&nbsp;da Nissan&nbsp;\u2013 franc\u00eas, brasileiro e liban\u00eas \u2013 est\u00e3o de posse de seus advogados, conforme estipulado nos termos da fian\u00e7a, e garantiu que Ghosn&nbsp;n\u00e3o poderia ter usado nenhum dos documentos para fugir do Jap\u00e3o. O advogado classificou o comportamento de seu cliente como &#8220;imperdo\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>A emissora de TV libanesa MTV afirma nesta ter\u00e7a-feira, citando uma fonte governamental, que Carlos Ghosn entrou no L\u00edbano com um passaporte franc\u00eas<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Estado de Economia e Finan\u00e7as da Fran\u00e7a, Agnes Pannier-Runacherse, se disse &#8220;muito surpresa&#8221; com a fuga de Ghosn, acrescentando que soube atrav\u00e9s da m\u00eddia que o executivo deixou o Jap\u00e3o, voando para o L\u00edbano.<\/p>\n<p>Pannier-Runacher tamb\u00e9m frisou, em entrevista \u00e0 r\u00e1dio France Inter, que ningu\u00e9m est\u00e1 acima da lei, mas que Ghosn est\u00e1 apto a obter apoio consular do pa\u00eds, j\u00e1 que tamb\u00e9m \u00e9 franc\u00eas.<\/p>\n<p>Nascido no Brasil, cidad\u00e3o franc\u00eas e descendente de libaneses, Ghosn liderou a alian\u00e7a Renault-Nissan-Mitsubishi Motors e foi o respons\u00e1vel por uma not\u00e1vel recupera\u00e7\u00e3o da Nissan iniciada h\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas. Nesse per\u00edodo, ele ajudou a resgatar a montadora da quase fal\u00eancia com uma alian\u00e7a de capital com a francesa Renault.<\/p>\n<p>Conhecido por ser um agressivo redutor de custos, Ghosn foi nomeado pela Renault como diretor de opera\u00e7\u00f5es da Nissan em 1999 e, posteriormente, atuou como CEO da montadora japonesa de 2001 a 2017.<\/p>\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o de Ghosn, considerada alta para os padr\u00f5es japoneses, era questionada h\u00e1 anos. De acordo com emissoras japonesas, a empresa pagou a Ghosn quase 10 bilh\u00f5es de ienes (89 milh\u00f5es de d\u00f3lares) durante cinco anos, mas apenas 5 bilh\u00f5es de ienes (44 milh\u00f5es de d\u00f3lares) haviam sido declarados.<\/p>\n<p>O executivo enfrenta quatro acusa\u00e7\u00f5es no Jap\u00e3o, apresentadas em etapas. A primeira se refere a suposta sonega\u00e7\u00e3o de impostos de cerca de 44 milh\u00f5es de d\u00f3lares, metade do valor que teria recebido como remunera\u00e7\u00e3o entre 2010 e 2015, incluindo b\u00f4nus e sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ghosn tamb\u00e9m \u00e9 acusado de enriquecimento pessoal e de usar indevidamente recursos corporativos, incluindo benef\u00edcios recebidos mas n\u00e3o declarados, como a compra de um iate e de casas de luxo no Rio de Janeiro, Paris, Amsterd\u00e3 e Beirute.&nbsp;<\/p>\n<p>As outras duas den\u00fancias s\u00e3o sobre desvio de dinheiro para empresas de amigos e transfer\u00eancia de um preju\u00edzo de milh\u00f5es de d\u00f3lares em um mau investimento para a Nissan.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:&nbsp; Deutsche Welle brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 02\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-chefe da Renault-Nissan-Mitsubishi est\u00e1 no L\u00edbano ap\u00f3s escapar da pris\u00e3o domiciliar em T\u00f3quio, onde aguardava julgamento por fraude fiscal e m\u00e1 conduta financeira. 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