{"id":43811,"date":"2020-01-14T01:49:58","date_gmt":"2020-01-14T04:49:58","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=43811"},"modified":"2020-01-14T05:53:29","modified_gmt":"2020-01-14T08:53:29","slug":"quais-sao-as-perspectivas-para-a-economia-brasileira-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/14\/quais-sao-as-perspectivas-para-a-economia-brasileira-em-2020\/","title":{"rendered":"Quais s\u00e3o as perspectivas para a economia brasileira em 2020?"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Consumo deve impulsionar crescimento, enquanto desemprego e ind\u00fastria seguir\u00e3o como desafios, preveem economistas. Setores como varejo e constru\u00e7\u00e3o civil avan\u00e7aram, mas retomada ainda deve enfrentar longo caminho.&nbsp;<span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<p>Conflito comercial entre EUA e China pode ter impacto sobre exporta\u00e7\u00f5es do Brasil, afirmam economistas<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>N\u00e3o \u00e9 que a economia brasileira esteja pujante \u2013 ainda est\u00e1 longe de patamares pr\u00e9-crise \u2013, mas a previs\u00e3o de economistas \u00e9 de uma retomada mais acelerada em 2020.&nbsp;O&nbsp;crescimento deve ser pautado pelo consumo, e n\u00e3o pelo investimento, com desafios para a ind\u00fastria e para a gera\u00e7\u00e3o de empregos, afirmam.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio Focus do Banco Central, espera-se um crescimento do&nbsp;PIB de 2,3% em 2020, dentro do intervalo que o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou estimar, entre 2% e 2,5%. Para 2019, a estimativa \u00e9 que tenha havido um&nbsp;crescimento do PIB de 1,17%<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a&nbsp;lua-de-mel do mercado com o rec\u00e9m-empossado presidente Jair Bolsonaro, as proje\u00e7\u00f5es de crescimento foram sendo cortadas ao longo do ano passado, em meio a demonstra\u00e7\u00f5es de falta de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica por parte do Executivo&nbsp;e a um cen\u00e1rio exterior conturbado,&nbsp;principalmente pela disputa comercial entre&nbsp;Estados Unidos e China.<\/p>\n<p>No entanto, economistas ouvidos pela DW Brasil destacam&nbsp;avan\u00e7os no ano passado. Confira abaixo a avalia\u00e7\u00e3o deles sobre 2019 e suas perspectivas para 2020:<\/p>\n<p><strong>O que melhorou no \u00faltimo ano?<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista do que o governo entregou, os economistas ouvidos pela DW Brasil foram un\u00e2nimes ao citar a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/congresso-promulga-reforma-da-previd%C3%AAncia\/a-51217537\">reforma da Previd\u00eancia<\/a>, al\u00e9m da libera\u00e7\u00e3o do FGTS e da pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros Selic por parte do Banco Central (BC).<\/p>\n<p>&#8220;A mudan\u00e7a mais importante acho que foi o corte da taxa de juros Selic, at\u00e9 porque a economia n\u00e3o respondia, e o governo soltou medidas de est\u00edmulo, como a libera\u00e7\u00e3o do FGTS&#8221;,&nbsp;diz Paulo Gala,&nbsp;professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV) e economista da Fator Administra\u00e7\u00e3o de Recursos (FAR).<\/p>\n<p>Com juros menores, o cr\u00e9dito se expandiu: de janeiro a novembro, segundo n\u00fameros do BC, a concess\u00e3o de cr\u00e9dito livre cresceu 15% para pessoas f\u00edsicas e 12% para pessoas jur\u00eddicas. E com mais cr\u00e9dito e libera\u00e7\u00e3o do FGTS, o varejo avan\u00e7ou de janeiro a outubro \u2013 \u00faltimo m\u00eas apurado pelo IBGE \u2013 1,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2018, al\u00e9m de ter havido seis meses seguidos de crescimento.&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m beneficiada por uma Selic menor, a constru\u00e7\u00e3o civil conseguiu sair do buraco. Em 2019, o PIB do setor deve ter uma expans\u00e3o pela primeira vez ap\u00f3s cinco anos consecutivos de queda. A estimativa \u00e9 que o setor tenha crescido 2% em 2019, segundo dados divulgados em dezembro pelo Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Estado de S\u00e3o Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a FGV.<\/p>\n<p>Com\u00e9rcio, servi\u00e7os e constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o setores que, segundo os economistas entrevistados pela DW Brasil, devem seguir se expandindo em 2020.<\/p>\n<p>O professor da Escola de Economia e Finan\u00e7as da FGV Ant\u00f4nio Carlos Porto Gon\u00e7alves tamb\u00e9m aponta a redu\u00e7\u00e3o do risco-pa\u00eds como uma conquista de 2019. O indicador, que mede a desconfian\u00e7a de investidores, chegou em dezembro ao patamar mais baixo desde 2010, quando o Brasil ainda tinha grau de investimento, ou seja, carimbo de bom pagador.<\/p>\n<p><strong>O que ainda \u00e9 desafio?<\/strong><\/p>\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/mais-de-3-milh%C3%B5es-de-brasileiros-procuram-emprego-h%C3%A1-dois-anos-ou-mais\/a-51323948\">desemprego<\/a>&nbsp;permanece como um obst\u00e1culo: o Brasil ainda tem 12,5 milh\u00f5es de pessoas desocupadas, conforme dados divulgados pelo IBGE. No terceiro trimestre de 2019, a taxa foi de 11,8% ante 11,9%, registrado no mesmo per\u00edodo em 2018, e 12,4% em 2017.<\/p>\n<p>E o arrefecimento que se viu veio na esteira do aumento da informalidade, que bateu recorde. &#8220;S\u00f3 dois setores geram bom emprego e em quantidade: industrial e servi\u00e7os avan\u00e7ados, como tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) e servi\u00e7os financeiros. Esses dois setores crescem muito menos que o setor de servi\u00e7os tradicional&#8221;, diz Gala. &#8220;Enquanto esses setores n\u00e3o andarem, o bom emprego tamb\u00e9m n\u00e3o vai andar.&#8221;<\/p>\n<p>A ind\u00fastria, observa o economista, segue com dificuldades. O setor acumula queda de 1,1% de janeiro a novembro, e ainda est\u00e1 em um n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o 17,1% abaixo do patamar recorde alcan\u00e7ado em maio de 2011, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>Mas o desafio vai al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica brasileira, na avalia\u00e7\u00e3o de Vieira. &#8220;A ind\u00fastria tem problemas mais graves, porque ela tem uma parcela de problemas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade, e tamb\u00e9m por ser um setor, no Brasil, de&nbsp;<em>assemblage<\/em>, onde muito se monta e pouco se produz em termos reais&#8221;, aponta.<\/p>\n<p>Gala, por sua vez,&nbsp;defende que haja um esfor\u00e7o deliberado do governo de reindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Crescer a partir do investimento, e n\u00e3o s\u00f3 puxado pelo consumo, \u00e9 outra quest\u00e3o na qual talvez n\u00e3o se avance tanto ainda neste ano, segundo Vieira. &#8220;O investimento come\u00e7a a vir com as concess\u00f5es, mas concess\u00e3o tem tempo de maturidade desse investimento. Ainda que o dinheiro entre, a convers\u00e3o em investimento depende da maturidade do processo&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 na pauta econ\u00f4mica em 2020?<\/strong><\/p>\n<p>O pacote de privatiza\u00e7\u00f5es do governo, que avan\u00e7ou timidamente em 2019, deve ter mais \u00edmpeto em 2020. Para Gala, h\u00e1 certa ingenuidade do governo na quest\u00e3o da venda de estatais.<\/p>\n<p>&#8220;Em infraestrutura, a entrada do setor privado depende do setor p\u00fablico. Quando o governo faz grandes obras ou contrata grandes obras, a\u00ed a iniciativa privada entra para fazer as coisas, mas precisa da articula\u00e7\u00e3o do governo&#8221;, diz o economista.<\/p>\n<p>J\u00e1 Vieira acredita que a pasta da Economia acaba propondo um n\u00famero maior de companhias a serem vendidas para acabar aprovando um volume que gostaria de privatizar.<\/p>\n<p>&#8220;Paulo Guedes coloca 200 empresas [no pacote de privatiza\u00e7\u00f5es]&nbsp;para conseguir 100&#8221;, diz. \u00c9 com as concess\u00f5es que se espera atrair investimento estrangeiro para o pa\u00eds. &#8220;Os estrangeiros t\u00eam muito interesse no setor sanit\u00e1rio, e boa parte dele n\u00e3o existe, eles v\u00e3o ter que come\u00e7ar do zero&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>Na pauta deste ano, ainda caminham as reformas administrativas e tribut\u00e1ria, ambas com impacto para a economia. No exterior, o conflito entre as duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China,&nbsp;tamb\u00e9m pode sobrar para o Brasil, j\u00e1 que gera incerteza e avers\u00e3o ao risco por parte do investidor, al\u00e9m de poss\u00edvel impacto em exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 14\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consumo deve impulsionar crescimento, enquanto desemprego e ind\u00fastria seguir\u00e3o como desafios, preveem economistas. Setores como varejo e constru\u00e7\u00e3o civil avan\u00e7aram, mas retomada ainda deve enfrentar longo caminho.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conflito comercial entre EUA e China pode ter impacto sobre exporta\u00e7\u00f5es do Brasil, afirmam economistas N\u00e3o \u00e9 que a economia brasileira esteja pujante \u2013 ainda est\u00e1 longe de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":43812,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-43811","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/economia-1-1-590x333-1.jpg?fit=590%2C333&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43811"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43811\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/43812"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}